Maçã com Canela
8 Capítulo 8
Notas iniciais
O sol brilhava forte na cidade de Chicago e a família Mills-Swan se preparava para mais uma semana.
— HENRY!! NÓS VAMOS NOS ATRASAR!! — Regina gritava do pé da escada. Era sempre assim, nos momentos mais importunos Henry queria provar sua “independência” — das fraldas, claro — pedindo para se vestir sozinho, escovar os dentes sozinho, usar o banheiro sozinho… E nessa manhã não foi diferente.
— Eu vou atrás dele amor. — Emma deu um selinho em Regina e virou-se para subir as escadas. No segundo degrau ela parou, virou-se em direção à Regina e foi até a morena, agarrando-a e dando-lhe um beijo arrebatador. — Você está muito gostosa nessa roupa, Senhorita Mills. — Ela sussurrou contra os lábios da morena antes de subir os degraus correndo.
“Maluca…” Regina balançava a cabeça e ria da namorada.
— Filho? Tá tudo bem? — Emma entrou devagar no quarto do menino. A cena que encontrou era no mínimo engraçada. Ele estava com a cabeça entalada na manga da camiseta, numa tentativa falha de por a mesma, e seu braço estava no buraco onde para estar a cabeça. Ele estava preso. Emma segurou o riso.
— Mãe, a senhora poderia me ajudar? — Sua voz saia abafada. Emma retirou a camiseta do menino e a colocou novamente, dessa vez do jeito certo. — Obrigado.
— Você está pronto? Sua mãe já está ficando louca lá em baixo. Se nós demorarmos mais um pouco, ela vai me matar, depois você, e depois eu de novo. Você sabe que ela não lida muito bem com atrasos, né?
— Como sei! — Ele deu a mão para Emma. — Vamos?
— Finalmente!! — Regina já estava com a bolsa, chaves e casaco na mão. Ela tinha um semblante irritado e impaciente.
— Desculpe mamãe, me atrapalhei. — Suas pequenas e gorduchas bochechas estavam rosadas. Ele sabia o quanto demorava para fazer as coisas sozinho, mas ele só iria aprender se praticasse, não? Regina respirou fundo, não iria brigar com o menino por algo tão inocente.
— Tudo bem Henry, só que quando eu disser que estamos atrasados e que é para eu ou Emma te ajudar, você deve aceitar a ajuda, combinado?
— Sim! — Ele deu um sorriso maravilhoso que refletiu no rosto de Regina.
— Mãe, eu não quero mais ir para a escola das crianças pequenas. Quando eu vou estudar com as crianças maiores? — Ele questionava a loira enquanto ela colocava-o o cinto.
— Quando você for uma criança maior. — Ela gentilmente fechou a porta e encaminhou-se ao seu acento na frente.
— E quando será isso mamãe? — Ele fitou a morena pelo espelho retrovisor.
— Ano que vem, querido. — Ela virou-se para responder.
— Só ano que vem? Porque não hoje? — Ele estava lindamente emburrado.
— Por que você ainda é pequeno, garoto. — Disse Emma pondo seu cinto enquanto Regina dava a partida.
— Eu quero ser grande! Ai vou poder fazer um moooooonte de coisas. — Ele disse em tom sonhador.
— Inclusive colocar a camiseta sozinho? — Zombou Emma, rindo em seguida.
— Mamãe!! Olha ela!! — Ele ficou realmente bravo.
— Emma. — repreendeu Regina, enquanto continuava prestando atenção ao trânsito.
— Desculpe amor, mas você tinha que ver nosso garotinho preso na camiseta. — Ela ria. Regina lançou seu olhar mortal e Emma parou na hora. Henry continuava brabo. Emma foi se desculpar com ele.
— Filho, desculpa? Eu só estava brincando. — De braços cruzados ele virou o rosto para Emma. Ela resolveu mudar de tática. — Sabe o que é pior que ficar preso na camiseta? Por as duas pernas no mesmo buraco da calça. — Funcionou. Henry riu um pouco, mas continuava de rosto virado e braços cruzados. — E depois tentar andar e… cair de cara no chão! — Sucesso! Henry desemburrou e caiu na gargalhada. Regina ria também.
— Você fez isso? — Ele ainda ria.
— Váááááárias vezes, garoto! — O tom dela o fez rir ainda mais.
Há alguns quilômetros dali Robin contava o que havia acontecido na noite de sábado com Regina para Marian. Ele acabara de levar Roland para a creche e tinha coisas importantes para resolver e pessoas com quem lidar.
— Está brincando que além de vagabunda ela também é sapatão!? Você é mesmo um broxa Robin!
— Como você é ridícula! Eu vou te mostrar quem é o broxa. — Ele agarrou a mulher, que se desvencilhou rindo.
— Eu estava brincando. Mas ela está com essa policial há muito tempo? Tipo, desde que estava contigo? — Ela adorava provocar Robin. Isso a deixava com tesão e o sexo era muito mais selvagem e gostoso.
— Claro que não! Isso é recente! Elas se conheceram depois que Regina e eu nos separamos. Só que isso não deixa de ser abominável e intolerável.
— Ah, tá bom! Vai dizer que nunca sentiu tesão vendo duas mulheres se beijando? Que nunca se masturbou vendo uma cena dessa?
— E você, já?
— Claro que não Robin, que nojo!
— Nojo é? Então do que você gosta? — Ele sorriu maliciosamente. Ela também. Robin sentou no sofá enquanto Marian se ajoelhava na frente dele e abria seu jeans.
Ele sorria, relaxadamente. Após ela pegar um pano e limpar a bagunça que fizeram, Robin fechou a calça, levantando-se.
— Você não vai trabalhar hoje?
— Vou, mas antes preciso resolver esse probleminha da Regina. — Ele entrou no quarto que ele chamava de escritório, mas na verdade era um quarto que continha seus prêmios de caça e os animais, empalhados, que renderam esse prêmio. Ele pegou o telefone e discou um número que achava que nunca mais fosse precisar.
— Alô?
— É o Robin. Precisamos conversar. É sobre Regina e Henry. — a voz feminina demorou a responder.
— Venha até minha casa. Lembra-se onde é?
— Sim, senhora. — e desligou.
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