Maçã com Canela
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Fiquei pensando em tudo o que havia acontecido mais cedo e respirei aliviada. Aquele dia poderia ter terminado com Henry e eu aos prantos, ao invés de Henry envolvido pelas histórias de Emma no outro quarto e eu andando em uma nuvem de alegria.
A casa logo ficaria silenciosa, com exceção dos suspiros que eu pretendia arrancar da minha loira. Terminei meu banho e encontrei ela deitada com um sorriso no rosto.
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Regina já deveria estar saindo do banho pelo tempo que fiquei com Henry no quarto. Ultimamente ele estava mais elétrico, mas eu esperava que fosse coisa da idade.
Fiquei considerando que treinar soldados não era tão ruim quando você comparava ao fato de cuidar de crianças que estavam na fase dos "porquês" e de arremedar.
Henry seria o melhor filho do mundo depois da adolescência... E, pensar em como ele poderia ser na adolescência, quase me deu um ataque cardíaco. Se ele fosse a metade mandão do que Regina era, eu teria problemas... Melhor, por enquanto, pensar e aproveitar apenas os momentos em que ele ainda queria assistir desenhos infantis comigo e ouvir histórias.
Deitei bufando. E por onde eu deveria começar para fazer Regina se sentir especial depois daquele dia? Eu disse mais cedo que não ia começar nada que não pudesse durar mais do que 30 minutos, e agora, eu tinha a noite toda.
Lembrei da nossa primeira vez. Aquele dia tinha sido mágico. Henry iria ficar com Robin e, sabendo disso, convidei Regina pra sair. Quando cheguei na casa dela, o sorriso que ela deu quando meu viu foi maravilhoso. Aquilo me aqueceu completamente.
Fomos ao cinema e a um restaurante que eu achei que poderia impressioná-la. Eu queria muito impressioná-la.
Tínhamos dito que nos amávamos há dois dias e aquele era nosso primeiro encontro como namoradas.
Quando saímos do restaurante, andamos até o carro de mãos dadas. Eu queria beijá-la ali. Ela estava tão linda... Mas não sabia a reação que ela teria a um beijo. E um beijo em lugar público. Quando sentei atrás do volante e me virei pra ela, ela olhava pra mim e foi se aproximando.
– Eu quis fazer isso a noite toda... – ela murmurou enquanto encostava seus lábios nos meus. No início, foi um beijo gentil e suave, mas logo tornou-se mais impetuoso e exigente. Foi o melhor primeiro beijo da minha vida! Mas devia ser só porque era com Regina. Ela tinha um dom para maximizar o que eu sentia.
– Vamos para a minha casa – eu pedi. Bem, a intenção era pedir, mas na verdade eu apenas afirmei, com a mente nublada pelo calor que os beijos dela criaram. E como ela não recusou, eu entendi como uma concordância.
Conversamos sobre nossos trabalhos até chegarmos no meu apartamento. Aquele tópico era o melhor para aplacar um pouco aquele calor todo que tinha se espalhado dentro do carro. Quando chegamos, perguntei se ela queria alguma coisa. Ela negou. Ficamos em silêncio por uns instantes.
– Regina, eu entendo se você quiser ir embora ou apenas sentar e conversar…
– Você já fez isso antes? – ela me interrompeu.
– Não. – ao menos não com uma mulher, pensei – Você já?
– Não. Quer dizer, obviamente não com…
Eu a impedi de continuar e a beijei. Desesperadamente. Regina parecia ter a mesma pressa que eu, pois ela me despiu com urgência, seus lábios percorrendo cada centímetro do meu pescoço.
– Eu não sei bem como fazer isso... eu... – sussurrou Regina enquanto eu a deitava no sofá, que era o lugar mais próximo da gente.
– Linda, eu também não sou expert nisso, mas a gente consegue, ok?
Regina me beijou e eu tirei o que restava das roupas dela. Eu queria que aquilo fosse perfeito, e pra minha sorte, o sofá era tão confortável quanto a cama.
Regina era linda, como eu já imaginava, simetricamente perfeita em cada detalhe, e tudo o que eu queria era me perder naquelas curvas que me levariam para Vênus e de volta a Terra. Eu beijava o pescoço dela ao mesmo tempo que minhas mãos deslizavam pelo seu corpo. Eu não sabia o que fazer e isso era fato, então deixei meus instintos me guiarem. Só tinha um objetivo: dar prazer a ela. Regina, sob mim, esfregava sua perna meu sexo, ao passo que eu lhe fazia o mesmo. Gemiamos. Nossos suores se mesclavam. Ela arranhava minhas costas e eu sua coxa, isso sem nunca pararmos de nos beijar, chupar pescoços ou morder.
Minha mão foi invadindo seu espaço pessoal receosamente. Devagar foi indo para o lado interno de sua coxa e subindo cada vez mais. Então Regina para com tudo, segura minha mão e me olha nos olhos.
– Quero que nossa primeira vez seja especial Emma. Quero que façamos juntas. Quero te dar prazer ao mesmo tempo que… — Não deixei ela terminar de novo. DEUS! Como ela consegue ser tão perfeita? E em tudo, simplesmente em tudo! E o beijo dela? É o melhor de todos os beijos do mundo! Do universo! Poderia chegar ao orgasmo apenas com seus beijos. — Você vai continuar me interrompendo, Miss Swan? — Ela me sorriu maliciosamente. Esse “Miss Swan” dito dessa forma e nesse momento me deixou mais molhada ainda, se é que fosse possível.
– Se você me chamar assim mais uma vez eu juro que… — Ela deu uma risada baixa e rouca. Sexy. Que me fez parar de falar na mesma hora.
– Vai fazer o que comigo, Miss Swan?
– Isso. — E eu a penetrei subitamente, com dois dedos. Ela gritou meu nome e arqueou o corpo, buscando por mais contato. Comecei lentamente a retirar meus dedos de sua vagina, apenas para enterra-los de novo. Regina deu um longo e rouco gemido, me levando a loucura.
– Emma… Juntas… — Ela disse ofegante e pude sentir sua mão descendo pelo meu abdômen, me causando um arrepio gostoso e excitante. E quando ela me penetrou… Achei que iria explodir de tanto prazer.
Nossos gemidos, estalos de beijos e o barulho dos nossos corpos se amando eram os únicos sons ouvidos pelo apartamento.
– Amor… Mais… — Ela disse ofegante, me fazendo ficar maravilhosamente surpresa por ela ter me chamado de amor. Mas comentaria isso apenas depois. Fiz o que ela me pediu e não demoramos para chegar ao orgasmo. Juntas. Como ela lindamente pediu.
Ela tremia sob o meu corpo. As paredes de sua vagina apertaram meu sexo. Não resisti e tombei sobre ela, curtindo o meu orgasmo também. Ela retirou seus dedos de mim e eu senti um desconforto, me senti incompleta, mas isso passou assim que ela levou-os a boca e os chupou, um a um. Essa mulher vai me matar de tesão.
– Hum… Você é deliciosa, Miss Swan. Mas agora, quero provar direto da fonte. — OH MEU DEUS! foi tudo que consegui pensar antes dela me virar e descer pelo meu corpo, espalhando beijos que por si só já me levariam ao orgasmo.
Se tínhamos incertezas sobre como fazer aquilo, elas tinham ido embora naquele dia, em que nos amamos até o dia amanhecer.
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– Posso saber no que você está pensando? — perguntei deitando ao lado dela.
– No meu sofá oliva e em você nua nos meus braços — respondeu Emma descaradamente, o que me fez rir.
Não dei chance dela comandar dessa vez e fiquei por cima dela, passando a explorá-la com minha língua. Nós nos tocamos e nos beijamos ardentemente, só parando quando um extasiante prazer invadiu nossos corpos.
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