Maçã Podre

3 Capítulo 3: The Stranger


Notas iniciais
Yoo amores *é recebida por pedradas*. Ai calma gente. Não foi por mal que não atualizei, é que eu passei por algumas coisas meio tensas e não conseguia me concentrar corretamente na fic, mas enfim e finalmente aqui está.
E já comecei a passar o próximo capitulo pro pc, acho que ele vai ser bem... Interessante e divertido. COFCOF quem diria que Alice não é a única maníaca ciúmenta aqui? COFCOF
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
E TEMOS UM PERSONAGEM NOVO, WEEE. Ele aparece no fim do capítulo e é baseado em um personagem de uma série que amo muito.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~Ah, alguns personagens podem ficar sem aparecer em um ou outro capítulo, acho melhor assim para não deixar tudo muito confuso.
E falando em confusão, não se preocupem que toda e qualquer ponta solta será fechada mais cedo ou mais tarde XD
AHHHHHH a parte do grampo de cabelos foi baseada em uma sugestão da Jovana a.k.a Gi, que disse que a alcie deveria tentar usar um clipe de papel. Amei a idéia da Alice tentando abrir a porta com um truquezinho desses e por isso decidi por aqui XD

Alice’s POV

Me concentro enquanto contorço o pequeno grampo de cabelos no buraco da fechadura do quarto de Lay. Isso parece ser bem mais fácil em filmes, não imaginei que passaria duas horas tentando abrir essa porcaria em vão.

–O que diabos você tá fazendo? –Sussurra uma voz feminina do meu lado e por pouco não grito.

–Linn? Como você entrou em casa?

–Layne me deu uma cópia da chave. –Linn diz mostrando uma chave e com um sorriso malicioso estampado no rosto. Depois vou ter uma conversinha com Lay sobre essa chave.

–Bem, alguma chance de ele ter dado a do quarto?

–Não, mas a gente dá um jeito. Agora vem que você vai me explicar o que aconteceu.

Linn fica de frente para a porta do quarto, batendo nela com força.

–Abre essa porta Layne.

–Não. Quero ficar sozinho. Me deixe em paz, sua chatinha.

–Sozinho agora e nesse estado? Vai sonhando!

–Bem, eu não vou abrir a porta. –Layne grita emburrado. Ótimo, tenho que assistir enquanto as duas crianças brigam.

–Se você não abrir eu arrombo essa porcaria.

–Faça isso.

–Linn acho melhor tentarmos novamente mais tarde...

–Você acha? –Linn começa a se afastar e antes que eu possa pensar que ela desistiu a doida corre pra cima da porta, chutando-a. O que não dá muito certo, pois além da mesma não se abrir, Linn termina machucando o pé.

–Sua maluca. Você tá legal? E você achou mesmo que um chute faria a porta abrir?

–Não foi nada. E olha quem fala a moça do grampo.

–É melhor você desistir, ou vai acabar se matando. –Layne diz e posso ouvir uma risadinha. Pelo menos já sei que ele não está mais tão mal assim.

A maluca não diz nada e apenas volta a se afastar da porta, e então se choca contra ela com força, só que dessa vez usando o peso do corpo. Ela faz isso mais duas vezes, até que a fechadura termina cedendo. Eu devia ter pensado em algo assim.

–Caralho Layne! –Ela diz enquanto entra no quarto de Lay.

–Porra Linn, você vai me dar uma fechadura nova.

–Que se dane eu compro 100. –Linn se aproxima de Layne e os dois se encaram por alguns segundos, mas logo ele a puxa e a abraça. Não. Sentir. Ciúmes. Não. Sentir. Ciúmes... Respira Alice. –É com você agora. –Ela me diz enquanto puxa meu braço e se afasta de Layne para que eu possa ficar com ele. Tá, talvez ela não seja tão má assim... Ou talvez ela seja uma maníaca que está tentando rouba-lo de mim e tudo isso é parte de um plano e... Menos Alice.

Depois de algum tempo Layne dorme e Linn e eu decidimos ficar na sala assistindo TV com o áudio bem baixinho, para não acorda-lo.

–Valeu pela ajuda. –Digo depois de um tempo de silencio.

–Sem problemas. Obrigada por ter confiado o suficiente para me chamar. Valeu a pena cancelar os shows por isso.

–Você cancelou os shows de sua banda?

–Nós todas decidimos cancelar. As meninas vieram comigo, depois te apresento elas.

–Certo. Liz veio também?

–Sim. Afinal são problemas com a família dela.

–Hmm e a Rapha?

–Não pode vir, Ela falou algo sobre uma entrevista e aparecer em Jogos Vorazes...

–Que pena.

–É né, você a ama tanto e não sente nem um pouco de ciúmes.

–Vai se dana. Mas e então, vocês vão ficar aqui?

–Não, vamos todas ficar em um hotel. Eu não sou louca de ficar aqui, não quero ver aquele cretino pessoalmente.

–Mas o Layne não vai trazê-lo aqui, ele nem quer ver o pai.

–Uhum, aposta quanto que logo isso vai mudar? Ele vai terminar convencendo o Layne a aceitá-lo. Pior ainda, a deixa-lo morar aqui.

–Acho que você está exagerando.

–Espere e veja. Agora fica quieta que está muito tarde para eu ir pra casa e quero dormir. –A criatura diz enquanto se espreguiça e põe a cabeça no meu colo. Eu mereço...

–Cara... Você é muito folgada.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


Linn saiu logo cedo e Layne saiu um pouco depois. Não vou dizer que liguei pra Liz pra verificar se Linn estava lá sem meu namorado estar grudado nela e... É eu liguei. E ele não estava.

Meu celular toca me despertando de meus pensamentos e do tédio.

–Lay?

–Oi amor, você está em casa?

–Sim, algo errado?

–Bem... Não, mas... É complicado explicar, jájá chego aí e explico pessoalmente.

–Ok.

Não muito depois Layne chega acompanhado por um senhor que parece uma versão mais velha dele, suponho que seja seu pai. Ele não parece ser o monstro que Linn garantiu que é.

–Esse é meu pai, Bill. Lay diz indicando o homem. –Essa é a mulher da minha vida, pai. –Ele me olha nos olhos e sorri.

–É um prazer conhecê-la querida, Layne falou muito de você, mas mesmo assim não conseguiu fazer justiça á sua beleza. –Bill diz todo sorridente enquanto me abraça.

–Provavelmente ele exagerou. O prazer é meu.

Ele não parece mesmo ser tão ruim assim, mas ele abandonou o Lay, e ele fez a Liz sofrer, Linn garante que ele não presta...

–Deve ser estranho ficar sabendo do nada que tem um sogro e que ele está vivo, não?

–Um pouco. –Digo sorrindo. –Ainda mais por que você viu Liz há algum tempo e nem tentou contactar o Lay.

–Como é? – O rosto de Bill fica pálido e ele me encara com um olhar estranho. E olha... Talvez a Linn não tenha exagerado.

–Bem, hã... Meu pai vai para a reabilitação daqui a alguns dias e ele gostaria de ficar aqui até lá. Agora que você está morando aqui eu gostaria de saber se você aceitaria que ele morasse conosco.

–Oh. Bem, sim claro que pode. –Digo sorrindo meio nervosa. Por sorte meu celular toca. Pela primeira vez na vida agradeço por ele interromper o momento.

–E aí doida, o Lay está bem? -Interroga uma voz feminina e delicada do outro lado da linha, Liz. Óbvio que não poderia ser Linn com essa vozinha.

–Oi. Sim, agora está tudo bem. –digo sem citar o nome de Liz. Por enquanto prefiro que o pai dela não saiba que ela está por aqui.

–Sendo assim... Linn e eu vamos dar uma volta pela cidade e depois vamos encontrar nossas amigas e ir para um barzinho. Não quer vir conosco?

–Sim, claro.

–Ótimo. Estamos em uma reunião com o Tony agora, você poderia nos encontrar aqui no escritório dele em uma hora?

–Estarei aí. Posso levara Angie?

–Claro.

–Bem gente, é uma pena, mas tenho que sair. As meninas me chamaram para um passeio, mas seja bem vindo Bill. –Digo enquanto corro pra me arrumar e digitando o número da Angel no celular.


–Espera... Você falou mesmo isso para seu sogro? –Angie interroga enquanto me encara meio espantada. Estamos perto do escritório do Tony.

–Infelizmente sim. Do nada me senti chateada por ele ter sumido da vida do Lay e só ter reaparecido agora, e então rolou o comentário desnecessário.

–Bem, entendo que você tenha se magoado afinal essa história toda é meio estranha. Mas cuidado para não terminar magoando o Lay.

–Sim senhora. –Digo sorrindo. –Mas hey, é verdade que você e Matt oficializaram finalmente o namoro?

–Sim. –Angel sorri e fica meio ruborizada. –Eu estava com medo de aceitar, sabe... Quando pequena eu sonhava em namorar um príncipe, e não um traficante. Mas Matt é uma boa pessoa e eu o amo, não obrigarei ele a mudar.

–Ohh porque você tem que ser tão fofa. –Paro para apertas a bochecha de minha amiga e então reparo que na banca de jornal que está atrás dela tem uma revista em quadrinhos dos X-Men. E não uma edição qualquer, uma edição que para mim é duplamente especial.

–Algum problema? –Ela interroga se virando para o lado da banca.

–Hmm. Aquela revistinha ali... É a primeira aparição do Gambit, meu X-Men favorito.

–Nerd. –Angel sorri e me dá um tapinha na testa.

–Mas não é só isso, Tem uma foto da Rafa na contracapa.

–Rafa? Como em Rafaela, a sua filha?

–Yep. A foto foi vencedora de um concurso. Tive um ataque quando vi que minha mãe jogou meu exemplar fora. Vou comprar.

Antes que eu termine a frase um rapaz alto de cabelos castanhos quase pretos, e vestido de forma elegante pega a revista.

–O-ou. –Angel diz rindo.

–Hey, eu ia comprar essa revista.

–Ia, mas não vai mais. –Ele se vira e me encara, seus olhos são de um tom verde quase azulado bem clarinho, e não que eu tenha reparado, mas ele é bem bonitão.

–Wow. — Ouço Angel dizer atrás de mim. Aí, até a santa do grupo se impressionou.

–Ah eu vou sim. –Digo enquanto tiro ela da mão do cara. -Passei dois anos procurando essa porcaria desde que minha mãe jogou a minha.

–Bem, você tem sorte. Eu vi meu pai por fogo na minha há alguns dias. –ele a pega de volta com cara de desafiador.

–Sua perda foi mais recente. Minha!

–Minha!

–Essas crianças não são adoráveis? –Ouço Angel dizer parar o vendedor da banca. Ela deveria estar me apoiando aqui.

–Você não pode roubar ela de mim. Cretininho trapaceiro. –Tiro a revistinha da mão dele e ela cai longe, sendo pega por Angel.

–Você que demorou demais para pegá-la, ela é minha por direito. É a primeira aparição do Gambit caramba, não posso ver ela e não comprar. Vai ser minha nem que eu tenha que te amarrar e sair correndo com ela.

–Quer apostar que não?

–Se vocês quiserem, posso indicar o endereço do motel mais próximo... –O vendendo diz em tom de divertimento enquanto dá o troco de Angel, que comprou a revistinha.

–Hey, isso é trapaça! –O rapaz se aproxima deles e encara o vendendo. –Eu pago 200 dólares por essa revista.

–O que? Cara você não pode chegar pagando duzentos dólares por uma HQ, se tem toda essa grana vai comprar na net.

–Está bem conservada e isso é raro.

–Riquinho metido a besta. Eu... Eu dou 300.

–Ah eu... Adoraria que vocês ficassem leiloando e que chegassem aos mil dólares, mas sua amiguinha aqui comprou por 5 dólares já, pertence a ela.

–300 para você. O que acha mocinha? –Ele interroga enquanto encara Angel com expectativa.

–Acho que vocês dois são malucos e nem estão tão interessados assim na revista, no momento só querem competir. Mas a maluca ali é minha amiga e eu comprei pra dar para ela.

–Ela não pode ficar com ela. Eu... –Ele toma a revistinha da mão de Angel, que faz cara de choro. No momento tem alguns curiosos nos olhando disfarçadamente. Ótimo, espero que não me reconheçam e eu não saia em algum jornal.

–Não judia da minha amiga. –Digo irritada enquanto o empurro, mas o infeliz me puxa e vamos os dois ao chão.

–Sabe que olhando agora... Você fica uma gracinha irritada. –Ele diz sorrindo. O cara está o chão e estou por cima dele, aproveito para tomar a revista de sua mão.

–Cantadinhas não vão funcionar comigo só porque você é charmoso, senhor Don Juan de Marco de quinta categoria.

–O motel fica no próximo quarteirão e é mais privado que a rua. –O vendedor diz. Babaca, se divertindo com o sofrimento alheio.

–Então apelo para a trapaça. –Ele a puxa, mas não consegue toma-la de mim, pois estou segurando com força.

–Vamos ficar nesse impasse até completarmos 50 anos?

–Desista e tudo se resolve, querida. –Agora ambos estamos puxando-a.

–Ah nunca. Não vou perder pra você, engomadinho.

–Então ficaremos assim, pois também me recuso a perder.

Ficamos alguns segundos em um puxa-puxa irritante, parecendo duas crianças se engalfinhando no chão, mas ele termina puxando com muita força e a revista se rasga.

–Ahhh. Seu cretino, babaca. Você a rasgou!

–Foi você!

–Você!

–Alice deixa pra lá, a gente acha outra depois, ok? –Angel diz me puxando e me fazendo recobrar o pingo de sanidade que tenho. Agora tem vários curiosos nos encarando na maior cara de pau. E espero estar enganada, mas ouvi um barulhinho de celular tirando foto.

Levanto-me irritada e jogo a revista no rapaz, que está com cara de idiota, Angel se abaixa perto dele e sussurra algo, indicando a revista, gostaria de saber o que é, mas sei que ela nem vai me contar.

–Vamos embora Angie, as meninas devem estar nos esperando, não vamos perder tempo com porcarias.

–Sim.

Andamos em silencio até o escritório, que já estava bem perto. E assim que entramos no elevador para irmos até a sala do Tony, Angel começa a gargalhar. É a primeira vez que a vejo rir tão alto.

–Oh meu Deus, isso foi muito engraçado.

–Engraçado nada, dá pra acreditar naquele idiota infantil brigando daquele jeito por uma revistinha?

–Pois é, né? –Angel diz dando uma piscadela. –Essas pessoas altamente competitivas que são malucas o suficiente para brigar com desconhecidos no meio da rua... Coisa feia, não?

–Ele começou ok?

–Vocês fizeram o meu dia com esse show. E o de várias outras pessoas.

–Que mico.

–Espera até eu contar pras meninas. –Ela diz enquanto caminha até a porta de Tony e a abre, ele está lá dentro, junto com Linn e Liz.

–Alice o que houve com seu cabelo, está uma desordem. –Tony sorri e indica meu cabelo.

–Ela estava se estapeando com um rapaz no chão lá no meio da rua.

–Porque isso?

–Aquela mania dela de colecionar quadrinhos, sabe...

–Ah sim, péssimo hábito, essas coisas são fontes de ácaros.

–Não ligo. –digo me sentando em uma das cadeiras da mesa de reuniões. –Eu queria aquela revista e se aquele cretino, otário e metidinho não tivesse tentado tira-la de mim eu estaria com minha fonte de ácaros e um sorrisão no rosto.

–Me parece que foi algo divertido que aconteceu. –Liz sorri.

–Divertido? Aquele filho de uma p-

–Pai você tem uma moldura aí? –uma voz diz me interrompendo. Não, não essa voz. Não. Não.

Viro-me e dou de cara com o idiota de agora á pouco, ele está na porta nos encarando.

–Você...

–Jefferson meu filho, o que falei sobre não invadir minha sala no meio de minhas reuniões? –Tony diz sério. Espera, desde quando ele tem um filho?

Notas finais
Só para constar amores: Eu não pretendo desistir da fic, de forma alguma. enquanto ovcês estiverem lendo farei sempre o possível para atualizá-la, mesmo que tenha algum problema ou com falta de tempo. Acho péssimo você querer saber a continuação de uma fic e o autor simplesmente desistir e.e
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
E vou responder os reviews, caso falte algum é porque está trovejando aqui e fui obrigada a desligar o pc, mas respondo mais tarde.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Enfiiiim XD. Criticas, sugestões, ameaças de morte pela demora?