Maçã Podre

4 Capítulo 4: We are Both.


Notas iniciais
Gente queria muito agradecer por todos os reviews lindos de vocês ♥.
Eu ia atualizar domingo passado, mas tia Nyah entrou em manutenção, o bom é que pude dar uma editada no capítulo. u.u'
Jefferson dividiu opiniãos com sua primeira aparição q. Mas o pai de Lay já é odiado por todo mundo (inclusive por esta que vos escreve cofcof).
Agora vou deixar vocês lerem XD.
(o milagre das notas iniciais curtas ocorrendo).

Layne’s POV

Quando recebi aquela ligação não sabia como reagir, a pessoa do outro lado da linha declarou abertamente que era meu pai, o pai que haviam me garantido que estava morto.

O reencontro com ele foi estranho. Meu pai está muito magro, bem diferente de quando eu era pequeno. Ele me disse que se arrepende de ter ido embora e que passou anos procurando minha irmã e eu. E depois soltou a bomba a respeito de seu vício. Ele disse que está tentando se tratar, mas quando penso sobre isso me lembro do irmão de Andrew, tão magro e doente, e depois Alice me contando sobre sua morte...

Mas mesmo assim, ele é meu pai e não vou desistir dele apenas por culpa de seu vício, por isso decidi deixa-lo ficar em casa, só não entendi o que Alice quis dizer ao encontra-lo, aquilo que ela disse sobre ele ter visto Liz.

E agora que estamos a sós não tenho coragem de interrogá-lo sobre isso.

–Ela é uma garota um pouco estranha, sabe... Sua namorada. –Meu pai diz sorrindo.

–É bem essa a impressão inicial. –Digo rindo. Da primeira vez que vi Alice a achei meio doidinha, mas isso foi parte do motivo pelo qual me interessei por ela.

–E ela é uma boa namorada para você, meu filho?

–A melhor. Alice é muito dedicada e paciente comigo. Imagino o quanto deve ser difícil para ela lidar com o ciúme agora que existem vários tipos diferentes de mulheres me assediando.

–E você já ficou com alguma dessas mulheres? –Bill interroga com um meio sorriso no rosto.

–Não. Não pretendo trair Alice.

–Você é muito jovem meu filho, deveria aproveitar mais a vida antes de se envolver em um relacionamento sério.

–O senhor está sugerindo que devo traí-la?

–Oh não, eu não faria tal sugestão. Eu apenas disse isso porque acho que você é jovem demais para um namoro assim. Talvez devessem tentar um relacionamento aberto...

–Alice me mataria no segundo em que eu começasse a sugerir algo assim. E na verdade nem quero. –Encaro meu pai enquanto reflito se devo ou não perguntar sobre o que Alice falou e decido optar pela primeira opção. –Você viu Liz recentemente?

–Bem... Sua namorada deve estar enganada meu filho. Sua irmã teria lhe contado que me viu, não acha?

–É, acho que o senhor deve estar certo. –Suspiro e olho para o lado enquanto tento pensar em um assunto diferente. Depois interrogo a Alice o que ela quis dizer com seu comentário.


Alice’s POV

–“Meu filho”? –Interrogo enquanto meus olhos passam de Tony ao rapaz, Jefferson. –Eu não sabia que você tinha um filho.

–Bem, isso é porque ele fez questão de manter seu filho bastardo oculto até a morta da querida esposa. –Jefferson diz com seus olhos presos aos de Tony. Wow.

–Esposa? Mas você não tá ficando com a mãe do Layne, Tony?

–Namorando senhorita Alice. Estou namorando com ela. E bem... Minha amada esposa se divorciou de mim á três anos, mas preferi que ela não soubesse da existência de meu filho, não queria que ela soubesse que a traí.

–E ele morreu? Cara... Você precisa me contar mais essas coisas.

–Morreu há alguns meses.

–Eu sinto muito.

–Bem, isso não importa. Estou bem agora. E você Jefferson, o que deseja?

–Me perdoe. –Jefferson se aproxima de mim e pega uma de minhas mãos, depositando a foto de minha filha que ele havia rasgado junto com a revista nela. A imagem foi recortada da revista e está colada com fita adesiva nas costas. –Sua amiga me disse que sua filhinha estava na capa da revista e me senti péssimo por rasga-la, então tentei repara-la.

–Ah... Obrigada, acho. –Olho para o lado de Angel que vira o rosto e começa a assoviar. Quando contei meu segredo a ela fiz questão de deixar claro que era um SEGREDO, nem toda a fofura do mundo a salvará de uma bronca. –Mas como você planejava me entregar isso? –Interrogo.

–Eu esperava voltar a vê-la na banca de jornal algum dia, afinal se você se interessou tanto pela revista poderia haver grandes possibilidades de voltar para lá procurando por outra.

–E ia guardar isso até esse dia?

–S-sim. –Ela olha para o lado meio desconcertado. Eu não sei se essa é a coisa mais fofa do mundo ou a mais insana, mas foi gentil dele querer guardar a foto. –E eu vou achar outra revistinha em boas condições e comprarei ela para você. –Jefferson diz sorrindo cordialmente, e então beija minha mão. Considerando que existem mais 4 pessoas na sala isso é meio... Constrangedor.

–Ah Alice porque você não disse que o tal cretino com quem se atracou na rua era tão gostosinho e fofo? Se eu soubesse disso teria ido tirar satisfação com ele por você. –Liz diz com um sorrisinho malicioso no rosto.

–Tony eu não sabia que alguém como você era capaz de fazer algo tão... Bom e bem feito. –Linn diz com um sorrisinho também estampando em seu rosto. Elas querem me matar de vergonha.

–Senhorita Elmer eu sou capaz de fazer muitas coisas boas. Mas agora, gostaria que alguém me explicasse a atual situação. O que Jefferson quis dizer com “sua filha”?

–Você tem seus segredos e eu tenho os meus.

–Hey nós não vamos mais sair? –Angel diz sorrindo nervosa.

–Vamos agora. Olhar para o Tony por muito tempo me deixa com dor de cabeça. –Linn diz enquanto mostra a língua para Tony, que tenta pegá-la e fracassa.

–Quer vir com a gente? –Liz interroga olhando para Jefferson. Ela quer mesmo me matar de vergonha é?

–Ah eu... Melhor não. –Ele diz com um sorriso. Nossa, que dentes tão branquinhos e bonitinhos e... Alice acorda.

–Vem. Vai ser divertido. –Angel diz toda sorridente. Isso é algum tipo de complô? Alguém lembra que ele rasgou a foto da minha filha? –Ainda mais com você e Alice disputando tudo. –Ela olha para o meu lado piscando e bem, é oficial. Vou ali me matar.

–Ah ótimo. Tanto trabalho para endireita-lo e vocês aparecem para corrompê-lo.

–Shh quietinho Tony, porque você não vai tomar o sangue de alguma criatura inocente por aí e deixa o rapaz ser feliz? –Linn diz e não espera resposta, sai arrastando Jefferson porta fora.

–Ela é tão meiga e educada. –Ouço Tony dizer enquanto as meninas e eu saímos.


Depois de meia hora em um taxi ouvindo piadinhas sobre o que aconteceu entre Jefferson e eu, finalmente chegamos a um barzinho e sou apresente ás parceiras de banda de Linn e Liz. Uma morena de cabelos longos, chamada Nagase Rukia, uma ruiva de cabelo ainda mais longo que o de Naga, a Lia Collins e uma loirinha meio tímida chamada Mari.

As meninas ficam algum tempo conversando conosco e logo se afastam, mas Jefferson permanece a meu lado, em silencio.

–Valeu por tentar. –Digo mostrando a foto remendada para ele. –Mas porque o esforço?

–Filhos são sagrados. –Ele dá um sorrisinho tímido e toma de seu drink. –Você deve aproveitar o tempo com sua filha, pois de um jeito ou de outro quando a gente menos espera, eles se vão.

–E não sei disso? Minha filha morreu. –Dou um sorriso triste enquanto me lembro de minha filha. Por algum motivo não me parece tão difícil falar sobre ela nesse momento, talvez seja o álcool?

–Sinto muito. A pior dor do mundo é perder alguém que se ama.

–E você? Você falou á pouco como se soubesse como é perder um filho.

–E sei. Perdi uma filha também.

–Sério? Eu sinto muito.

–Obrigado. E sim, sério. Não foi da mesma forma que você, mas perdi.

–E como foi?

–Hmm não costumo falar sobre isso.

–Ah entendo, também não costumo falar sobre minha Rafaela. Me perdoe pela indiscrição.

–Eu percebi que você não costuma falar dela pelas reações dos outros quando mencionei as palavras “sua filhinha”, parecia que os olhos de meu pai iam saltar para fora de sua cabeça. –Ele dá uma risadinha fofa. –Eu acho que posso compartilhar com você. Bem minha filha-

–Gente vocês vão mesmo ficar mofando e bebendo em um canto? Vamos dançar!

–Não sou boa dançando Liz.

–Aposto que não é tão ruim quanto eu. -Jefferson diz.

–Quer apostar mesmo?

–Ora vamos, eu sou do tipo que cai quando tenta fazer um simples passo.

–Eu já cheguei a machucar o pé de um cara durante um baile escolar.

–E eu-

–crianças, crianças. Vocês não tem jeito mesmo, né? –Liz diz sorrindo.

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Layne’ POV

–Oi amor. –Alice diz chegando e me dando um selinho, e então ela olha para o lado de meu pai. –Bill eu gostaria que você, por favor, não usasse isso aqui em casa. –Ela diz, indicando a seringa que está nas mãos dle. –Ainda mais na frente do Lay...

–Oh sim, me desculpe meu anjo, o desespero bateu e terminei esquecendo os detalhes.

–Seu filho não é um detalhe. –Alice diz com um ar meio frustrado e então leva a mão à boca. –Eu quis dizer...

–Oh não, você está corretíssima. Perdoe-me.

–É melhor assim pai. –Digo finalmente me envolvendo no assunto. –Eu sei que o senhor tem o vicio e é difícil controlar, mas se ela diz...

–Sim, sim ela está absolutamente certa. –Ele diz meio sem jeito enquanto guarda a seringa em uma caixinha.

Depois de alguns minutos de silencio tenso meu celular toca.

–Mãe?

–Querido, será que você pode trazer Alice e seus amiguinhos aqui amanhã para uma ocasião especial?

–Que ocasião?

–Tony e eu iremos lhe apresentar seu novo irmão.

–Como assim “novo” irmão? –Interrogo confuso e Alice dá uma risadinha.

–Deve ser o Jeff. –Ela diz baixinho. Jeff? Quem é Jeff?

–Isso mesmo querido, é o Jefferson, filho do Anthony.

–E desde quando o velho tem filho?

–É complicado de explicar querido. Apenas venham, ok? A festa começa ás duas da tarde.

–Ok mãe, a senhora venceu.

–Ótimo. Boa noite para você meu anjinho. E para a Alice também.

–Jeff? –Interrogo assim que desligo o celular.

–Abreviação de Jefferson, oras.

–E você já conhece o sujeito?

–Conheci hoje sem querer, ele estava com as meninas e comigo agora á pouco.

–Ah é?

–É, e ele até me acompanhou até a portaria para que eu não viesse sozinha. É um bom rapaz, mas meio chato.

–Ahhh, legal. –Sorrio, mas na verdade não é legal. Eu levei um bom tempo pra ganhar a confiança de Alice ao ponto de ela me dar um apelido, e esse sujeito em um dia já conseguiu isso?

–Hey a gente aproveita e pede ajuda dos meninos para trazer minhas coisas pra cá. –Alice diz e me dá um selinho. –Agora vou lá, vou tomar um banho e deitar. Vê se não passa a noite aí na frente da TV, tem coisas melhores a se fazer. –Ela dá uma piscadela e sai andando.

–Jeff. –Meu pai diz com um sorrisinho meio... Sarcástico? No rosto e então se levanta e vai em direção á seu quarto. O que ele quis dizer com isso?

Notas finais
Sean e Mike aparecem no próximo capítulo weeee. Sdds escrever eles, sdds.
Só saberemos os detalhes sobre a filha do Jeff futuramente, e isso nada tem a ver com minha mania de querer deixar vocês curiosas e... Bem, na verdade é sim XD.
Layne tão cute, tendo que lidar com o pai babaca envenenando a cabecinha dele >.
E aquilo foi uma pontadinha de ciúmes Lay? ~le autora sádica com os personagens~.
Enfim XD. Críticas, sugestões, ameaças de morte?