Notas iniciais
Esse eu realmente demorei pra postar mais é enorme. RS Espero que gostem, o Miku vai perder a Virgindade?

Cheguei em casa cansado, me deitei na cama e fiquei pensando se seria o certo ir à casa do Kanon para uma festa de pijamas. E se eu tivesse um ataque de hormônios em fúria e atacasse o Bou? E também, eu não vou com a cara do Kanon. Sem falar que tem mais um porquê: Por que o Teruki estava rindo? Ele ria de forma tão maliciosa que nem da pra acreditar que aquilo é hetero. Acabei dormindo com os meus pensamentos...

Risquei o dia do calendário e...
— AI MEU DEUS DO CÉU. HOJE É 24/06/07. — perguntei a minha mãe se podia ir a festa e ela respondeu que sim. Claro que continua com o sonho de ser vovó.

Cheguei à escola e todos estavam animados. Bou, pelo que entendi, iria direto para casa de Kanon, porque suas coisas já estavam lá. Ele vive na casa deste menino ou o quê? A aula passou rápido. Por que justo nos dias que eu quero que elas passem devagar, elas passam tão rápidas?

Teruki e Kanon foram juntos até a nossa classe e de lá fomos para a casa de Kanon. Bou, como sempre, brincava com o Teruki e estavam mais atrás, até Kanon começar a puxar assunto comigo.

- Você não aparenta estar muito animado, Miku. — disse kanon com um tom de preocupado.

- E não estou. — Respondi sem rodeios.

- Por que não?

- Não sei... — Respondi sem muito animo.

- Garanto que vai se divertir! Não pense que vou pegar leve com você. — ele disse isso chegando mais perto de mim até por seu braço sobre meus ombros. – Vamos beber mais que refrigerante, vamos beber até demais. – ele sussurrou perto de minha orelha e a mordendo suavemente.

- Então, estamos chegando. — Bou falou aparecendo repentinamente.

- É sim. – Kanon concordou me soltando.

O que ele pensa que estava fazendo? Desde quando ele pensa que tem intimidade comigo?O que deu nele? E por que diabos eu estou ficando vermelho, mesmo?

- Chegamos!

- Obaaaaa! — Bou gritou se deitando na cama de Kanon. — Vem cá Miku! — Bou me chamou com seu dedo indicador. Ai meu deus, que sexy. Controle-se, Miku! Controle-se! Fui até à cama e me deitei ao lado de Bou e Teruki chegou com algumas bebidas.

- Minha mãe não está em casa. — Kanon falou me entregando uma bebida. Eu nunca havia bebido aquilo. — É vodka, não se preocupe, só vai te deixar animadinho. – e sorriu maliciosamente ao dizer isso.

— Vamos virar? – Bou perguntou já todo animado. E parecia que ele também nunca havia aquilo antes. — Ou vocês são gazelas correndo? — ele questionou olhando fixamente pra mim. Em vez de pequenos goles, tomei logo tudo de uma vez e o liquido acabou por descer queimando a minha garganta. Mas não me deixei abalar pelo ocorrido e logo bebi mais quatro ou cinco copos de vodka pura, pois o refrigerante já havia acabado desde o segundo copo.

Bou tinha tomado, apenas, três copos e já estava totalmente bêbado. Teruki ria feito um burro e Kanon parecia o único sério.

- Vem cá Miku. — era alguém me puxando.

- Haam? Quem é você? – eu não conseguia ver a pessoa direito e via tudo dobrado e um pouco embaçado.

- Não pergunta nada! Só me segue. — disse a pessoa me puxando mais forte.

- Eim? Kanon?!?

- Shiiiu, vem cá meu amor. — ele entrou em uma sala escura com pouca luminosidade.

- O que você quer de mim, em Kanon? — Ele tava fazendo aquilo tão gentilmente, será que iria cuidar de mim?

- Vamos deita aqui. — ele falou me colocando em uma cama. – E agora o que eu faço com você, em? Assim bêbado, dá para aproveitar demais!

Apenas ri.

– Kanon, seu bobo! O que você vai fazer comigo? Vai me deixar aqui sozinho? Vem cá, fica aqui comigo na cama. Vem?

- Você quer mesmo? – ele perguntou mordendo os lábios e andando de uma maneira sexy em minha direção.

- Eu tenho medo do escuro. — e comecei a rir.

- Deixa comigo que você vai ver a luz até no fim do poço. — ele subiu em cima de mim, colocando suas pernas uma para cada lado do meu corpo e prendendo minhas mãos a cabeceira da cama. – Ainda tem medo de escuro? – indagou mordendo os lábios de uma forma sexy.

- Com você aqui nem tanto, Bouzão.


Ouvi risos.

- Não é o Bou, amor. É alguém bem melhor que ele. – então o “estranho” começou a morder meu pescoço e a dar lambidas de leve. Uma de suas mãos me acariciava por baixo da minha camisa. Arranquei-lhe um beijo...

Capitulo 10 – parte 2

- EI! Kanon, isso não vale! — ouvi uma voz doce e uma risada irritante.

- Você embebeda a gente e vem para cá sozinho com o Miku, Kanon? Isso é trapaça! O Bou quase não bebe e fica bêbado muito rápido. –Teruki replicou.

Abri os olhos: ainda estava com as mãos presas e Kanon em cima de mim.

- Só assim eu iria conseguir algo. Ele me odeia! — ao dizer isso, Kanon deixou seu corpo cair por cima do meu ainda prendendo minhas mãos.

Ai, meu senhorzinho de Deus! O que está havendo aqui?

- Anh? Alguém, por favor, me ajuda a tirar o Kanon de cima de mim.

Teruki começou a rir tanto que, de tão bêbado que estava, acabou tropeçando nos próprios pés e caindo no chão. Bou veio em minha direção.

- Dá para sair de cima dele? — ele pediu um pouco sério.

- Por que eu faria isso? – Kanon retrucou rindo baixinho.

- Porque ele é meu! — Bou já estava com um nó na cara.

- Só porque ele chamou seu nome quando estávamos fazendo algo, isso não significa que ele seja seu... Porque eu fiz algo com ele e você... Não? — Kanon debochava da cara de Bou.

Bou caiu no chão de joelhos.

– Vocês fizeram algo? — ele perguntou chocado baixando a cabeça. – Fizeram algo que eu não fiz? Algo que o Miku não deixou que eu fizesse? Me fala Kanon! Fala logo! — ele começou a gritar.

Ouvi os risos de Teruki parar. Os gritos de Bou seguidos de um choro baixo e Kanon saindo de cima de mim.

- Ele é seu. Já consegui o que queria. — Bou disse jogando minha jaqueta em cima da cama e saiu com o nariz empinado, com cara de todo poderoso.

- Kanon. — era Teruki dessa vez, estava sério.

Foi então que de repente... PAH!

Ouvi o som de um tapa.

– Isso era apenas uma aposta, sem trapaças.

Levantei-me já ciente do que havia ocorrido, mas as minhas calças desabotoadas acabaram caindo.

– Ei, espera. – iria cair no chão. Porém, Bou havia segurado minhas pernas e que acabou me fazendo cair de forma brusca em cima dele.

- O que você pensa que está fazendo? — a queda deve ter pesado em cima de Bou.

- O que o Kanon fez com você? O que ele fez que eu não fiz? Ele me puxou pelo pescoço me fazendo cair com o corpo todo em cima dele. Eu, apenas, conseguia ouvir seu choro.

- Nada! Nada, Bou! Não deixei ele fazer nada. — disse tentando consolá-lo.

- Como você sabe que eu não fiz nada com você? Estava tão bêbado que não sabia nem o que fazia nem com quem estava fazendo algo. — Kanon se intrometeu e começou a rir falsamente.

POH!

Teruki havia tacado uma raquete na cara de Kanon, que desmaiou.

– Vou deixar vocês a sós, se não, esse puto estraga tudo. — Ele disse puxando Kanon pela gola da jaqueta preta e fechando a porta.

- Bou. — Me levantei e o puxei comigo, o deixando sentando em meu colo. – Calma Bou, ele não fez nada.

- Como você tem tanta certeza disso? — ele perguntou com a cara baixa escondida nas mãos entre meus peitos.

- Por se tivesse feito, minhas coisas estariam é, ah, como posso explicar?

- Não precisa explicar. – Bou respondeu com apenas com uma voz rouca e já sorrindo.

- Que bom que você acredita em mim.

- É verdade que você chamou meu nome? — Ele sorriu e riu no final.

Ri bem alto.

– É, acho que sim!

E ficamos abraçados dentro daquele quarto escuro, de pouca luz e cheiro de morango. Epa! Morango?