Maybe

1 Prólogo


Notas iniciais
Olá

Eu sou a pior pessoa do mundo.

O tempo estava frio, um vento leve soprava e meus cabelos castanhos voavam de leve, havia chovido na noite anterior o que explica a calçada úmida embaixo dos meus pés. E lá estava ele, os olhos verdes e os cabelos loiros, e aquele sorriso que pode fazer com que a pessoa mais infeliz do mundo sinta vontade de sorrir também.

Eu sabia que eles tinham brigado, é claro que sabia, Rebecca me contava tudo desde que tínhamos idade pra falar, ela sempre fora a parte sensível da nossa relação. Eu juro que nunca faria nada para machucá-la, éramos como irmãs, nossos pais eram amigos desde antes de nascermos e eles dividem uma empresa bem sucedida até hoje, estudamos na mesma escola, fazemos aulas de artes todas as quartas e quintas, porque eu insisti que queria aprender a desenhar algo decente e não queria ir sozinha, acampamentos de verão, corridas matinais e tinha um quarto no meu apartamento, ou melhor, dos meus pais decorado pra ela usar sempre que quisesse.

Existem quatro pessoas na minha vida que eu amo e sei que nunca deixarei de amar, meus pais, Luke, mais conhecido como meu irmão mais velho irritante, e Becca. Então em sã consciência eu nunca, nunquinha, faria nada que a deixasse infeliz, mas eu não estava sã.

Eu tinha dito algo engraçado e ele estava rindo, passamos o dia juntos porque insisti em "levantar o astral dele", o que não deveria estar fazendo já que a amiga que conheço há 17 anos estava se lamentando enquanto se entupia de sorvete e assistia Friends sozinha. Terrível, não? Pior ainda foi a mentira fajuta que joguei para não ir a casa dela, algo como "não estou muito bem, acho que comi algo estragado".

A calçada não era tão larga e tinha um fluxo de pessoas razoável querendo passar, então ele tinha me puxado para o lado, mas não tirou a mão da minha cintura. Ok, eu posso estar toda errada pelo que fiz, mas o cara também facilitou as coisas, a mão quente, o hálito fresco e o sorriso não ajudam em nada meu raciocínio.

– Você tem um cheiro engraçado Cat.

– Espero que engraçado de um jeito bom — disse franzindo o nariz. Ele riu.

– Sim, de um jeito bom.

E então aconteceu, depois de todo aquele mole que ele me deu e todos os hormônios pinicando o meu corpo, beijei Henry Ward, o namorado da minha melhor amiga. Pra informação das massas ele correspondeu o beijo, porém isso não faz com que me sinta menos culpada.

Notas finais
É pequeno, eu sei, mas é só o principio da ideia. Deixem comentários construtivos ou não.xx Ella