May I Have This Dance?
10 Troubles
Notas iniciais
Mais um capítulo aí pra vocês, xuxus ♥
Perdoem a tia, porque o capítulo tá um pouco curto :')
— Mas que droga!
Murmurava enquanto andava em círculos pelo meu quarto.— S/N, não adianta você se desesperar.Vovó estava do outro lado da tela do meu computador. Era difícil não ter uma reação negativa, pois a mesma havia me ligado para confirmar o que eu mais temia: de fato, J-Hope não existe para as pessoas.— Vó, você está querendo me dizer que ele é um ser inexistente? — Disse ainda andando e passando as mãos na cabeça. — Isso não pode ser possível!— S/N, me deixa explicar. — Pela primeira vez depois da ligação, parei de andar e tentei prestar atenção em suas palavras. — J-Hope não existe. Mas Jung Hoseok existe.— E daí?— E daí que temos mais um pequeno problema.Meu coração gelou. Não conseguia imaginar mais nada. Me aproximei do monitor e pelo canto superior esquerdo da tela eu já estava presenciando uma cara assustadora da minha parte.— Escute bem, S/N. Para a comunidade k-pop e avulsos, o J-Hope nunca existiu, mas Jung Hoseok nasceu e viveu uma vida normal em Gwangju, exercendo suas atividades como qualquer cidadão. Agora vamos aos problemas.— Ai... — Me joguei na cadeira giratória na intenção de me preparar para as bombas que viriam. — Fala, vó.— O primeiro problema é que seus pais, parentes e amigos sabem que ele existe. E ele está aqui, não na Coreia. Isso quer dizer que em Gwangju, Hoseok foi dado como desaparecido. O segundo problema é que nenhuma mudança no espaço do tempo na história foi estável. E nesse caso não é diferente. Hoseok, no momento, se lembra dos momentos que passou como integrante do BTS e de todas as suas conquistas. Porém, com o passar do tempo, ele vai perder essas lembranças, de forma gradual, até o momento em que ele não se lembrará de mais nada.Eu estava absolutamente imóvel, segurando os apoios da cadeira, com os olhos mais arregalados que eu já fiz na vida. As lágrimas silenciosamente começaram a descer.— E tem mais. — "O quê?! Ainda não acabou?", pensei. — Hoseok não se lembra da sua parentela e amigos, porém eles se lembram. Assim como na sua vida profissional é o contrário. E o prazo médio para que ele perca as memórias como membro do BTS variam de 15 a 30 dias.15 a 30 dias? Em tão pouco tempo assim? Eu achei que houvesse realizado o meu sonho. Em compensação, eu posso estragar o sonho dele. Minhas lágrimas não paravam de descer e já não estavam mais silenciosas. Foram 5 minutos de soluços e gemidos. 5 minutos que pareceram uma eternidade. Procurei me acalmar, enxugando minhas lágrimas e perguntei a minha avó.— Vó... Tem... Tem algo que nós possamos fazer para reverter isso tudo? Digo, sem tirá-lo de mim.Vovó coçou a cabeça, fazendo uma cara não muito agradável.— Tem. Mas você não irá gostar nem um pouco.— O que é? Eu não me importo se não gostar, eu faço.Minha avó respirou fundo. Estava sem jeito para falar. Eu estranhei pois isso nunca acontecia. Ela sempre foi muito direta.— A-amor.Respirei, aliviada, pensando que poderia ser algo pior.— Ah, vó, para quê aquele suspense todo? Não é tão ruim assim. É só Hoseok e eu nos apaixonarmos perdidamente.— É... S/N...— Mas eu acho difícil isso acontecer de 15 a 30 dias. Mas não é impossível.— S/N.Minha avó falou seca e autoritária. Sua expressão era séria.— Você não entendeu.Arqueei a sombrancelha, pendendo a cabeça levemente para o lado. — Como assim eu não entendi?— Não é... Ter. É... Sabe? É... — Ela gesticulava as mãos. — F-fazer.Após ter dito isso, minha avó abaixou a cabeça.Eu não me lembro de mais nada.Acordei na cama com minha mãe e vovó, cada uma do meu lado. Esfreguei os olhos, ainda sonolenta e minha mente parecia como uma máquina com o processador lento, ainda prestes a ligar.— Minha filha! Que bom que você acordou.— O que aconteceu? — Estava realmente confusa. — Minha cabeça está doendo.— Sua avó ligou para mim e disse que você havia desmaiado enquanto conversavam durante a videoconferência. Quando cheguei no seu quarto, você estava caída no chão. Seu pai ficou desesperado. Quis chamar uma ambulância e tudo.— Papai sempre dramático.Vovó tomou a palavra.— Ainda bem que foi só um desmaio. — Disse ela se levantando. — Eu tenho que ir. Tenho uma criança dentro de casa para cuidar. — Minha mãe deu uma risada, achando que estivesse se referindo ao vovô. — Até mais, meu anjo e tome cuidado. Se alimente bem, certo?— Tá bom, vovó.Ela beijou minha testa. Minha mãe se despediu.— Muito obrigada por ficar aqui.— Sempre que precisar, é só me chamar, S/M.Assim que vovó saiu, minha mãe também se levantou.— Volte a descansar, querida. Hoje você não põe os pés na escola. — Disse ela, ajeitando meu edredom. — Quer alguma coisa?— Um remédio para a dor de cabeça seria bom.Em um segundo, ela se vira para ir buscar. Massageio minhas têmporas, ainda não conseguindo digerir ou sequer lembrar direito o que aconteceu ontem. Apenas alguns fragmentos se passavam pela minha cabeça. Enquanto tentava lembrar, minha mãe chega com dois remédios. Sem pestanejar, tomo os dois. Em alguns minutos, começo a me sentir sonolenta e estranho essa reação.
— Mãe... — Digo, já um pouco grogue. — Quais remédios você me deu?— Um analgésico e um calmante. Quero que descanse.Senti algo macio encostar na minha testa e logo adormeço.
Notas finais
E aí? Será que tem como Hope ter todas as suas lembranças intactas e ficar junto com a S/N ou os dois não dá?
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