May I Have This Dance?
13 I Forgive You (+16)
Notas iniciais
— Vó, chegamos o mais rápido possível. — Disse já adentrando ao apartamento, puxando Hoseok. — O que aconteceu?
— Olá, meninos. Podem se sentar. — Assim nós fizemos. — Eu gostaria de fazer algumas perguntas ao Hoseok, já que não sabemos algumas coisas sobre ele.
Nesse momento eu só conseguia pensar no que minha vó estaria tramando. Mediante a tal situação, eu sempre pensava o pior. Contudo, ela estava sorridente.
— Hoseok. — Vovó se virou para ele. — Você nasceu aonde?
Hoseok fez uma cara que não me agradou nem um pouco: a de dúvida. Ele nítidamente se esforçava para lembrar, mas sem sucesso.
— Eu... — Hoseok disse preocupado. — Eu não lembro. Eu não consigo fazer ideia.
Meu coração acelerou. Não era possível que já havia piorado.
— Tudo bem, querido. Eu quero fazer outra pergunta: Você conhece um rapaz chamado Kim Taehyung?
Hoseok franziu o cenho.
— Kim.... O quê?
— Taehyung. Ou Kim Namjoon?
— Me descupe, sra. S/A. — Hoseok deu uma risada fraca. — Mas eu nunca ouvi falar desses caras. Não que eu me lembre.
Abaixei a cabeça no intuito de não me verem chorar, caso isso acontecesse. Parecia que meu chão ia cair a qualquer minuto.
— O único Kim que eu conheço é Kim SeokJin.
"É o quê?!"
— Ele é seu amigo? — Perguntou minha avó.
— Bom... Sim, mas eu não consigo me lembrar de onde nos conhecemos e nem quanto tempo somos amigos. Eu nem sei mais onde ele está.
— Entendo. — Disse ela com a voz baixa. — Vocês devem estar cansados, caminharam a tarde toda. Tomem um banho e tirem o resto da noite e amanhã para relaxarem. A competição está chegando!
— Isso! — Disse Hoseok animado. — Eu vou primeiro, está bem, S/N?
— Pode ir, Hobi — Disse dando um sorriso amarelo. — Eu vou ajudar a vovó com o jantar.
Assim que Hoseok entrou para o banho, vovó e eu fomos às pressas para a cozinha.
— Vó...
Ela não me deixou sequer terminar.
— Querida, você ouviu. Ele já perdeu uma boa parte das memórias. Até o dia da sua audição, ele perderá mais.
— Você não conseguiu encontrar outra solução além... Daquela?
— Não. — Disse minha avó, cabisbaixa. — Eu sei que é algo que você nunca fez. Mas a escolha é sua. Vou pedir ao seu irmão e a Kayla para que não venham aqui até o dia da sua audição e direi aos seus pais que você ficará aqui também.
— Obrigada, vó.
Já era noite e meus avós já estavam dormindo. Hoseok e eu estávamos na sala vendo uma série qualquer na TV, agarrados e dividindo um cobertor. Ele estava estranhamente calado, mas não pensativo. Ao contrário de mim, que estava pensando no que seria depois da minha audição. Eu não o veria mais, caso passasse. Teria que me mudar para Nova Iorque e ele continuaria aqui, sem seus sonhos lá na Coreia, mas também sem mim. Estava cogitando em desistir. No meio dos meus pensamentos, sinto algo passeando pelas minhas coxas. Sabia que era Hoseok, mas não tentei impedir, pelo contrário, entrelaçei meus braços em seu pescoço, escondendo meu rosto em um de seus ombros. Hoseok apertava levemente minhas coxas e distribuía beijos pela minha nuca, enquanto acariciava meus cabelos. Em minha cabeça, eu já estava certa de que ia acontecer, então não deixei que ele avançasse mais ali. Hoseok soltou um suspiro, derrotado. Até que eu inclinei levemente meu rosto e sussurrei em seu ouvido.
— Me leva para o quarto.
Enrosquei minhas pernas em sua cintura, iniciando um beijo intenso. O maior se levantou, sem quebrar o beijo, e me carregou até o quarto, me colocando delicadamente sobre a cama e reiniciando o beijo. Em um certo momento, Hoseok colocou suas mãos por debaixo da minha camisa, apertando meu tronco. Seus beijos desceram até a minha clavícula e indo em direção ao lóbulo da minha orelha, enquanto descia suas mãos até minha cintura, parando no botão do meu short. Hoseok morde levemente e ao ouvir meu pequeno suspiro, começa a rir.
— Pelo jeito está gostando, pequena.
— Talvez eu esteja.
— Então... — Hoseok tira as mãos do meu short e as sobe lentamente pelo meu corpo. — ...Eu continuo.
Hoseok apalpou meus seios, indo em direção ao feixe do meu sutiã. Meu corpo arrepiou.
— E-espera.
Hoseok ficou sem entender.
— Algum problema, pequena?
— Não. — Escondi meu rosto colocando meus cabelos na frente. — Eu... Queria isso. Mas... Eu não posso. Eu não estou pronta para isso. Eu não quero te aborrecer, por favor, me entend...
Hoseok pôs um de seus dedos em meus lábios.
— Calma, S/N. Eu não estou triste. Se você não se sente preparada para isso, não estarei fazendo mais do que o meu dever respeitando a sua decisão, lembra? Você gosta disso. — Disse ele, sorrindo. — Eu estou feliz em saber que você confia em mim para me dizer a verdade sobre uma coisa dessas.
Me senti mal. Eu deveria falar com ele sobre a audição também. Por quê eu só faço as coisas pela metade?
— Obrigada por me entender, Hobi. — Me levantei da cama. — Bem... Acho que eu vou dormir na sala.
— Tudo bem, pequena.
Peguei alguns cobertores e travesseiros e fui para a sala. Não conseguia pregar o olho. Olhava para o teto, mexia no celular... Nada. A culpa estava me consumindo. A lógica não seria: por eu amar Hoseok, eu lhe contaria a verdade? Eu realmente não tolerava perdê-lo. Então todo aquele meu discurso para minha avó foi em vão. Eu continuo sendo uma egoísta que pensa na própria felicidade. Eu realmente queria estar com Hoseok. Eu queria ter tido a noite dos meus sonhos com ele. Mas se eu fizesse isso, toda minha convicção de amá-lo seria jogada por terra. Meus olhos começaram a embassar por conta das lágrimas. Eu já havia chorado mais por Hoseok do que por qualquer outra pessoa. Virei para o lado e continuei chorando.
— Me perdoa, Hobi... — Sussurrava. — Você não merecia estar assim. Isso tudo está acontecendo por minha culpa.
Alguns momentos antes de eu adormecer, sinto o cobertor me envolver e uma textura macia e quente em minha testa, que se estalou suavemente.
— Eu te perdoo, pequena.
Fale com o autor