Notas iniciais
Olá para todos que acompanham Material Girls! Estou muito chateada com vocês. Mesmo! Eu sei que é chato colocar comentários, mas nós somos escritores como vocês. Ficamos chateadas e bastante desanimadas, até já pensamos em parar. Pensem na nossa situação e se ponham no nosso lugar. Peço, por favor, não contribuem para que Material Girls morra. EU ESTOU FALANDO PARA VOCÊS TAMBÉM LEITORES FATASMAS! O motivo da nossa demora já está bastante claro, não é? Então vamos agir e melhorar as coisas!

Como as meninas não citaram ainda, recebemos nossa primeira recomendação. Estamos muito gratas a você MarianaKalu. Por nos dar esperança e forças para continuar. Esse capítulo vai ser em especial para você. Um beijão!

Espero que gostem!

Boa Leitura!

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Kamila Soares

A vida não poderia se tornar mais difícil! O mundo depende de mim, minha irmã depende de mim, eu dependo do meu by Browse to Save\">trabalho importuno de secretaria de uma editora de livros mais estupida do mundo. Trabalho das 7h da manhã às 8h da noite e ganho um misero salario que mal sustenta a mim e minha pobre irmã mais nova. Você deve está se perguntando quem eu sou para reclamar tanto da minha vida. Se é que posso chamar isso de vida! Meu nome é Lane moro mais a minha irmã, Carly, não perguntem o porquê? Isso é muito dramático!

Eu sou aquém muito solitária, me desligo do mundo como qualquer objeto eletrônico, e possivelmente ainda sou capaz de reclamar dele. Talvez seja por isso que eu nunca consegui uma by Browse to Save\">amizade fiel e verdadeira, minha paciência está muito além de um agrado e uma conversinha para passar o tempo. Minha irmã talvez seja a única ‘conhecida intima’, sem falar dos meus inúteis colegas de trabalho que só fazem mandar, mandar e mandar. Não conta! NUNCA SERAM MEUS AMIGOS E MUITO MENOS ENTRARIAM NESSA LISTA DE ‘CONHCIDOS INTIMOS’.

– Eu não suporto mais! Toda dia eu acordo às 5h da manhã para chegar às 7h no meu estupido trabalho e ainda chegar atrasada. Pode? Você não ver o que é isso! – Suspirei ouvindo minha irmã grunhindo impaciente do outro lado da linha. Talvez por me ouvir muito e não poder falar nada. — Sem falar naqueles ônibus lerdos, oh meu Deus! Eu nunca tenho a sorte de me sentar!

– Lane, posso falar agora? – Como eu já havia dito, tenho uma única irmã mais nova, Carly. Eu trabalho deste dos meus 18 anos para nos sustentar. E isso não foi escolha minha, na verdade é mais uma obrigação. Carly sempre foi mais compreensível e talvez mais adulta que eu. Sem falar que ela só tem 16 anos.

– Já está falando! – Lembrei. Sentei em minha cadeira de trás para minha mesinha no meio do corredor vazio, esperando impacientemente minha irmã by Browse to Save\">começar e terminar o seu discurso.

– Oh sim! Bom, Lane pelo amor de Deus para com isso! Você não para de reclamar, não para de me ligar. Sabe quantas vezes você já me disse isso? – Antes que eu dissesse alguma coisa ela continuou. – Essa já e a 4ª vez sem contar nas que eu não atendi.

– Me desculpa eu não queria mesmo, é que eu só tenho você para...- Fui interrompida por meu by Browse to Save\">chefe me chamando atenção. – É você sabe...

– Quantas vezes eu disse e vou precisar repetir que não é permitido falar ao telefone em horário de trabalho?

– Ehhh! Quatro ou... na verdade quatro e meio, há ultima eu não me permiti escutar, então...

– CHEGA! – Gritou me dando um baita susto. Ele é um pior chefe do mundo, você deve ter percebido! Todas as noites eu peso a Deus umas milhões de vezes para que um dia — ou melhor, mais que um dia, o perfeito dia -, para que eu ouça “Lane você terá outro chefe”. Mais isso até agora não se realizou e para minha “sorte” eu ainda vou ter que atura-lo muitos anos, ou talvez a vida toda.

Me entregou mais folhas e me ordenou que eu levasse a impressão.

...

Ai! Que cansaço! O que poderia me acontecer agora? Um carro me atropelar em quanto eu estivesse atravessando a rua? Pesando bem não seria algo ruim! Adeus vida amarga!

Estava mais que atrasada, minha irmã estava me esperando na escola. E eu estava aqui quase 8h da noite esperando um ônibus que parasse quando eu chamasse. Milhões de palavrões vieram em minha mente, eu estava PIRANDOOOO!

Até que uma senhora fez sinal para um ônibus e para minha constante sorte parou. Não seria a mesma coisa se tivesse sido EU! Idiota! Entrei no ônibus com minhas pernas bambas e as sandálias de saltos estúpidas presas aos meus pés ardiam como pôr mãos no fogo. Eu não tinha escolha, por mim eu ia mesmo de all-star para o trabalho.

Caminhei pelo corredor e para minha má sorte e sorte passageira, estava lotado. Não é uma novidade! Como todos dizem, sorte de pobre dura pouco. Avistei uma cadeira vaga ao lado de uma senhora que fazia crochê, mas na hora que eu arrastava meus pés para ir me sentar uma mulher com um barrigão de gravida entrou na minha frente e sentou me dando um sorriso sínico. MAIS QUE MUNDO INJUSTO! EU PRECISO ME SENTAR!

...

– Não é preciso falar nada, a partir de amanhã eu vou de bicicleta que você queira ou não. – Falou batendo a porta do taxi, me irritando mais do que eu já estava.

– Só se for em um sonho! – Falei arrancando caretas dela.

– Eu já tenho 16 já sou bem grandinha, minhas amigas todas vão de carro ou possuem uma moto. – Comecei a cantar uma a musica do “elefante incomodante” em minha cabeça trocando algumas palavras. ♪ “Me chefe incomoda muito mais” ♫

– Isso é impossível, eu não tenho dinheiro para comprar um carro ou uma moto nem para mim imagina para você. Acha mesmo que eu deixaria você andar de carro ou moto? Ainda prefiro a bicicleta.

– Então?! – Suspirei dando a ela por vencida.

...

Depois de fazer minha irmã comer uma gororoba instantânea e a obrigar ouvir minhas reclamações e implorações a Deus, dizendo: “Como tem coragem de pedir isso a Deus? Ele e mais alguém que é obrigado a ouvir suas reclamações.”

Mais aquela noite, ou melhor, aquele sonho que tive foi que mais me inspirou. Bom, foi um dos meus melhores sonhos, encaixando o qual eu me vi sendo chefe da empresa a qual trabalho e ainda morando em uma casa com vista para o mar e com piscina no quintal. Na verdade foi a melhor ideia que eu já tive!

“Grávida, é isso que eu estarei agora!”

O meu teatrinho iria começar hoje! Eu estava animadíssima para isso!

Cheguei à empresa com o sorriso de quem acabou de ganhar na loteria e me sentei na minha cadeira costumeira. As pessoas olhavam para mim indiferentes, talvez esperassem por alguma fofoca.

– Bom Dia Lane! Parece feliz hoje, alguma novidade? – Perguntou Mariana a desenhista.

– Sim, sim! – Me levantei e toquei em minha barriga e sorri muito.

– O QUE? Você... você está grávida? – Ela não me deixou responder começou a pular e me fazendo fazer o mesmo. — Não acredito vamos ter um bebezinho aqui na empresa juntinho a nós. Muitos parabéns! – Tocou a minha barriga.

ISSO! Meu plano estava dando certo eu iria levar isso por um bom tempo. Eu esperava ver resultados.

Logo meu dia foi completamente diferente, tive as atenções todas para mim. Todos me cercavam, dizendo: “ Parabéns querida! Espero que sejam felizes, você seu noivo e a criança!”, “Está de quantas semanas?”, “Está sentindo enjoo-os?”. O que eu respondia: “ Obrigada mais eu não tenho um noivo, foi algo inesperado.”, “ Poucas, talvez umas 7 ou 8”, “ Enjoos? Eh, acho que não ou talvez sim.” Até mesmo meu chefe chegou a me parabenizar, o que é um motivo de espanto, uma grande novidade!

Semanas depois...

O incrível que pareça todos foram bastante atenciosos e me deixaram completamente sem tarefas, o que é bom. Fui liberada mais cedo em todas essas semanas e cada dia me viam de uma forma extraordinária.

E para minha surpresa finalmente consegui me sentar em um ônibus por emitir enjoos fortes. Meu chefe não era mais o mesmo, me tratava como se eu fosse um gatinho inofensivo. Até cheguei a ultrapassar filas de pagamentos. Eu me senti no paraíso!

Até que as coisas foram se complicando, minha irmã não sabia de nada. Eu tinha medo que todos acabassem descobrindo que aquilo tudo era uma farsa e eu acabasse demitida.

– O que está acontecendo com você? Está chegando cedo aqui na escola, até demais. Sua bolsa cheira a comida podre e você não está mais reclamando. – Minha irmã tinha suspeitas.

– Está sentindo minha falta? – Eu esperava contar a verdade, mas tudo com bastante calma para que ela não pensasse que aquilo era tudo um absurdo. Bom, era sim! Mas eu estava apenas me divertindo.

– Não, apenas está diferente. E eu quero saber o motivo. Seria algum cara?

– Não, não é isso. E que eu estou cansada, eu tinha que fazer algo para acabar com isso. E... – Parei escolhendo as palavras e ao mesmo tempo me sentindo horrível por mentir.

– E...

– Eu estou grávida! – Carly deu um pulo da cadeira e ficou andando na sala soltando as palavras todas de uma vez.

– O que? O que você está dizendo? Sabe que terá mais responsabilidades daqui para frente. Você nem tem um emprego que nos sustente bem. Quem é o pai, por onde eu sei você não namora há muito tempo e...

– PARA! Eu não estou grávida de verdade, inventei isso para ter uma vida mais fácil. – Tentei faze-la se sentar de novo.

– Você está ficando doida? Não temos dinheiro para pagar um asilo. – Jogou uma almofada em mim.

– Ei! Eu não estou doida, apenas estou me divertindo. Isso vai acabar eu vou inventar alguma coisa. Apenas aceite e facilite as coisas. — Me ajoelhei em frente à poltrona que estava sentada e implorei para que ela não estragasse tudo.

– Tá, tá! Mais não ache que eu vou contribuir com alguma coisa, para mim isso é absurdo. Você é maluca! – Saiu e me deixou sozinha.

...

Cheguei completamente atrasada no meu trabalho. Isso não era uma novidade, mas o fato de não terem ligado isso me chocou muito. Eu já estava me acostumando com as meninas em minha volta fazendo perguntas que eu nem imaginava o que responder. Afinal eu nunca estive gravida, e essa não é a minha primeira vez.

– Lane você tem muito sorte! – Comentou Luiza. — Sua barriga não aparece nadinha. Eu nesse estado já tinha uma barriguinha. — Isso me fez vibrar, afinal minha barriga nunca iria crescer.

– Eu tenho? Oh! Acho que sim! – Tentei responder, mas saiu mais como uma interrogação.

– Meninas? Ouvi falar que gravidas ficam muito eufóricas com muita aproximação. Aposto que está com muito calor, não é Lane? – Interrompeu Jackson com seu alto conhecimento.

– Está lendo muitos livros de gestantes, em Jackson? – Riram. – Lane deve está animada com nossa presença, não é?

– Acho que estou mesmo com calor. – Respondi tentando me desfazer daquilo. Isso já estava me enchendo era de saco! Nunca fui tão paparicada em toda minha vida!

As meninas se afastaram com gestos de despedidas semelhantes aos que fazem com os bebês. Jackson se aproximou e depositou um beijo em minha testa, me deixando uma bandeja.

– Eh! Trouxe essa bandeja de alimentos bem saudáveis, esse bebezinho precisa se fortificar para crescer bem. – Disse passando a mão levemente em minha barriga. Mexi nos alimentos, soltando-os de repente como se tudo aquilo fosse ração para cachorro. Agrh! Como uma gravida aguenta isso? OMG! — Ah sim, isso aqui é vitamina, os médicos indicam muito. – Uh! Acho que eu vou vomitar!

– Não precisava Jackson! É muita gentileza sua! Obrigada! – OMG! Já ia me esquecendo! Jackson é o vice-presidente, escolhido por meu chefe e presidente da editora. Ele nas ultimas semanas andou me mostrando simpatia, pode crer, um lindo e animador sorriso no rosto.

Apesar disso Jackson era um tremendo idiota, aposto que faz isso porque ver que agora eu sou uma pobre coitada que carrega um inocente no ventre. Se ele pensa isso, ele está enganado. E muito! Eu não sou nenhuma pobrezinha que está precisando de um falso ombro amigo. Aposto que se eu não estivesse mentindo, ele continuaria a me tratar como se eu fosse uma escrava que faz isso por falta de opção. Bom, isso é uma meia verdade! Eu não nasci ontem, eu sei muito bem o que é isso.

...

Está gravida não uma coisa tão ruim assim. Só hoje consegui ultrapassar três filas de pagamentos, inclusive comi sem pagar. Tudo isso graças ao meu bom teatrinho. É melhor eu não ir me acostumando muito!

Chegar em casa é a melhor coisa do mundo! É um grande alivio simplesmente voltar para o meu antigo eu, deixando minhas mentiras de lado. Eu sou realmente demais, como alguém consegue voltar inteira depois de um dia cheio delas?

Me Joguei no sofá e encarei o teto do meu pequeno apartamento. Ouvi alguém tossir, me chamando atenção.

– Está gravida de quantos meses? – Perguntou Carly deixando de lado o jornal de ontem.

– Até você? Desde quando se importa com minha mentira? – Me pus de pé e tentei arrastar meus pés dali. Ah, vai lá! Eu estou cansada!

– Você não sabe nem mentir! Aposto que inventou que estava com 3 meses. – Disse zombando.

– HEY! Eu estou gostando do que eu fiz, está dando certo!

– Por enquanto. Você é muito burra mesmo, se está com 3 meses já deveria aparecer uma barriguinha ai.

– O que? – Minha irmã estava mesmo certa, eu não sabia nada de gravidez. Eu estava sendo uma péssima mentirosa.

– Vamos a um lugar comigo! – Me arrancou do sofá quase me derrubando.

– Hey!

...

Caminhamos por um bom tempo até chegarmos a uma loja de gravidas. Carly ignorou minhas reclamações e me puxou para dentro. A sala era cheia de prateleiras cobertas por objetos para gravidas e bebês.

Paramos em frente a um manequim, Carly puxou algo da boneca e me levou ao trocador.

– Se está mentindo, faça isso bem feito! – Me entregou algo, onde percebi que era uma barriga falsa, aquelas típicas barrigas que as atrizes usam para emitir gravidez.

– Está doida eu não vou usar isso. Estamos roubando? – Entreguei de novo para ela que levantou meu vestido e amarrou aquilo na minha barriga.

– Não, não estamos mentindo, ou melhor, você não está.

Aquele lugar me dava agonia, só havia gravidas! Andei distraída por meio de tudo aquilo, quando me esbarei em uma manequim e cai por cima dele. Tentei me levantar e tomei um baita susto ao ver minha irmã com milhões de sacolas.

– O que é isso? – Apontei histericamente para as sacolas em suas mãos.

– Roupas de gravidas. Terá que voltar aqui em alguns meses, não vai ficar com a barriga de 3 meses para sempre, não é? – Olhei para minha barriga e percebi o monte falso ali.

Nunca pensei que levaria aquilo a serio. Com certeza eu estava ficando maluca!

...

Cheguei à empresa envergonhada com aquilo na minha barriga, todos me cumprimentavam o olhavam para a mesmo. Levantei o rosto e continuei seguindo. Eu não deixaria nada estragar minha farsa, nem mesmo a vergonha por possuir trapos debaixo do meu vestido.

– Bom Dia senhorita! Ohhhh! – Marina me surpreendeu me abraçando apertado. – Já dá para perceber a barriguinha, em? Acho que vou pensar em encomendar um também?

– Eiii! Eu não o encomendei, foi uma surpresa imediata. – Pegou minha mão e me puxou para sentar.

– Vai me conta! O pai do bebê já sabe? Imagina, ele deve está muito feliz! – Quando eu ia soltar as palavras fomos interrompidas por Jackson.

– Não deve fazer perguntas difíceis a uma mulher gestante, elas ficam muito desconcertadas e acabam se estressando. – Falou salvando meu dia. Jack você é demais!

– Quem é você para dizer o que eu devo fazer ou não? Sua noiva não vai lhe suportar quando estiver neste estado. Me poupe em! – Mariana saiu batendo os pés.

– Lane, pode vir no meu escritório em alguns minutos? – Perguntou me constrangendo.

– Oh sim senhor! Você é o chef! – Fiz uma saudação levando os dedos à testa e os empurrando para frente.

O segui a caminho do seu escritório, completamente ansiosa e nervosa. O que ele queria comigo?

– Bom, vim dizer-lhe que o presidente até então permanecerá aqui. Não temos mais em que se preocupar. – Suspirei aliviada. Eu não me importava mais com meu chef, afinal quem se importaria com isso tendo um segundo chef atencioso e bonito? Ah, ele é bonito sim! Dá pra gosto!

– Porque está me dizendo isso? Eu não sou de algum cargo importante ou algo do tipo.

– Você faz parte da nossa empresa, merece saber como qualquer outro daqui. Mas... mas não era bem isso que eu tinha a falar. – Me estudou, desconcertado. – Sente-se.

– Por favor, não fique nervosa. Não quero que algo ruim aconteça a seu bebê. – Fala logoo! Você vai me matar de curiosidade!

– Sei que tem um noivo, mas... Mas eu gostaria muito que viesse é... é jantar comigo. Eu não quero causar nenhuma má intenção. É apenas um jantar e...

– Não, não tem problema. – Ele queria marcar um encontro comigo? O meu Deus ele está doente?

Sábado eu teria um encontro com o vice-presidente, o meu segundo chefe?! Algo não conseguia encaixar isso na minha cabeça. Jackson me chamando para jantar, alguém que eu sempre achei antipático e ignorante. Um ser que nunca me deu uma sequer atenção, bom não que eu percebesse, eu nunca prestei atenção nele. Eu apenas nunca dei espaço para ele se aproximar de mim. Talvez o meu papel tivesse sido de arrogante, mas eu ainda duvido disso.

...

Os dias passaram correndo. Eu me via sempre saindo de uma loja de gravidas, talvez todos já me conhecessem lá! Minha rotina mudou drasticamente. Minha irmã sempre ficava no meu pé me dizendo o que fazer, o que comprar e como agir. Ela lembrou até minha mãe, com seu jeito cabeça-dura de, “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Ela chegou até a me obrigar a ler um manual de gestantes, então depois disso eu não desgrudava mais do próprio. Eu queria mesmo aposentar minha irmã e me formar em ‘especialista em gestantes’.

– Vamos logo, você vai se atrasar! – disse Carly me empurrando porta afora.

– Sim mamãe!

Pequei um táxi e fui ao local indicado por Jackson. Era um restaurante de luxo. Eu sempre me pegava sonhando em ir a um desses, mas essa opção era descartada até então.

– Lane, que bom que venho!

– Achou que eu não vinha? – Me sentei na mesa que o mesmo estava.

– Eu fiquei nervoso, e acho que cheguei a isso sim. – O encarei intimidada, é incrível como além de simpático é sincero.

– Não causei nenhum ciúme ou suspeitas, não é? – Riu da minha careta de negação. – O seu noivo é realmente um cara de sorte, além de bonita e inteligente, o dará um belo presente.

– Eh, Eh... Eu não tenho um noivo nem mesmo um namorado. – O encarei séria, muito mal por ter que mentir. Mesmo sendo uma meia verdade, ele era sincero demais para eu me mostrar uma falsa ou interesseira. — Você e sua noiva ou esposa não planejam uma criança?

– Eu sempre sonhei em ter filhos, mas minha noiva tenta tirar isso de mim. Ehh você sabe, vaidosa demais para permitir acabar com o corpo. – O garçom nos interrompeu perguntando-nos a nossa preferencia. Fiquei completamente envergonhada e atenta ao que eu estava fazendo ou pedindo. Eu sou especialista em micos. Então acabei por pedir o mesmo que Jack.

– Sua família mora aqui? – Perguntou me pegando despercebida.

– Não, eh... eh... – Parei e tentei não dizer nada. Eu poderia dizer a verdade? – Meus pais morreram em um acidente de carro, restando minha irmã além dos meus avós maternos que são ingleses.

– Eu sinto muito. Nunca pensei que sua vida fosse tão... tão complicada.

– Vamos falar de você, me conta alguma coisa. – Tentei mudar o ritmo da conversa, minha vida era algo que eu não gostaria de sair contando. Dramática demais, difícil demais! Muito além de minhas escolhas, seguida por mentiras.

– Eu sou canadense, mas me enturmei mais ao Estados Unidos. Sou muito precoce me formei em direito quando tinha uns 17 anos, mas acabei por ser vice-presidente da empresa do meu tio.

...

O encontro não foi terrível como eu pensava que fosse, Jackson era alguém completamente diferente do que a principio aparentava ser. Eu procurava não me intimidar aos meus colegas de trabalhos, mas nos últimos tempos eles me pareceram tão intimidados e completamente atenciosos comigo que eu me sentia parte de tudo aquilo. Talvez não fosse apenas pela minha mentirosa gravidez, mas talvez porque eu sinto que abri uma parte de mim que antes era fechada a sete chaves.

3 meses depois...

Pressionei minhas mãos no meu ventre como uma forma de proteção. Nesses últimos 3 meses eu me sentia tão envolvida a minha própria mentira que eu chegava a acreditar nela.

– Oi Jack! – O abracei com força e olhei o lugar ao nosso redor. Sentados em um banco de pracinha cercados por famílias e suas crianças que corriam como se a vida dependesse de tudo aquilo.

– Oi Lane! Como está suportando esse barrigão?

– O que está dizendo? Você me ver todos os santos dias! – Rimos.

– Não o bastante para te observar sem calunias.

– E ai? E o casamento? Vai me convidar não é? – Puxei assunto, tentando abafar o constrangimento.

– Não está muito distante, Mary resolveu comprar as coisas todas em paris, inclusive exige que a lua-de-mel seja lá. – Falou, com uma desanimação de se admirar.

– Sua família, digamos, seus avós vão vir para o nascimento de seu filho? – Pulei desprevenidamente. Pensa, pensa Lane!

– Oh, sim, claro! São próximos o bastante para eu dizer chega! – Ri e ele me observou encantado. Abaixou o olhar para minha barriga e estendeu a mão parando-a no meio do caminho.

– Posso? – Assenti e ele massageou minha barriga carinhosamente.

– Eu lhe admiro muito sabia? – Vibrei e ao mesmo tempo corei. Me afastei um pouco dele para que pudesse respirar.

– Você me disse que tinha uma irmã mais nova, assumiu o lugar de mão muito antes do que você imaginava. Após a morte dos seus pais, como conseguiu superar tudo isso? – Era uma pergunta difícil. Eu nunca tinha pensado muito nisso, era uma coisa que eu me obrigava a não pensar de forma alguma. Talvez por ser tão triste e por ter um final tão surpreendente.

– Quando eles morreram eu tinha 17 anos, era menor de idade, então temíamos que fossemos para o orfanato e pudéssemos correr o risco de nos... nos separar. – Tentei contar o mais resumidamente possível. Eu nunca havia contado isso há ninguém, nem mesmo a minha irmã. – Mas eu tive sorte, a única vez que eu posso dizer isso, faltava apenas um mês para meu aniversário então eu tive que suportar essa separação até que eu completasse.

– Por que diz que não tem sorte? Por o contrario você é alguém muito sortuda, se salvou da morte e tem sempre o apoio da irmã. Sem falar que agora tem uma vida dentro de você, e isso é a coisa mais linda que pode acontecer a alguém. – Pegou minha mão e me puxou em direção ao seu carro.

– Venha, eu vou lhe mostrar um lugar. Você vai intender o que eu estou dizendo. – Fiquei completamente sem ação, deixei ele me puxar como se eu fosse uma boneca de pano.

O que ele pretendia me mostrar? O que poderia me fazer mudar? Isso é maluquice! Mais pensando de outra forma ele estava realmente certo. Eu nunca dei valor às coisas que eu tinha, eu nunca dei uma chance para mim mesmo, imagine para as pessoas ao meu redor. Eu realmente nunca pensei assim.

Chegamos a um local que por um segundo eu achei que fosse nada, algo sem importância. Mais ao entrarmos no estabelecimento comecei a sentir o que era tudo aquilo, era a porta da esperança. Tudo era muito simples, em um campo verdinho havia muitas mulheres, inclusive jovens que aparentemente aparentavam estar gravidas.

– Isso é um abrigo, mulheres violentadas e abandonadas permanecem aqui para ter alguma chance e possuir alguma esperança para continuar vivendo. Faz muitos anos que eu ajudo esse lugar, você não imagina como me sinto ao ver todas elas com oportunidade que jamais às tivessem antes.

– Nossa nunca pensei que fizesse isso. Você é alguém realmente muito bom! – As observei, todas me mostravam um sorriso que me animou. Cumprimentavam Jack e continuavam de olho em suas pequenas crianças.

– Mas essa não é a questão agora. Você não ver o que tudo é isso? Olha para sua vida e se ponha no lugar delas. Você não ver o quanto tem sorte em relação a elas? Mulheres que até então não tinham aonde ir e não possuíam mais esperanças. – As palavras de Jack foram doendo em meu coração. Ele estava mais que certo, eu me assentia a pessoa mais estupida por não aceitar minha vida do jeito que ela é. Por não vivê-la e aproveitar todos os momentos, me sentir feliz e fazer as pessoas felizes.

Abracei Jack com força e os puxei para sair dali.

– Obrigada, obrigada por tudo. – Ele tocou o meu rosto e eu senti o local do contato esquentar. – Posso te contar uma coisa? Eu sempre achei você e todos aqueles que trabalham na editora boçais e egoísta que só pensam em seus bens próprios. Mas eu vejo que eu estava enganada, você é tão bom, você é a pessoa mais legal que eu já conheci, tirando minha irmã é claro. Eu sou estupida e mentirosa.

– Também vou te contar uma coisa: Eu me sinto péssimo por ter que me casar em um mês. Eu e Olivia somos completamente diferentes. E agora eu não consigo mais me desprender de alguém. – Me arrepiei dos pés a cabeça.

Ele se aproximou de mim tocando meu rosto e depois encostou levemente seus lábios aos meus. Passamos muito tempo dessa forma, até sentir mãos em minha cintura como se as tivesse segurando minha barriga. As afastei rapidamente.

– Eu preciso ir embora. – Ele me deu mais uns selinhos e me levou ao seu carro, deixando-me em casa.

Eu estava mesmo amando meu chefe?

...

Cheguei em casa exausta. Depois de um bom dia com Jack, umas boas comprinhas para meu bebê e é claro para mim. Eu me sinto ótima, bastante diferente, me sinto feliz e não paro de pensar em Jack. Nunca imaginei que iria me envolver tanto a alguém depois de muitos anos de pura seca. Eu realmente me sentia mudada, o meu bebê me mudou, isso não é mais uma mentira. Tudo isso é a coisa mais verdadeira que eu já senti, eu me sinto uma mãe, eu me sinto uma mulher apaixonada. Estou amando o meu chefe, isso soa tão estranho!

Soltei as sacolas no chão para abrir a porta de casa. Tomei um baita susto ao me deparar com Carly me olhando estranho. Pequei minhas sacolas e entrei ignorando-a.

– O que é tudo isso? – Fiquei voando sem entender o mínimo o que ela me perguntava.

– Isso o quê? – Me encarou colocando as mãos na cintura e batendo os pés no chão com força. Se eu não conhecesse minha irmã eu diria que era alguma típica dança adolescente, mas como eu a conheço muito bem sei que ela está ficando irritada e impaciente. Isso é um aviso prévio para eu sair correndo dali. Sinto cheiro de bronca no ar!

– Para quer tantas sacolas, nós não somos bancarias para arranjar tanto dinheiro para isso. – Me preparei para poder correr, mas na hora exata que eu ia fazer isso tropecei em meus próprios pés e cai em cima das minhas sacolas. O desastre havia apenas começado, as roupas e objetos voaram em nossa volta, fazendo um súbito barulho na pequena sala.

Quanto menos pensei que não precisasse me manifestar, mas eu me via imprensada na parede.

– São roupas e objetos para mim e meu pequeno bebê. Pensei que isso estivesse claro. – Falei recolhendo as roupas e repondo-as na sacola.

– Não, não está claro. Vou explicar por quê! – Tomou as sacolas da minha mão e as jogou de lado, ignorando minhas reclamações. – PORQUE ISSO NÃO É DE VERDADE. – Arrancou minha barriga falsa e as jogou longe. — E MUITO MENOS IRÁ NASCER UM BEBÊ EM TRÊS MESES.

– Você está maluca! Como pode me tratar desse jeito, eu sou sua irmã a única pessoa que tem na vida.

– Não, você pode ser minha irmã. Mas em todos esses anos eu me senti como se morasse aqui sozinha. Você? Você chegava do trabalho ficava de papo para cima e me obrigava a ouvir suas reclamações. SE VOCÊ ODEIA SUA VIDA, DEIXE A MINHA EM PAZ! – Senti as lágrimas saírem dos meus olhos e vi o mesmo em minha irmã.

Ela estava certa, todos estão certos! Em todos esses anos eu andei jogando minha vida de lado como se ela fosse um pedaço de trapo velho. Eu não agradecia e muito menos a reconhecia, eu simplesmente passava o dia reclamando, e não agia para torná-la diferente. Para deixá-la feliz e transmitir essa felicidade para as pessoas que até então eu não dava o mínimo valor e muito menos as deixava entrar no meu mundo, na minha vida.

– Eu não odeio minha vida, não mais. Amanhã eu vou desmentir tudo, eu não posso receber um sentimento verdadeiro e mostrar um falso. – A Abracei com força, consolando-a.

...

Comecei o meu dia decidida, assim que eu passasse por aquela porta eu iria contar a verdade para todos. Eu não quero ser mais a Lane mentirosa. Isso já acabou!

Puxei o trinco da porta e a abri, tendo uma enorme surpresa. Meus amigos estavam lar, Jackson estava lá, seguravam bolas azuis e rosas, todos gritavam o meu nome e pulavam, vindo em minha direção. O meu local de trabalho estava completamente diferente, no lugar do pequeno computador havia um enorme uso de pelúcia e ao seu lado um bolo. Nas paredes estavam expostos cartazes de todos os jeitos, diziam: “Parabéns Lane!”, “Chá de bebê da Lane” e “Todos recebem com muito prazer esse pequeno bebê!”

Dentro de mim entrava um sentimento bom, pela primeira vez eu me sentia parte de tudo aquilo. Eu sentia que era alguém especial e que todos estavam ali por mim. Não existia nada melhor! Eu estava de queixo caído, entrei disposta a algo e agora eu não esperava mais fazer aquilo. Eu não queria decepciona-los, eu não queria acabar com a felicidade de todos e muito menos com a minha própria. Eu me sinto uma inútil e egoísta.

– Venha querida, participe conosco de sua festa. – Me puxaram e todos faziam filas para me abraçar, inclusive Jack que me recebia com o seu lindo sorriso no rosto.

...

Tudo estava apenas começando, depois do dia festivo, eu ainda teria muita coisa a fazer. Jack implorou que eu participasse de uma reunião que de acordo com ele era do meu interesse. Então eu não teria muito tempo a não ser para me arrumar e correr para meu destino.

Mas o que mais me incomodava não era a reunião, era o fato de eu ser tão inútil. Eu não havia contado a verdade, eu nem sabia quando iria contar. Eu estava com muito medo, medo da minha própria estupides. Agora mais que nunca eu penso que essa foi a pior coisa que eu já fiz. Mesmo que essa tenha sido uma forma de eu conseguisse ver minha vida de outro jeito, olhar as pessoas de outra forma, abrir espaço para elas em meu coração.

Olhei para o relógio barulhento da cozinha e me alarmei, eu estava atrasada mais de 15 minutos. Corri para o quarto me arrumando e derrubando as coisas no chão. Eu parecia um furacão. Continuei a correr agora atrás de um táxi que parasse, mas minha vida parecia voltar as suas más sortes. Não me importei, até finalmente chegar toda desarrumada e completamente e alucinadamente atrasada na reunião.

Empurrei a porta do salão a onde já estava ocorrendo à reunião. Todos ao mesmo momento me olharam e o barulho dos cochichos invadiram a ampla sala. Procurei na multidão Jackson e acabei encontrando-o em meio às autoridades, as próprias me encaravam mais Jack se excluía. Olhava o pequeno celular em suas mãos, mas isso não durou muito tempo. Ele agora me olhava dos pés a cabeça, perplexo, o seu sorriso foi desmanchado automaticamente. Eu não sabia o que estava acontecendo, até eu passar por todas aquelas pessoas que riam ou me olhavam raivosas. Pus meus olhos novamente em Jackson, o mesmo olhava para minha barriga e se retirava da sala, cabisbaixo. Olhei para a mesma e percebi o porquê de tudo aquilo. Minha barriga falsa não estava lá.

Meu rosto começou a formigar, a vergonha e a dor que eu sentia por aquilo me prendia ao chão como se houvessem chicletes ali em baixo. Sai correndo em busca de outro taxi que me levasse para casa, onde eu poderia esconder meu rosto e desabar em desespero e lagrimas.

Agora tudo estava acabado! Tudo foi destruído desoladamente da pior maneira possível. Eu não tinha para onde correr, agora sim minha vida estava um inferno. E o pior de tudo é que eu não tinha mais como recorrer a Deus, ele já havia me dado essa lição. Eu perderia meu emprego e todos os meus novos amigos por causa de uma infernal mentira. Com certeza eu não teria de onde tirar consolo de ninguém, meu papel ali era de mentirosa. Eu é que sou a errada.

Me jóquei na cama e senti desesperadamente as lagrimas correrem no meu rosto ainda vermelho de vergonha. Comecei a pensar em Jack, aquém tão bom e que agora eu havia magoado. Eu não sabia mais o que fazer. DEUS! EU ESTOU FERRADA, ESTOU ESCORRENDO PELO RALO ABAIXO!

Até que uma ideia brilhante surgiu em minha mente. Olhei as sacolas mal arrumadas que eu havia comprado e todas as outras coisas inclusas e as juntei. Sai correndo implorando silenciosamente que eu ainda soubesse o caminho do abrigo.

Ao chegar não consegui ver ninguém mais ali, por um momento me deu vontade de chorar, mas ainda possuía esperança dentro de mim. Corri dando voltas em círculos pelo mesmo campo invadido pelo vazio, até consegui ouvir o barulhinho da esperança. O chorinho vinha de dentro da grande casa. Havia mais uma vida chegando e sorrisos de felicidade podia se encontrar ali.

Andei me encostando e procurando um espaço no meio de todas aquelas mulheres em volta de um circulo. Um bebê todo sujo de sangue era amamentado pela a nova mãe.

– Lane? – Me virei à procura da conhecida voz. Eu estava ouvindo vozes impulsivas agora?– O que faz aqui?

– Jack! – Corri para abraçá-lo. – Jack me desculpa. Eu sou uma idiota eu queria contar a verdade, mas...

– Psiu! – Tocou os meus lábios com os dedos. – O que faz aqui?

Olhei para as sacolas em minhas mãos e depois para todas as mulheres que agora nos assistiam felizes.

– É a única forma de eu conseguir me desculpar. Pode me ajudar a distribuir? – Assentiu e começamos a entregar todas aquelas coisas que não havia mais nenhum significado para mim, mas possuía um poder inebriante para todos aqueles gestos de agradecimento.

...

1 ano depois...

Para minha sorte eu não fui despedida, tive que pedir mil desculpas para meus colegas e depois explicar tudo. Para a felicidade de todos, o presidente, ou seja, o primo de Jackson, deixou a editora para ele. O mesmo me colocou como sua secretária particular, sendo agora meu chefe, namorado, amante, noivo e marido. Tive que cumprir a promessa que fiz para minha irmã, ganhar uma bicicleta. Bom, eu fiz melhor, no seu aniversário de 17 anos eu lhe presenteei um carro novinho. E o melhor de tudo foi que com a presidência de Jackson ele pode fazer milhões de doações em dinheiro para o abrigo, e a editora estava representando tudo isso.

Agora eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo. Abri meus olhos e não senti meu corpo, nenhuma dor. Olhei para cima e vi médicos trabalhando para trazer os meus bebês para mim e ao meu lado Jack segurava minhas mãos e me presenteava um belo sorriso.

– Feche os olhos meu amor, está tudo bem! – Automaticamente fechei-os, eu me sentia segura, ansiosa para que tudo terminasse e eu pudesse vê-los.

Não demorou muito e ouvi o primeiro chorinho, não consegui me conter abri os olhos novamente e joguei as lagrimas para fora. Jack pegou um de nossos bebês e beijou sua testinha e depois me passou.

– Seja bem-vindo meu menininho! – Disse segurando meu bebê no braço e o beijando.

Em seguida me alarmei com o segundo chorinho, Jack fez o mesmo e logo ele estava em minhas mãos.

– Seja bem-vinda minha menininha! – Segurei os dois e apertei-os mais ao meu peito. Percebi Jack se aproximar de nós, nos envolver em um abraço, beijar nossos bebês em seguida me dar um selinho.

Carly entra na sala e se põe ao nosso lado, cochichando: “Obrigada pelo carro!”

Sorrimos para nossa segunda foto em família.

Erra é algo que posso chamar de normal, repetir o mesmo erro eu chamo de tolice, aprender com ele é um tesouro. Se existir um caminho para felicidade de alguma forma eu o encontrei. Ela não é nenhum mistério e nem tão pouco um desafio. Ela só está enterrada em algum lugar no fundo do peito. Eu não fui um sábio para descobrir tudo isso, mesmo que não tenha sido da melhor forma possível, foi algo que me trousse uma lição. Você faz a felicidade, a minha sempre esteve comigo, mas eu fui estupida demais para perceber. Mais isso não importa mais, eu já possuo isso e realmente aprendi a lição. Minha vida contém amor, felicidade e uma milhões de outras coisas, agora cabe a mim transmitir isso para todos que ainda possuem uma fenda no rosto e orgulho demais no coração. Para apenas entender o verdadeiro significado da vida.

Semana que vem:

O que fazer quando você descobre que tem uma doença terminal? Kim, a nossa heroína, foi surpreendida com a notícia que morreria em sete dias. E para aproveitar, ela resolveu realizar todos os seus desejos antes de partir dessa para melhor. E acaba se envolvendo em muitas situações engraçadas. Para saber o que irá acontecer, leia Kim- A Desiludida.


Notas finais
Vamos lá! Precisamos de comentários e recomendações. Estamos aceitando tudo! Quem será o primeiro?

Beijos!

Kamila Soares.