Massacre Of Angels
2 In Abandoned Room
Notas iniciais
–O que é isso?
–Você nunca ouviu falar em anjos?
–Sim, mas faz anos que eu não os vejo. Pensei que tivessem nos abandonado...
–Nós estamos sendo caçados por demônios, eu sou uma das poucas que restaram...Sabe aqueles policiais? Bom, eles são demônios.
–Bom, isso eu poderia imaginar... – Alex fala com uma voz estranha, olhando para mim com seus olhos brilhando.
–Vamos ter que ficar aqui até vermos que eles perderam a nossa trilha...
–Isso não será um problema...
Alex se levanta e tira a sua camisa, pela primeira vez eu vejo a sua aparência, cabelo loiro com franja, bem bagunçado, pele clara e bem forte. Seus olhos são castanhos escuros, nesse exato momento eles estão me encarando:
–Que foi?
–Ah, me desculpe, é que você fica muito mais bonita com essas asas...
–Idiota! – Falo e escondo as minhas asas.
–Mas, como você faz isso?
–Fácil, quando temos que andar no meio de todos, podemos escondê-las. Apenas aparecerá essa marca nas nossas costas.
Viro-me de costas e o deixo ver a marca, parece uma tatuagem grande em forma de asas, mas aquela marca não dá para tirar, é como os demônios descobre quem somos, é isso que nos delata. Alex toca a minha marca com curiosidade, mas logo os seus dedos começam a descer:
–Idiota, você não muda.
–Me desculpe, mas é difícil resistir á você...
Me levanto e vou em direção á janela, quase caio quando vejo os demônios na viela, fecho a janela totalmente e saio de perto dela. Tenho que sair daqui assim que eles se forem. Vejo uma televisão no canto do quarto, trago ela para mais perto de mim e a ligo, enquanto Alex fica se admirando no espelho:
–Você não vai me convidar para ver também?
–Se você quiser ver, venha aqui.
–Pensava que os anjos tinham que ser mais educados.
–Não somos educados com pessoas que não gostamos.
–Por que você não gosta de mim? Sou lindo e sexy, todos gostam de mim.
–Tire um da sua lista, e essa pessoa vai ser eu! – Falo e dou um grito de espanto.
–O que foi? – Alex diz se sentando ao meu lado.
–Minha foto esta no jornal, pensam que eu te matei!
–Você não teria coragem...
Pego a minha adaga e coloco no pescoço dele, a minha paciência esta no limite:
–Fale mais uma coisa e eu te mato!
–Me mate e você vai ser pega!
Me levanto e olho para a janela, os policiais foram embora, pego as minhas coisas e abro a janela. Alex se levanta do chão e parece assustado e confuso:
–Aonde você vai?
–Embora.
–Mas, e eu?
–Pode ir também, não estou te prendendo...
–Ah não. Você me deixa ver suas asas pelo menos mais uma vez!
Olho para ele, não iria me matar aquilo. Abro as minhas asas e o deixo ver mais uma vez, ele chega mais perto e a toca:
–É tão estranho... –Ele começa a falar, mas é interrompido.
Um homem e uma mulher entram no quarto, eles estão assustados e confusos, mas logo nos reconhece, o homem pega o celular e a garota dá um grito ao eu pegar a minha arma:
–Se você me delatar, eu juro que eu atiro! Desligue esse celular agora!
–Mas...
–Agora! – Grito, forçando a cabo da arma no pescoço da mulher, que começa a chorar.
Faço eles entrarem dentro do quarto e eu tranco as portas, pego as minhas coisas e me preparo para sair, logo a policia estará atrás de mim, quando dou surpreendida por algo:
–Me de uma arma – Alex diz
–Oque?
–Me de uma arma!
–Eu não sou boba.
–Ele acha que nós dois somos ladrões, assassinos, ou outra coisa. Agora estamos juntos nessa!
–Você nem sabe meu nome!
–Você sabe o meu!
Ouço um barulho de alguém derrubando a porta, entrego uma arma para Alex e o puxo pela mão. Entro em outro quarto, onde saímos pela janela, damos um salto enorme, ele quase cai ao chegar no chão. Pego de novo na sua mão e o puxo para dentro de uma viela, saímos correndo por Nova York, fugindo dos guardas, entramos em milhares de ruas e vielas:
–Annabelle – Eu falo, ao chegarmos na periferia de Nova York
–Oque? – Alex pergunta, ofegante
–Meu nome. Meu nome é Annabelle Belacqua... – Respondo rindo.
–Alex Petterson – Ele diz estendendo a sua mão.
Cumprimentamo-nos e saímos correndo daquela rua.

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