Notas iniciais
Queria agradecer a todos os meus leitores!! Boa Leitura...

Entramos em um prédio abandonado e nos jogamos no chão, estávamos correndo á horas. Alex deita no chão e fica olhando para o teto durante um bom tempo, fiquei me perguntado o que sobre o que ele estava pensando, deve ser algo sobre mim, pois eu disse muita coisa estranha para ele. Eu cometi um grande erro, o que eu fiz?!

Alex olha para mim e diz:

–Isso é um sonho, não é?

–Oque?

–Bom...Você é um anjo!

–Bem observado.

–Ahh! Você me irrita!

–Bom, faz anos que eu não tenho uma conversa com alguém por mais de 2 horas!

–Isso é solitário...

–É melhor você voltar para os seus amigos.Eles devem estar preocupados.

–Eles acham que eu estou morto! Eles nem se importam comigo, apenas fingem ser meu amigo pois eu sou o mais bonito do grupo e arranjo garotas para eles!

–Você é muito convencido!

Me levanto e saio andando pelo prédio, ele devia ser algum tipo de hotel, pois há aqueles tipo de carrinhos típicos de hotel, nunca descobri o nome deles. Chego mais perto e sento neles, coloco a minha mochila ao meu lado e deito, me apoiando nela. Durmo logo em seguida, estou há horas acordada e estava louca para uma cama, mas como eu estava com preguiça de subir as escadas, aquele ‘‘carrinho’’ seria perfeito.

Tenho um sonho calmo, apenas eu no balanço, eu podia alcançar o céu, o sonho de qualquer anjo, eu consegui ir tão alto, mas logo vem a parte não tão calma, tudo começa a tremer e eu acordo. Percebo que tudo começou a tremer porque Alex resolveu empurrar o carrinho, devo ter dormido umas três horas, pois o sol já esta bem forte:

–Bom dia, vocês anjos tem sonhos pesados e longos. Você dormiu por um dia inteiro, Annabelle. E quando eu tenho coragem de te mover para leva-la a uma cama, você resolve acordar! Eu fui numa lanchonete aqui perto e comprei uns sanduíche com duas garrafas de suco, comi um ontem e outro hoje, tem dois para você – Alex diz, ainda empurrando o carrinho, percebo que seus olhos estão vermelhos, mas resolvo não perguntar.

–Obrigada...

Desço do carrinho e vou em direção de uma mesa, onde está há dois pratos e copos, sento-me na cadeira e Alex na outra, como o sanduíche com ele me observando, bebo o suco e ele ainda continua me observando. Me levanto depois de comer e ele ainda continua me observando! Subo as escadas, vendo se Alex vai embora, no topo dela eu viro e grito:

–Para de me seguir!

Ele se aproxima de mim, eu dou um passo para trás, mas ele é rápido, Alex me prende contra a parede. Ele coloca sua mão em meu cabelo e me beija, mas não dura muito tempo, eu o jogo contra a parede e pego a minha adaga, fico em cima dele com a arma em seu pescoço:

–Faça isso novamente e você nunca mais vai ver a luz do dia!

Eu não sabia o que fazer, aquele foi o meu primeiro beijo e eu joguei o cara na parede! Eu me levanto e subo mais um lance de escadas, ouço Alex fazendo o mesmo, então entro em um quarto e tranco a porta. Vou até a janela e olho para as pessoas na rua, enquanto ele fica batendo na porta e tentando me fazer sair. Vou em direção á ele e me sento perto da porta, ouço-o fazendo o mesmo, ficamos um bom tempo assim:

–Você não vai sair, não é?

–Não sei...

–Ai meu Deus! Você respondeu?!

–Idiota, perfeito idiota...

–Anjo...

–Eu devo considerar isso um elogio?

–Bom...sim

–Não esta com fome? Porque eu estou faminto, e nós temos que sair daqui...

–Por que?

–Nós invadimos a propriedade de alguém, isso não é certo.

–Estou fazendo isso á anos.

–Não, naquele dia que eu te conheci você dormiu no motel.

–Como você sabe?!

–Bom...bem...hã... Eu te segui...

–Idiota!

–Acho que você apenas conhece esse xingamento?!

–Então você acertou! Okay? Parabéns! Agora pegue as suas coisas e saia daqui, pois o que você quer, não irá conseguir!

–Eu não posso sair, pois agora estamos juntos nessa!

–Não te prendi a nada! O que te prende aqui é o seu desejo de luxuria!

–Estamos em todos os jornais, eles acham que nós somos tipo uma gangue!

–Oque?!

–Vou passar a folha de jornal por baixo da porta. Certo? Não tente me matar!

Vejo a folha de jornal e praticamente a arranco da mão do Alex, grito ao perceber que ele tinha razão, não de susto, mas de raiva. Estou pronta para jogar aquele maldito papel pela janela quando vejo algo, uma luz branca saindo por baixo da porta, logo depois alguém sendo jogado em direção da mesma:

–Annabelle, é uma boa hora para você sair daí! Tipo, saia AGORA!

Saio do quarto e vejo um anjo pronto para enfiar uma espada no Alex.

Notas finais
Por favor comentem!