Massacre

5 Quem é Jason Hatfield


Notas iniciais
Boa leitura...

Notei que Erick estava desconfiado em relação ao viciado do Luther, as vezes notava que ambos se encaravam e o hacker sempre abaixava a cabeça, jason notou toda a situação estranha e Erick logo deu o bote.

—Bom, eu e o Frank juntamos vocês aqui com apenas um propósito.

—Matar criminosos? -Indagou Martim

—Sim, mas principalmente acabar com a máfia. Meu pai é o líder, o que faz de mim a peça mais valiosa da equipe e arquiteto de todos os nossos planos.

—Mas a máfia é o seu objetivo, não o nosso. -Afirmou Martim.

—Exato, mas nada se consegue sozinho não é mesmo? Além disso, vocês serão os heróis da vida real! Não é isso que ela quer Martim? -Erick perguntou.

—Sim, mas, como sabe dela? Como sabe o que ela quer? -Perquiriu Martim

Erick deu um sorriso malicioso, dá pra notar que tem muita coisa escondida por baixo do tapete. Bebi um gole do que parece ser um Whisky e Erick logo retomou.

—Eu quero fundar uma organização superior a máfia! Uma organização que faz justiça sem piedade dos mal feitores e para isso eu preciso que vocês todos se conheçam melhor, vamos encarar isso como uma espécie de ritual para entrar no grupo ok? de acordo com o que vocês disserem eu os separo em diferentes funções.

Todos estávamos de acordo mas não sabíamos ao certo o que Erick estava querendo dizer com aquela história de organização superior a máfia.

—Se você quer tanto acabar com a máfia, porque não a derruba por dentro tomando o lugar de seu pai? -Apurou Jason que encarava Erick de forma muito suspeita.

—Dois motivos, o primeiro é pelo simples fato de meu querido pai não aceitar um gay em seus negócios, o segundo não passa de orgulho e desejo de independência.

Ficamos todos calados por um curto intervalo de tempo enquanto sentíamos o calor do fogo em nossos corpos e o gosto de álcool em nossas bocas quando eu decidi romper aquele silêncio.

—E ai? quem vai começar a falar?

Eles continuaram em silêncio e Luther voltara a ser encarado por Erick

—Qual é? Vão se ferrar! Tem coragem de trocar tiros com traficantes mas não conseguem falar? Seus maricas! Sem ofensas Erick. -Provoquei

—Não me ofendeu. Que tal você se apresentar para nós Jason? Não sabemos muito sobre você. -Disse Erick

—Já sabem o bastante. -Retrucou Jason

—Eu ainda não sei como conseguiu esse curativo! -Disse com tom sarcástico.

Jason me encarou seriamente, deu um suspiro e logo começou.

—Me chamo Jason Hatfield e estou sendo procurado, vocês querem mais o que?

—Isso é um voto de confiança cara! -Disse Luther

—O que você sabe sobre confiança seu cretino?! -Jason perde o controle e parte pra cima de Luther mas eu e Martim o seguramos.

—Escuta aqui Jason, depois de tudo que eu, você e o Frank passamos juntos, você tem alguma dúvida do que somos capazes de fazer? Se não confia em nós, como espera que confiemos em você? Agora sinta-se obrigado a responder minha pergunta Hatfield, quem é você? -Erick Perguntou.

Jason estava furioso mas não demonstrava muito, seu olhar penetrante já dizia tudo, nos sentamos e ele finalmente retomou.

—Nem sempre eu fui assim, na verdade eu era uma criança feliz e saudável, ainda com meu olho direito. Quando eu tinha seis anos meu pai morreu em um acidente de carro, isso aconteceu depois de uma briga que ele teve com a minha mãe. Quatro anos depois ela conheceu um homem alto, gordo e loiro que veio morar com a gente, seu nome era Ted, ele era caminhoneiro e não se preocupava com muita coisa além de seu jogo de futebol e sua cerveja. Eu tinha dez anos quando vi Ted batendo em minha mãe pela primeira vez, ela tinha deixado alguma coisa cair no chão e quebrar, aquilo deixou meu padrasto furioso, eu estava sentado na escada e via minha mãe tomando diversos socos no rosto, ela já estava desacordada mas ele não parava, eu gritei pedindo para que ele parasse com aquilo, ele se virou e o alvo agora era eu, apanhei tanto que fiquei desacordado. Com o passar do tempo apanhar foi virando rotina para minha mãe, eu sempre me culpava por não poder fazer nada, por ser fraco! Um dia minha mãe com muito medo do que poderia acontecer comigo, decidiu me trancar no armário, sempre antes de Ted chegar, todas as noites eram assim, ela me trancava, eu fechava os olhos e tampava os ouvidos na esperança de tudo aquilo não passar de um pesadelo mas nada daquilo bastava, eu ouvia tudo. Os anos foram passando e eu fui me acostumando a viver assim até os meus quinze anos. No meu primeiro ano de ensino médio eu fui basicamente invisível mas isso mudou no segundo ano, foi quando uma garota finalmente me notou. Como nenhum de nós tinha nenhum amigo começamos a andar juntos, ela tinha cabelos loiros e olhos verdes, se chamava Anabella, era uma garota meio problemática e gostava de usar ácido, na maioria das vezes eu sempre acabava a levando pra casa e nós nos divertíamos de uma forma que era apenas nossa, nos encontrávamos fora da escola com mais frequência, ela me manteve feliz e longe dos problemas de casa. Em uma noite ela me disse que ia ficar um tempo fora mas que eu não precisava me preocupar, ela me deu um beijo, foi a primeira e única garota que beijei, a esperança de poder falar com ela novamente foi o que me manteve naquele inferno. Estava sozinho de novo e dessa vez com problemas, minha média caiu demais e eu estava prestes a repetir o segundo colegial, aquilo só me serviu para ser motivo de piada da sala, na saída da escola alguns garotos começaram a me perseguir, eles gostavam de me surrar toda sexta, uma vez um deles chegou a urinar em cima de mim enquanto eu estava caído e ensanguentado como sempre, chegava em casa e logo me trancava no quarto enquanto ouvia minha mãe sendo surrada pelo mesmo cara que transava com ela, chorava todas as noites. Quando Anabella finalmente voltou ela estava muito diferente, era praticamente outra pessoa, ela disse que estava fazendo coisas autodestrutivas e que queria mudar de vida, eu não entendi absolutamente nada mas meu mundo caiu mesmo quando ela chamou seu novo namorado, Bobby, aquele era o mesmo cretino que me surrava e foi o mesmo que mijou na minha cabeça, eu me segurei na cadeira, ela disse que ele estava muito arrependido e que agora podíamos ser amigos. Naquela mesma tarde eu fui para casa e roubei a magnum de meu padrasto, ele chegou bêbado no exato momento e a rotina de surra estava apenas começando, não dava mais para aguentar aquela dor! Parti para cima de Ted com uma faca de cozinha acertando suas costas, ele soltou um berro de dor e pegou um garfo pequeno com o objetivo de me acertar, minha mãe tentou impedi-lo mas de nada adiantou, ele a nocauteou com um soco de direita, acendeu o fogão e começou a esquentar as pontas do garfo enquanto olhava para mim, eu não tinha para onde fugir, ele veio em minha direção e acertou o garfo em meu olho direito, foi o pior dia da minha vida, desmaiei de tanta dor. Acordei no dia seguinte com um curativo semelhante ao que tenho agora em meu olho, minha mãe estava me observando e Ted estava dormindo, ela me deu um espelho, eu tirei o curativo e vi o monstro que Ted, Anabelle e Bobby haviam criado, eu perdi meu olho. Passei aquela manhã chorando amargamente, meu padrasto estava pior do que o normal, minha mãe pediu para que eu fosse o mais rápido possível a escola, eu corri sem olhar para trás enquanto me perguntava o motivo de tudo aquilo estar acontecendo comigo, eu sentia falta do meu pai, do homem que ele era e de como ele ficaria desapontado com a minha fraqueza. Mal havia entrado na escola e alguns garotos já me ofendiam verbalmente em razão da bandagem, um deles arrancou o curativo e todos ficaram chocados com meu olho, Anabelle era uma delas, onde estava a Anabelle que eu conheci? Que vadia! Sai da escola e comecei a chorar na porta de entrada, não sabia o que fazer, não sabia o que sentir, não sabia me defender, foi quando decidi encarar os problemas da mesma forma, da mesma altura e na mesma medida, lembrei que a magnum ainda estava comigo, peguei a mesma, estava carregada. Voltei correndo para casa e logo de cara encontro o corpo nu de minha mãe no chão da sala, Ted estava com as mãos ensaguentadas e o rosto de minha mãe estava irreconhecível, ela morreu de tanto apanhar, saquei a magnum BANG! Ted estava morto, que sensação boa, senti que deveria ter feito tudo antes, chorei pela morte de minha mãe, sai de casa e peguei o Jeep azul bebê da finada, cheguei na escola entrei e atirei no primeiro garoto que vi BANG! Todos se assustaram e saíram correndo, agora aqueles babacas tinham medo de mim e isso era bom, estava finalmente encarando e resolvendo meus problemas BANG BANG BANG apenas um tiro bastava, quatro mortos mas eu queria apenas dois. Bobby e Anabelle estavam junto aos outros no refeitório da escola, estavam todos abaixados com as mãos para cima, chorando e pedindo ajuda a Deus, apontei a arma para Bobby BANG explodi a cabeça do vagabundo, Anabelle chorava e gritava BANG matei ela a sangue frio. "Você é um monstro Jason!" Uma voz feminina e sem medo grita enquanto viro as costas, saí pela porta da frente refletindo naquilo que a garota me disse e logo cheguei e uma conclusão...Foram eles que me fizeram assim. Depois disso fui vagando de cidade em cidade até parar aqui.

Ficamos quietos por um tempo, percebi que Jason não estava muito bem.

—E como conseguiu o chapéu? -Perguntei

—Era do meu pai. -Ele respondeu.

Erick agradeceu a Jason, ele era agora oficialmente nosso atirador de elite.

—Obrigado pelo voto de confiança Jason, então, quem vai ser o próximo?

Notas finais
Comente e acompanhe a história para saber mais sobre cada personagem.