Massacre
6 Nada de doces para você
Estávamos em silêncio ao redor da fogueira, Jason acabara de se abrir ao grupo contando sua origem, tínhamos finalmente começado.
—E quanto a heroína? -Luther perguntou
Me levantei e caminhei em direção ao Jeep que se encontrava nos fundos da cabana, peguei do veiculo uma mala com algumas seringas descartáveis e voltei para a fogueira jogando a mala diante de Luther.
—Pode pegar, é o seu pagamento. -Eu disse.
Ele rapidamente tirou um de seus cadarços do sapato, amarrou em seu braço esquerdo e injetou no mesmo com uma das seringas, ele ficou um pouco eufórico mas acho que estava se contendo, olhou para o céu e deitou no chão.
—Eu nunca tinha visto alguém usar isso pessoalmente. -Afirmou Martim.
—Acho que agora seria um boa hora para você falar um pouco, Martim. -Disse Erick.
—É verdade, você não parece muito assustado para alguém que acabou de matar alguns caras. -Eu disse.
—Ela já me mandou fazer coisas desse tipo hehehe! -Martim dizia com um sorriso no rosto.
—Ta falando das vozes que você escuta? -Perguntei.
—Sim! Elas também me contam segredos, um de cada vez, elas falam tudo de todo mundo... -Martim nos dizia.
—E ela já te contou um segredo seu Martim? -Indagou Erick.
—Sim, ela só me conta os meus, mas isso não tem importância. Se vocês querem saber mais coisas sobre mim elas podem te responder, é só ouvir. Eu sempre morei nessa cidade, desde pequeno com meu pai, minha mãe e ela.
—Quem é ela Martim?! -Eu perguntei indignado.
O garoto olhou para mim, olhou para o chão e colocou as duas mãos na cabeça enquanto balançava o corpo para trás e para frente, começou a chorar e a falar coisa com coisa, disse que não conhecia a voz e que não sabia de mais nada, ele começou a olhar para cima e para os lados dizendo que eles estavam atrás dele, tentamos acalma-lo mas nada adiantou até que surge dos arbustos aquele mesmo garoto que havia me encarado no intervalo da escola.
—O que você tá fazendo aqui seu cretino?! -Gritei enquanto partia para cima dele.
Caímos os dois no chão, Erick e Jason seguravam Martim e Luther já estava no mundo da lua.
—Calma, espera! -O garoto suplicava
—Me dá um bom motivo pra eu não esmagar sua cabeça!
—E-Eu...não...
Eu encarei o garoto e logo em seguida olhei para Erick que fez um sinal positivo com a cabeça, joguei o nerd paspalho para perto da fogueira, ele caiu de bruços.
—Como chegou até aqui? -Jason perguntou
—Eu ouvi a conversa de vocês na detenção e segui o Martim até aqui, depois que vocês saíram eu...
—Chega! Agora você já viu demais -Interrompi
—Eu não conto pra ninguém, eu juro que...
—Calado! -Interrompeu Erick.
—O que vamos fazer com ele? -Perguntei
—Não sei, é um risco muito grande deixa-lo solto por ai com as nossas informações, também não podemos matá-lo, a família dele se preocuparia com o desaparecimento e...
—Eu não tenho família!
Eu, Erick e Jason nos olhamos por um segundo e decidimos matar o garoto, deixamos Martim e Luther na fogueira e levamos o garoto para a parte de trás da cabana enquanto ele suplicava pedindo para que não o matássemos.
—Por favor... eu, eu posso entrar para o grupo de vocês e... E ajudar, eu acho... Sou muito bom com... Por favor! eu não conto nada pra ninguém, eu to falando sério, por favor, por favor...
Continuamos carregando o garoto, amarramos seus pés e suas mãos. Jason pegou uma corda mais longa e fez uma espécie de forca amarrando a mesma em um galho resistente.
—De certa forma, seria errado -Disse Jason
—Do que você tá falando? -Perguntei.
—Matar o garoto! Isso não seria justo!
—O que você sabe sobre justiça Jason? -Erick perguntava seriamente.
—A questão não é essa Erick. -Jason abaixou a cabeça aflito.
—Você já matou pessoas inocentes Jason! Não vem falar nada que...
POW! POW! POW! Os dois olharam para trás e se depararam com a cabeça do garoto esmagada, irreconhecível e ensanguentada, eu não consegui me conter, o taco estava na minha mão direita e eles estavam com os olhos arregalados.
—Pra alguém que matou o próprio sobrinho, já era de se esperar. -Afirmou Jason enquanto entrava na cabana.
Enterramos o corpo do garoto bem embaixo da forca e fomos embora.
No dia seguinte, me deparei com a escola repleta de folhetos com a foto do garoto que eu havia matado na noite anterior, os alunos estavam se movendo por um nerd babaca? pensei comigo mesmo. No folheto estava escrito em vermelho "DESAPARECIDO" com todas as letras maiúsculas. Erick veio até mim.
—Ficou sabendo? -Ele perguntou.
—Do que?
—O garoto que você matou ontem, tinha família.
Coloquei a mão esquerda em meu rosto e respirei fundo.
—Merda, e agora? -Perguntei.
—Descobri que o irmão dele se chama Adam, ele era amigo daqueles garotos que você matou antes de me conhecer.
—Os jogadores de futebol?
—Sim, acho que é ele que está espalhando esses folhetos pela escola, e mais, estão todos envolvidos com a máfia do meu pai.
—Como assim?
—O pai de Adam e meu pai são sócios, um jeito bom de atingir meu velho seria matando toda a família de Adam, a parte boa é que o filho caçula já foi.
—E você sabe como a gente pode encontrar o pai desse Adam?
—Infelizmente não, eles não são muito acessíveis, estamos falando de peixe grande cara.
—E se forçássemos o Adam a falar?
—Seria uma boa, podemos fazer isso essa tarde na cabana do Jason.
Depois da escola Erick, Martim, Luther e eu entramos na pickup e esperamos Adam e seu grupo de paspalhos saírem da escola. Erick nos disse que o carro de Adam era um opala vermelho ss, estava estacionado de frente para a escola. Martim subiu no capô do carro e atingiu o para-brisa do carro com seu contrabaixo quebrando-o, no exato momento Adam estava saindo da escola e avistou o baixista em cima do capô, Martim correu e pulou na pickup, dei partida e saímos em direção a cabana de Jason, o garoto estava logo atrás com o opala, paramos o carro em frente a cabana e saímos, Adam também saíu, mas com a intenção de dar uma surra no Martim.
—Que merda você pensou que estava fazendo?!-Disse Adam.
Ele era um garoto forte e alto, cabelos castanhos e olhos verdes, usava o mesmo agasalho que seus colegas de futebol usavam na escola, calça jeans e tênis esportivo branco.
—Calem a boca seus cretinos! -Uma voz familiar gritou da varanda da cabana, era o Jason com sua magnum 500 apontada para o infeliz.
—Quem é você? -Jason perguntou.
—A-Adam, Adam Smith, esses idiotas quebraram o para-brisa do meu carro e...
—Vão embora!
—Nós trouxemos ele Jason! -Explicou Erick.
—Que se dane... -Jason adentrou a cabana.
—Merda! -Resmungou Adam.
Levamos o garoto para os fundos enquanto Luther bisbilhotava em seu carro. Amarramos os braços e as pernas de Adam, o deixamos pendurado de ponta cabeça com os braços para trás, ele chorava e perguntava se queríamos dinheiro ou algo assim mas tudo que queríamos eram respostas, respostas que ele não queria nos dar, deixamos Martim bater um pouco na cara do babaca, mas a resposta era sempre a mesma "eu não sei onde está o meu pai", batíamos e batíamos, sua cara já estava mais que ensanguentada, ele chorava e perguntava pelo irmão desaparecido, foi ai que lembrei do cadáver enterrado bem embaixo de nós.
—Eu te disse que esses caras são difíceis Frank.
—Tive um idéia.
Peguei uma pá que estava na garagem de Jason e desenterrei o cadáver, Adam começou a chorar, ainda com a pá, cortei uma das mãos do corpo e enfiei na boca de Adam.
—Come essa merda agora! -Eu disse.
Adam começou a vomitar e chorar, Martim começou a rir e eu também, foi uma cena muito cômica.
—Por que está fazendo isso Erick? -Adam pergunta enquanto chora.
—Vocês mafiosos são todos iguais. -Erick responde com frieza enquanto caminha em direção a cabana.
—Dylan! -Adam grita.
Erick para no mesmo instante.
—O que? -Pergunto.
—Eles se encontram na casa do Dylan, um dos jogadores da escola, a casa dele fica a dois quarteirões de lá, ele vai dar uma festa essa noite e um representante do meu pai vai a negócios, é tudo que eu sei, eu juro! -Adam finalmente abriu o bico.
Luther corre até nós entusiasmado.
—Galera! Olha só o que eu achei no porta-malas dele! -Ele diz enquanto nos mostra uma katana!
—Pode ficar com ela Luther, e obrigado Adam. -Erick entra na cabana.
Eu e Martim pegamos a esmaga cabeças e passamos a tarde brincando de Pinhata com Adam, ele gritou bastante e foi muito divertido brincar com o Martim, batíamos e batíamos, ficamos com a cara bem ensanguentada, o corpo dilacerado de Adam ainda balançava mas nós sabíamos que mesmo com o corpo morto ainda dava pra se divertir um pouco, estávamos suados e ensanguentados, mas quando finalmente estouramos a Pinhata humana tudo que ganhamos foi sangue, tripas, órgãos e ossos, nada de doce para nós.
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