Massacre
7 A festa
Era fim de tarde quando decidi me despedir de Martim e voltar para meu trailer, Erick e Jason discutiam dentro da cabana, fiquei na espreita junto de Martim e Luther, Jason parecia muito irritado, ele estava indignado com os assassinatos que eu havia cometido.
—Que porcaria foi aquela? Primeiro ele mata o próprio sobrinho na nossa frente a sangue frio, depois esmaga a cabeça de um bebê que não tinha absolutamente nada haver com a ku klux klan pisoteando! –Jason gritava.
—Eu sei, mas agora você não pode abandonar o barco desse jeito, eu quero você na nossa equipe. –Erick continuou –Você tem uma pontaria ótima e agora nós já sabemos de mais, não acha? –Ele perguntou.
—E quem disse eu vou sair de cena?
Eles param e o silencio começou a falar mais alto, olhei para Luther e Martim que se encontravam debruçados sobre a porta dos fundos na expectativa de ouvir algum ruído ou palavra, ainda ensanguentado enterrei o que sobrou do Adam na mesma cova de seu irmão, as vísceras e tripas dilaceradas dançavam sobre a terra enquanto os corpos se encontravam em sincronia, o cheiro era insuportável, mas a imagem aos meus olhos era magnifica.
—Enterra logo essa merda cara! –Disse Luther.
—Cala a boca, estou tentando ouvir o que eles dizem lá dentro! –Sussurrou o baixista.
–Sai daí Martim, eles já devem ter percebido. –Eu disse.
Jason e Erick saíram pela porta dos fundos e Luther caiu com Martim.
—Temos um plano. –Erick disse.
Ele nos contou seu plano, a ideia era acabar com todos da festa com as armas brancas, assim economizaríamos munição para o tiroteio com a máfia. Foi simplesmente a melhor ideia de todas e agora sabíamos que todos do time de futebol da escola estavam infiltrados.
Fui com Martim em meu pick-up, ele estava levando seu contrabaixo.
–Por que não usa uma arma de verdade? –Perguntei.
—Isso depende muito. –Ele respondeu enquanto olhava para a janela.
—Você é estranho.
—O que vamos fazer com o carro do Adam?
–Eu não sei.
Atrás estava o Jeep com Erick e Luther e a nossa frente estava Jason com sua motocicleta, ele era o lobo solitário da equipe.
Estacionamos os veículos e seguimos o plano, Martim entrou primeiro com seu contrabaixo chamando a atenção de todos para uma musica que supostamente tocaria, eu e Jason jogamos bastante gasolina em volta da casa enquanto eles dançavam ao som de White riot – the clash.
Entramos todos na casa e logo começamos o massacre na festa, Martim não parava de tocar seu contra baixo e todos gritavam enquanto nos divertíamos, Luther estava insano com sua katana, víamos cabeças, braços, pernas, pessoas pela metade e muito sangue! Jason conseguiu se virar bem sem sua Magnum, ele usava uma marreta, acertando a cabeça de todos que surgiam pela frente! Martim tocava sem parar enquanto a casa ficava cada vez mais vermelha, o sangue voava e manchava as paredes da casa enquanto alguns dançavam e outros corriam, choravam e morriam, eu batia sem parar, todos batíamos e tudo virou uma confusão, uma das caixas de som caiu na cabeça de um cara deitado no chão sem suas pernas esmagando-a, Luther ainda estava na cozinha matando sem parar, carnificina, o sangue era muito e os corpos também, a sala havia se tornado um rio vermelho e nós continuamos a nossa dança, nossas roupas estavam ensanguentadas além do que esperávamos e continuávamos batendo, batendo e batendo, Jason esmagava quem quer que fosse e Luther encravava, cortava, decepava cabeças enquanto Martim continuava a tocar, ele estava suando, confusão, nossos sapatos estavam totalmente vermelhos e sapateávamos na piscina de horror, SPLASH, POW, eram todos jovens demais para morrer, as pessoas estavam em desespero mas não parávamos, seguimos com o plano, o cheiro do álcool misturado com o sangue de todos aqueles jovens era inigualável, esmagava cabeças atrás de cabeças, batia sem rumo pela sala e as pessoas caiam ao chão!
Enquanto massacrávamos as pessoas da festa, Erick jogava gasolina no telhado da casa, ele ateou fogo em tudo e pulou do telhado para a piscina, logo em seguida alguns dos poucos jogadores do time de futebol pularam em cima de mim e de Luther, Martim resolveu nos dar cobertura acertado-os com seu contra baixo e apanhando enquanto saiamos por uma das janelas, enfim saimos, Luther, Jason e eu observávamos o telhado em chamas, alguns dos mafiosos que estavam no andar de cima começaram a atirar, Martim ainda estava lá dentro e as chamas estavam se espalhando, peguei minha espingarda belga alemã que havia deixado no carro e fiquei atrás do Jeep ao lado de Jason com sua submetralhadora STEN, Luther estava atrás da pick-up com um rifle ao lado de Erick que estava tendo um ataque de asma!
—Que droga! O Martim ainda tá lá dentro! –Gritei para Jason.
Eles ainda atiravam quando BOOM! O telhado da casa havia desmoronado no andar de cima e Martim estava preso, as chamas logo se espalharam e a casa toda estava em chamas, as pessoas que restaram gritavam muito, os escombros do andar de cima e do telhado haviam barrado as saídas e eu ouvia os gritos de Martim de dentro da casa.
—Merda Erick! Faz alguma coisa! Ele vai morrer lá dentro! –Jason Gritava enquanto Erick chorava.
–Eu não sei o que fazer porra! –Erick já não tinha mais alternativas ele apenas chorava, eu e Luther estávamos paralisados apenas observando, o corpo de Martim estava completamente em chamas enquanto ele gritava, a fumaça do incêndio já estava dominando o local e logo a policia chegaria, os gritos de Martim eram ensurdecedores e tudo estava um caos, Jason, Erick e Luther choravam mas Erick estava em pânico, Martim ainda estava vivo mas seu corpo era irreconhecível, ele lutava pela sobrevivência, batia seu baixo contra uma das janelas mas não era tão forte para quebrar o vidro, estava totalmente queimado quando BOOM! A casa explodiu.
Saímos de lá na maior velocidade, eu estava sozinho no carro, fiquei chocado e pela primeira vez não havia achado nada engraçado, mas foi uma das melhores noites da minha vida.
Todos foram em direção à cabana de Jason, mas eu queria passar aquela noite sozinho em meu trailer, entrei e apaguei todas as luzes, alguns carros da policia e um caminhão de bombeiros passaram por lá, estavam indo em direção ao local do incêndio.
—Adeus Martim... –Falei para mim mesmo.
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