Massacre

1 Quem é Frank Miller


Notas iniciais
espero que visualizem mentalmente tudo que está escrito.

Dia 22 de novembro de 2016 — Prisão ADX Florence Supermax — estado americano do colorado — EUA

—Depois de longos anos nessa merda, finalmente alguém veio me visitar...

—Feliz aniversário.

—Ta fazendo o que aqui?

—Eu quero saber o que realmente aconteceu com você... Frank.

—Hehehe fazia tempo que já não me chamavam assim garota, quarenta e três anos pra ser exato... Hoje você ta com o que...? Uns vinte aninhos?

—37, papai...

—Muito bem... Quer que eu comece da onde?

—Do início.

—Ok, vamos lá... Vamos começar por mim...

...Era 12 de maio de 1973, eu tinha 17 anos e dirigia a antiga pickup ford F1 do traste que eu chamava de pai, eu me lembro bem, meus cabelos ainda eram loiros e eu me lembro de ter roubado alguns discos do Led Zeppelin, eu realmente vivia no limite, lembro que no meu aniversário de cinco anos, em 1960, depois que meu pai batera em minha mãe, que era sobrinha dele ao mesmo tempo, eu acolhi um cachorro de rua e joguei gasolina e fogo no mesmo ainda vivo, era uma criança feliz, era assim que eu me divertia, lembro dos gemidos e latidos do cãozinho, foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ganhar.

Em 73, depois de roubar alguns discos, voltei ao meu trailer e encontrei aquele bêbado morto, com uma faca na cabeça, confesso que achei toda a situação bem engraçada mas a minha mãe não parecia muito bem, uns policiais a levaram e eu decidi continuar morando no trailer.

Depois de revirar algumas coisas do meu pai encontrei um taco de base ball bem legal, uma espingarda belga alemã e um capacete da ss em baixo da cama, pelo visto meu pai era do eixo, que grande babaca! Foi ai que comprei alguns pregos bem grandes e martelei no taco, se eu enrolasse arame farpado ficaria melhor, mas, os pregos já me deixaram satisfeito. Comecei a praticar com meu novo esmaga cabeças e gostei da sensação, até usei ele com minha primeira presa, era um garoto de 15 anos que andava roubando as bicicletas da região, confesso que odeio esses bandidinhos.

Se Kurt Cobain não existisse eu diria que andava vestido como ele, até mesmo minha aparência física era como a dele, um garoto magro, baixo de cabelos loiros e um tanto que longos a diferença são os meus olhos castanhos.

—Então aos 17 você já...

—Sim.

—E como conheceu Erick Collins?

—O Erick foi meu melhor amigo, o conheci no meu ultimo ano de colégio, tinham vários garotos imbecis batendo nele ai eu...

—Por que? Digo, por que batiam nele?

—Porque Erick era gay...

...Eles estavam em cinco, todos com aquele agasalho ridículo do time de futebol, eu estava com a pickup no caminho para o trailer quando vi tudo, aproveitei que o esmaga cabeças estava no banco do passageiro e fui até eles: Ei seus otários!

O primeiro se virou e pow! bem na cabeça, os outros quatro se viraram e viram que eu estava me aproximando enquanto seu amigo convulsionava no chão

—Merda! Dean, ele acertou o Tood!- disse um deles assustado.

—Eu vou caçar vocês!- eu disse, muito alegre com nossa brincadeira.

Eles vieram pra cima de mim e eu acertei todos, não foi tão divertido, muito fácil, foi ai que Erick e eu nos tornamos grandes amigos, Erick usava uma roupa social totalmente preta, seus cabelos eram curtos e bem escuros fazendo um contraste com seus olhos que eram bem azuis, ele me contou que o pai dele era chefe da mafia e que eu não precisava me preocupar com as mortes pois tudo iria ser acobertado:

—Foi uma brincadeira legal, não acha?

—Qual é o seu nome?

—Frank, Frank Miller...

—Muito prazer Frank, eu me chamo Erick Collins.

—Tá, vamos esmagar umas cabeças?

—Acho que não é uma má ideia.

Eu e Erick saímos e ficamos rondando a cidade a noite toda, procuramos uns criminosos e matamos vários funcionários do pai dele enquanto ouvíamos Black Sabbath bebendo vodka, foi divertido, percebi que ele não gostava muito do seu velho, tínhamos algo em comum, no dia seguinte eu fiquei de porre, ainda bem que era sábado.

Notas finais
Espero que gostem! Muito obrigado por ler!