Massacre
2 Violência Barata
Notas iniciais
No dia seguinte Erick apareceu na porta do meu trailer com uma machadinha e uma pistola de bolso taurus, vestido como se estivesse voltando de um enterro como sempre. Conversamos um pouco sobre como tornar tudo mais divertido, mas por algum motivo eu estava muito irritado naquele dia, disse para o Erick que não era um dia bom pois estava de porre, ele foi embora mas disse que voltaria mais tarde.
Deitei no sofá e bebi umas latinhas de cerveja mesmo de ressaca, tinha gosto de mijo. Acordei um tempo depois e peguei a esmaga cabeças, sai do trailer e dei partida na pickup, parti sem rumo, ao meu lado tinha um galão de gasolina e no meu bolso um esqueiro e um maço de cigarros, fui pela estrada em alta velocidade, o vento batia em meu rosto, eu estava bêbado.
Avistei de longe uma senhora que pedia carona bem no meio da estrada, engatei a quarta e pisei fundo vruuuuummm! BOOM! Atropelei de propósito! Otária, olhei pelo espelho retrovisor e percebi que ela ainda se movia, aquela vadia ainda está viva, dei meia volta, a estrada estava deserta e antes que ela pudesse se levantar...BOOM! Arranquei a cabeça da coitada com meu para-choque! Joguei gasolina no corpo e ascendi um cigarro, não para tragar mas sim para atear fogo no corpo. Agora estava voltando para a cidade com o capo do carro ensanguentado.
Meu dia estava indo bem e eu estava mais calmo, lavei o carro e Erick havia voltado, entramos no trailer.
— Vamos bater em uns idiotas hoje? — Perguntei.
— Não, precisamos ir com calma, eu tenho alguns alvos na minha lista.
— Então quer bolar um plano?
— Eu já tenho um e para que ele se concretize vou precisar de uma equipe.
— Com quantos mais ou menos?
— Não sei, mas vamos precisar de um bom atirador.
— Não conheço ninguém.
— Você não é muito bom com armas de fogo né?
— Não, eu prefiro algo menos convencional e divertido.
— Já ouviu falar do caçador caolho?
— Aquele que todos dizem que vive caçando na floresta? já!
— São muitos os boatos sobre ele, mas pode ser uma boa peça para meu tabuleiro.
— Como vamos encontrá-lo?
— Eu tenho um plano.
Erick disse que o garoto sempre abastecia seu jeep azul bebê enferrujado em um posto de gasolina da região, sempre as duas da manhã de domingo. Esperamos anoitecer e as duas horas fomos até o posto de gasolina, esperamos um tempo dentro da pickup até que Erick avistou um jeep azul bebê, constatamos então que era ele, do jeep saiu um garoto cujo o rosto era imperceptível devido a distancia na qual eu me encontrava dele, usava um chapéu cinza e sobretudo preto, o garoto entrou em uma das lojas de conveniências do posto e saiu um tempo depois com um galão de água. Achei tudo muito estranho, porque tudo tinha que ser feito tão tarde? porque todo aquele mistério?
— Se esse cara atirar melhor do que eu, juro que arranco minhas bolas! — Afirmei.
— Vamos, ele está saindo.
Esperamos dez segundos após a saída do jeep e demos partida na pickup com os faróis desligados, seguimos o jeep até a entrada da floresta que foi onde o garoto saiu do carro para seguir a trilha a pé, estacionamos a uma distancia razoável e continuamos na mesma trilha.
Após andar sorrateiramente por alguns minutos chegamos a uma cabana que se localizava no meio da floresta, ficamos na espreita e notamos que depois de entrar ele não acendeu as luzes.
—Será que ele nos percebeu? — Pergunto Erick.
— Não sei, melhor voltarmos de manhã.
Voltamos para meu trailer naquela noite.
Pela manhã, batemos na porta da cabana e fui recebido com uma smith & wesson magnum 500 apontada para minha cabeça.
—Quem são vocês?
— Amigos, não queremos confusão. — Disse Erick.
— São da policia?
— Se te serve de consolo, meu pai é chefe da máfia e eu quero matá-lo.
O garoto continuava com a arma apontada para mim com uma cara de desconfiado, para minha surpresa ele era mesmo caolho, estava usando uma camiseta azul e branca, seu único olho era o esquerdo, era castanho escuro e seus cabelos castanhos eram longos, ele usava um curativo no olho direito.
— O que vocês querem comigo?
— Queremos sua ajuda. — Eu disse.
Ele nos deixou entrar, a cabana não tinha muita coisa, algumas picaretas pelos cantos e uma marreta no chão, um par de rifles e uma espingarda na parede.
— Querem minha ajuda para que?
— Diversão. — Eu disse.
— E o que eu ganho em troca?
— Bom, pelo que eu sei, você foi acusado pelo homicídio de quatro rapazes e uma garota, Jason Hatfield, posso limpar a sua ficha.
— Como?
— Além da máfia, eu tenho dinheiro o suficiente para te pagar o melhor advogado ou até mesmo te tirar do país.
— E o que faremos exatamente?
— Vamos chutar a bunda de uns babacas! — Afirmei.
Nosso primeiro alvo foi a Ku Klux Klan, nós odiávamos aqueles babacas por sorte eu sabia a identidade e o endereço de um deles e tudo que teriamos de fazer era colher informações, no mesmo instante pegamos a pickup e partimos para o local. Chegamos em um bairro nobre e estacionamos perto de uma linda casa com um belo cercado e um gramado impecável, eram 11:00 da manhã, bati três vezes na porta, Erick estava ao meu lado direito com sua machadinha e Jason ao esquerdo com sua magnum 500 enquanto eu segurava a esmaga cabeças, depois de alguns segundos fui atendido por um garoto que aparentava ter dez anos dizendo — Olá tio Frank!
— Olá Barry, seu pai está?
— Sim, ele está na...POW! Esmaguei a cabeça do garoto antes que ele pudesse terminar! O corpo caiu ao chão mas ele ainda respirava, então com muita força dei mais uma POW, e mais uma POW, e assim sucessivamente até a cabeça do coitado virar panqueca.
— Ele era seu sobrinho? — Perguntou Erick.
— Sim. — Respondi.
Jason seguiu
na nossa frente e logo encontramos o sujeito na sala.
— Frank! Seu psicopata!
— Oi tio Aaron.
Tio Aaron tinha cabelos curtos, quase careca e loiros, aparentava ter por volta de seus quarenta anos e estava obeso, segurava uma espingarda apontada para mim, ele parecia em estado de choque.
— Cadê o Barry?!
— Eu acabei de matá-lo.
Jason então da um tiro em sua mão direita BANG! A espingarda cai e a mão de Aaron explode, afinal, estamos falando de uma magnum 500.
— Que droga de família, meu pai era um nazista...
—E VOCÊ UM PSICOPATA! — Aaron me interrompeu.
Nisso Jason da outro tiro BANG! Dessa vez no joelho direito de Aaron, que agora se encontra sem uma das pernas.
— Não é assim que funciona, titio. -POW dou um soco de direita.
POW mais um, POW mais um, POW minhas mãos começam a sangrar, mais um, POW mais sangue, mais um, POW mais e mais sangue, mais um, POW, POW, POW, POW, eu não paro de bater na cara dele e quanto mais eu bato, mais prazeroso fica, POW mais um, POW!
— Eu quero que você me diga onde fica o seu clube de otários racistas!
—Argt! ahhh! v..va..vai se f...ferrar!
— Você me paga seu democrata de merda! — Eu grito.
— Frank, espera! — Erick me impede de matar meu tio.
Surge então minha tia com sua filha de um ano no colo, eu ameaço matar o bebê e então ele abre o bico, nos disse o local, os dias que costumam se encontrar, os horários e o número de integrantes, como forma de agradecimento eu esmago a cabeça de titia POW, POW, POW, POW, POW, sangue, sangue, sangue e mais sangue, Aaron não para de chorar, mato o bebê apenas com pisões na cabeça, e por fim Jason explode sua cabeça com um tiro.
Pego o restante de gasolina que ainda resta e taco fogo nos corpos.
Pegamos a pickup e voltamos em direção a cabana de Jason.
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