Massacre
4 A equipe
Notas iniciais
Seguimos em frente, estava dormindo no banco da frente, sentia o vento batendo em meu rosto, olho para o lado direito e vejo Jason, Erick parece feliz, eu apaguei. Erick me acordou.
—Ei cara, chegamos.
Sai do carro sentindo muita dor enquanto Erick e Jason levavam um homem desmaiado para dentro.
—É o galpão do meu pai. -Disse Erick
Eles entraram e eu os segui, o lugar era praticamente deserto, ao lado do galpão havia outro exatamente igual, o sol parecia mais quente naquele dia, talvez aquele calor fosse um convite para o inferno. Por dentro era muito espaçoso, haviam três tratores e um maçarico, colocamos o homem em uma cadeira no centro e amarramos seus pés, mãos e pescoço com fita adesiva. Erick abriu os portões para que ele e Jason adentrassem com o Jeep e a Pickup. Eu não podia fazer muita coisa, fiquei apenas observando. Erick não sabia o que fazer com meu ombro deslocado e não podíamos sequer arriscar aparecer no hospital naquele momento, matamos muitas pessoas noite passada e Erick achou melhor que ficássemos longe da cidade naquele período. Quando eu menos esperava Jason me ajudou colocando meu ombro no lugar CRÁK!
—Como você fez isso?-Perguntei.
—Meu pai era médico e minha mãe trabalhava no mesmo hospital como enfermeira.
—Valeu pela ajuda.
—Esquece.
O fato de Jason Caolho não sorrir em absolutamente momento algum me deixava intrigado, ele é bem mais suspeito do que eu. Conversei com Erick sobre isso.
—Esse cara é bem suspeito. -Afirmei
—O Jason? Acho que não.
—Eu acho ele um cretino as vezes.
—Ele consertou seu ombro cara, mesmo sendo um cretino ainda é bem útil para nós, além de ter uma pontaria perfeita ele ainda pode nos ajudar com os ferimentos.
—A gente precisa de mais pessoas pra ajudar.
—Pessoal! Ele está sem pulso!-Jason nos alerta.
—Droga...-Erick resmunga.
—Dane-se, eu não vou passar a noite com a porcaria de um cadáver!-Afirmo.
Cavo um buraco no chão de terra na parte de fora do galpão, jogo o cadáver e enterro. Passamos a noite revesando os turnos de vigia. Chovia muito e aproveitei o momento para pensar em tudo, não sabia onde minha mãe estava e não sentia culpa, remorso ou arrependimento, não sentia saudades de casa, nem do meu pai e muito menos de minha mãe, naquela noite durante meu turno eu só pensava no bebê que eu pisoteei até a morte, na senhora que atropelei e decapitei com o para-choque da pickup e no cachorro que queimei ainda vivo quando era criança. Mas nada daquilo me incomodava, minhas vítimas eram apenas vítimas.
Na manha seguinte marcamos de nos encontrar na escola, não sabia que Jason e Erick estavam matriculados lá também, afinal, as férias de verão haviam acabado.
Chego na escola no dia seguinte e vou em direção a meu armário, garotas idiotas e caras babacas. Me seguro para não matar todos eles enquanto procuro Erick. Finalmente consigo enxergar o mafioso mirim a uns metros no fim do corredor e vou até ele.
—Oi, Jason não vem?
—Oi, não sei, não o vi até agora.
—Já conseguiu alguém novo para a equipe?
—Ainda não, mas ouvi falar de um garoto capaz de hackear as linhas telefônicas.
—Como assim?-Pergunto intrigado.
—Parece que ele tem uma espécie de caixa que o permite fazer ligações para o mundo todo sem ser cobrado. Ele descobriu uma falha no sistema telefônico e agora usa isso a seu favor.
—E como vamos acha-lo?
—Vamos esperar no telefone público que fica na parte de trás da escola hoje a noite. Se virmos algo ou alguém suspeito abordamos.
—Como isso vai dar certo?
—Confie em mim.
O sinal bateu e nos direcionamos as salas, olhei do fundo do corredor para aporta de entrada e consegui reconhecer Jason, ele estava com um moletom preto e capuz, andava de cabeça baixa, acho que tinha vergonha de seu olho na escola.
No almoço me sentei em uma mesa vazia que se localizava nos fundos, Erick sentou-se ao meu lado e em seguida Jason se sentou a minha frente, ele continuava com a cabeça baixa e estava contra a multidão. Observei bem o local e percebi um garoto me encarando, ele estava sozinho, usava óculos gigantescos, cabelo lambido para o lado e camisa social xadrez amarelada. Encarei aquele palhaço de volta por um longo período até perder a paciência, me levantei e fui em direção ao mesmo.
—Tá olhando o que seu merdinha?!-Perguntei bem alto.
—N-nada, desculpe...-Respondeu o pequeno garoto assustado.
—Acha que pode me encarar assim e sair ileso seu merda?!
Pego a bandeja que esta sobre sua mesa e com toda a força que tinha em meu braço naquele momento bati contra a cara do otário BLAM! O almoço dele já era. Erick vem até mim e me acerta com um soco POW!
—Porque fez isso?-Pergunto indignado.
—Desculpa cara!
Jason chega e pergunta-O que esta acontecendo com vocês?!-Erick acerta ele também POW!
—Droga Erick!-Fiquei furioso! acerto uma joelhada na barriga de Erick e na sequencia Jason vem com um soco que o desmaia. Abaixo minha guarda e o garoto que antes me encarava pula em minhas costas aplicando-me um mata-leão.
—Você ta ferrado seu merda!-Eu grito cego pela raiva!
Jogo-me de costas no chão e o garoto amortece a queda, com ele no chão começo a socar sua cara constantemente POW POW POW POW POW! Minhas mãos estão muito machucadas e o nariz do garoto muito provavelmente quebrado, sua cara estava um trapo e todos em volta da escola pareciam estar chocados com os dois garotos desmaiados. Nós quatro fomos para a detenção.
Estávamos sentados em uma sala depois da aula, segundo o diretor só sairíamos de lá as cinco da tarde, porcaria!
—O que deu em voçê Erick? Que merda foi aquela?-Perguntei.
—Desculpa pelo soco, a detenção é um ótimo lugar para recrutarmos aliados não acha? Aqui encontramos pessoas diferentes do resto da escola.
Olhei ao redor e vi um garoto nos fundos, ele usava uma camisa vermelha com detalhes amarelos e munhequeiras nos dois pulsos, amarelas com duas linhas vermelhas cada, tinha os cabelos castanhos e era meio bagunçado. Ele parecia bem infeliz e estava falando sozinho.
—Hey! Erick! O que acha dele?-Pergunte apontado.
—MacCoy o retardado? Nem ferrando!
—Conhece ele?
—Ouço muitas coisas sobre ele, não me surpreende ele estar aqui no primeiro dia de aula!
—Qual é! Vamos perguntar o que ele fez para estar aqui!
—Não podemos levantar Frank.
—Eu já matei mais de cinco caras! Que se dane!
Me levantei de caminhei em direção a ultima carteira do canto esquerdo, o local onde ele se encontrava. Me sentei uma cadeira a frente.
—MacCoy?
—Matim MacCoy.
—Me disseram que você é retardado...
—Também as ouve?
—Ouço o que?
—As vozes! Foram elas que te disseram isso?
—Não cara, não! Olha, eu e meu amigo estamos montando uma espécie de grupo e eu quero saber se você é bom o suficiente para ele.
—Já tenho uma banda cara, sou o baixista da Sex Punk Panda.
—Não! Não é isso, afinal, por que está aqui?
—O zelador encontrou uma arma no meu armário.
—Era um revólver?
—Sinalizador.
—Hehehehehe, que idiota, ia fazer o que com ele?
—Qualquer coisa que ela mandasse eu fazer.
—Quem? Mandar o que?
—A voz! eu simplesmente a obedeço.
Percebi que o garoto não vivia nesse mundo.
—Sabe onde fica a floresta?-Perguntei.
—Sim.
—Me encontra na entrada de lá meia noite.
—Mas eu já tenho um banda!
—Isso não é uma banda cara...
Me levantei calmamente e voltei ao meu lugar.
—Ele é completamente maluco!
—Eu disse que ele era retardado Frank.-Respondeu Erick
—De qualquer modo, falei para ele me encontrar na floresta.
—Você o que?! Tem ideia do que você fez?
—Não, eu nunca tenho.
Passamos o resto da tarde naquela sala e saímos as cinco, voltei para o trailer e na mesma noite fui com Erick e Jason até o telefone público de trás da escola, estávamos escondidos dentro da Pickup. Erick ficou de vigia segurando a submetralhadora STEN e Jason com sua magnum, eu estava com uma espingarda springfield 1945. Passamos um tempo esperando e logo surge um suspeito, carregava uma caixa pequena com uns botões e uns fios, ele não usava nada para esconder o rosto, apenas uma calça marrom, camisa branca e all star, ou ele era muito corajoso ou muito burro, ele se aproximou da cabine telefônica e começou a fazer umas ligações com alguns fios da caixa conectados no telefone público, com certeza era ele o suposto hacker. Ficamos na espreita e notamos um impala preto, dele saíram dois homens, um deles armado, ambos foram em direção ao hacker do telefone, eles pareciam discutir e um deles deu um soco no garoto que caiu no chão, o outro cara apontou para a cabeça do jovem e quando estava prestes a atirar BANG! A cabeça do homem explodiu com o tiro certeiro da magnum de Jason! Não queríamos que nosso mais novo membro morresse. O garoto no chão pareceu assustado e o homem desarmado correu para o impala e fugiu.
Saímos do carro e fomos até o garoto.
—Quem são vocês? FBI?-O garoto perguntava assustado.
—Relaxa, a gente estuda aqui.-Tentei acalmar o garoto.
—Eu também mas...O que vocês querem de mim?!
—Queremos que você nos ajude a te ajudar.-Disse Erick.
—Não vou ajudar merda nenhuma! Seus malucos!
O garoto se levantou, pegou sua caixa e caminhou com a intenção de ir embora.
—Eu conheço esses mafiosos!-Disse Erick em um tom mais alto.
O garoto parou e virou o corpo lentamente.
—Como você sabe que...
—O pai dele é chefe da máfia!-Interrompi
—O que? Olha, fala pra ele que eu só preciso de mais umas semanas, assim que eu resolver tudo em casa eu...
—Eles cuidavam do tráfico de drogas-Erick interrompeu.-Qual é sua ligação com esses traficantes?
O garoto ficou pálido, se virou e continuou sua jornada.
—Eu tenho que ir...
—Não.-Jason diz friamente-Se você fugir ou der mais um passo eu atiro.
O garoto parou no mesmo instante.
Seu nome era Luther Young, ele era muito bom com máquinas, principalmente com a maquina que ele havia criado, era chamada de caixa azul e foi feita especialmente para hackear empresas telefônicas, ele dizia que só fazia aquilo para ajudar as empresas a melhorar suas falhas e mostrar seus defeitos. Ele está sendo procurado pelo FBI a muito tempo mas Erick só o encontrou graças as dividas que o menino tinha com a máfia. Luther Young era viciado em heroína e no momento seus únicos fornecedores eram os traficantes máfiosos. Fizemos então um acordo, nós iriamos atrás dos traficantes para acabar com todos e em troca Luther se juntaria a equipe e seu pagamento seria em heroína. É claro que o garoto aceitou. Entramos na Pickup e fomos em direção a cabana de Jason.
Chegando na entrada da floresta vimos Martim sentado no chão com seu contrabaixo ao lado. Dei um sinal para que ele entrasse no camburão da pickup e assim subimos a trilha no veiculo. Chegando na cabana todos descemos, fizemos uma fogueira e começamos a nos dividir, Erick e eu fomos na minha Pickup, ele dirigia com a submetralhadora STEN e eu com a espingarda springfield. Matim e Luther foram no Jeep, Luther foi dirigindo e Marim usava o lança chamas. Jason foi sozinho em sua harley davidson com sua magnum nos guiando. Estava ansioso para nossa primeira noite de diversão juntos. Chegamos em um beco escuro no gueto da cidade, bati na porta BLAM BLAM BLAM! Sai um homem alto e obeso.
—As crianças estão perdidas?-O obeso perguntou.
—Vai a merda!- BANG! Jason explode a cabeça do sujeito.
Entramos correndo em um lugar que parecia ser uma espécie de bar BANG BANG BANG! Eles atiram contra nós BANG BANG! Nós revidamos. Eu me encontro atrás de uma mesa virada, ao meu lado direito está Erick que não para de meter bala na cara dos otários TRRRRRRR! TRRRRRR! um deles é atingido! Um pouco a frente está Jason BANG BANG! Mais um com a cabeça desmiolada pelo caolho BANG! Martim avança com o lança chamas FWWWWOOOOOOOOOWWWW! HAAAAAAAA! É possivel ouvir os gritos dos idiotas carburizados! TRRRRRR! TRRRRR! Percebo que tem uma garçonete no fogo cruzado BANG! Matei a coitada BANG! acertei mais um mafioso na cabeça, com a ajuda do lança chamas restam apenas mais três BANG! O lança chamas é atingido e o gás começa a vazar!
—Martim! larga esse lança chamas agora!!!-Erick grita!
Martim joga o lança chamas contra os inimigos quando BOOM! O lança chamas explode! Um deles ainda sobreviveu a explosão BANG! Acerto o infeliz no rosto!
Todos estamos cansados, tudo agora está destruído, pessoas estão mortas. Pegamos algumas drogas e voltamos. Durante o caminho de volta senti uma sensação boa, finalmente eu estava sentindo alguma coisa, parecia alegria. Chegamos a cabana de Jason e ascendemos a fogueira novamente e nos reunimos em volta da mesma, Jason não soltava sua magnum por nada, aproveitamos a noite para beber algo ilegal que achamos no porão de Jason.
—Eu disse que não eramos uma banda Martim!-Fiz um trocadilho.
—Não, é mais legal!-Ele respondeu.
Lembro de ter rido muito aquela noite então Erick decidiu aproveitar o momento para descobrir um pouco mais sobre cada soldado.
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