Masquerade - Little Lost Soul
6 From The First Time In Forever
Notas iniciais
"Golpeie o coração por amor
Congelado por temor
Belo e ameaçador
Quebre o gelo, então
Do gélido coração!"
Hoje é dia de corações aflitos entrarem em conflito. Jack vem caminhando em minha direção. Um sorriso mais que encantador estampado em sua face. Meus dedos pairam acima do papel. Meus coração, bate tão forte dentro do peito que chega a doer. Por que estou tão assustada?
– Jack? — Chamo.
Ele chega bem perto de mim, embriagando-me com seu perfume. Sua respiração está alterada, e sai como fumaça de dentro dele.
– Sim? — Ele pergunta.
– O que é tudo isto?
– Ah... — Ele abre os braços, para a vastidão do lugar. — Você gostou?
Não respondo. Ao invés disso, corro o olhar pelo local. Está tudo muito lindo, e inacreditável. Tenho uma sensação estranha, como se não reconhecesse aquele lugar. Não é possível, quem poderia ter feito aquilo? Não quero pensar no assunto. Ele não espera minha resposta.
– Achei que seria apropriado para o encontro. Apesar de nunca ter tido um. Você já? — Olha de relance para mim.
Apenas balanço a cabeça, negativamente. Não sei o que pensar.
– Geralmente, eu fico aqui, sem fazer nada... — Ele flutua até o lado oposto do quarto. — Dentro dos espelhos. — Seus dedos roçam o objeto, precisamente, as bordas feitas de madeira.
Meu olhar decai por seu corpo. Ele ainda se encontra em estado de espírito, de modo que é possível ver objetos embaçados atrás dele. Seus cabelos platinados estão bagunçados de forma sexy. Ele carrega um sorriso irônico no rosto, assim como na voz.
– Eu quase nunca saio. — Ele diz, distraidamente. — A não ser, é claro, pra assustar algumas garotinhas inocentes.
Meu estômago dá voltas com a ideia. Ao imaginar que eu, estou me encontrando com o demônio que virou lenda neste lugar, e que fiz um pacto com o mesmo. Não me sinto mais presa ao chão. Caminho pelo quarto, observando cada detalhe, agora impecável. Sinto seu olhar cravado ás minhas costas, ruminando pensamentos sujos, constantemente. Caminho, sem perder a oportunidade de sentir as coisas nas pontas de meus dedos, certificando-me de que tudo ali é real. Paro em frente de uma cômoda, de madeira. Sobre ela, há um castiçal, de ouro, carregado de velas. As chamas não parecem se abalar, apesar da temperatura. A verdade, é que eu também não me sinto incomodada com isso. Observo uma das velas, sua luz, ilumina fracamente meu rosto. Observo ela ser consumida lentamente.
Jack flutua até mim, e não consigo deixar de pensar na semelhança dele com um anjo, porém sei que ele é algo muito além disso. Mantenho-me de costas para ele, que parou a poucos milímetros de meu corpo. Sua respiração, sai fria, e arrepia minha pele onde toca. Estranho o fato de sentir meu coração bater acelerado. É engraçado, pois, algo muito mais além do natural acontece ali. Porém, tudo o que me parece diferente, é a reação de meu corpo. Seus dedos gélidos, alcançam minha nuca, e ele começa a cariciar aquela região. Fecho os olhos, desfrutando o carinho, sufocando um suspiro na garganta. Seus lábios enfim, chegam á pele exposta da curva de meu pescoço. Estou com um pequeno colar de ouro, cujo o pingente, é uma flor. Tenho-o desde que me entendo por gente. Suas pétalas, feitas de ouro, são pontudas, e ás vezes, parecem uma estrela. É o único presente que me lembra minha família. Com agilidade, Jack abre o pequeno fecho. Resmunga algo, e põe o colar sobre a mesa. Volta a se concentrar em mim.
– A propósito, de nada. — Ele sussurra.
Meu queixo cai um pouco, enquanto lembro do incidente mais cedo.
– Foi você! — Disse em tom de acusação.
– O que você esperava? — Ele deu de ombros. — Eu cumpro minhas partes no acordo.
Seus olhos, cor de gelo, ganharam uns tons mais escuros. Seus lábios se repuxaram em um sorriso malicioso. Sinto seus braços entrelaçarem minha cintura. Ele me escora entre a mesa e seu corpo. Meu coração bate a mil.
– Agora é sua vez de cumprir sua parte no acordo, minha pequena alma perdida. – Falou, com uma voz rouca em meus ouvidos.
– O... que você quer? — Sussurro.
– Quero diversão. — Ele diz, maliciosamente. — Sabe, para mim, não há maior prazer que a diversão. E desde que você se mudou para este lugar, Elsa, eu venho sonhando com o momento em que poderia me divertir. Eu conheço seu coração. Conheço suas ambições, seus sonhos, e conheço seus pecados.
– Como você me conhece? — Pergunto.
– Eu a observo. — Ele diz. — Uma menina ferida por dentro, cheia de mistérios rondando seu passado, que perdeu a inocência cedo demais para uma criança. Alguém que cresceu antes da hora, que passou a ter uma mentalidade adulta. Que não aprendeu a ver o lado bom das coisas, e sempre a desejar mais, e mais. E que teve os sonhos rompidos por uma desilusão. E isso trouxe a ira ao seu coração. a ambição, o que me permitiu me aproximar de você. — Ele ergueu minha cabeça pelo queixo, para que olhasse em seus olhos. — Eu vou te ensinar a se divertir, Elsa Arendelle. E vou te mostrar o lado bom da vida. Vou te mostrar todos os pecados mais deliciosos de se cometer.
– Eu estou pecando agora? — Perguntei, com uma voz que me saiu extremamente manhosa. Que diabos está havendo comigo?
– Sei o que está acontecendo com você neste momento. — Ele falou, como se lesse meus pensamentos. — Está me desejando, intensamente. Este pecado se chama luxúria. É um dos melhores, e eu quero te mostrar o porquê. Não hesite.
Seus dedos, acariciavam meus braços, e nossos rostos estavam muito próximos, de modo que eu conseguia ver um brilho em seu olhar, que ia do azul escuro ao violeta. E sei que ele podia ouvir meu coração, batendo enlouquecido dentro de meu peito. Por fim, não pude mais ocultar minha necessidade por ele. Quebrei a distância que nos separava unindo nossos lábios. Eu nunca havia feito aquilo. Era como se meus instintos respondessem, ao invés de minha mente. Jack correspondeu na mesma intensidade. Ele havia tomado forma, agora. Estava sólido, de modo que conseguia sentir pele, estável. Sua língua adentrou minha boca, sem permissão, invadindo cada parte tangível. Minhas mãos voaram para seus cabelos, platinados, acariciando-os. Seus braços entrelaçaram meus quadris, unindo meu corpo ao dele. Nisto, senti um volume sólido. Não tive tempo de pensar nisto, uma de suas mãos, desceu para minhas coxas. Aquilo era muito bom. Ser tocada em lugares, em que ninguém jamais tocou-me. Jack apertou minha coxa com força, acostando minha perna à altura de sua cintura. Em seguida, a outra. Meus pés não alcançavam o chão. Passei os braços em volta de seu pescoço, afim de me apoiar. Ele foi me carregando, por fim, sentou-me na mesa, apagando as chamas, e então jogando o castiçal no chão. Agarrei sua camiseta, puxando-o mais para mim. Nos separamos para que eu pudesse recuperar o fôlego. Enquanto fazia isso, Jack desviava os lábios para meu maxilar, mordendo de leve. Apertei mais ainda minhas pernas em volta dele. Aquele mesmo volume, que sentira antes, parecia ficar cada vez maior. Seus lábios desviaram agora para meu pescoço. Aqueei as costas para trás, desfrutando de cada toque, cada carícia. Ele foi descendo, até chegar em meu colo, que ele não usava apenas os lábios agora. Usava sua língua, lambendo e chupando. No momento, não estou me importando com as marcas que isto vai deixar. Minhas mãos adentraram sua camisa, arranhando suas costas largas, e fortes, com minhas unhas. Ele baixou a alça de meu vestido, depositando um beijo em minha clavícula. Sua língua, vai descendo por meu decote, enquanto que sua mão vai adentrando pela saia de meu vestido. Isto e puxa à realidade. Desfaço nosso abraço íntimo, empurrando-o um pouco para longe, enquanto desço da mesa, procurando arrumar-me. Minha respiração está acelerada. Jack me olha confuso e enfadado.
– Eu sou virgem, Jack. — Explico.
Ele me olhou, passando as mãos pelos cabelos. Derrotado, ele suspira. Se aproxima de mim.
– Olha, — Ele disse, olhando em meus olhos, levantando minha cabeça pelo queixo. — Eu prometo que não vai ser ruim. Você vai gostar, e nós vamos nos divertir muito. — Desvio o olhar. — Ei, eu não disse que sempre cumpro uma promessa? — Assenti. — Então?
Suspirei. Passei os braços à sua volta, e voltamos a nos beijar, desta vez, de forma mais lenta e suave. Seus dedos adentraram meus cabelos, brincando com eles. Acaricio suas maçãs do rosto, enquanto sinto meus pés deixarem o chão. Logo, estou em seus braços fortes, ele vai caminhando comigo em direção a cama. Ele me deita no colchão, aninhando-me entre as cobertas. Fico ali, deitada, esperando-o fazer-me sua.
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