Notas iniciais
Jesus! Tô com frio na barriga. Okay, nada diferente da Elsa. Não tenho muito o que dizer sobre o capítulo, o ideal é vocês tirarem suas próprias conclusões do que vão ler agora e, claro, comentar depois, né? Só quero desculpar pela tensão do último capítulo, e agradecer ás pessoas que comentaram e imploraram para que eu não demorasse muito. Tô escrevendo nessa terça f*dida porque essa semana tem provas e esse era o único dia que eu poderia postar, senão na outra semana. E não posso, não quero e não devo matar meus leitores que eu amo demais (ainda que não acreditem) de ansiedade. Sem demandas, aproveitem o capítulo!

"Picture you're queen of everything

Far as the eye can see under your command

I will be your guardian when all is crumbling.

(Imagine você sendo a rainha de tudo

Até até onde puder enxergar sob seu comando

Eu serei o seu guardião quando tudo estiver desmoronando)."

Meu peito subia e descia acelerado, demonstrando o quão nervosa eu estava. Mordia o lábio, sabendo que a qualquer momento, ele chegaria, e me transformaria em algo que eu jamais experimentei ser. Fecho os olhos, parece loucura mas isso me tranquiliza. Não ver, me dá certa segurança de que, não vou perder o juízo apesar de tudo. Só escuto o som de meu coração, bombeando sangue duas vezes mais rápido que o normal. Apertei minhas mãos, friamente suadas, em nervosismo. Através de minhas pálpebras, era possível perceber a escuridão, formando-se gradativamente. Abri os olhos, incerta, pra saber o que estava havendo. Jack estava de costas para mim. A luz das poucas velas que restavam, dando um brilho dançante em seus cabelos prateados. Ele tinha uma das mãos dentro do bolso, despreocupadamente. A outra, agitava-se no ar, guiando ventos frios, que apagavam as velas, de uma a uma em cada candelabro.

– Jack? — Ele reagiu com um murmúrio, que significava que me ouvia, mas não virou para encarar-me. — O que está fazendo?

Ele fechou a mão. Os dedos recolhendo-se nas palmas, o polegar selando o movimento. O vento, carregando um pouco de neve, pairou no ar. Ele virou os olhos para mim. Mesmo com pouca claridade, era possível ver o brilho, que irradiava seus olhos: Um brilho violeta, que deixaria qualquer um hipnotizado. Ele sorriu de canto, e exibiu seus belos dentes, brancos, como pérolas, e perfeitamente alinhados.

– Dando um clima mais confortável para você. — Virou-se por inteiro. — Sei que está morrendo de vergonha, esse rubor no seu rosto não nega.

Senti todo o sangue que circulava em meu rosto, simplesmente evaporar, desaparecer, o que provavelmente me deixou com a aparência pálida. Eu poderia desmaiar naquele momento. Meu coração pararia, ou poderia ter uma queda de pressão. Era incrível a influência que ele tinha sobre mim. Ele sabia disto, pois seu sorriso alargou-se ainda mais. Levantei meu tronco, pois precisava de ar. Tudo ali, parecia neve. Consequentemente, parecia entrar em meus pulmões. Ele abalava meu mundo, e tudo a minha volta. Como era possível, alguém fazer com que eu esquecesse até mesmo de como se respira? Sentei-me na cama, um cobertor azul, envolta de meu corpo, meus pés tocaram o chão frio, e sem querer, puxei o ar com muita força, como se fosse da primeira vez. Infelizmente, ele ouviu. O vento passou por ele. Logo, a única luz que podia distinguir, era a lua, que só deixava-o com uma aparência ainda mais angelical.

– Ah não. — Ele balançou o indicador, repreendendo-me, assim que chegava mais perto. — Você não vai sentar. — Ele disse baixo, e confiante.

– Mas... — Não tive tempo de terminar a frase, pois seus lábios selaram os meus, sua língua novamente adentrando minha boca. Desta vez, de forma mais suave. Me sentia mais segura assim.

Pus a mão em sua nuca, acariciando os cabelos finos e macios, ainda curtos, que cresciam. Ele pegou meus rosto entre suas mãos, acariciando minha bochecha com o polegar. Sua respiração fria, se misturava com a minha. Eu estava disposta a permitir tudo esta noite. Era como um preço a pagar, mas preferia pensar de uma forma diferente. Eu nutria algo por ele, ainda que não soubesse bem o quê. Ele separou nossos lábios, e eu pude recobrar o ar. Aproveitando a deixa, ele usou uma de suas mãos para virar meu rosto, afim de beijar minha pele. Arrastando os lábios pela minha bochecha esquerda, maçãs do rosto, e por fim, o lóbulo de minha orelha, que ele prendeu entre os dentes, porém sem machucar. Deixei que minha perna caísse sobre as coxas dele. Instantaneamente, uma de suas mãos desceu até ela, traçando o que pareciam linhas imaginárias por toda sua extensão. Por fim, ele largou o lóbulo de minha orelha e desceu, até encontrar o desenho de meu maxilar, que ele beijou, dando mordidas de leve. Sua mão livre, pegou meu queixo, erguendo minha cabeça. Assim, ele poderia livremente percorrer o caminho que ia desde a cabeça até meu colo, nu. Mordi o lábio quando ele desceu as carícias para a curva de meu pescoço, inalando o perfume ali. Joguei a cabeça mais para trás, e ele aprofundou mias a intensidade. Senti ele abrir a boca, e então, seus dentes se fecharem, com minha pele entre eles. Um grunhido de dor escapou de meus lábios. Ele retirou a mão de minha coxa e voltou para aquele ponto dolorido. Quando sua mão, extremamente fria tocou o lugar, senti um efeito anestésico. Logo a dor passou. Ele me puxou, fazendo com que eu subisse em sua coxa. Agora, seus eu precisava baixar a cabeça para olhar em seus olhos, mas isto não o incomodou. Seus braços entrelaçaram minha cintura, colando meu tronco ao dele. Iniciou novamente, a trilha de beijos, que começaram no pescoço, e agora desciam por meu colo, distribuindo beijos e chupões por toda a região. Enterrei meus dedos em seus cabelos. Ele forçou minhas costas para trás, fazendo com que meu tronco batesse de encontro ao colchão. Ele para de beijar-me. Senta-se e fica me olhando, com a cabeça tombada para o lado.

– Suas roupas estão me incomodando. — Ele diz.

Sinto meu rosto queimar.

– Vire de costas. — Ordena.

Viro-me. Sinto seus dedos, desfazerem o nó de meu espartilho com agilidade. Logo, a peça me abandona. Respiro, um pouco mais aliviada. Logo, ele começa a abrir os botões de meu vestido, um a um. Rapidamente, estou livre daquela peça. Coro mais do que nunca. Estou apenas de lingerie. Viro-me, e Jack me olha de forma intensa, como se estivesse faminto. Ele morde o lábio inferior de forma sensual. Percebo que encara meu corpo.

– Oh, querida. — Ele começou com uma voz rouca e sexy — Não podia imaginar que você ficasse tão sexy de branco.

Olhei para baixo, corando. Realmente, usava peças brancas que compunham minha lingerie. E renda, o que deixava minhas partes pouco ocultas.

Ele riu, e se inclinou sobre mim. Nossos lábios não se tocaram desta vez, mas pairaram no ar, um sobre o outro, um vácuo impedindo-nos de alcançarmos o desejo. Seus olhos desceram por meu corpo, examinando cada parte descoberta. Levo uma de minhas mãos até seu peito. Ele volta a atenção para mim, claramente, um pouco chocado com minha atitude. Hesito um pouco. Mas ele sorri, mostrando que aprovou o que fiz. Sendo assim, comecei, abrindo os botões de sua camisa, de um a um. Quando terminei, a peça se juntou ao meu vestido e espartilho. Não pude evitar olhar seu peitoral, bem definido. Seu Tórax forte, a barriga dividida. Devia estar olhando-o feito boba, pois ele riu, e disse:

– Acalme-se. É tudo para você.

– Jack... — Repreendi, um pouco envergonhada.

Mas ele já não escutava. Nos beijamos. Suas mãos percorrendo a lateral de meu corpo. Deslizando por minha cintura, até que enfim chegou em meu quadris. Ele puxou, de encontro ao seu. Pude sentir, sua excitação pulsante. Algo duro, que parecia querer se libertar. "Acalme-se!" Pensei comigo mesma. Mas parecia a beira da sanidade. Cravei os dedos em suas costas. E ele grunhiu. Passei as pernas envolta de sua cintura. Ele acariciou com intensidade minhas coxas.Descolou nossos lábios.

– Elsa, não posso esperar mais. — Pediu, necessitado.

Sentei-me, encarando-o. Permiti que suas mãos viajassem trabalhosamente até o fecho do mesmo. Com a respiração cortante, senti o tecido que me abraçava, afrouxar. Seu queixo caiu diante de mim.

– Elsa... — Começou, encarando meus seios. — Você é linda.

Senti corar até a raiz dos cabelos, mas permiti que ele se aproximasse.

– Você não vai... — Me interrompi ao sentir suas mãos apalparem meus seios. Ele segurou meus mamilos entre os dedos, o que me causou certa dor, mas também prazer. Não contive um suspiro. Ele baixou a cabeça, e quase gritei quando seus lábios se fecharam sobre meus mamilos, sugando aquela região. Gemi, em êxtase. Minha cabeça tombou para trás, enquanto acariciava seus cabelos. Cada movimento, parecia me levar a loucura. — Jack...

– Você é perfeita, Elsa... — Ele disse, entre meus gemidos. Senti um calor entre minhas pernas. Se era normal, eu não me importava nem um pouco. Só queria senti-lo. Ele parou, o que me fez, grunhir de reprovação. Ficou de pé, na minha frente. Abrindo os botões das calças. Assim que se livrou do tecido, senti-me mais excitada ainda, ao vê-lo seminu. Ele era extremamente quente para um espírito do inverno.

Ele deitou-se sobre mim, seu corpo entre minhas pernas.

– Eu quero você, Elsa. Agora. — Ele disse.

Assenti. Não me interessava mais o fato de ser virgem, nem ninguém. Nada mais importava. Ele levou as mãos até o cós da própria roupa, e baixou-o. Tentei não olhar, mas era impossível. Ele era muito grande, e grosso. Não haveria como caber em mim. "por que diabos, estou pensando nisso?"

– Você acaba com minha sanidade, Jack Frost. — Falei. Ele riu.

Sabia que havia chegado minha vez. Só faltava uma única peça íntima agora. Eu não me sentia mais nervosa. Estava até mesmo relaxada. Ele me ajudou, a tirar. Baixando o objeto, que observei estar úmido em baixo. Ele jogou-o para o outro lado do quarto. Logo, não restava mais tecidos sobre meu corpo. Ele me olhava mais intensamente agora.

– Merda, por que você tem que ser tão gostosa? — Murmurou, excitado.

Não respondi. Só ri de seu comentário. Estava com frio na barriga, mas permiti que ele se aproximasse. Colou nossos corpos, se posicionando em minha entrada, o que me fez arfar, e ele também.

– Se doer, aperte minha mão. Okay? — Murmurou.

– Okay. — Disse, permitindo-o.

E ele entrou, penetrando-me. Logo no início, senti dor e desconforto. Apertando sua mão, com um único pensamento em mente: "Não vai caber!" Mas ele por fim, parou. Com um gemido baixo escapando de seus lábios. Apertei sua mão com força. Enquanto a dor incômoda não passava, ele ficou ali, parado. Minha respiração estava pesada. Mexi o quadril, passando uma mensagem a ele. A dor havia passado.

– Jack?

– Sim? — A voz alterada.

– A dor passou.

Ele fez que sim com a cabeça, e começou a se mover lentamente. A dor, foi substituída pelo prazer. Gemi, assim como ele. A sensação, era totalmente nova para mim. Agora entendia o lado de Gretel Swarovski. Sexo era bom. Arranhei suas costas, demonstrando o prazer que sentia. Ele grunhiu, com a cabeça apoiada na curva de meu pescoço. A cada momento, os movimentos ganhavam intensidade, e força. E o prazer apenas aumentava.

– Droga, você é muito apertada. — Ele disse, a voz bastante alterada e rouca de excitação.

Tentei dizer algo, mas os gemidos cortavam qualquer palavra que ameaçasse sair de minha boca. Então mordi o lábio. Eu suava, e ele trincava o maxilar. Logo, senti um espasmo de prazer, e quase gritei ao sentir a intensidade daquilo. Era de longe, a melhor sensação. Eu o desejava, de forma intensa, e até assustadora. Ele era meu pecado, meu delicioso pecado.

Ele me carregou, trocando nossas posições. Agora, eu estava sobre ele, que tinha o maxilar trincado em prazer. Novamente, se encaixou em mim de forma perfeita e prazerosa. Me movi sobre ele, que me segurava pelos quadris. Continuamos nos movendo. Até sentir novamente aquela sensação indescritível, que só ele me proporcionava. Sabia que ele havia alcançado um parte sensível em meu íntimo. Segundos depois, ele chegou em seu ápice, e senti algo dentro de mim, que ele despejava. Algo quente, compartilhado só entre nós dois.

Derrotada, caí ao lado dele, na cama. Aninhando-me em seu peito. Estava completamente satisfeita. Ele me completava de uma forma que eu não podia explicar. Enquanto esperava minha respiração normalizar, olhei o quarto a minha volta. Estava muito frio, mas este já não me incomodava. O que chamou minha atenção, foi algumas velas ainda acesas. Que eu tinha certeza de que não estavam assim antes. Jack pareceu não notar. Brincava com meus cabelos, enrolando-os entre os dedos.

– Jack?

– Sim? — Perguntou, distraído.

– E aquele desenho na cômoda? — Perguntei.

Ele elevou os olhos, cravando-os nos meus. Por fim, quebrou o silêncio e disse:

– Solte os cabelos, Elsa. — Mandou.

– Por que? — perguntei.

Ele se enrolou em um roupão, e caminhou até uma tela branca, de frente para o divã, e o indicou. Me sentei na cama, um pouco confusa. Tateei atrás de minhas roupas, mas ele me repreendeu.

– Não se vista. Venha até aqui. — Indicou novamente o divã.

Confusa, e um pouco constrangida, por estar completamente nua, caminhei até ele. Parei na frente do móvel.

– Deite-se. — Falou.

Obedeci.

– Jack? O que vai fazer? — Perguntei um pouco incerta.

– Torna-la minha musa.

Notas finais
ooi Pequenas almas perdidas. Tô com vergonha aqui. Sei lá, frio na barriga porque é a primeira cena hot da fic, de fato. mas enfim, o que acharam? Não deixem de comentar, plz! Acalenta meu coração. O nome da musica que toca no começo, se chama Never say Never do The Fray e esse trecho da tradução super se encaixa na fic. bom, é só isso por hoje.