Notas iniciais
Gente, aqui está um novo capítulo de LLS sigla que eu decidi colocar na fic hehe bom, após receber muitas reclamações, pedidos e perguntas e até ameaças de morte, aqui está um capítulo novo da fic Jelsa mais quente de todas ~trocadilho Prometo que a partir de agora, vai ficar interessante. Provavelmente vai sair um saco esse capítulo porque tô morrendo de preguiça.

Alicie Trend abriu os olhos. Consultou seu relógio, e este marcava 3h da manhã. Suspirou, pois já era costume acordar a esta hora, por conta da insônia. Olhou em sua janela. Fazia um dia quente de verão. Agora que completamente desperta, podia ouvir murmúrios e risadas ao longe. Jovens, pensou. E então se levantou. O lençol branco de seda deslizou por seu corpo. Arqueou as costas para manter-se mais alerta, e sentou-se na cama. Os dedos entre os cabelos castanhos para livra-se de qualquer nó. Os músculos novamente ganhando vida. Girou os pés para fora da cama e levantou-se, pondo-se de pé.

Andou pelo quarto escuro. A luz da lua, dava um brilho fantasmagórico cor de prata no local. E com a orientação desta luz, tateou a escrivaninha perto do banheiro de seu quarto privado, privilégio da mais velha costureira viva do local. Encontrou uma pequena caixinha, contendo alguns fósforos. Tateou outra vez atrás do pires, que carregava uma vela. Encontrando-os, riscou a caixa de fósforos. Uma luz dourada se fez no local, iluminando os pontos mais próximos. Baixou o pires até a escrivaninha e pegou um xale roxo de lã em cima da cadeira. Feito isso, pegou o instrumento que dava luz e atravessou o quarto. Seus dedos envolveram o metal frio da maçaneta e esta a girou, abrindo assim, a porta.

A única luz que havia naquele corredor, era a das velas que vinham dos imensos castiçais dourados. O que não mantinha uma temperatura agradável, pois sempre parecia um tanto mais escuro e frio do que os outros lugares da Ópera. E ela sabia o porquê.

Ultrapassou, enfim, as paredes de pedra e parou diante da porta do dormitório das bailarinas. Havia uma luz bem fraca que saía por debaixo da fresta da porta. Suspirou. Estava pronta para irromper o quarto e surpreendê-las. Repreendê-las e mandá-las dormir. Quando ouviu trechos de conversas entre elas, que sussurravam em grupos. Encostou a cabeça na porta para ouvir melhor.

"Pobre Elsa..." Dizia uma.

"Sim! Pobre, pobre mesmo." Outras respondiam em coro, em concordância. Suspiros e lamentos solidários também eram ouvidos, mais baixo.

"Ouvi dizer que ela sempre sonhou com este cargo." Afirmou uma.

"Oh sim, é verdade." O coro novamente concordava.

"E que faria qualquer coisa para ter este cargo." A mesma que havia falado anteriormente, se manifestou novamente.

"Qualquer coisa..." O coro diziam quase em súplica.

"Viram-na depois do anúncio de Legrand?" Perguntou uma nova voz.

"Se trancou no quarto." Disse alguém.

"Mas ela parecia ruim antes mesmo de anunciarem Swarovski como Soprano, né?" Uma vozinha falou, tímida pela primeira vez.

"Sim. Anna encontrou-a se debatendo na cama. Suando e dizendo coisas sem sentido." Disse a anterior.

"Algo referente ao seu passado. Relativo aos seus pais." Mais uma.

"Imagino como deve estar." O coro voltou a manifestar-se.

"Mas... Não devíamos falar assim dela. E se ouvir?" A vozinha tímida perguntou de novo.

"Bobagem, Anabelle. Ela nem está aqui! Sumiu em algum lugar do castelo. Provavelmente com Anna..." Começou uma.

"Anna está dormindo a horas. Cansou de procurá-la e foi deitar-se." Interrompeu outra, distraída.

"Bom, então com Bouvié." A mesma bailarina retrucou.

"Não, Bouvié foi pra casa a um bom tempo." Afirmou.

"Bom de qualquer jeito, não está aqui." Encerrou-se o assunto.

"Ela realmente não deveria andar sozinha na Ópera a noite." Anabelle falou, assustada.

"A escolha foi dela. Mas que é uma péssima ideia, é." A mesma de sempre falou.

"Ah, Judith! Não começe com esta ridícula história do demônio gelado." Alguém reclamou.

"Acham que é mentira? Eu mesma já o vi!" Exclamou Judith.

"E como ele é, Judith?" Anabelle perguntou, inocentemente.

"É horrível! Já vi a velha Trend falar dele para as mulheres da cozinha. Gelado e mau." Judith falou sem se importar com suas palavras.

"Oh! Conte-nos mais, Judith!" O coro.

"Ele é pálido como uma caveira! Alto como um monstro. Ninguém consegue tocá-lo, pois ele atravessa qualquer coisa, mas isto não o impede de machucá-la. Ele leva frio a qualquer lugar. E congela todas as coisas boas no mundo. No lugar de dedos, há garras maiores que de lobos e seus dentes são presas afiadas, que cortam a garganta de seus inimigos. Ele se alimenta de medo, e de boas lembranças." Judith deu ênfase as partes mais tenebrosas, horrorizando as bailarinas, que não paravam de gemer e murmurar.

"Ele está por toda parte. Pode ser visto na água, vagando pelos cantos de madrugada, dentro de espelhos, atrás de armários, em baixo das camas e principalmente..." Fez-se um desconfortável silêncio no dormitório.

"No sótão do terceiro andar. O antigo camarim de Martiniére, que fundou esta Ópera." Judith baixou o tom de voz, gradualmente a cada palavra.

"Oh!" Exclamaram as demais.

"Dizem que Martiniére aborreceu o demônio, e este o matou. Antes do show de abertura, o primeiro anunciado com a Ópera já de pé, Ele foi encontrado morto, enforcado. Dizem que se matou, mas para mim, foi o demônio." Mais gemidos baixinhos.

"E ele ainda está por aí. Jurou vingança. E prometeu que só pararia, quando a última alma do lugar fosse dele. Cuidado, garotas. Ele pode estar em qualquer lugar neste momento. Inclusive com Elsa. Ou com... Você!" Exclamou Judith. Ouviu-se um gritinho que era reconhecido como o de Anabelle. Depois ouviram-se risinhos.

– Linda história, Judith. Por que não nos conta amanhã? — Alicie irrompeu o quarto, com voz autoritária. As bailarinas quase morreram de susto, inclusive Judith, que ria até não aguentar-se mais da apavorada Anabelle. — Vão dormir. Amanhã, quero que conte tudinho para a velha Trend, certo? — Deu ênfase no apelido debochado que fora usado pela menina, que arregalou os imensos olhos castanhos.

– Não foi o que quis dizer, senhora... — Começou a garota.

– Hoje não, Judith. — Ergueu a mão sem se importar. As garotas se recolheram. — Quero todas dormindo. E se ouvir um murmúrio, vão dormir sozinhas no camarim do terceiro andar! — Meninas se calaram instantaneamente. — Ótimo, boa noite.

Uma mãozinha pequena e trêmula se ergueu no ar. Era Anabelle.

– Senhora Trend? E quanto a Elsa? — Perguntou. As demais olharam interessadas para Alicie.

– Vou procurá-la. Sozinha. — Falou, apagando a vela que iluminava o quarto. — Dormindo, agora. E lembrem-se do aviso.

– Tome cuidado com o demônio, senhora Trend! — Disse Judith, nervosamente.

– Okay. — Fechou a porta atrás de si. — Só que ele não me incomoda, Judith. Não pode. — Murmurou para si.

Procurando nos cantos do castelo, abriu a porta da cozinha, e lá estava ela. Elsa.

Notas finais
E então? Curiosos sobre o segredo da Alicie? Então não percam os próximos capítulos. hahahahahaha