Mascara Colorida

4 UMA MORTE PREVISTA



Amanda não sabia o que fazer... Nisso, os pais dela chegaram e tentaram acalmar Rafael. O sangue se estancou.

Após Rafael estar calmo completamente, decidiu ir atrás de Phellipe e saber mais sobre isso, e também sobre a conversa que eles tiveram no quarto do hospital. Amanda não queria deixa-lo ir, mas seus esforços foram em vão.

Na hora em que Rafael caminhava até a casa de Phellipe, ele pensava em tudo... Principalmente na hipótese de Phellipe se casar com a maior inimiga de Rafael para assumir o filho... O amor de Rafael era tão grande que ele poderia fazer qualquer coisa para que isso nunca acontece-se...

Ao chegar à casa de Phellipe, o mesmo ficou assustado e surpreso ao ver Rafael novamente no portão de sua casa:

– Rafael, o que você esta fazendo aqui? – Perguntou Phellipe.

E direto como Rafael é, olhou profundamente nos olhos de Phellipe e perguntou:

– É verdade que a aquela vadia da Cristina esta gravida?... E você é o pai?

Neste momento pode-se ouvir um som de violino saindo da janela da casa de um dos vizinhos de Phellipe, uma musica calma e ao mesmo tempo triste, que complementava aquele momento.

– Quem te contou isso? Foi a Amanda? – Perguntou Phellipe.

– Sim foi ela! Ela é minha amiga e não guardamos segredos... Mas, como isso foi acontecer, por que logo com a Cristina? Com tanta biscate, rampera, vagabunda, espalhada por ai e você foi engravidar logo aquela vadia da Cristina?

– Não fale assim dela! Agora ela é a mãe do meu filho! E também não foi por que eu quis, aconteceu... – Tentou explicar Phellipe.

– E agora, vocês pretendem se casar? – Perguntou Rafael.

– Ainda não conversamos sobre isso, mas acho que será preciso! Ela não pode cuidar do bebê sozinha!

Neste momento a musica triste que estava tocando mudou-se e começou a soar uma musica fúnebre, ainda mais deprimente, fazendo aquela situação ficar melancólica...

– Mas Phellipe, eu te amo! – Disse Rafael pegando na mão do seu amado.

No momento em que Rafael disse isso a musica aumentou mais ainda impedindo Phellipe de ouvir o que ele dissera.

– Eu não ouvi, pode falar de novo?

Estressado com aquela situação, Rafael gritou na direção a casa vizinha, da onde a musica estava saindo, e nervoso mandou que parassem de tocar aquele som:

– Dá pra parar de tocar essa bosta, se não vou ai e quebro tudo essa porcaria seu... Seu monte de bosta!

Um homem foi até a janela com um violino em mãos e a o ver o estresse de Rafael fechou a janela e nem ligou para o que ele dissera.

A musica havia abaixado e Rafael repetiu o que ele disse para Phellipe:

– Eu disse que te amo Phellipe, e acho que não vou aguentar ver vocês dois juntos!

Phellipe soltou das mãos que Rafael segurava e disse:

– Você sabe que eu não curto ficar com homens e também o que eu posso fazer?!? Não posso deixa-la sozinha. E com o tempo você conhece outra pessoa e esquece de mim...!

– Eu sei, mas... sozinha? E os pais dela? Já sabem que ela esta gravida?

– O pai dela morreu há alguns anos, mas ela deve estar contando para a mãe neste exato momento!...

( ... )

Já na casa de Cristina, a mesma estava tentando explicar a mãe sobre a sua gravidez, como Phellipe havia dito:

– GRAVIDA¿ Á sua filha da... como isso aconteceu Ana Cristina? – Disse Fatima, a mãe de Cristina, dando-lhe um tapa em seu rosto.

Cristina colocou a mão sobre seu rosto, e tentou explicar para sua mãe:

– Bom, eu tirei a roupa ele também, ai ele deixou o pênis dele duro e enfiou na minha...

– CALA A BOCA CRISTINA! Não foi isso que eu quis dizer! Eu quero saber... quem é o pai?

– Ai, é um menino ai, a senhora não conhece!

– Há que ótimo! Eu nem conheço o pai do meu neto! Eu te avisei Ana Cristina, não abre as pernas para qualquer um, mas você é teimosa...

– Mas mãe... e agora?

– E agora? E agora? Problema é teu! Você deu, agora é sua responsabilidade!

O clima esquentou e Cristina começou a chorar. Nervosa a mãe dela ainda disse algo terrível:

– Só tem uma coisa: Você não vai ter este bebe!

– O que, como assim?

– Como assim? É simples, eu não quero que você tenha este bebe! Aborte!

– O que? Mas mãe... Que loucura! Você esta louca?

– Loucura? Eu louca? Eu trabalho como uma condenada, agora tem que sustentar você e esta criança. Não é bem assim não! Você vai abortar! Completou Fátima.

– Mãe eu não posso fazer isso!

– Eu não quero saber! Você não terá este bebê e ponto. Doa ele para algum orfanato... Ou qualquer outra coisa, mas ele você não vai ter! Eu vou ir trabalhar agora, e quando voltar não quero saber mais deste assunto, entendeu? Disse Fatima.

Cristina muito nervosa não respondeu nada:

– ENTENDEU? Repetiu Fatima.

– Entendi mãe!

Fatima saiu para trabalhar e Cristina pôs-se a chorar... Ela só pensava em como ia tirar este bebe! Ela queria ter, mas... não havia solução, não havia outra saída... a cabeça dela estava confusa! Ela não imaginava dando um filho para algum orfanato.

– Se meu pai estivesse aqui iria saber o que eu devo fazer! – Pensou Cristina, em voz alta.

Cristina chorou cada vez mais e sem pensar no que fazer correu para a cozinha. Abriu lentamente a gaveta da pia de sua casa, pegou uma enorme faca levantou-a e disse a si mesma:

– Se não posso ter meu filho, também não quero viver!

Cristina não estava pensando direito, ela tinha apenas 17 anos e não encontrava outra saída. Sua mãe era tão má, que faria de tudo para que não tivesse esse filho.

Fátima, a mãe de Cristina, ao chegar ao seu trabalho percebeu que esqueceu a chave do seu armário. Lógico com tudo o que aconteceu a cabeça dela estava fervendo. Então, Fátima decidiu voltar e pegar a chave na sua casa.

Ao abrir a porta, deu alguns passos e ao olhar para baixo viu uma longa poça de sangue... Ela se desesperou e começou a seguir a trilha de sangue, e após chegar ao fim da trilha avistou Cristina caída no chão, morta! Uma faca estava cravada em seu corpo, e sua barriga estava coberta de sangue...