Martinismo - A origem
3 Cérebro Inútil
Notas iniciais
2080
Tuva, Bruceline
Sábado, o dia mais adorado de todos (fora a sexta), pois é o dia que você pode acorda tarde e fazer simplesmente nada o dia inteiro. Mas infelizmente, ou felizmente, eu não poderia fazer isso hoje já que eu iria para a casa de Franziska. Com isso, tive o prazer de ser acordada de 7 horas pelo meu irmão.
– ACORDA PIRRALHA! OU VAI PERDER A CARONA DE PAPAI! — Ben grita, entrando no meu quarto.
– CALA A BOCA, SEU IMBECIL! DEIXA EU DORMI! HOJE É SABADO! — Eu grito. Falo isso completamente esquecida da festa.
– Exatamente por isso você tem que acordar, ou você se esqueceu de que vai passar hoje a manhã na casa de Franziska? — Ele fala e deposita um beijo na minha bochecha. É estranho ele fazer isso, mas acho que é o jeito de ele me agradecer por deixar a casa só para ele, hoje pela manhã!
– Tá, você me convenceu! Já tô acordando! — Digo isso me levantado e me lembrando da tal festa.
Vou até o banheiro, tomo um banho rápido e vou me trocar. Coloco um biquíni xadrez preto e cinza e por cima uma camisa de regata branca e um short jeans azul claro. Desço as escadas para a o andar de baixo, onde encontro meu pai sentado na mesa, minha mãe pegando algo na geladeira e Ben sentado no lugar de sempre.
– Bom dia, mãe! Bom dia, pai! — Digo isso me encaminhando para a mesa. — Imbecil! — Falo isso olhando para Ben e ele responde com sua cabeça e um sorriso de cúmplice ao meu ritual.
– Bom dia, minha princesa! — meu pai fala, quando o beijo na bochecha e me sento.
– Cadê seus modos? — fala minha mãe, colocando o suco, que eu acho que é de uva. — Estou falando sério! Quando você vai aprender a falar direito com seu irmão?
– Só quando ele aprender a fazer o mesmo comigo! — eu falo.
– Acho que vou ter que mandar você para algumas aulas de modos. Agora não respeita nem sua mãe! — Ela falou furiosa e com o famoso "olhar de mãe". — Robert?! Vai ficar calado enquanto nossa filha me desrespeita?
– MEU DEUS! — Meu pai grita, algo não muito comum — Todo dia é a mesma coisa! Quer saber, vocês que se resolvam, vou termina de me arrumar para te levar! Espero que já esteja pronta quando voltar! — Diz meu pai, subindo as escadas e indo para seu quarto.
– OK! — Grito para meu pai ouvir e volto para minha mãe. — Me desculpa mãe! A senhora não vai ter que me levar para ter aulas de modos.
– Acho bom! — Minha mãe fala ainda com uma voz brava.
– Bom dia, irmãozinho! — Eu falo ironizando e o olhando de lado. Ele revira os olhos.
– Bom dia, Pirralha! -Diz ele zonando.
Após terminar o clássico café e minha discursão matinal com a minha mãe sobre modos, subo para colocar a sandália e pegar minha bolsa. Desço e espero meu pai chegar. Pegamos o carro porém, antes de irmos, ligo para o Sebastian para perguntar se ele quer uma carona.
– Alô! — Sebastian fala ao atender o celular.
– Bom dia! Tô saindo de casa agora, quer uma carona? — eu falo.
– Com certeza, Kers! — ela fala, todo animado, do outro lado da linha.
– Espero que já esteja pronto, pois vou passar aí agora. — falo para ele. E tiro o celular do ouvido para falar com meu pai. — Ele vai!
– Ok! — meu pai responde e vamos em sentido a casa de Sebastian.
– Já estou saindo de casa! Tchau! — Fala Sebastian desligando o celular.
Como a casa de Sebastian era "muito longe", o pegamos e fomos para a casa de Franziska que ficava um pouco distante da nossa. Durante o percurso o meu pai só ficou falando no celular, ou seja, não rolou muita conversa no carro. Por mais engraçado que pareça, meu pai encarava super bem o meu namoro, assim como minha mãe. Lógico que, no caso dela, só depois de ter feito sua investigação policial sobre Sebastian e sua família.
Chegamos à casa de Franziska e antes mesmo da gente apertar a campainha, ela abriu a porta. Me despeço do meu pai e entro na “pequena mansão”. Havia um grande jardim com uma grande diversificação de plantas e flores na frente da mansão branca, de estilo um pouco moderno. Ao entrar na casa tinha uma grande sala com lareira e tudo, à direita; e à esquerda, uma cozinha e em frente, a sala de jantar. Um pouco à esquerda, ficava a escada que dava para os quartos. Seguimos pelo corredor que ligava a sala com a piscina. No vasto quintal, algumas mesas e uma grande piscina. E lá dentro da piscina, já curtindo o clima, Thomas, Kadjad e um menino de olhos verdes e cabelo castanho liso, visualmente muito atraente. Acho que esse é o tal G-A-T-O, que a Franziska estava falando. Percebo que Franziska ainda estava de roupa, e achei estranho.
– Porque você ainda não está de biquíni? — eu pergunto.
– Culpa sua! — Ela fala e coloca uma mão na cintura e com a outra aponta para mim.
– Minha? — pergunto sem entender nada. Como assim a culpa era minha?
– Claro! Você não atende mais celular, então, fiquei em dúvida e estava esperando você para escolher um biquíni! — Ela fala com uma voz super brava. Sinceramente, dá vontade de rir, mas consigo me segurar, pois a pessoa ficar em duvida em qual biquíni usar e ter que esperar até o outro dia para poder pedir ajuda é demais.
– Ok! Mas você não tinha outra pessoa para perguntar isso? — Eu falo. — Não que eu não queira ajudar, só que... Deixa para lá! Vamos arrumar um biquíni para você! — Digo encaminhando ela para dentro de casa, mais especificamente para seu quarto. — KATJAT! VOCÊ NÃO VEM? — Grito no meio do caminho quando percebo que ela não nos acompanhou.
– JÁ TÔ INDO, CALMA! — Ela grita, saindo da piscina e correndo atrás de nós.
– Verdade, até pensei em ligar para Lena, mas como ela não iria poder vir, achei que ficaria meio chato se fizesse isso. — Fala Franziska enquanto estávamos meio da escada.
– Verdade! – Eu falo concordando com sua colocação.
– E EU? VOCÊ NEM PENSOU EM LIGAR PARA MIM? — Kadjad grita atrás de nós quando estávamos chegamos no topo da escada. Vou concordar com Kadjad, porque Franziska não pensou em ligar para ela?
– Claro que pensei! Porém não liguei, pois sei que você dorme cedo, além do que, se eu tivesse lhe interrompido enquanto estava lendo um livro, você provavelmente teria me matado pelo telefone. — Franziska fala.
– Verdade! Desculpada! – Kadjad fala.
Entramos no quarto de Franziska e fomos direto para o seu closet, onde passamos, nos meus cálculos, quase um século para escolher entre três biquínis qual ela usaria! Mas enfim ela sozinha optou pelo rosa com branco. Descemos as escadas correndo e fomos direto para piscina. Kadjad pula direto na piscina e eu, depois de tirar a minha roupa, a acompanho. Já Franziska passou mais um século para passar um danado de um protetor solar para depois entrar na piscina. Quando entro na piscina nado para onde os meninos e Kadjad estão.
– Oi, gente! – Eu fala quando chego perto deles.
– Oi! — Todos falam.
– Me diz ai, porque vocês demoram tanto?! – Diz Thomas.
– Porque simplesmente Franziska estava em dúvida entre seus três biquínis e precisava de “ajuda” para escolher um, mas no final, como sempre, ela escolheu sozinha o biquíni. – Fala Kadjad. Verdade. Toda vez que Franziska pede ajuda para escolher algo, não importa sua opnião, ela sempre vai escolher o que desde o início ela queria.
– Só Franziska mesmo! – diz Sebastian.
– “Só Franziska”, o que? – Diz a própria, chegando de repente.
– Passa quase um século para escolher uma roupa! – Eu falo.
– Eu não passo um século para escolher uma roupa, só apenas alguns minutos a mais que as outras pessoas. – Franziska fala. E todos nós rimos. – Pelo menos é menos tempo que Sven! – Ela fala. E nós paramos de rir e olhamos para o garoto de cabelos castanhos, esperando sua resposta.
Para falar a verdade, tive uma tremenda vontade de rir, porque tipo um ser humano demorar mais tempo que Franziska para se arrumar, só sendo piada. Fora que essa pessoa era um menino! Ok! Agora o mundo acaba de vez! Porque isso era quase impossível. Nem meu irmão, que passa um tempão só ajeitando aquele cabelo dele, passa mais tempo que Franziska.
– Nada a ver! – Sven fala.
– “Nada a ver?”. Hoje mesmo, só para você se arrumar, demorou umas duas horas! – Franziska fala, discordando de Sven.
– Ele tem razão! – fala Sebastian e Franziska olhando para ele incrédula. – Pois você, Franziska, passa um SÉCULO se arrumando, já o Sven passa apenas DUAS HORAS! – Sebastian fala e todos rimos, incluindo até a Franziska.
– Sei não, viu! Só você mesmo, Sebastian! -Fala Franziska entre risos.
– Eu só falei a verdade! — Fala Sebastian.
– Ok! Mas enfim, deixa eu apresentar vocês ao Sven. — Fala Franziska. Verdade, a gente ainda não tinha sido apresentado oficialmente. — Sven, essa é Kerstin, a mal humorada. — Ela fala apontado para mim e eu o comprimento. Quase matei Franziska por este comentário, no entanto eu fiquei calada, se não, eu realmente seria a mal humorada. — E esse palhaço, aqui! — Ela diz, dando um leve tapa nas costas de Sebastian. — É o Sebastian. — E aponta para o meu namorado. — Os outros eu já te apresentei.
– Verdade! — Fala Sven. — Bom, agora que eu sei seus nomes e algumas características de vocês. Vou me próprio apresentar. — Quando fala "me próprio apresentar" ele revira os olhos verdes. Não sei porque, já que não tinha como sabermos quem ele era. — Bom, como vocês já sabem me chamo Sven. Venho de Paio, onde o meu pai é o governador. Como vocês também já devem saber, adoro frequentar baladas e jogar golf nos fins de semana. — Ele fala com um tom de superioridade. Agora eu entendo porque ele revirou os olhos, ele pensava que a gente vivia lendo aquelas revistas estúpidas de fofocas.
Revistas que só falam sobre "quem tá com quem" e "quem brigou com quem". Sinceramente, eu já li muito esse tipo de revista porém, com o passar do tempo, percebi como aquilo é maior perda de tempo que existe. Aliás, acho até que nem Franziska lê mais! Esperai, quem eu quero enganar? É claro que Franziska ainda lê esse tipo de revista, pois eu acho que não é do rádio ou da tv que ela fica sabendo da vida dos famosos.
– Porque a gente deveria saber de que diabos você gosta? — Fala Kadjad.
Ele ri um pouco, acho que ficou sem jeito ou algo do tipo.
– Porque sou o filho do governador de Paio, uma pessoa famosa! — Ele fala como se isso fosse uma razão para a gente saber de sua vida, ou pior, ter interesse em saber dela.
– E... — Eu falo.
– E...!? EU SOU UMA CELEBRIDADE! — Ele grita, como se assim ele fosse convencer a todos que teríamos que saber da vida dele.
– Tá aí mais para um idiota fútil! — Eu falo. E todos riem, menos ele, que me olha com faíscas prestes a sair de seus olhos.
– Sério, Franziska! Você disse que seus amigos eram legais, mas na verdade eles são um bando de arrogantes sem educação! — Sven fala com um tom de raiva em sua voz e olhando para Franziska.
– Não se esqueça, temos um cérebro, já você... — Eu falo. Pois, na minha teoria, as pessoas que só pensam em festa, em como se vestir e em ficar bancando "filhinho da mamãe", não tem cérebro e, se tem, dentro só tem ar!
– PERAÌ! VOCÊ TÁ QUERENDO DIZER QUE EU NÃO TENHO UM "CÉREBLO"? — Ele grita.
– Na verdade é cé-re-bro, não cé-re-blo!
– Eu falei certo, você foi quem entendeu errado!
– Tá, vai nessa!
– OK! PAROU GENTE! SEM BRIGA! — Gritou Franziska. — Eu não reuni vocês aqui para brigar e sim para curtimos uma manhã na piscina juntos, como amigos!
– Logo agora que a briga tava ficando boa! — Fala Sebastian tirando onda da cara de Franziska. Todos rimos, menos Franziska e Sven.
– Sinceramente, Sebastian! Você não tem noção de nada! — Fala Franziska com raiva.
– Nossa agora, sobrou até para mim! — Diz Sebastian fingindo estar ofendido e surpreso com a acusação.
Depois desse episódio, passamos o resto da manhã na piscina, competindo quem nadava mais rápido (claro que sempre eu ganhava, quer dizer, às vezes o "sem cérebro" também) ou quem ficava mais tempo debaixo d'água sem respirar ou então, jogando vôlei. Só saímos porque a mãe de Franziska nos chamou para tomar banho e irmos almoçar. Eu, Kadjad e Franziska seguimos para o quarto dela.
– E aí meninas? O que vocês acharam do Sven? — Fala Franziska, assim que entramos no seu quarto e trancamos a porta. Sério! Ela realmente perguntou isso!
– Bom, não vou negar que ele realmente é um g-a-t-o, porem é muito amostrado. — Diz Kadjad.
– Gato ele até pode ser, já que os gatos são irracionais. — Eu falo. — Coitados dos gatos, acho que agora eles ficaram ofendidos. Me desculpa, gatos! — Continuo a falar zombando com o Sven. Kadjad ri e Franziska fica me encarando.
– Sério!? — Franziska diz. — Você e o Sebastian se merecem mesmo, pois são um bando de palhaços "sem graça".
– Acho que é por isso que a gente tá junto, não? — Eu digo e entro no banheiro para tomar banho primeiro, pois, se eu resolver tomar banho depois de Franziska, acho que eu morro e ainda não terei posto os meus pés no banheiro. Além de que, provavelmente eu também estaria surda, pois Franziska, fora fazer você morrer antes de poder tomar banho, ainda fica cantarolando. Só que isso até eu faço, porém ela, ao invés de cantar, ela grita!
Depois do banho coloco a mesma roupa que estava usando, porém troquei a regata branca por uma camisa azul com uma estampa da minha banda favorita "Blues Dreams", uma banda britânica que tocava pop/rock. Espero Kadjad e Franziska terminarem de tomar banho e se trocarem para descemos as escadas.
Ao chegarmos ao andar de baixo encontramos os meninos já sentados na mesa da piscina. Vamos até o encontro deles e eu me sento ao lado de Sebastian. Logo após nos sentarmos, chega a mãe de Franziska com alguns nurembergs e frikadellen, comidas típicas regionais. Eu amo; principalmente os frikadellen, filés assados de carne moída, mas também aprecio muito as salsichas assadas, os nurembergs.
– Me digam, por que a demora? — Fala Sebastian — Deixa! Eu já sei! Franziska! — Todos rimos.
– Nem venha! Sr. Sebastian! — Diz Franziska.
– Eu não estou indo a lugar nenhum, só estava apenas falando! — Diz Sebastian e todos rimos enquanto Franziska o encarava com um olhar ameaçador!
– Oi gente! — Fala "O cérebro inútil", chegando na mesa.
– Oi! — Todos respondemos.
– Me responde uma coisa você demorou porque ficou em dúvida entre usar ou não o cérebro? Porque assim, só para constar, não faz a mínima diferença! — Eu falo zonando com Sven por sua clara demora para se arrumar. — Apesar de que, na minha opinião, você nem tem um! — Eu continuo. porém com um tom mais baixo.
– Só para constar... — Ele fala, zombando da minha fala. — Eu demorei porque estava procurando meu celular para descer, pois eu já estava pronto faz uns 10 minutos.
– E achou o celular? — Pergunta Franziska a ele.
– Na verdade...
– Sério?! "Estava procurando meu celular" foi a melhor desculpa que você encontrou? — Eu falo, interrompendo-o, e todos riem da situação.
– Na verdade foi! Mas quer saber de uma coisa, eu demorei mesmo para me arrumar e daí? — "Cérebro inútil" fala.
– Sem preconceitos, cara! — Fala Sebastian. — Todo mundo aqui respeita os GAYS! — Todos rimos, inclusive Franziska, o que deixa o "cérebro inútil" mais raivoso.
– EU NÃO SOU GAY! SOU APENAS VAIDOSO! — O "cérebro inútil" grita. — E QUER SABER? EU PEGO MUITO MAIS MULHERES QUE VOCÊ! SABE POR QUE?
– Deixa eu adivinhar? Porque garotas, hoje em dia, gostam mais de gays? — Fala o melhor namorado de todos os tempos! Pois até quando é para tirar sarro do "cérebro inútil" ele me ajuda!
– Muito engraçadinho, você!
– Obrigado!
– Eu tava sendo irônico!
– Eu sei!
– Você é ridículo, sabia? Vê se cresce!
– Deixa comigo! Quando você tiver um cérebro eu penso. "Pois é, eu tenho cérebro!". Quando você tiver um, eu penso em sua proposta. — Nessa hora nós compartilhamos uma batida de mãos e o resto do pessoal continuou a rir.
– Cadê minha mãe? — Diz Franziska do nada e olhando ao redor em procura de sua mãe.
– Eu vi ela entrando na casa com o celular. — Diz Thomas.
– Deve ser meu pai. E o pior é que só ela sabe onde tá os salgadinhos. — Diz Franziska.
– Que salgadinhos? — Diz Thomas.
– Uns aí, que minha mãe comprou; além disso, também está faltando a mostarda porém tô com tanta preguiça, que vou esperar ela voltar. — Fala Franziska.
– Deixa que eu pego a mostarda! — Eu digo, me levantando.
– Sério? É você mesmo Kerstin? — Diz Kadjad, tirando sarro de mim, porque eu não sou o tipo de pessoa que fica se oferecendo para fazer as coisas pelos outros, ou seja, sou meio preguiçosa "às vezes".
– Claro que sou eu! E em primeiro lugar, eu só estou indo pegar a mostarda porque também vou ao banheiro e, em segundo lugar, eu realmente estou sentindo falta de uma mostarda. — Eu falo, me caminhando a casa.
– Ei Kerstin! Vê se no segundo armário da direta para esquerda está os salgados e traz um pacote para cada um de nós! — Fala Franziska, me interrompendo de entrar na casa.
Após ir no banheiro, me dirijo para a cozinha, onde primeiro pego na geladeira a mostarda e depois me direciono para procurar os salgados.
– Ei! Precisa de ajuda? — Diz uma voz, que ainda não reconheci, porém foi só virar de costas para ver que quem era.
– Sério, "cérebro inútil?! Você vai me ajudar?! — Eu falo e começo a rir sarcasticamente.
– Ok, Kerstin! Eu já saquei qual é a sua! Pode parar de fingir que não gosta de mim e de armar essas briguinhas bestas, pois eu tenho namorada... — Ele fala isso e eu fico só me controlando para não morrer de rir! — E a gente... — O "cérebro inútil" fala isso insinuando com o dedo que ele estava falando de mim e dele. — Nunca vai rolar!
Depois do "cérebro inútil" falar isso, ele vai embora, levando a mostarda com ele. Ainda com muita vontade de rir e sem entender de onde ele tinha tirado essa conclusão, começo a procurar no segundo armário, da direita para esquerda da cozinha, os tais salgadinhos. Só depois de alguns minutos de busca encontro-os. Pego cinco pacotes e volto para piscina. Chegando lá, antes de me sentar, distribuo os pacotes, porém de propósito, eu pulo o "cérebro inútil", ou seja, eu não trouxe um pacote para ele.
– Ainda bem que você encontrou eles, pois realmente são uma delícia! — Diz Thomas, pois foi o primeiro a receber, e também por ser um boi, quando se refere à comida. Nunca vi uma pessoa comer mais que ele!
– Cadê o meu? — Pergunta o "cérebro inútil".
– O seu o quê? — Eu pergunto.
– Sei que você tá chateada com a resposta que eu te dei, mas era a única que eu podia dar. Então, deixa isso para lá e pega um salgado para mim! — Fala o "cérebro inútil'. Eu tento me controlar para não rir e o pessoal fica nos olhando sem entender o que estava se passando.
– Que resposta? — Pergunta Kadjad.
– É que eu simplesmente saquei o joguinho de Kerstin para me conquistar, pois eu sei que ela está afim de mim... — Era o "cérebro inútil" falando e todo mundo rindo. — Então, falei para ela que eu tinha namorada e não ia rolar nada. — Todo mundo continuou a rir, só que mais alto agora, eu mesma estava tendo um ataque de risos.
– Do que vocês estão rindo? — Pergunta ele, confuso.
– É porque... Simplesmente... Kerstin tem namorado... — Fala Kadjad entre risos.
– Vou ter que admitir que você realmente é um "cérebro inútil", Sven! — Diz Franziska rindo de Sven e nos a acompanhamos.
– Mesmo que ela tenha um namorado, ela pode se sentir atraída por outro e esse outro sou eu, infelizmente! — Diz o "cérebro inútil" e nos continuamos a rir.
– Pode ter certeza de que, se eu me sentir atraída por outro, o que não é o caso, não seria por você! — Eu digo.
– Tá bom, vou fingir que eu acredito! — Diz o "cérebro inútil" fingindo rir no final.
– É bom você acreditar mesmo, porque ela nunca iria gostar de um cara como você! — Diz Sebastian que todo aquele tempo tinha ficado só rindo da situação.
– Como você sabe disse, babaca? — Pergunta Sven.
– Porque eu sou o namorado dela! Então eu sei muito bem do que ela gosta e do que ela não gosta. E pode ter certeza de na lista das coisas que ela não gosta, está você! — Diz Sebastian.
–Esperai! Você é o namorado dela! Poxa realmente Kerstin você tem um mau gosto! — Diz o "cérebro inútil" rindo no final.
– Não tanto quanto sua namorada! — Eu falo e todo mando começa rir de novo!- Isso é inveja, dela! Pois ela me tem como namorado e já você tem "esse ai". — Fala Sven.
– Quem esta namorando com quem? — Diz a mãe de Franziska assuntando a todos.
– Ham? — Todos dizem de uma só vez!
– Eu ouvi alguém falando que alguém tinha um namora e tal, então, estava perguntando quem esta namorando quem? — Diz a mãe de Franziska esclarecendo.
– Senhora Brandt, é que Sven estaca querendo insinuar que eu estava gostando dele, então, expliquei a ele que eu tenho namorado e que nunca iria gostar dele. — Eu falei explicando o acontecido para a mãe de Franziska e ela começou a rir.
– Até a senhora? – Diz o “cérebro inútil” surpreso, pois a senhora Brandt também havia achado engraçado a sua teoria.
– Claro! Me desculpa, Sven querido! – Diz a senhora Brandt entre risos ainda, por isso faz uma pausa tentando se controlar. – É porque eles já estão a tanto tempo juntos, que até fica engraçado os imaginar com outras pessoas, principalmente ideia de você e a Kerstin. Pois na minha opnião vocês não tem nada haver.
– É o que todos nós achamos mãe! — Diz Franziska.
Depois desse episódio, terminamos de comer e a conversara normalmente, apesar de vez ou outra eu e o “cérebro inútil” discutirmos, mas nada muito relevante. Após o almoço resolvemos fazer algumas besteira para comer, como pipoca e brigadeiro, e ver alguns episódios de uma série que agente conhecia, menos é claro o “Cérebro Inútil”. Logo que chegou 4 horas da tarde Kadjad teve que ir embora, em seguida Thomas também teve que ir embora, então eu e Sebastian resolvemos ligar para o meu pai para nós buscar.
– Oi, pai!
– Oi, princesa!
– O senhor pode vim agora pegar eu e o Sebastian?
– Claro! Vou só me arrumar e saiu para pegar vocês! Combinado?
– Combinado, pai! Beijos! Tchau!
– Tchau, até daqui a pouco!
– Bom meu pai vai se arrumar e vem nós pegar, beleza? — Eu falo para Sebastian, depois de desligar o celular.
– Beleza! — Ele fala.
– Vocês já estão indo? – Pergunta Franziska.
– Já! Acabei de ligar para o meu pai! – eu respondo.
– Ok! Então, por enquanto vamos terminar de ver o fim desse episodio? – Sugeri Franziska.
– Pode ser! – Responde Sebastian.
Por coincidência, quando acabamos de ver o episódio, toca a companhia que provavelmente deve ser meu pai.
– Bom, acho que é meu pai! – Diz isso me levantando.
– E você acertou! – Diz a mãe de Franziska caminhando em direção à porta de entrada. – Vou abrir a porta!
– Ok! Mãe! – Diz Franziska. – Tchau! – Ela fala no mesmo tempo que me abraça.
– Tchau! Adorei à tarde! — Eu disse e nós separamos.
– Serio mesmo?! Você e o Sven discutiram quase a manha toda! – Diz Franziska demostrando surpresa sobre a minha fala.
– É foi a melhor parte! – eu digo sendo irônica! – To brincando! Mas realmente tirando a parte do “cérebro inútil”, o dia foi maravilhoso! – Ela ri um pouco do meu comentário.
– Valeu! – Ela me abraça super rápido e sai quase correndo da um abraço no Sebastian de despedida. Se eu fosse uma pessoa ciumenta estaria fervendo de raiva agora, mas como não dessas, estou de boas!
– Que tal agente da um tempo, nas brigas? – Fala alguém atrás de mim e logo percebo que é o “cérebro inútil” quando me viro. – E tentar ser amigo? – Ele fala e me oferece a sua mão, nesse momento eu começo a rir involuntariamente, por causa de proposta. – É serio! Qual a graça agora? – Ele fala sem entender o motivo de eu estar rindo.
– É que eu e você sermos amigos?! É quase uma piada! – Eu falo entre risos.
– Eu não acho! E além do que, qual o problema?
– E que eu não to a fim de ficar ouvindo horas você falando sobre quantos pontos você fez no golf ou em que revista ou site você vai aparecer!
– Mas não só falo sobre isso! – Ele fala e cruza os braços sobre o peito. – Na verdade nem falo sobre isso!
– Tá bom, vai nessa que eu acredito!
– Ok! Então... Que tal agente ser conhecidos? – Ele sugere e oferece a sua mão novamente. – Pelo menos é melhor que inimigos!
– Hum! Deixa eu pensar num sei caso... – Faço cara de pensativa, no final resolvo aceitar e aperto sua mão. – Fechado! Mas que fique bem claro somos conhecidos, ok “cérebro inútil”?
– Ok! – Ele fala isso e eu solto sua mão. – Mas será que você poderia parar de me chamar de “cérebro inútil”?
– Nunca! – Falo entre risos e ele faz cara de aborrecido, pois ele podia me pedir mil vezes, que nunca deixaria de chama-lo assim.
– E ai crianças vamos? – Diz meu pai entrando na sala.
– Vamos! Mas deixa eu só pegar a minha bolsa e poderemos ir. – Eu digo e vou até o sofá pegar a minha bolsa e de Sebastian. – Pronto podemos ir! – Digo, entrego a bolsa de Sebastian a ele e me disperso, mas uma vez de todos.
Vamos todo o percurso respondendo algumas perguntas do meu pai sobre a festa e conversando sobre assuntos aleatórios, até chegar à casa de Sebastian.
– Tchau, senhor Wulf! Obrigado pela carona! – Diz Sebastian se arrumando para sair do carro.
– Foi um prazer meu rapaz! — Diz meu pai.
– Tchau, Kers! – Ele fala e me da um beijo na bochecha. – Mas tarde agente se fala! – E sai do carro.
– TCHAU! – Eu grito, pois ele já estava relativamente longe do carro.
Chegando em casa vou direto para o quarto do meu irmão, onde eu o encontro sentado sem camisa e jogando no “Game XXS” um jogo de guerra chamado “More Two Days For Glory”.
– Qual o teu problema com as camisas? – Eu pergunto sendo irônica, chegando no seu quarto e pegando um controle.
– O mesmo problema que você tem com saia! – Ele fala sem tirar os olhos do jogo e eu me sento em sua cama, já que ele estava sentado na poltrona.
– Não é que eu tenha problemas com saia, é só que elas incomodam fora que existe calça e short para substitui-los. – Digo o olhando de lado. – Coloca no outro jogo da gente já salvo!
– Tá! Vó colocar. – Ele fala por enquanto que troca de jogo. – E a camisa é o mesmo caso! Ela incomoda fora que eu estou em casa e não preciso ficar usando camisa em casa!
– Ok! Você tem razão! Acho até que eu vou começar a andar pela casa sem camisa também. – Digo isso zonando com ele, porem num tom serio falo, além de eu começo a insinuar que vou tirar a camisa.
– O QUE? Nem inventa tá?! – Diz ele desesperado com medo que eu realmente começa-se a andar na casa sem camisa.
– Relaxa! Tava brincando! – Digo isso ajeitando a minha camiseta. – E você vai colocar uma porra de uma camisa!! Agora! – Com isso ele se levanta contrariado e coloca uma recata azul com estampa do numero 54.
– Agora tá bom? – Pergunta se sentando.
– Muito melhor! – Digo e bato palmas e ele ignora.
– Pronto já coloquei!
E assim passamos duas horas jogando “More Two Days For Glory” até que nossa mãe nós chamou para jantar. Descemos e jantamos, logo em seguida voltamos para o jogo. Onde passamos a noite toda jogando e um pouco da madrugada.
– Pirralha não estragar o nosso jogo não, mas já são 2 horas da manhã. É melhor agente ir dormi, porque logo cedo temos que ir com mamãe para a feira. – Bem fala dando pausa no jogo.
– Verdade! É melhor mesmo. – Eu digo me levantando. – Tchau, idiota! – Falo bagunçando o cabelo de Bem, uma coisa que ele odeia.
– QUANTAS VEZES EU VOU TER QUE TE DIZER PARA NÃO MEXER NO MEU CABELO!! – Grita ele super irritado, tirando minha mão do seu cabelo e começando a ajeita-lo. Por enquanto que eu começo a rir da cena.
– Na moral bem! Você vai dormi agora mesmo, ninguém vai ver seu cabelo! – Eu digo ainda entre risos. – Esperai mais e se você for abduzido por extraterrestres e ele resolverem te matar porque você esta com o cabelo desarrumado! – Eu falo e faço cara de preocupada, mas logo solto um risada.
– Talvez! Isso aconteça! – Ele também fala com uma cara de preocupado. – Porem se isso acontecer antes disso vou dizer que a culpa foi sua e que você fica zombando de mim porque me importo com o meu cabelo, com isso eles vão ficar super ofendido e iram assim vim te matar invés de mim! – Ele fala tentando me fazer medo.
– Vai precisar de uma história melhor do que essa se quiser me deixar assustada, você sabe disso! – Eu falo e vou caminhando para a porta.
– Quem sabe!? Essa historia pode ter te impressionado bastante!
– Claro! Com certeza! Vou agora avisar a mãe que se ela ouvir alguém gritando igual a uma mulherzinha é você, tá bom?! – Digo e saio do seu quarto.
– MULHERZINHA É VOCÊ, PIRRALHA! – Ele grita.
– SERIO BEM!? EU SOU UMA MULHER! NOVIDADE!! – Eu grito para ele e sei que ele se irritou porque eu ganhei a discussão, como sempre! Adoro irritar meu irmão!
Vou para meu quarto onde vejo que tenho mais de 15 ligações no meu celular de Sebastian. Eu tinha me esquecido que tinha marcado, quer dizer mais ou menos marcado da gente se falar depois, porem como eu me esqueci deixei uma mensagem e foi dormi, pois como disse meu irmão amanha tenho que acorda cedo para a feira!
“Me desculpa Seb, me esqueci que agente tinha combinado de se falar. E nem posso te ligar de volta agora, pois acho que você já deve estar dormindo, porque já são 2 horas da manha. Me desculpa realmente Seb! Passei a noite toda jogando com o Bem e me esqueci!”
“Beijos, amanha te ligo, ou seja, hoje ainda, mas mais tarde.”
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