Notas iniciais
Capítulo onde começa a brincadeira, se é que podemos chamar de brincadeira o inicio da maior cacetada que Broceline e particularmente Kerstin levo na vida. A grande surpresa fica por conta da participação do "Cérebro Inútil" e do ciuminho de Sebastian.

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Broceline, Tuva

Nem dá para acreditar que já acabou o domingo e já é segunda. Segunda, o dia mais triste da semana, onde há mais registros de suicídio no mundo. Pelo menos na minha opinião, porque toda segunda tenho uma imensa vontade de pegar uma arma e atirar na minha própria cabeça, mas como já disse, tenho amor a vida, então, se eu consigo sobreviver às aulas de filosofia, consigo sobreviver as segundas!
– ACORDA PIRRALHA! SE NÃO, A GENTE VAI SE ATRASAR!
– DEIXA EU DORMIR IDIOTA, JÁ NÃO BASTA SER SEGUNDA!
– BORA, PIRRALHA! ACORDA LOGO! — Fala Benjamim, mostrando agonia enquanto falava.
– TÁ BOM! — Falo me levantando. — Já tô me levantando! — Quando abro os olhos me deparo com o meu irmão na porta, só de toalha enrolada na cintura.
– COLOCA UMA ROUPA BENJAMIN! — Grito com ele, por enquanto que jogo uma almofada certeira em sua cara, que ele desvia com a mão.
– Fique sabendo que, ou eu vinha assim e você não se atrasava, ou eu trocava de roupa e você se ferrava! — Fala ele com um tom de superioridade que não me agradava nem um pouco.
– VAI COLOCAR UMA ROUPA BENJAMIN! — Eu grito por último e ele sai do meu quarto finalmente!
Me levanto, tomo um banho super rápido e coloco meu uniforme escolar o mais rápido que eu consigo, pois como meu irmão havia dito, ou ele me acordava aquela hora ou eu me atrasaria. Pego minha mochila azul e saio em direção as escadas quando vejo que meu irmão também havia acabado de sair do quarto, então, apresso meus passo para alcança-lo.
– É incrível! Você já tinha tomado banho e eu ainda ia tomar, e a gente saiu do quarto na mesma hora! Acho que você não é mais Bejaminn não, é Bejaminna!- Eu falo zoando com ele.
– Há, há, há! Muito engraçado! — Ele fala.
– Engraçado não! Isso é fato! — Eu falo, ultrapassando-o.
– Hum! — Fala Ben, atras de mim.
Chegando no andar de baixo vejo meu pai lendo o jornal.
– Bom dia, Pai! — Falo dando um beijo em sua bochecha.
– Bom dia, minha princesa! — Meu pai fala, parando de ler o jornal por um momento, mas logo volta sua atenção a ele. Já eu, sigo em direção a cozinha para ver se precisam de minha ajuda.
– Bom dia, Mãe! Precisa de ajuda? — Eu falo enquanto minha mãe preparava o suco, que pela cor parece ser de uva com leite, o que aliáis é o meu favorito!
– Não, filha. Só estou terminando de fazer o suco para ir à mesa. — Fala minha mãe, enquanto que ela coloca o suco na jarra.
Assim saímos, eu e minha mãe, da cozinha. Vejo que meu pai continua lendo o jornal e Ben está usando o celular.
– Vamos comer? — Pergunta minha mãe, sentando-se.
– Só se for agora! — Fala meu irmão, guardando o celular no bolso.
– Eita Kerstin! Esqueci do pão! Pega lá, por favor! — Fala minha mãe quando eu estava me sentando.
– Eu pego, mãe! — Digo, me levantado da cadeira e indo em direção da cozinha. Pego o pão e volto para a mesa, porém, quando estava no meio do caminho, meu irmão grita:
– EI PIRRALHA! Pega o açúcar para mim!
– Eu não! Pega você, idiota! — Eu falo, colocando o pão e a manteiga na mesa e me sentando.
– Kerstin, cadê seus modos? — Fala minha mãe irritada.
– Mãe, pelo amor de Deus, ele tem duas mãos e duas pernas, então ele tem condição de pegar sozinho! — Eu falo e me sento por fim à mesa, determinada a não levantar mais.
– Mas você já estava em pé!
– Sim, mas se fosse eu, ele não iria pegar!
– FILHO DE UMA PUTA! — Grita meu pai do nada e assusta a todos!
– Robert! Que modos são esses?! Eu querendo ensinar aos nossos filhos a ter modos e você fala um palavrão desses — Fala minha mãe.
– Você não vai acreditar no que aconteceu! — Fala meu pai, ignorando o comentário da minha mãe.Ela, por sua vez, puxa o jornal da mão do meu pai para ler.
– Isso é sério mesmo? — Fala minha mãe ao ler o jornal.
– É o que parece! — Fala meu pai, ainda surpreso com a notícia.
– O que o aconteceu? — Eu pergunto, curiosa.
– O filho da puta do Bruscar deu um golpe de estado! — Fala meu pai, irritado.
– Sério? Nossa! — Eu falo, surpresa.
– Como assim golpe? — Pergunta meu irmão.
– É quando o governador toma o poder total sobre o país, idiota! — Eu digo, respondendo e dando um tapa na sua cabeça. Como meu irmão as vezes é burro, meu Deus!
– Peraí! O novo Bruscar fez isso?! Ele parecia tão... Sei lá honesto, que não iria cometer tantos erros como anterior! — Fala meu irmão.
– Pois é! Mas ele fez! — Fala meu pai.
Mesmo chocada com a noticia, eu me lembro de que tenho aula e olho a hora, e vejo que só faltavam 20 minutos para começar a aula. Não que o colégio fôsse longe, porém gosto de chegar cedo
– Desculpa interromper a conversa, mas pai, só faltam 20 minutos para a aula começar, então, acho melhor a gente ir, porque se não vou me atrasar! — Falo me levantado da mesa.
– É, você tá certa, acho melhor agente ir senão vocês e eu nos atrasamos. Só vou escovar os dentes, pegar o palito, e vamos. — Diz meu pai levantando-se e dando um beijo na bochecha da minha mãe.
– Ei! Eu ainda não terminei de tomar café! — Diz Ben, quando já estava na beira da escada.
– Se ferrou, idiota! — Eu falo e vou até meu quarto, onde eu termino de me arrumar e desço para pegar o carro.
No caminho para escola, ao invés de eu e Ben ficar brigando e meu pai nos ignorando ouvindo o rádio; hoje eu e Ben ficamos calados ouvindo o rádio e o meu pai discutindo com o locutor. Chegamos ao colégio e nos despedimos dele. Vou andando até encontrar o pessoal em frente ao colégio, do lado da porta principal.
– E aí? Já estão sabendo da nova? — Eu digo, chegando perto de onde se encontravam Kadjad, Sebastian, Lena e Thomas.
– Quem não está? — Diz Sebastian.
– Verdade! — Eu digo, e continuo falando — Vocês precisavam ver o meu pai, é sério, ele ficou tão puto da vida que acabou quebrando um vaso lá em casa! — Diz Thomas e todos riram.
–Nossa! — Diz Lena.
– Bom, o meu pai, como vocês conhecem, é um cara super calmo e tal, porém hoje de manhã ele soltou um palavrão daqueles. — Eu digo.
– E sua mãe? — Pergunta Sebastian, que já sabia como era minha mãe.
– Reclamou lá com ele mas também, quando viu a noticia, ficou muito irritada, porém não soltou nenhum palavrão. Taí uma coisa que eu queria ver, era minha mãe dizer um palavrão. — Eu digo.
– Já eu vejo todo dia lá em casa. — Fala Thomas.
– E AÍ, GENTE?!
– E aí, duquesa de Tuva?! — Eu digo, só para não perder o costume.
– Sério Kestin?! Quando é que você vai para de me chamar desse jeito? — Fala Franziska.
– Deixa eu ver quando... Ah! Já sei, quando você não for mais duquesa. — Eu falo.
– E quando seria isso? — Ela pergunta, curiosa.
– Quando você se tornar rainha, ora! — Eu falo. — Porque aí será majestade! — Nesse momento eu me referencio a ela e todos começam a rir.
– Ha! Ha! Muito engraçado! — Fala Franziska, sendo sarcástica. — Mas sim, do que vocês estavam falando?
– Do golpe! — Fala Kadjad.
– Que golpe? — Fala Franziska, sem entender nada.
– O golpe do novo Bruscar. — Fala Thomas.
– Que golpe? — Pergunta Franziska de novo, sem entender nada ainda, só ela mesmo para não saber de que golpe a gente tá falando.
– O Golpe de Estado que o novo Bruscar deu no país! — Fala Sebastian, meio irritado com a burrice de Franziska. Aliaís, era para eu estar também irritada, porém, naquele momento, eu achei foi muito engraçado, pois me lembrei de que Sebastian havia falado que todo mundo sabia sobre isso, porém ele havia esquecido de Franziska.
– Ainda não sei do que vocês estão falando! — Diz Franziska, começando a ficar irritada por estar por fora.
– Eles estão falando que o novo Bruscar, o tal de Martin, tomou o poder total sobre o país, ou seja, a partir de hoje estamos vivendo uma ditadura! — Eu falo entre risos, porém quando falo sobre a parte da ditadura, me estremeço, não sei se por causa do pêso da palavra ou por simplesmente cair a ficha.
– Como assim? Vocês estão falando sério ou é brincadeira de Kerstin? — Fala Franziska confusa, pois eu falei no mesmo tempo rindo e sendo séria.
– É sério. E, aliaís, por que diabos você estava rindo, Kestin? — Me pergunta Lena e, nesta mesma hora, toca a entrada para a aula.
– Por nada, é melhor entrarmos. — Eu digo, caminhado para dentro do colégio.
A primeira aula é de História de Bruceline, ou seja, toda a aula foi só de perguntas sôbre o tal golpe. Depois tivemos duas aulas de Física, uma das minhas matérias favoritas. Apesar de odiar a segunda, estou começando a repensar sobre isso, pois minhas matérias favoritas, logo nas primeiras aulas, é um sonho! Fora que logo depois dela, é o primeiro intervalo, onde nos seguimos para o lugar de sempre no pátio, porém desta vez eu não paro para compra picolé, pois o dia não estava tão quente assim.
– Sinceramente, não sou muito fã de história não, mas a aula de hoje foi o dez! — Fala Franziska.
– Concordo! Adorei a aula, principalmente porque não tive que ficar ouvindo a professora falar a aula toda! — Fala Florian, que como sempre, chegou atrasado.
– Você nem assistiu a aula! — Diz Sebastian.
– Exatamente! — Diz Florian e pisca o olho direito, e Sebastian rir.
– VOCÊS NÃO VÃO ACREDITAR NO QUE ACONTECEU! — Chega Thomas, gritando.
– É sério! Qual o teu problema hem Thomas? Porque sempre que você chega tem que gritar? Porque eu juro por Deus que um dia ainda fico surda com esses gritos! — Eu falo.
– É porque eu gosto ter uma entrada triunfante mas, como estava dizendo, vocês não vão acreditar! — Fala Thomas e percebo algo em meu bolso tremer. — Fui comprar o picolé de uva e adivinha? Não tinha nenhum de uva! — De novo algo treme em meu bolso. — Isso é um absurdo! — E de novo, algo tremendo, até que eu retiro meu celular do bolso e vejo que tenho quatro mensagens de um número desconhecido:
"Oi, Kerstin"
"Aqui é Sven"
" Mas conhecido como o cérebro inútil"
"Você está sabendo do Golpe?"
Depois de ver a mensagem, percebo que todos estão rindo.
– O que foi do que vocês estão rindo? — Pergunto, curiosa.
– Do que o Sebastian falou! — Fala Florian, ainda rindo.
– O que você falou? — Eu pergunto.
– Sério que você não ouviu? — Diz Sebastian, expressando surpresa.
– Não, tava só zoando! — Eu digo, sendo irônica. — Se eu estou dizendo que não ouvi é porque eu não ouvi, né?!
– Tá bom! Relaxe! — Diz Florian e eu percebo meu celular tremer de novo.
"???"
E resolvo responder ao "cérebro inútil" porque, ou eu respondo ou ele vai ficar enchendo o meu saco, então...
"Claro que estou sabendo, né cérebro inútil?!"
E percebo que todos estão rindo, provavelmente do que Florian havia acabado de falar sobre mim.
– Ei Kerstin! — Diz Kadjad
– Oi! — Eu digo, enquanto olho para o celular onde recebo outra mensagem.
"Desculpa, aí!"
"É que eu achei que você gostaria de saber como isso aconteceu"
– Você fala de mim, mas olha que tá viciada no celular! — Diz Kadjad.
– Só hoje! Já você é o tempo todo! — Eu digo.
– Mas foi assim que eu comecei! É só hoje.. Aí, depois, é toda hora! — Diz Kadjad, sugestiva.
– Mas eu não sou você! — eu digo, por fim, e volto a atenção para o celular e percebo todos olharem para mim assustados, pois eu gosto de dar um fora mas não tão ríspido assim.
"E porque você saberia?" — Eu pergunto, digitando.
"Quer saber ou não?" — Ele manda.
" Claro que eu quero, apesar de já ter mais ou menos uma ideia de como"
"Ok. Bom nesse final de semana todos os governadores e principais políticos foram até a capital para uma reunião com o novo Bruscar"
"Dessa parte eu já sabia"
"Certo! Lá eles fizeram uma votação entre os políticos, por pressão, para aprovar o golpe de estado, onde nenhum teve coragem suficiente para dizer "não" em frente ao Bruscar"
"Hum"
Depois de um tempo, começo a ignorar o que o pessoal estava falando e viro todas as minha atenções para o celular.
"Assim foi decretado o golpe, a gente só ficou sabendo hoje, pois ele queria lançar na imprensa a notícia do golpe junto com a nova constituição"
"Como assim nova constituição?"
"A que ele aí lançar hoje, inspirada na antiga constituição da Alemanha, do tempo do nazismo"
"Nossa"
"Espera aí, como você ficou sabendo de tudo isso?"
"Meu pai! Ele é o governador de Paio, se lembra?!"
"Ah! É verdade!"
"Mas seu pai foi a favor ou contra?"
"Claro que foi contra! Porém ele preferiu, como vários outros, dizer que eram a favor, para proteger a família!"
"Entendo! Você sabe de algo mas?"
"Deixa eu ver se eu me lembro..."
Infelizmente, ouço o alarme do colégio e tenho que parar de conversar com o "cérebro inútil" sobre o novo Bruscar.
"Toucou aqui e vou ter que voltar para a sala"
"Tchau"
"Você estava no intervalo foi? Porque eu mesmo tava em aula"
"Tchau"
É por isso que ele é um "cérebro inútil", mas tudo bem. Levanto-me e vou andando, ao lado de Sebastian, até a sala onde teríamos aula de geografia.
– O que houve para você ficar tão ligada no celular hoje? — Pergunta Sebastian.
– Eu tava conversando com "Cérebro Inútil" sobre o novo Bruscar, sabia que.. — Eu falo.
– Espera aí! — Fala ele me interrompendo. — Você passou todo o intervalo conversando com o "cérebro inútil"? O Sven? Aquele garoto que agente conheceu no sábado? Aquele que você declarou claramente que seria seu inimigo?
– Sim, a todos as perguntas, menos a ultima, pois antes da gente sair. Ele veio falar comigo e pediu para sermos amigos.
– E você aceitou?!
– Mais ou menos, você me conhece!
– É inacreditável que, ao invés de passar o intervalo com seus reais amigos e o seu namorado, você preferiu ficar conversando com seu "mais ou menos" amigo!
– Para de ser dramático, pois no grupo já basta Franziska e Lena!
– Ok! Mas do que vocês conversaram?
– Sobre o novo Bruscar!
– A gente também ficou falando sobre isso!
– É que, como o pai dele é o governador, ele sabia de muitas coisas!
– O pai de Franziska também e político, ela também saberia se tivesse novas notícias!
– Sério?! Agente tá falando da mesma pessoa? – Eu falei, irônica.

– Realmente Franziska não é a pessoa mais ligada do mundo. – Ele fala, entre risos.

– Só se o mundo girasse em torno de celebridades! – Eu digo, enquanto entramos na sala.

– Verdade! – Diz entre risos, novamente.

Me sento na banca e logo em seguida o professora de Química entra. Hoje temos duas aulas dessa matéria maravilhosa, seguida de uma aula de Literatura. E, enfim, é a hora do almoço, apesar de hoje termos almôndegas e, vamos dizer, de que não sou muito fã. Vamos até o refeitório, pegamos o almoço e vamos nos sentar. Passo todo o almoço entre tentar comer aquilo que as pessoas persistiam em dizer que era comida e a contar as novas informações para o pessoal.

E então toca o alarme e voltamos para as últimas 3 aulas até o próximo intervalo: Uma de Literatura e duas de Biologia. Pois, como dizem, nenhuma segunda é perfeita! Ou, pelo menos, deviam dizer! Ninguém que eu saiba já começou a contar uma história maravilhosa dizendo: “Uma vez, na segunda-feira...”, então tinha que vir a tal da Biologia! Após essa tediosa aula, nos fomos para o pátio, porque era nosso último intervalo.

– Vou ter que confessar uma coisa a vocês! – Diz Lena olhando para nós, esperando agente perguntar o que era.

– O que? – Eu pergunto.

– Se hoje eu tivesse que escolher a hora e o local para morrer, eu escolheria na hora da aula de Biologia, no momento em que o professou começou a falar sobre as doenças que podem ser transmitidas pelo beijo. E o lugar seria na sala de aula mesmo! – Ela diz. E ficamos todos olhando para ela sem entender nada.

– Ahm? – Diz Thomas. – Não entendi! Porque você quer morrer?

– Sério mesmo?! Ninguém sabe?! Agora estou surpresa! – Diz Lena realmente surpresa e eu fico tentando desvendar porque diabos ela diria isso... Ah! espera naí! Já sei porque!

– Eu já sei porquê! – Disse, com uma voz vitoriosa!

– Por quê? – Pergunta ela, com um olhar desafiador.

– Porque você preferia se matar a não poder mais beijar, por mêdo de pegar alguma doença. – Eu digo e todos finalmente entendem o que ela disse e começam a rir.

– É por isso que você é minha melhor amiga! – Diz ela, me abraçando de lado.

– Só você mesmo, Lena, para morrer por não poder mais beijar! – Diz Kadjad, entre risos.

– E imagina se a sua mãe souber disso, senhorita Lena! – Diz Sebastian, com uma cara de desaprovação.

– Tenho certeza que ela concordaria! – Diz Lena, e todos rimos concordando, pois quase toda vez que víamos os pais de Lena, a sua mãe sempre tentava roubar um beijo do seu marido, até nas piores horas possíveis.

– Mas, falando em beijar e coisas relacionadas, como vai seu namoro com o Tobias? – Pergunta Florian, o menino curioso, e sem esquecer, fofoqueiro!

– Vocês sabem que ele não é bem meu namorado! Mas vai tudo bem! – Diz Lena.

– E o David como ele vai? – Pergunta Florian novamente.

– E eu sei! Espero que bem mal e se não estar, vai ficar amanhã! – Diz ela com um olhar maligno. Nesse dia, todos já sabíamos o que ele tinha feito com ela e que, como sempre, Lena iria se vingar!

– É como vai ser essa deliciosa vingança? – Pergunta, mais uma vez, o curioso.

– É sério Florian! Você tem que parar de soltar essa feminilidade interior! – Diz Sebastian, antes de Lena responder, e todos rimos. – É, tá ficando estranho, cara!

– Pois fique sabendo que eu não tenho vergonha de quem eu sou! – Diz Florian, com uma voz fina feminina, em pé, apontando o dedo na cara de Sebastian, parecendo uma bicha louca e no final ainda dando um beijo no ombro e voltando rebolando até chegar e se sentar. Todos riram.

– Eu realmente namoro com esse cara?! – Diz Franziska, entre risos.

– Na minha opinião, é por isso que você namora com esse cara! – diz Sebastian.

Todos rimos e toca o alarme. Voltamos para a sala de aula e temos as duas últimas aulas, uma de História Geral e a outra de Francês.

Notas finais
Preparem-se, o próximo capítulo define a sorte de nossa heroína e de seus amigos. A escolha é a submissão ou a luta pela liberdade. Qualquer uma das escolhas custara muito caro. Está aperta a temporada de sugestões de como nossa heroína irá se comporta diante dos novos fatos. Por favor gente mande suas sugestões!