Maria das Dores
Hoje uma Maria morreu. Ninguém realmente se importou em saber o nome dela. Talvez fosse Maria das Dores, pois dor foi tudo o que ela conheceu. Maria morreu numa clínica clandestina, sozinha sobre uma luz fluorescente que a fez lembrar que nunca mais veria o Sol. Maria morreu pelos punhos de um homem que um dia disse que amava. Maria morreu pelas mãos de um desconhecido na rua, depois de ter seu corpo invadido e machucado. Mais ninguém se importou com a morte de Maria. Afinal, essa Maria era preta. Aquela Maria era travesti, por isso ninguém chorou por ela. A outra Maria era pobre, então não ouve comoção, senão a dos filhos que ela tentava alimentar.
Ninguém se importou, afinal Maria estava pedindo.
Ninguém se importou, afinal Maria estava pedindo.
Pinguim Pirata
Sinopse
Hoje uma Maria morreu. Ninguém realmente se importou em saber o nome dela. Talvez fosse Maria das Dores, pois dor foi tudo o que ela conheceu. Maria morreu numa clínica clandestina, sozinha sobre uma luz fluorescente que a fez lembrar que nunca mais veria o Sol. Maria morreu pelos punhos de um homem que um dia disse que amava. Maria morreu pelas mãos de um desconhecido na rua, depois de ter seu corpo invadido e machucado. Mais ninguém se importou com a morte de Maria. Afinal, essa Maria era preta. Aquela Maria era travesti, por isso ninguém chorou por ela. A outra Maria era pobre, então não ouve comoção, senão a dos filhos que ela tentava alimentar.
Ninguém se importou, afinal Maria estava pedindo.
Ninguém se importou, afinal Maria estava pedindo.
Notas adicionais
Esse texto não é apenas uma one-shot, é uma forma de protesto. Se for ler isso, esteja disposte a captar a mesagem
A imagem da capa é do pintor Damian Klaczkiewicz
A imagem da capa é do pintor Damian Klaczkiewicz
Escrito por
Pinguim Pirata
Classificação 16+
Livro concluído
Publicado em 21 de nov. de 2014, 12:57
Atualizado em 21 de nov. de 2014, 12:57
452 palavras
As opções ainda não foram implementadas
Ella
Acho que nenhuma one-shot chegou nesse nível de perfeição. A forma que a autora escreve é tão perfeita, impossível não chorar.
A forma que a autora escreve faz com que a Maria dentro de cada leitora se contorça, querendo gritar. É muito difícil não se identificar.
Eu li duas vezes e toda vez que eu leio me dá vontade de ler novamente, de falar em
voz alta, mandar por mensagem pra todas as pessoas possíveis. É lindo demais pra ficar só no Nyah. Se eu pudesse, eu colava no rosto, fazia cartaz, uma tatuagem. Essa one-shot deveria ser leitura obrigatória.
É um desafio ler Maria da Dores e não se sentir na pele de cada Maria.
A forma que a autora escreve faz com que a Maria dentro de cada leitora se contorça, querendo gritar. É muito difícil não se identificar.
Eu li duas vezes e toda vez que eu leio me dá vontade de ler novamente, de falar em
voz alta, mandar por mensagem pra todas as pessoas possíveis. É lindo demais pra ficar só no Nyah. Se eu pudesse, eu colava no rosto, fazia cartaz, uma tatuagem. Essa one-shot deveria ser leitura obrigatória.
É um desafio ler Maria da Dores e não se sentir na pele de cada Maria.
Calíope
Fui Maria a cada letra dessa one-shot. Senti a dor, a vergonha, a culpa de Marias espalhadas pelo globo.
Maria, Maria, teu corpo é teu.
Empodere-se com essa história. História esta que é contada uma, duas, três vezes, mesmo que muitas vezes não seja ouvida.
A voz de Maria somos nós. Grite aos quatro ventos o quão bonita é "Maria das Dores".
Maria, Maria, teu corpo é teu.
Empodere-se com essa história. História esta que é contada uma, duas, três vezes, mesmo que muitas vezes não seja ouvida.
A voz de Maria somos nós. Grite aos quatro ventos o quão bonita é "Maria das Dores".
Acesse este conteúdo em outro dispositivo
Notas adicionais
Esse texto não é apenas uma one-shot, é uma forma de protesto. Se for ler isso, esteja disposte a captar a mesagem
A imagem da capa é do pintor Damian Klaczkiewicz
A imagem da capa é do pintor Damian Klaczkiewicz
Autor
Pinguim Pirata
Classificação 16+
Livro concluído
Publicado em 21 de nov. de 2014, 12:57
Atualizado em 21 de nov. de 2014, 12:57
452 palavras