Margem Distante

9 Então é guerra!


Notas iniciais
Surpraise modarfoka!!!!!!!!! Hehhe pegadinha do malandro! Pensaram que eu iria postar amanhã mas como eu amo meus Mako-chibis, pensei em postar os dois de uma vez, para não deixa vocês esperando. Chuva de Doritos e Boa leitura.

Margem Distante

"This. Is. Sparta!"

9. Então é guerra!

O medo ao meu redor me consumiu.

Meu estomago dava voltas e mais voltas.

Parecia que tudo ao meu redor tinha se sucumbido.

E eu imaginei o pior.

Quando dei por mim, estava agarrando seu ombro e sacudindo freneticamente.

— O que aconteceu com ele?! Não deu certo não foi?! Por favor, Yamato...! — Seu rosto mostrava que eu estava pondo força demais, mas não tive culpa, se algo acontecesse com ele novamente, eu nunca me perdoaria.

— Calma! — Suas mãos também me sacudiram.

Eu não quero mais voltar a essa realidade.

Às vezes quero somente dormir por um ano inteiro.

Ficar um mês escutando música dentro da banheira...

Quero me desligar dos problemas e conflitos.

Quero parar de ser Iki Sayo...

E me tornar somente uma partícula no ar.

Solta e despreocupada.

Meus olhos estavam apertados em seu ombro direito.

Ele me abraçava.

Tum... Tum... Tum...

Seu coração estava batendo nervoso. Ele não era o único.

Seu cheiro estava mais forte agora, quase impregnava as minhas narinas...

Doce e suave.

— Tenho medo de não vê-lo mais, tenho... Tenho medo de perder mais alguém importante... — Não quero sentir dor, não mais. Sou egoísta por isso, afinal, sou um ser humano... Ou metade... Ou não.

Senti-o apertar meu corpo contra o seu ainda mais.

Meu rosto estava quente.

Sua respiração estava indo e voltando lentamente na minha cabeça, num ciclo entre quente e frio.

— Está tudo bem. Eu não vou deixar nada acontecer com vocês. Eu prometo... — Encostou seus lábios na minha testa e deu um beijo.

Fechei os olhos, sentindo a maciez dos seus lábios na minha pele. A quentura que ele deixou ali se espalhou por todo o meu rosto.

— Agora se acalme, está bem? Seu- nosso irmão está bem, não precisa se preocupar.

Senti seus dedos entrelaçarem os meus.

Mesmo ele sendo meu irmão...

Ainda são as mãos de um garoto.

Nunca tremi tanto na minha vid- ,é a segunda vez que eu tremo como nunca na vida.

— Vamos, não precisa ter medo. Um Deus nunca falha em seus serviços. —Parecia estar com o ego bem inflado. Apenas gargalhei.

Ele olhou para trás e sorriu mostrando todos os seus dentes.

Caninos afiados, como um animal. Isso o deixava ainda mais jovial, parecido com uma criança, só que bem maior que o normal.

— Que bom que você sorriu... Nee-chan. — Sua língua estava pra fora.

O que?!

— Idiota. — Dei uma tapa de leve na sua cabeça, claro que ele riu da minha cara envergonhada.

Entrei junto dele na casa.

Fomos até o meu quarto, onde minha mãe estava sentada ao lado do corpo do Yuu, acariciando seus cabelos. E me pergunto porque ele não está acordado, onde estava sua alma?

O medo começou a subir novamente...

Como assim?!

A mão de Yamato me traz a realidade. O mesmo estava ao meu lado, segurando-a com força, mas com cuidado para não me machucar. Seus lábios sussurraram um “Vai ficar tudo bem, estou aqui.”

O loiro do meu sonho, o tal Yukine, estava escorado na porta, encarando minha mão e irmão.

Yamato soltou a minha mão e foi até ela, ajudando-a a levantar.

O que está havendo aqui?

Eu quero vê-lo... Ver seus olhos acolhedores.

— O Yuuki... Agora é igual a você Sayo. — Mamãe estava séria, como se aquela frase descrevesse o fim do mundo, trazendo a mesma sensação para dentro de mim.

Ele... Era... Como assim?

Igual a mim?

— Explique melhor, por favor.

Meus olhos piscavam, tentando prender as lágrimas que caíam.

Não entendo. Não sei o que fazer.

Eu estava vulnerável demais.

Não gosto disto...

— Ele, — Yamato pronunciou-se desta vez — tornou-se um Shinki, mas por algum motivo, toda a vez que eu o ordeno a se transformar em um corpo humano (Arma — Corpo). A alma dele retorna para o corpo original. É como se ele não tivesse morrido. E todas as vezes que eu o chamar, sua alma se transforma em um shinki e seu corpo entra em estado de dormência... Assim como o seu. Acho que deve ser a descendência humana que está fazendo isso.

— Mas... E as memórias dele? — Yukine retrucou, fazendo-me olhar em seus olhos alaranjados, com desespero.

O Deus baixou a cabeça e rangeu os dentes, alisando a nuca levemente. Quando pensei que não poderia ficar pior, o mesmo completa:

— Não sabemos.

Ninguém sabia o que dizer. Um silêncio desconfortável instalou-se ali.

Ficava contando os segundos para ele acordar. Era tão cruciante, já que a esta hora, eu estaria fazendo a sua janta, para quando voltasse do conselho. Nunca passei tanto tempo sem sua companhia. Era horrível que meu corpo quase entrava em convulsão.

Até que alguém quebra o silêncio, fazendo todos despertarem. O loiro tirara as mãos do bolso, juntando-as em frente ao rosto.

Yukine não parecia se importar com as condições, fazendo-me pensar que ele não era uma pessoa fácil de conviver.

— Quando ele irá acord-

— Também não sabemos — Minha mãe estava com a voz chorosa, enquanto acariciava a mão sem vida do meu irmão. — Nem mesmo sabemos...

Se ele irá acordar.

Dito isto, encostei-me à parede e deslizei até o chão lentamente, tendo cuidado para não chamar a atenção.

Aquelas quatro palavras fizerem minha cabeça pesar.

Então... Realmente não vou ver mais o Yuuki?

Nem sabia se meus olhos estavam secos, ou se já estava chorando mesmo.

Nada mais importava.

Não sentia nada abaixo de mim, minha visão estava turva, com uma nuvem transparente cobrindo-a.

— Já chega... — Meus lábios se mexiam contra vontade. Falando e falando repetidas vezes.

Não quero mais sofrer.

Essa dor... Não quero senti-la.

Um gosto amargo formou-se na minha boca. Como se eu pudesse colocar tudo para fora.

— Quer dizer que ele... Morreu de vez? Que eu não vou mais vê-lo?

— Não filha, só ao sabemos se ele irá acord-

— Pare de esconder coisas de mim! Não sou tão idiota, posso aguentar a verdade! Não quero voltar mais ao passado!

Desde pequena sou assim.

Indo em terapeutas, até mesmo em psiquiatras.

Quando pequena, meus nervos eram à flor da pele, sempre estava com medo, ou chorando. Às vezes acordava a noite e ia dormir com o Yuu, pois escutava as mesmas vozes daquele maldito dia.

— E se ele não acordar mãe?! Como vou aguentar aquelas malditas pessoas?! Nem mesmo sei qual será a próxima pessoa da minha família que irá morrer! Pode ser a senhora! Aquela mulher quer matar a senhora! — Minha voz era um rosnado. Não sabia se a sanidade me habitava. — Como vou ficar quando ela chegar pra mim e entregar a cabeça da senhora em uma bandeja de prata?! Diz-me?! Com-

Meu rosto foi jogado para o lado.

Ele ardia e pulsava...

Havia levado uma tapa.

— Você acha... — Subi o olhar até dar de cara com olhos azuis raivosos, que agora transbordavam. Yamato... — Você acha que ela também não está sofrendo?! Ela deu a luz a nós três! Acha que a dor de ver seu próprio filho assim não é maior que a sua?!

Estática.

Era assim que eu estava.

— Deixe de ser tão egoísta e pare de olhar para a própria dor! Pare de agir como um deles... Até quando vai agir como um monstro?!

Angústia. Solidão. Confusão. Escuridão. Medo.

Tudo isso junto de uma vez só.

Comprimido dentro da minha cabeça.

As palavras daquele dia voltavam a minha cabeça novamente. Meu corpo tremia compulsivamente... Os ossos doíam.

Faziam anos que eu não tinha um surto desses.

As vozes eram distantes e a minha cabeça parecia um mar de lembranças.

Eu era emocionalmente instável.

A última vez que escutei alguém próximo de mim me chamar de algo assim. Sim, foi a mesma palavra... Monstro.

Minha única amiga... Ou pelo menos achava que era.

Os flashes martelavam minha cabeça sem parar, passavam como faróis em uma estrada, rápidos e notórios...

Hitachiin Aya.

Nunca falei com ninguém no colégio. Todas as pessoas evitavam falar ou olhar para mim, chamavam-me dos piores nomes possíveis e às vezes... Batiam. Era uma raridade assistir aula junto com os outros, pois a professora não gostava de como eu a olhava, dizia que era monstruoso. Sempre tinha que fazer reposição nos finais de semana, mas graças à algumas aulas do professor nerd Yuuki, eu consegui me manter até hoje.

A conheci quando tinha 10 anos. Estudávamos na mesma escola e ela era apaixonada pelo Yuuki (boa parte das meninas era). Sempre tentava falar dela para ele, mas ele nunca dava bola, apenas dizia “Estou feliz que tenha arranjado uma amiga”, e acariciava minha cabeça, sorrindo.

Até... Que ela resolveu se declarar para ele.

Não sei o que ele disse, mas quando fui cumprimentá-la no dia seguinte, escutei as benditas palavras que tanto me perseguem...

“— Você me dá nojo. Pare de agir como se fossemos amigas... Seu monstro! Como você tem coragem de vir para a escola?! Porque não vai embora e se tranca para sempre?... Ninguém quer você aqui! Seu olhar é horripilante!”

O choque foi tão grande que eu vomitei.

Nunca tinha escutado palavras tão impactantes como aquelas.

Seu olhar era de desprezo. Gargalhou de mim e chamou todos da classe para ver, logo após indo embora.

Eram tantas risadas.

Um garoto derrubou meu material em cima daquilo.

Foi o pior dia da minha vida.

Todos os piores sentimentos juntos, de uma vez só.

Yuuki, que estudava na classe vizinha a minha, havia escutado tudo. Todos correram para os seus lugares. Ele me levantou e me mandou até a enfermaria. Logo após, soube que nós dois seriamos transferidos, eu, por sofrer muito bulliyng, e o Yuuki, por bater em um garoto diferente a cada semana.

Hoje, ele não se preocupa com isso, pois estuda em uma classe mais distante, e eu não conto nada. Admito que nunca mais me bateram, mas eu ainda era ignorada pela maioria.

◊◊◊

Yamato foi empurrado pela minha mãe.

— Seu idiota! Não fale assim com a sua irmã, você não sabe de nada! Ela é sensível a esse tipo de palavras, principalmente vindo de você.

Meu corpo havia parado de tremer.

Não...

Não sabem de nada.

Tenho que aprender a controlar isso sozinha.

Fechei meus olhos e soltei meus joelhos, ficando esticada.

Respire... Pense em coisas felizes, coisas que te deixe feliz. Família, udon, sorvete, mar...

Realmente funcionava.

Até que aquelas terapias funcionaram para alguma coisa.

— Nani?! Desculpe... Estava em um momento de raiva e- ITAI! Minha cabeça!

Abri os olhos lentamente. Dando de cara com a seguinte cena:

Minha mãe espancando o Yamato e Yukine observando tudo com um sorriso nos lábios, logo então, falou, segurando a risada:

— Isso é nostálgico, principalmente porque você é igualzinho a ele.

Tenho que dizer alguma coisa?

Levantei rapidamente e estreitei os olhos...

Algo bem no fundo da imagem me surpreendeu.

Um par de órbes púrpura observando cada movimento.

Tive vontade de sorrir, de gritar...

Mas principalmente...

Tive vontade de abraçá-lo intensamente.

— Yuu... — Quase não respirava, nem sabia se estava. Então, todos seguiram meu olhar.

Estava com um olhar frio, como se todos ali não existissem, fossem invisíveis. Seus lábios estavam retos, sem mostrar qualquer expressão.

— Bem... Mãe pode me soltar agora? Tenho que explicar tudo para o “novato” — A mais velha o empurrou com violência.

— Depois você vai pedir desculpa, senão vou arrancar cada fio desse seu cabelo! — Ele engoliu seco.

Nada mais importa.

Ele estava ali...

De olhos abertos...

E...

Olhando para mim...

Era um olhar terno, como se ele fosse lembrar-se de tudo a cada segundo, como se ainda houvesse vestígios do velho Yuuki lá dentro.

Yamato foi até ele e estendeu a mão, sorrindo gentilmente.

Ele ficou surpreso.

— Bem vindo Yuu, sou Yamato, seu novo mestre. Não precisa ter medo, nada vai te acontecer, e vocês... — Virou a cabeça para nós, sério — Não o chamem pelo nome original, um Shinki não pode saber seu nome original. Chamem-o de Yukio, ou Yuu. — Não vai ser rápido para conseguir costume, é como se ele tivesse se tornado outra pessoa, totalmente idêntica fisicamente.

Silêncio.

Yuuki, ou Yukio, somente se levantou e passou por ele.

Seu olhar perfurava o meu.

Estou vermelha, tenho quase certeza... Não, eu estava, com certeza.

Passou por todos apressadamente, chegando bem perto de mim. Pude sentir um novo aroma, bem parecido com o de Yamato, só que mais selvagem... Como um felino.

Ele estava estranho.

— Yuu... O que está fazendo?

Seus olhos estavam opacos.

Um grito masculino ecoou.

Tentei olhar quem tinha sido, mas continuou me pressionando na parede...

Estava assustada.

Aquele com certeza, não era o Yuuki que eu conhecia.

Porque ele não está debochando da minha cara e dizendo que foi tudo uma brincadeira?

Porque está se aproximando cada vez mais?!

Porque meu coração não para de bater?!

— Yukio! Ele vai...!

Senti seus lábios pressionarem os meus.

Mas...

O...

Que foi isso?!

Meus olhos não podiam estar mais arregalados.

Usou a língua para abrir a minha boca, agarrando minha cintura e cabeça. A sensação na minha boca era quente e molhada, algo novo e assustador.

Meus braços estavam caídos ao lado do meu corpo.

Não... Aquele não era o Yuu.

Algumas lágrimas brotaram do meu rosto.

Pare... — Tentei dizer, mas sua boca me impedia.

Meu segundo beijo... Com você... Não tinha que ser assim.

Traga o meu irmão de volta!

Seu rosto e corpo foram jogados na parede com um soco.

Yamato respirava pesadamente, alisando o seu punho. Até que me colocou em seus braços, apertando-me contra si, possessivamente.

— Não toque nela seu idiota! Ela é minha!

'Tá, isso tá ficando muito estranho.

Yuu lambeu o lábio superior.

Seus caninos também estavam afiados agora.

Éramos gêmeos... Irmãos...

O que deram nesses idiotas?!

Yamato me soltou e correu até ele. Ambos ficaram cara a cara, podia até sentir aqueles raios saírem dos seus olhos.

— Então... — Yuu levantou o punho. — Isso é guerra... Yamato-sama.

Deferiu um soco no irmão. Fincado quite.

Notas finais
MASOQ?!!!!!! WTF?!! WTH?!?!?!??! NANI?!?!?!?! ENTÃO É GUERRA! THIS IS SPARTA!!! Então gente, para quem vocês torcem... YuSa- Nosso lindo casal de irmãos. Eles sempre foram próximos um do outro, e parece que o Yuuki nutre certos sentimentos pela nossa querida Sayo. Que está confusa em relação a ele. YaSa- Nosso outro lindo casal de irmãos. Não se conhecem muito, por isso se desentendem em certas situações. Mas nosso delícia também nutre alguns sentimento pela Sayo, que também está bem confusa. Mas... O que eles não sabem é que a nossa lenta Sayo não compreende tais sentimentos e com certeza podem haver diversos obstáculos no caminho deles. Que podem ou não fazer a Sayo mudar de ideia. Obstáculos como um inimigo natural... e uma paixão antiga. Até o próximo Mako-chibis! Não esqueçam de comentar o que acharam e favoritem. Recomendem de brinde... KKKK, brincadeira gente, só recomendem se acharem que Yo mereço.