Margaery Tyrell: A Rosa Dourada de Highgarden 🌹
73 Pão e Circo
A tensão no ambiente era quase física. Todas as mulheres, crianças e velhos demonstravam nervosismo; alguns pareciam prestes a gritar ou chorar.
Outra coisa também permeava o imenso salão: o frio. Mesmo o fulgor abrasivo das lareiras, velas e tochas aquecendo o local, talvez ainda estavam permeados pelo ar friúme. Muitos enrodilhavam-se em mantos pesados de pele (alguns usavam mais de um), cobertores ou usavam de várias camadas de roupa.
A princesa Sansa, no alto de seu estrado, em contrariedade ao sentimento geral, encontrava-se calma como estátua, apesar do olhar endurecido. Comia de modo frugal, com pequenas colheradas de alguns pratos que lhe eram servidos; mas na maioria das vezes ela ordenava que seu prato fosse levado e servido para outra lady ou algum plebeu que precisasse. Um bom modo de garantir que lembrassem bem dela.
Um gesto simples; porém, eficaz.
Margaery, que também comia de forma rasa, como a grande maioria, sabia que o som dos berrantes deixara todos ainda mais nervosos. O ribombar trovejante das asas da temível montaria de Daenerys foi ouvido por todos. Até a loba de Sansa parecia agitada.
(Margaery odiava aquele maldito animal, que sempre estava arreganhando os dentes para ela, pronta para atacar. Certa vez, a própria princesa teve ordenar que a animal recuasse, antes que ela viesse a morder Margaery, que apenas estava a ajudar na costura do brasão, ao lado da princesa.)
Inalou um pouco, tentando acalmar, sentindo o cheiro acre da fumaça com o cheiro fumegante do caldo de carne à sua frente. O cheiro deixou-a enjoada. Afastou o prato, indicando para o servo que visse que devia levar o objeto embora. (A princesa havia dado ordens para que nenhum prato de comida fosse desperdiçado — devia ser levado para a plebe.)
— Odeio ficar aqui — resmungou Sor Alys Mormont, prostrada atrás de Sansa, usando cota de malha cinzenta por debaixo de um gibão de couro fervido. O cabelo castanho estava preso numa grossa trança marrom-escura. O rosto gorducho da corpulenta mulher era um esgar feioso. — Ficar parada enquanto outros lutam… tsc, é agonizante.
— Seu trabalho ainda é valioso, Sor — contrapôs Sansa, dando um meio sorriso. — Deve proteger a mim e aos outros caso o pior aconteça.
A mulher corpulenta apenas respondeu com um grunhido.
Havia outros Mormonts no local, filhos de Alysanne. A mais velha era uma moça carrancuda, chamada Lyanna, que tinha uma cara irritada demais para uma criança.
A ilha dos ursos, local onde a casa Mormont residia e comandava, era uma ilhota pequena, pobre, fria, costumeiramente atacada pelos invasores advindos das Ilhas de Ferro. Um local tão saqueado, onde homens acabavam por morrer contra seus invasores, acabou por criar uma sociedade onde mulheres envergavam cota de malha e machados.
O Norte é um reino duro, que cria pessoas duras. Isso explicava bastante certos nortenhos que Margaery conhecera — quem sabe os Starks não fossem os mais estranhos do reino afinal.
A guerreira-ursa não era a única mulher armada no local: esposas de lanças estavam em fileiras, tanto atrás do estrado quanto alguns passos à frente dele. As pontas da lança, ao invés de sílex, aço ou cobre, eram de obsidiana, negras e brilhantes como diamantes negros bem polidos. Algumas eram de outra coloração, como verde ou roxo.
Margaery não achava tais armas muito úteis; vidro de dragão era extremamente frágil, incapaz de sequer passar por cota de malha.
No centro do salão, um grupo de cantores cantava sobre a vitória nortenha sobre o cruel Euron Greyjoy e sua amante, Malora Hightower. Um dos músicos, dedilhando sobre a harpa de prata madeira dourada bem talhada, cantou sobre uma música em homenagem a Arya Stark:
Ela é ninguém e todos
A vida, ela salva
A morte, ela trás
Misericordiosa e cruel
Dançarina mortal
Dançarina das águas
No silêncio, ela uiva para a deusa lua
Deusa da morte, deusa da vida
Seu rosto dança, mil faces em uma
Ela traz a morte, traz a vida
Sua dança desanima…
Conforme as palavras eram cantadas, Margaery pensou no quão sem sentido era a lambisgoia Stark ter loas para si. Westeros perdera muito de seu bom senso, bem podia-se perceber.
Enquanto os cantores cantarolavam, flautistas tocavam com sagacidade seus instrumentos, no alto da galeria do salão. O som ressoava no local, ressoando no ambiente escuro. Margaery tinha um péssimo pressentimento em relação aos tocadores de flauta: faziam-na lembrar do tocar fúnebre de flautas e gaitas enquanto Joffrey finava-se no dia do casamento deles.
Outra coisa enervante para ela eram os dançarinos: um grupo de dançarinas e dançarinos estrangeiros (deviam vir de diversas partes de essos, a julgar pela diversidade étnica) giravam seus corpos de maneira assaz; as longas bainhas rendadas de seus vestidos (as cores mudavam de pessoa para pessoa, com alguns tendo até mais de uma cor) esvoaçavam com seus movimentos. Seus corpos ágeis evitavam esbarrar nas pessoas, mesas e lareiras com exímia perfeição. Nem mesmo seus vestidos batiam onde não deviam. Os dançarinos roubavam a atenção de muitos, hipnotizados por seus gestos e o farfalhar coloridos das vestes longas.
Mais um prato foi deixado defronte a assentada e morrinhenta Jeyne, que foi rápida em afastá-lo.
— Precisa comer, Jeyne — Sansa aconselhou-a ao ver o gesto da colega.
A moça-mulher limitou-se a olhar de esguelha para a princesa e amiga de longa data, voltou a olhar para frente. Seu rosto era parcialmente coberto por uma grossa echarpe pardo-cinzenta feita de lã, usada para cobrir a falta do nariz. Os cabelos castanhos estavam enrolados para cima, cobertos por um véu cinzento. Apenas os escuros olhos tétrico-acastanhados estavam à mostra. Era como uma irmã cinzenta.
O olhar de Jeyne não era tão desconcertante para Margaery do que o olhar de Myranda Royce; volta e meia estava a olhar para os olhos de corça da Tyrell.
Será que ela suspeita de mim? Será que envenena a mente da princesa contra mim? Ou terá dado falta de Ysilla? Impossível! Ela não morreu há tanto tempo; Randa nem sequer tem provas de que nos encontramos!
Dependendo do que ocorresse no conflito, quem sabe não pensassem que a filha de lorde Royce morreu no conflito. Quanto a Bronn, bem, ninguém daria falta dele — nem sequer sabiam que ele saira da Capital dos Sete Reinos.
Pegou uma taça sanfonada, bebericou um gole rápido de vinho com especiarias bem quentinho. Tinha manter-se calma; a tensão bem podia parecer como medo pela batalha, mas ainda assim era melhor controlar-se.
Randa não tardará para envenenar a mente de Sansa contra mim; devia tentar fazer algo contra ela? Duvidava que a grávidez a amenizasse — não obstante ela ainda era esposa de um parente do atual lorde de Ferrobles; além de amiga da amante do irmão de Lorde Redfort. Tinha de tomar cuidado com ela.
Deixou tais pensamento para escanteio. Mesmo com todas as alianças (mesmo uma delas sendo com a própria princesa nortenha), Randa ainda era uma regente com pouco poderio. Pelo menos por ora.
Talvez uma forma de evitar que a Lady Royce, e, quem sabe, até o mais jovem dos Redforts, estivesse bem na cadeira ao lado de Randa: Mya Stone, a bastarda de Robert. Uma grande amiga de Myranda, o amor de Sor Mychel.
A bastarda usava cota de malha prateada, deslizava uma pedra na lâmina, afiando o gume. Seus olhos azuis não olhava a comida, fitando apenas o objeto acerado, que refletia as luzes das tochas.
Talvez, se a pudéssemos fazer de refém…
Os portões do local foram abertos por dois soldados de dentro, retirando as tábuas grossas que os prendiam. Num chofre o vento empurrou as grossas portas pau ferro, de quase 20 centímetros de espessura, fazendo-as se abrir com violência, empurrando os guardas. Neve invadiu o local, o vento parecendo um uivo cruel, fazendo diversas chamas no local esmorecer ou serem extinguidas. As pessoas tremeram com o frio que os atacou, se abraçando contra os tecidos quentes que tinham. Os borbotões foram tão imponentes que até mesmo os pratos e tigelas voaram para longe. Algumas pessoas chegaram a gritar de susto com o golpe gelado.
Margaery estremeceu com a explosão de vento, sentindo os músculos enrijecerem pelo frio. Encolheu-se enquanto a neve rodopiava em volta dela, com os flocos derretendo ao tocar em seu rosto. Seus cachos castanhos dançaram, como tentáculos a agarrar o ar. Sua taça foi derrubada, o vinho verteu no tecido branco que encobria o tampo da mesa, causando uma mancha escura e cheirosa.
Num chofre, a loba de Sansa saltou na mesa montada do estrado, derrubando taças e pratos, fazendo muitos gritarem e pigarrearem de susto, até algumas esposa lanças se viraram, achando ser um inimigo; depois saltou para o chão. A velocidade foi tanta que pareceu uma mancha ao correr na escuridão. A besta logo veio a passar pelo umbral, sumindo na neve. Margaery e as outras damas olharam para a dona da fera que partia, mas ela ainda exibia um rosto impassível.
Do meio da ventania que se seguia, um soldado entrou, usando cota de malha feita de cobre polida. Usava um elmo, também de bronze. A passos apressados, foi até o estrado, em direção a Princesa Sansa, parando apenas alguns passos desta. O que ele disse para a irmã do Rei do Norte Margaery não tinha como saber: a interlocução foi feita na língua antiga dos primeiros homens.
Sansa fez um gesto com a mão, sinalizando que o homem poderia sair — o que ele fez. O portão foi fechado novamente, a muito esforço dos soldados, tábuas de madeira foram passadas pelos elos das portas, selando-as. A violenta ventania bateu agressivamente nelas, fazendo-as tremer, fazendo parecer que logo as tábuas cederiam, as portas abririam, jorrando neve dentro novamente.
Margaery levou as mãos até a cabeça, começando a ajeitar os cachos. Afastou mechas dos olhos, uma estava até entre seus lábios. Muitos começaram a falar, nervosos, uma interlocução por cima doutra. Os cantores acabaram parando suas músicas; os flautistas ficaram desafinados; até os dançarinos perderam a compostura, com alguns esbarrando entre si, em quinas de mesas. Um até acabou esbarrando numa lareira, fazendo lenha e faíscas voarem, e foi obrigado a parar de dançar para apagar o fogo na bainha, sendo ajudado pelos outros colegas.
Para piorar, um novo som retumbou no ar. Eram rugidos longínquos, trovejantes, furiosos. Eram rugidos de um dragão em fúria.
O retumbar começou uma algazarra. Muitos vieram a gritar; alguns, desfaleceram. Os dançarinos e trovadores perderam completamente os sentidos. Diversos bebês explodiram em gritinhos estridentes.
Até mesmo Margaery sentiu-se tocada pelo temor. O que estava acontecendo lá fora?
Vendo aquilo, a princesa Sansa levantou-se do assento. Grunhiu uma palavra na língua antiga; as esposas lanças bateram os cabos de suas armas no chão, chamando a atenção das pessoas, silenciando-os. Quando todas vozes foram silenciadas, os olhares fixaram-se em direção ao som, a princesa limpou a garganta, falou:
— Daenerys está em combate agora — avisou-os. — O exército inimigo é grande, mas é incapaz de resistir às suas chamas. Fui apenas avisada de que meu irmão mandou fechar os portões, de modo que, mesmo que o inimigo de alguma forma possa avançar, não poderá nos invadir. Harrenhal é inexpugnável, e os deuses nos protegem, enquanto nossos monarcas lutam contra Os Outros.
Um murmúrio alto se seguiu, com muitos se entreolhando, nervosos, ruminando se acreditavam ou não nas palavras. Vendo isso, Sansa se apressou:
— Bobos da corte, façam-nos rir! — ordenou. Suas palavras foram um sinal para que todos os bobos da corte pulassem em mesas, onde cantaram, fizeram marabalismos, piruetas, entre outras coisas.
— E vocês, cantores? — Isso fez os cantores se lembrarem de quem eram, apesar de momentaneamente confusos, e começarem a cantar (embora desalinhados). Após isso, ela varreu o olhar, fitando alguns dos dançarinos. — Dançarinos! Dancem!
Apesar de confusos, abalados, estes seguiram as ordens dela (talvez nem entendessem o que a princesa havia dito, mas logo compreenderam). Logo, apesar dos gestos atabalhoados em comparação a perfomance anterior, as vestes estavam a esvoaçar novamente pelo ambiente, como um arco-íris de vestes.
Vendo aquilo, a princesa esquadrinhou a área com seus olhos intensos. Parecia um falcão vistoriando a área, tentando achar a presa ideal.
— Sacerdotes do Deus Vermelho! — bradou ela. — Mostrem ao povo o poder de seu deus!
Sacerdotes e sacerdotisas ouviram o seu chamado. Vestes escarlates rodopiaram, braços foram erguidos, palavras estranhas foram murmuradas.
As chamas explodiram. As lareiras aumentaram de tamanhos; as labaredas das lenhas e arandelas mudaram de cor; as bruxuleantes chamas saltaram de seus lugares, saltando no ar, ganhando formas variadas. Águias voejaram, leões rugiram, lobos uivaram e correram no ar. Bailarinos dançaram no ar, leves como os dançarinos no chão. Dragões coloridos bateram suas asas de chamas, cuspindo fogos ainda mais coloridos. Todos olhavam maravilhados para o espetáculo, hipnotizados, esquecendo-se do temor momentâneo.
Margaery deduziu o significado de tudo aquilo: além de fazer todos se distraírem, mostrava o poder dos sacerdotes vermelhos. Muitos mais sacerdotes estavam do lado de fora do salão, alguns até além das muralhas, defendendo todas aquelas pessoas ali. Eles precisavam acreditar que os seguidores do Deus Vermelho eram poderosos.
Olhou para a princesa. Não parecia realmente contente com nada daquilo.
Havia algo diferente no olhar de Sansa. Uma dureza no olhar; mas, principalmente, perturbação. Era a batalha? Medo pelos irmãos? Provavelmente. Era o esperado nesse momento. Margaery estava igualmente perturbada.
Uma mulher levantou-se de seu assento, caminhou até a princesa. Era Roslin, esposa de Edmure. Ela carregava consigo o filho mais velho, enquanto uma ama de leite cuidava dos outros dois. O herdeiro de Riverrun tinha um rosto vermelhos, olhos chorosos, com o azul intenso ficando ainda mais forte. O pobrezinho deve ter chorado com a algazarra anterior, e a mãe deve ter mantido-o consigo para não chorar.
— Talvez devêssemos ir até o bosque, princesa — sussurrou ela para Sansa ao aproximar-se.
A princesa não a olhou de volta. O rosto mantinha o olhar firme para frente.
— Não sairemos desse salão, Milady. Não seria seguro.
— Mas, princesa…
— Volte para seus filhos, Lady Roslin. Acredite, a noite será longa, e eles terão outras crises de choro. — Pegou uma taça de vinho de cereja, bebeu um gole rápido.
Derrotada, a frágil lady de Correrrio apenas abaixou os olhos, acenou com a cabeça, aprumou-se, voltando para onde estava antes. Enquanto caminhava até seu assento, seu pequeno primogênito olhou para trás, enquanto mastigava um dedinho em sua pequena boca, observando a sua prima-princesa, que não o observava de volta, com seus grandes e intensos olhos azuis.
Precisava capturar aquela criança! Assim como sua mãe e irmãos! Assim, teria os herdeiros de Correrrio e a esposa do atual lorde em seu poder; lorde Edmure seria obrigado a obedecê-la, caso o contrário, seus filhos seriam castigados.
Fazer mal a um bebê — seria mesmo capaz de tal coisa?
Talvez não precise chegar a tanto, pensou, tentando não afligir-se. Edmure e seus lordes (também teria de arranjar reféns por partes desses, por garantia) não arriscariam ir contra Margaery e seus comparsas; não se isso arriscasse a vida da linhagem Tully. Quem sabe, mesmo que tenham de matar Lorde Edmure após isso (ela imaginou que isso devia de ser feito, pois ele seria um lorde perigoso para deixar viver), seu primogênito seria o então lorde de Correrrio e Lorde Supremo do Tridente; sendo assim, ela e Lorde Blackwood poderiam ser regentes dele. Nenhum lorde arriscaria ir contra eles.
Quando a esposa do tio se foi, a princesa voltou-se para a mulher ao seu lado.
— Você devia ir falar com sua irmã, Wylla — recomendou Sansa para sua fiel dama de companhia.
Esta apenas negou com um meneio da cabeça. As pérolas de sua grossa trança fizeram um chacoalhar com o gesto. Olhou para o prato a sua frente, ainda com algum conteúdo, mas não fez qualquer movimento para terminar de comer.
— Não quero falar com Wynafryd — disse ela.
Sansa tocou no ombro de sua companheira. Não como uma princesa; como uma colega.
— Por anos achei que nunca veria minha irmã novamente — comentou. — Os deuses me deram uma segunda chance. Acredite, apesar de todos os pesares, irmãs devem estar sempre unidas.
Wylla virou-se, talvez para encarar sua princesa, talvez para olhar mais longinquamente, para encontrar o assento onde a Lady de Porto Branco estava.
Aproveitando o momento, Margaery inclinou-se um pouco para frente, para olhar melhor para o semblante da princesa. Quando esta e Wylla se viraram para encará-la, foi rápida em endireitar-se no assento, desviando o olhar.
Foi o bastante para perceber o que lhe chamava atenção: o olhar da princesa estava realmente mudado. Como repara na oração do septo, seus olhos estavam meio enevoados; porém, o mais estranho era o vislumbre verde que o olhar havia adquirido.
Por que isso lhe afligia? Era algo comum. Seu primeiro marido, Renly Baratheon, também tinha olhos que mudavam entre azul e verde, dependendo do ambiente. Sua armadura esmaltada de verde-esmeralda sempre fazia a imensidão azul de seu olhar sumir, dando lugar para um tom esverdeado.
Então, entendeu o porquê aquele olhar a perturbava: lembrava o olhar de Brandon.
Um arrepio afetou-lhe o corpo. Não gostava do irmão de Sansa. Ele a perturbava.
É só um aleijado, disse a si mesma. Nem sequer era capaz de andar. Todavia, até Alleras parecia achar que ele tinha um bom grau de poder…
Alleras. Onde ele estava? O que estava planejando? Estava no salão agora? Ou lá fora? Teria O Esfinge capacidade de lutar lá fora?
O bastardo do Víbora Vermelha lhe dissera que após toda essa batalha ele iria lhe ajudar a tramar contra a Rainha Dragão, graças aos seus poderes mágicos.
O que quer que o maldito Esfinge estivesse tramando, ele teria de sobreviver a batalha lá fora.
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