Notas iniciais
Amei a quantidade de comentários!
E a recomendação da linda IzaC? AMEEEEI
Esse cap é pra IzaC e Lahh Melark Araujo

Luke nos olhou como se estivéssemos cometendo algum tipo de crime.

Percy se sentou, chegando muito perto de mim. Eu fiquei sem ação. Ele levou a mão até a barra da camiseta e puxou a tirando.

No verão passado eu não podia imaginar alguém com um tanquinho mais definido que o dele. Mas os gominhos estavam ainda mais salientes, o que deixou meus dentes inquietos pela vontade de mordê-lo. Só percebi que encarava seu abdome estupidamente quando ele interrompeu minha visão com a camiseta.

–Pega.

Então notei que estava de sutiã na frente de Luke, corei absurdamente e me levantei do colo de Percy virando de costas para Luke e vestindo a camiseta verde-escura rapidamente. Ela ficou bem grande em mim, cobrindo meu shorts (o que fazia perecer que eu não vestia nada por baixo), mas não me importei, pelo menos meus seios estavam escondidos.

Me virei para os dois ainda vermelha, Luke olhava para mim, e por sua expressão eu tive certeza que não desviou os olhos um segundo quando percebeu que eu estava de sutiã. Percy o encarava com ódio explicito, como a falta de respeito de Luke também o irritasse.

Eu me sentia mal em olhar para os dois. Toda a culpa voltava me encurralando em uma enxurrada de memórias indesejáveis. Eu queria fazer alguma coisa que provasse a Percy que é ele que eu quero e sempre quis e que estou pouco me fodendo para Luke, mas não tinha o que fazer. Não agora. Não mais. Percy tinha Zia.

Zia.

Mais um motivo para ele odiar Luke... Zia dormiu com ele. Três pensamentos muito óbvios e terríveis voaram em minha mente. Todos faziam eu me sentir terrível, como eu não pensara nisso antes?

Primeiro: Zia tinha transado com Luke e Percy não tinha dito “Minha ex–namorada”. Não, ele disse “Minha namorada”. O que quer dizer que mesmo ela tendo dormido com Luke, Percy ainda estava com ela. Eu só beijei Luke e Percy me deixou por isso, mas ele não deixou Zia. O que poderia demonstrar que ele gosta muito mais de Zia do que já gostou de mim. Ou, duvido muito, não gosta dela o suficiente para se importar dela ter ficado com Luke. Eu tinha plena consciência que a segunda hipótese era só meu senso de autodefesa.

Segundo: Percy já transou com Zia. É obvio. Uma garota que transa com um cara que não é o namorado... com certeza já o fez com o namorado. Percy transou com Zia. Eu podia ver todas as imagens da nossa primeira vez em minha mente, mas no meu lugar havia uma estranha que eu não podia ver o rosto. Ele a tocara como me tocou, a beijara como me beijou, a teve nos braços como a mim. E provavelmente não foi uma única e solitária vez.

Terceiro (e talvez, pior): Percy me beijara por vingança. Me tocara por vingança. Não é segredo que Luke sempre teve uma queda por mim. Dois coelhos com uma só cajadada: se vingara de Luke e Zia ao mesmo tempo, com a mesma estupida pessoa.

Eu queria chorar. Podia sentir meu nariz pinicando e meus olhos ardendo. Engoli o bolo formando em minha garganta, eu não ia chorar na frente deles.

Sem dizer nada, me virei pra árvore em que Percy atirara minha adaga. Caminhei devagar, para poder ficar mais tempo de costas escondendo minha cara de choro e me recompondo. Peguei o cabo e puxei com menos força que o necessário, estava muito travada.

Não sei como, Percy conseguira atirar a adaga a três metros de distancia e fincar mais da metade da lâmina no tronco. Usei as duas mãos para puxar e senti a mão machucada doendo demais pra continuar tentando. Desenrolei o curativo improvisado e vi que a pele estava razoavelmente curada, somente com um arranhar superficial. Enrolei de novo e tentei puxar a faca.

Eu tinha plena consciência que ambos me olhavam e de quão humilhante era eu não conseguir destravar a lâmina daquela árvore estupida.

–Você precisa de aju...? – começou Luke.

–Não! – respondi irritada.

Ouvi um suspiro e segundos depois Percy estava do meu lado. Tirei as mãos da adaga. Ele segurou o cabo com uma só mão e a arrancou, seu corpo estava muito próximo do meu, os olhos nos meus. Percy jogou a adaga pra cima, ela rodou uma vez e ele a segurou pela lâmina, me oferecendo o cabo.

Sem tirar meus olhos dos dele, peguei a adaga e guardei de volta no suporte.

–Obrigada – disse com um leve sorriso. Eu simplesmente não conseguia evitar.

Ele acenou de leve com a cabeça. Ele voltou para o lado de Luke e eu fui atrás dele.

Assim que cheguei perto de Luke ele estendeu a mão pra mim. Percebi que ele me entregava a bodice dagger. Eu praticamente arranquei de sua mão, sem educação nenhuma.

Ele me encarou confuso e eu estiquei os lábios por dois segundos, num sorriso sarcástico ao estilo “Vai se fuder”. Ele pareceu mais confuso ainda, mas eu estava com raiva dele (mesmo que sem motivo) demais pra me importar.

–Acho melhor dormirmos, vamos voltar pra cidade de manhã – disse Percy calmamente, com um sorriso, será que ele tinha percebido minha frieza com Luke?

–Annabeth vai ter que dormir com um de nós – disse Luke – só temos dois sacos de dormir.

Olhei pra ele cética. Luke tinha dois, e o de Percy estava no chão, no lugar que eu deixara minutos antes. Esse idiota não esta tentando me forçar a dormir junto com ele, estava?

–Onde está o meu? – perguntei petulante.

–Deixei na clareira quando fui te procurar e quando voltei não estava lá. Pode dormir comigo, sei que pode ser estranho dormir com Percy já que não estão mais juntos – disse com uma calma dissimulada. Desgraçado!

Com certeza deixara o saco de dormir pra trás de propósito, ou estava mentindo, sabendo que não pediríamos para ele olhar na bolsa novamente.

Olhei para Percy, sua expressão dizia que ele queria surtar com o que Luke disse, mas não podia e isso o irritava.

–Acho que ela pode escolher com quem quer dormir – disse Percy friamente. Havia uma fúria reprimida abaixo de seu tom calmo.

Luke assentiu com um leve sorriso. O bastardo acha que vou escolhê-lo.

Eu escolheria, na verdade. Dormir tão perto e tão longe de Percy ao mesmo tempo seria um tortura grande demais para aguentar. Mas o jeito convencido de Luke me irritou demais, e por pior que fosse ter que dividir um saco de dormir com Percy sem poder tocá-lo direito, sem ele me tocar, eu faria o sacrifício somente para tirar o sorriso convencido do rosto de Luke.

Fiquei assustada comigo mesma. Eu não costumava ser uma pessoa tão má.

–Então, Annabeth, com quem prefere dormir? – perguntou Luke.

Olhei para Percy novamente. Ele parecia acreditar que eu dormiria com Luke e estava muito irritado com a perspectiva. Ele sentia ciumes?

–É muito gentil de sua parte pensar nisso Luke – eu disse falsamente agradecida. Ele abriu mais o sorriso e vi Percy fechar os punhos com força – Mas já dormi com Percy muitas vezes, não parece tão constrangedor quando dormir com você, mesmo que não estejamos mais juntos. Você entende, não é?

O prazer de ver a expressão convencida de Luke desmoronando foi grande demais para se descrever. Eu queria tanto rir.

–Claro – disse friamente.

Não tive coragem de olhar a expressão de Percy, pois algo me dizia que eu não conseguiria mais conter o riso se visse sua satisfação.

–Bom, vamos dormir então – disse Percy e eu tive de fingir tossir pra disfarçar o riso, seu tom zombeteiro era demais.

–É, vamos – concordou Luke friamente.

Luke abriu a mochila e tirou seu saco de dormir. Eu vi quando o pedaço do outro saco de dormir saiu um pouco da bolsa e ele empurrou pra dentro e fechou o zipper rapidamente, com medo que nós víssemos que na verdade ele tinha outro saco de dormir. Tenho certeza que Percy também viu, e assim como eu, não disse nada.

A verdade é que eu estava meio ansiosa pra dormir com Percy, por mais masoquista que isso fosse.

Luke colocou eu saco de dormir ao lado do nosso, mas a uns dois metros de distancia. Ele tirou os tênis e entrou virando de costas para mim e Percy.

Olhei pra Percy e comecei a me arrepender de querer tanto irritar Luke. Dormir com ele seria muito constrangedor. Ele indicou que eu entrasse primeiro.

Abri o zipper lateral no máximo, tirei o outro tênis e entrei virando de costas para ele. Ele entrou e também se virou de costas para mim. Ouvi o zipper fechando e me irritei com o fabricante desse saco de dormir, precisava ser tão pequeno?

– Seu ônibus é as dez, Luke – disse Percy depois de alguns minutos.

–Meu ônibus?

–Sim, de volta para o acampamento.

–Achei que não fossemos levar Annabeth para o acampamento por enquanto – disse Luke parecendo confuso. Eu me irritei com a forma que ele falou, como seu eu fosse um objeto a ser transportado.

Eu não vou levar Annabeth para o acampamento por enquanto. Você já pode voltar.

Eu quase podia ouvir a raiva de Luke e não achei que fosse um bom momento pra me intrometer na conversa reclamando de falarem de mim como se não estivesse presente.

–Acha que ela vai ficar sozinha com você?

–Quer tanto assim ficar perto de Annabeth, que a segurança dela não é tão importante? – perguntou Percy serenamente.

–Posso mantê-la segura – cuspiu Luke.

–Claro que pode – caçoou Percy – Por isso tive que segurá-la na beira de um penhasco, antes que ela conseguisse se jogar, quando ela devia estar sobre seus cuidados.

Eu estava um pouco assustada com a hostilidade entre eles, por isso me mantive quieta. Além disso eu estava adorando a forma estupida de Percy falar, a calma dissimulada.

–Amanhã perguntamos o que ela prefere – disse Luke, mas sua voz não parecia mais tão segura. Percebi que eles achavam que eu já tinha dormido, não fiz nada pra mudar essa certeza.

–Se acha necessário – disse Percy de forma benevolente – Mas analise a escolha dela nessa noite e acho que saberá quem ela prefere.

Nenhum dos dois disse mais nada e eu me mantive quieta, tentando dormir. Ficava vasculhando a floresta com os olhos, não que acreditasse que pudesse ter algo, mas agitada demais para dormir. Eu podia sentir as costas de Percy contra as minhas, e estava muito ciente da sua falta de camiseta. Me lembrei do meu uniforme dentro da bolsa de Luke, mas não disse nada. Para mim estava ótimo esse arranjo.

Tentei deixar minha respiração mais lenta, numa tentativa frustrada de dormir. Mas tudo que eu podia pensar era em como seria incrível se Percy me abraçasse e dormíssemos de conchinha. Tenho certeza que dormiria rapidinho e que nem um anjo caso isso acontecesse.

Comecei a ouvir o ronco baixinho de Luke. Ótimo, devo ser a única acordada!

Me lembrei novamente da vez em que Percy e eu nos metemos na mesma situação de dormir juntos num saco de dormir. Foi bem melhor daquela vez.

Eu sabia que não devia, que ficar fazendo esses flashbacks mentais não era nem um pouco saudáveis pra mim e não ajudava em nada a superar essa paixão doentia por Percy. Mas eu não tinha certeza se queria superar. Então aproveitei-me da falta de sono pra me deixar levar pela lembrança.

–Tenho certeza que isso seria mais divertido se estivéssemos com menos roupas – brincara Percy. Eu estapeei seu braço.

–Deixe de ser pornográfico, se não vou dormir na grama – disse corando.

Ele passou os braços por minha cintura e me puxou para seu peito. Coloquei minhas mãos sobre as dele, em minha barriga. Eu não queria me virar e olhar em seu rosto, ainda estava envergonhada com o incidente que ocorrera mais cedo em seu chalé quando fui buscá-lo para irmos pra a missão.

Sabia que ele não estava nem um pouco encabulado com aquilo, como não ficara na hora.

–Quer falar sobre o que aconteceu mais cedo? – ele perguntou enterrando o rosto na curva do meu pescoço. Ele me conhecia bem demais.

Fechei os olhos sentindo minhas bochechas esquentando e meu estomago se revirando de nervosismo e vergonha.

–Por que iria querer? – perguntei evasiva.

–Porque está pensando nisso agora mesmo.

–As vezes eu odeio o fato de você me conhecer muito bem... Na verdade, eu odeio isso sempre – falei me sentindo estupida.

Ele riu perto de meu ouvido e eu me arrepiei. Ele me virou, apesar de eu resistir. Eu o encarei muito vermelha.

–Vamos lá, fale.

–O que quer que eu fale? – perguntei, me fazendo de burra. Ele não caiu é claro, só arqueou uma sobrancelha de escárnio – Não tem nada pra falar, só fomos um pouco mais longe que normalmente.

–E você está se sentindo estranha com isso.

Ele estava certo é claro. Eu não sabia como me sentia em relação aquilo. Eu amava Percy completamente e sentir seu toque um pouco mais intimamente foi incrível. Na hora tudo que eu pensava era que eu o queria mais e mais perto e não vi problema nenhum em tirar sua blusa, afinal ele era meu namorado.

Também não vi problema, e não vejo agora, quando ele colocou a mão sob minha camiseta. Foi incrível sentir seu toque. Então eu me afastei um pouco de Percy e tirei minha blusa, ficando com o sutiã rosa de coraçõezinhos verde-limão. Muito constrangedor, mas eu sinceramente não me importei nem um pouco, principalmente quando ele começou a beijar meu pescoço sobre sua cama.

–Eu não sei como me sinto – disse simplesmente – Quer dizer, é só você. Eu não devia me sentir constrangida com você.

–Está com vergonha de mim? – ele perguntou um pouco chocado.

–Não. Claro que não! Bom, talvez... Argh! – enterrei meu rosto em seu peito, me escondendo.

Ele acariciou meu cabelo suavemente. Fiquei muito feliz por ele não dizer que não tenho motivo pra isso, eu já sabia que não tinha. Ele me entendia e eu amava isso. Puxou meu rosto e me encarou. Eu corei.

–Por que tá com vergonha? Seja sincera – ele perguntou suavemente.

–Eu não sei – Nunca tive vergonha de meu corpo, tanto exercício me mantando viva tinha que dar em algo. O que eu tinha vergonha era do meu comportamento. – Quero dizer, o que você deve estar pensando de mim agora?

Ele franziu a testa, parecendo incrédulo.

–É isso que te preocupa? O que eu vou pensar? Eu nunca pensaria mal de você, deveria saber disso. Você é minha namorada, é natural que avancemos um pouco nas coisas.

Suspirei. Ele estava certo, e sinceramente eu me sentia mais leve em ouvir isso. Desci as mãos de seu peito para a barra de minha camiseta e puxei pra cima. Passei-a pela cabeça com dificuldade, estando tão apertada no saco de dormir. Joguei a blusa na relva.

–O que é isso? – ele perguntou divertido.

–Você estranhamente está certo. Isso pode ser bem mais divertido com menos roupas – disse com um sorriso safado. Ele riu, mas desceu as mãos e tirou a própria camiseta.

Passei a mão em seu peito forte e senti os gominhos de seu abdome. Percy estremeceu sobre minha mão. Eu adorava saber que tinha esse poder sobre ele. Envolveu minha cintura e me beijou. Ele não colocou a mão em meus seios imediatamente, e eu adorei isso. Ele me entendia, sabia que me sentiria estranha com isso. Pelo menos até estar tão perdida no beijo que não lembraria nem meu nome.

Eu estava quase chegando no pedaço que ele finalmente tocou meu seio quando Percy se moveu e me tirou de meus devaneios com ele.

–Sei que não está dormindo – ele disse suavemente, perto de meu ouvido. Me arrepiei.

–Eu tô dormindo – disse e ele riu baixinho. Não me contive e ri com ele.

Ele se mexeu um pouco mais e senti seus braços enlaçando minha cintura.

–Hey! O que você está fazendo? – perguntei um pouco alto.

–Shiu, não quer acordar Luke, quer?

–O que você está fazendo? – sussurrei meio alto.

–Tentando dormir. Já deu pra perceber que nós separados não está funcionando.

Fiquei tensa, mas não disse nada. Agora que não dormiria mesmo.

Ele me puxou pra mais perto e me aconchegou em seu peito, estreitando um pouco os braços a minha volta. Bom, talvez eu realmente conseguisse dormir. Tinha me esquecido de como os braços de Percy podem ser confortáveis. Respirei fundo, relaxando, e me ajeitei.

–Boa noite – ele disse calmamente.

–Boa noite – respondi, me contendo para não por minhas mãos sobre as dele.

Eu não tenho certeza, mas acho que ouvi Percy murmurando “Sabidinha” antes de fechar meus olhos, agarrando as mãos de Percy.

Eu estava rindo e correndo, completamente leve.

–Você costumava ser mais rápida – ouvi em meu ouvido, braços rodearam minha cintura e senti o impacto do chão.

Eu ri. Rodei na grama caindo deitada sobre o peito de Percy.

–Talvez eu quisesse ser pega.

Ele nos rodou, caindo sobre mim.

–Você queria, é? – perguntou estreitando os olhos.

Eu ri e ele mordeu meu queixo.

Abracei seus ombros, enterrando o rosto na curva do seu pescoço. Eu adorava o cheiro dele, o aroma fresco e salgado de maresia. Ele envolveu minha cintura com força, também parecia ter sentido saudades. Fechei os olhos somente sentido o aconchego de seu corpo.

–Annabeth, acorde – ouvi alguém próximo. Me virei, me aconchegando novamente nos braços de Percy em meus sonhos.

Senti alguém me chacoalhando, mas somente grunhi e me encolhi mais.

–Tire as mãos dela.

–Precisamos acordá-la. Ver com quem ela prefere ficar e voltar para a cidade.

–Ela acordaria facilmente se você não a tivesse deixado mais de vinte e cinco horas sem dormir.

Eu tinha uma leve consciência de que devia abandonar meu sonho, mas não queria acordar. Só me movi levemente, cobrindo as pálpebras com a mão que estavam vermelhas com a luz do sol.

–Ótimo, dê um jeito de acordá-la agora, já que pode cuidar tão melhor dela, e quando chegarmos ela vai poder dormir o quanto quiser. Mas precisamos ir.

–Você está certo. Precisamos ir. Está certo duas vezes, na verdade: eu posso cuidar dela muito melhor que você.

Me encolhi, esperando Percy vir me acordar. Mas não aconteceu.

–Passe os braços pelo meus pescoço – ele disse suavemente perto de minha orelha. Tirei a mão dos olhos e os abri levemente. O sol estava forte e me cegou, mas pude ver os olhos claros de Percy.

Fechei os olhos novamente e passei os braços pelo pescoço dele.

Só pude sentir ele me elevando do chão antes de voltar a dormir.

Eu não sonhei com nada desta vez, mas tinha consciência da proximidade de Percy.

–Posso carregá-la um pouco, se quiser.

–Para derrubá-la? Não precisa.

–Quantas vezes vai jogar na minha cara que a perdi?

–Até eu esquecer que ela quase morreu na beira de um penhasco. Ah, espera! Nunca vou esquecer isso.

–Que bom que ela tinha você para salvá-la. E você mal a tirou da beira do penhasco e já começou a despi-la.

–Pelo menos eu a salvei antes de despi-la.

Me revirei nos braços de Percy e eles ficaram quietos. O que Percy quis dizer com aquilo?

Notas finais
65 comentários para o próximo capitulo heeein! ;]