Marcas Da Morte
2 Um gato na noite.
Notas iniciais
Agradecimentos especiais aos primeiros leitores dessa fic. Vocês foram os primeiros a me impulsionar! Hoje, eu mais que os agradeço!
Boa Leitura!
Copenhague, Dinamarca. 11 de Fevereiro
No anoitecer na capital dinamarquesa, as sombras e latas de lixo de um beco qualquer ocultavam uma figura curiosa.
Ninguém o via, nem mesmo os poucos gatos que ali passavam. Ninguém podia velo, mas seus olhos negros viam todo e qualquer movimento em sua volta.
Quando o movimento na rua à frente do beco diminui, a figura se levanta silenciosamente, e anda discretamente até uma janela. Alguém que poderia estar vendo aquilo pensaria que ele iria entrar no edifício pela janela ou coisa parecida. Mas ao invés disso, corre em direção da janela e salta, agarrando a base de uma janela mais acima.
Com isso, começa a escalar o prédio como um macaco em uma árvore. Se apoiava em tudo que podia, desde bases de janelas a pequenas rachaduras nos antigos tijolos. Subia rapidamente, mas extremamente atento e cauteloso. Parava e espiava todas as janelas a sua frente antes de prosseguir. Se achava que havia alguém ali, contornava a janela e continuava a subida.
Depois de longos 28 andares em apenas 10 minutos, a figura chega ao telhado plano do edifício. Depois de dar uma confiscada no local, se sente mais a vontade, tanto que vai à borda do edifício para olhar a cidade abaixo.
Nisso se via uma figura extremamente curiosa: Um homem de estatura baixa, que poderia ser um adolescente também, vestindo uma coisa muito anormal para o século XXI: Algo que se parece com uma túnica ou veste branca, que descia até os calcanhares. Uma faixa vermelha estava amarrada na cintura, dela desciam outras duas faixas vermelhas; uma na parte da frente da túnica e outra atrás. Por cima da faixa na cintura, estava um tipo de cinto de metal e couro, cheio de vários itens, como facas, remédios e até munições. Uma besta carregada se encontrava em suas costas. Seu rosto era coberto por um capus branco. Nos antebraços estavam dois tipos de braceletes de metal, que iam do pulso até perto do cotovelo.
A figura curiosa fitava o trânsito abaixo. Era um movimento anormal para aquela hora da noite. Mas nenhum dos motoristas e ninguém mais estava prestando atenção no telhado daquele edifício.
A figura procurava algo no meio daquelas ruas frias de Copenhague. Seus olhos agiam como olhos de um falcão; analisando tudo, mesmo daquela distancia.
Depois de alguns minutos, avista o que poderia ser o que procurava. Coloca sua mão direita no ouvido, ligando o microrrádio que estava em seu ouvido, que quase nem se nota.
–Alfa Centauro, acho que encontrei o alvo. Deve estar indo até sua residência. Vou passar as coordenadas. Nos encontramos lá.
–Certo, Cruzeiro do Sul. Vou avisar a Três Marias também.
Tendo feito a comunicação, a figura ,ainda sem nome, se dirigiu até outra base, e deu um salto, pousando sem medo e sem dificuldades em outro edifício ao lado. Parecia fazer isso sem medo algum; pulava rapidamente e sem hesitar, mas com a mesma atenção que o acompanhava dês do começo.
Quando os prédios acabavam e davam lugar à ruas, a figura não parou o que fazia. Chegou na borda e analisou os arredores. Avistou apenas dois fios de algum poste perto.
Nem pensou duas vezes: Foi direto para os fios, deu um salto e pousou tranquilamente neles. Para muitos é difícil se equilibrar em fios, muito menos andar neles. Mas ele fazia isso com tranquilidade, pisava nos fios como se fosse uma tábua de madeira no chão.
Andou tranquilamente, mas discretamente, sobre os fios e acabou em outro edifício. Acelerou mais o passo, a fim de chegar ao local ao mesmo tempo que seus colegas.
Depois de alguns quarteirões, ele chega no topo de um prédio, este oculto pelos outros mais altos e modernos ao redor. Logo depois que chega, ouve um barulho, e se vira rapidamente para a esquerda.
O que viu foi um garoto, que vestia exatamente as mesmas roupas que ele vestia. Os dois se encararam por alguns segundos, até que o recém-chegado abre a conversa.
–Kevin? É você?
Nosso personagem, ou Kevin, pareceu inconformado com aquilo.
–Não, sou um entregador de pizza. Claro que sou eu!
–Ah, tá! Foi mal.
–Cadê ela?
–Eu a avisei, mas disse que estava meio longe e que iria demorar um pouco mais pra chegar.
–Hum, descobriu mais algo?
–Na verdade sim. Descobri que nosso alvo acabou de chegar e vai tomar um banho. Não vamos incomodá-lo em uma hora dessas, certo?
–É, tem razão.
–Poxa! Tá abafado, acho que vou tirar o capus.
Ambos se olharam e olharam os arredores antes de fazer isso. Não podiam fazer isso se alguém estivesse olhando. Afinal, é para isso que o capus serve.
O primeiro a tirar o capus foi Kevin. Isso revela um garoto que devia ter uns 15 anos. Os cabelos negros desarrumados eram da mesma cor que seus olhos escuros. Não tinha um rosto de durão, muito menos de um acadêmico, mas os olhos e as expressões faciais mostravam alguém frio e, ao mesmo tempo, inteligente e que sabia o que fazia.
O outro garoto tirou o capus depois. Diferente de Kevin, este era loiro e de olhos azuis. Não parecia alguém muito inteligente e habilidoso, mas as aparências podem enganar, ou não.
–Felipe, que horas são?
–Hum, deixe-me ver-olhou para um pequeno relógio de bolso que retirou do cinto-são 20 horas.
Kevin olhou de novo os arredores.
–Cadê ela?! Onde ela estava quando você conversou com ela?
–Sei não, ela não me disse. Ela só falou que...
Felipe foi interrompido por um vulto pular, do nada, na direção deles. Isso fez os dois pularem de susto.
–Hahahahahaha! Isso é tão hilário.
Quem dizia isso era uma garota. Vestia quase as mesmas roupas que os garotos, só que adaptada para o uso feminino. O diferente é que carregava uma sniper nas costas ao invés de uma besta. Também estava sem o capus, o que mostrou uma jovem adolescente, com longos cabelos castanhos e lisos presos por uma fita. Os olhos verdes e alegres olhavam, com diversão, para os seus dois colegas de equipe assustados.
–Heloísa! Tem que parar com isso! Sabia que nós poderíamos ter te matado?
–Eu sabia, Felipe. Sabia que vocês ainda não são tão rápidos quanto eu para fazer isso!-Heloísa dizia isso com graça, mas sem maldade.
–Ah! Um dia eu ainda te pego!
Kevin já achou melhor interromper aquilo antes que seja impossível no futuro.
–Ah, descobriu alguma coisa, Heloísa?
–Sim, e temo que seja um problema. Olhei nas correspondências dele e vi que hoje ele vai jantar com a namorada.
–Hoje? Quando?!!
–Daqui à meia hora.
–Então temos que agir já!-disse Felipe.
–Usamos a besta? Ou a Sniper?-disse Heloísa à Felipe.
–Não, é muito barulhento e arriscado. Temos de fazer à moda antiga.
–Hum-pensa Kevin-quem distrai?
–Pode deixar quer eu distraio. *Belle Hello em ação!
–Então eu e o Felipe fazemos o trabalho. O.K.! Vamos lá!
Fale com o autor