Notas iniciais
Olá de novo, leitores.

Sem mais delongas... lá vai:

Mogadíscio, Somália – Continente Africano 20h42min

No céu estrelado da capital da Somália, e dentre os exóticos prédios de arquitetura oriental e as belas palmeiras, um vulto se movia como um raio.

Saltava de telhado em telhado com tanta rapidez e com tanto desespero que quase escorregava nas pedras brancas dos telhados. Vestia branco e vermelho, e havia um capuz branco cobrindo sua face. O suor em sua face e o desespero eram tão enormes que nem via se aquilo poderia aguentar ele, só saltava e se agarrava direto.

Não podia deixar... não podia...

O vulto parou no canto de um alto prédio. Lá havia uma pequena caixa de madeira, cheia de buracos e poleiros. Acima havia um símbolo entalhado, um símbolo triangular e muito familiar para o vulto.

Sem perder tempo, ele abriu a caixa e tirou de lá um pombo. Enquanto segurava o dócil animal com uma mão, procurou com a outra mão livre o motivo de tudo isso.

Tira do cinto um pequeno rolinho de papel. Antes de mais nada, ele dá uma última olhada no que lhe valeu tanto esforço e suor. Rapidamente coloca o rolinho em um pequeno compartimento na perna do pombo. Assim que fecha o compartimento minúsculo, sussurra perto do pombo.

–Vade ad Athenas, Graecia. Vá!

O elemento joga o pombo para o ar, que rapidamente alça voo pela noite estrelada.

Quando o nosso elemento começou a ficar aliviado, uma voz estraga tudo.

–Branco Mentecapto! – gritava um vulto por trás – volte e lute como o Assassino que é!

O elemento de branco se vira para o oponente. Um vulto vestindo um manto completamente preto. Um capuz da mesma cor cobria seu rosto. E um belo colar prateado, retratando a Estrela de Davi, pendia em seu pescoço.

–Ah... – aquilo soava mais de cansaço do que qualquer outra coisa.

–Não tem escapatória – o vulto de preto caminhava lentamente em direção à ponta do telhado – está acabado. Desista e, talvez, eu poupe sua vida miserável.

–Ah – já esse foi de deboche – vocês Pretos nunca aprendem...

–Como se atreve?! Albus Stultior! Vou acabar com você de uma vez!

–Não dessa vez... – o elemento de branco estava de costas para uma grande queda livre pelo prédio. E, é claro, o vulto negro percebera.

–Não... Você não...

–Hasta La Vista – e se jogou na imensidão negra da noite.

O vulto de negro correu desesperado para a borda do prédio. Mas quando chegou lá, não avistou absolutamente nada na escuridão.

–MERDA! – gritava ele, chutando pequenas pedras no telhado com tanta força que voavam com alta velocidade edifício abaixo.

Procurou se acalmar. Logo tirou um pequeno celular do bolso. Nem precisou discar, já sabia o número muito bem na lista.

–Alô... sim... sou eu...

–...!

–Não é hora disso agora – o vulto encarava o horizonte estrelado – temos um problema...


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


Manhã de 8 de Abril

Sabem... se hoje fosse um sábado qualquer da semana, eu até acordaria mais tarde (BEM mais tarde) e relaxaria mais e não teria um pingo de preocupação.

Quem me dera se isso não fosse só uma ilusão...

Me levantei de mal humor. Acho que o Felipe ainda estava dormindo. Estava deitado de uma posição tão estranha que eu não achava que ele fez isso acordado.

Fui no banheiro e comecei a escovar os dentes. A luz gostosa da manhã penetrava no banheiro minúsculo. Eu não era muito desse estilo, mas falando sério; minha mãe ia me matar se visse meu cabelo agora.

Estava cuspindo a água da boca quando notei. Haviam pelinhos entre meu nariz e minha boca. Aquilo era um... bigode?

Dei um sorriso pra ninguém mais.

–Depois de tudo o que eu já fiz, às vezes eu me esqueço que idade eu tenho...



–Cara... você vai mesmo?

–Eu já falei que sim, Felipe.

É... retiro o que disse sobre meu cabelo. Aquilo em cima do Felipe parecia mais uma fogueira alta do que cabelo. E combinava bem com o pijama azulado dele. Ele parecia um cientista louco.

Já eu tinha posto meu jeans, uma camiseta vermelha e uma blusa branca por cima. Eu falei pro Felipe que queria sair mais cedo para dar uma aquecida, mas ele fez questão de se levantar antes de eu sair.

–Da última vez eu tava junto – ele não parava de me falar sobre essas coisas – você pode não ter chance! Ele pode estar junto com os... “Amigos” dele!

–Eu sei, cara. Mas fica tranquilo. Eu sei me cuidar.

É... foi aí que ele viu. Os olhos azuis dele se arregalaram na hora.

–Kevin... Você não vai...

–Qual o problema?

Foi aí que a tirei da bainha que eu amarrei no calcanhar, debaixo da calça. Aquela não era a melhor adaga que eu tinha, mas também não era a pior. Cabo de madeira nobre, lâmina prateada e bem polida. E o Símbolo da Irmandade entalhado no meio da lâmina.

–“Qual o problema”?! Cara, você vai levar uma faca nisso ainda por cima!

–Adaga

–São a mesma coisa!

Suspirei.

–É pra garantir. Conheço aquele espertinho filho da mãe. Ele pode usar qualquer coisa enquanto eu não posso usar nada.

–Não quer dizer que você tem que levar isso! Não é jogo limpo, cara!

Ah... ele realmente sabia convencer as pessoas. Assim que eu joguei a adaga e ela se fincou na parede, atrás de Felipe, um sorriso de satisfação toma conta dele.

–Satisfeito?

–Agora sim, Kevin. Se tiver que vencer isso, que seja de modo justo e limpo.

–Vocês vão estar lá?

–Claro. Mas não é muito legal ir lá de pijama, então estaremos lá em meia hora, mais ou menos.

–Certo...

–Você vai dar uma aquecida lá fora?

–Aham. Já estou indo. Te vejo mais tarde?

–Se cuida, cara.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


–89...90...91...92...

Eu sempre fazia flexões de cabeça pra baixo antes de me envolver em coisas assim, sem ninguém. Ajudava a fixar o sangue na cabeça pra pensar. Já fazia isso desde que eu era um aprendiz.

–99...100

Com um pulo, eu fico em pé. Ninguém era muito inteligente pra ficar atrás do dormitório e na escola, quando se tem um mundo inteiro lá fora para curtir. Ás vezes eu invejo esse pessoal. Podem fazer o que quiser, se divertir, sair... ser um adolescente feliz, normal...

Melhor eu já ir indo. Já deveriam faltar uns 10 minutos pras nove da manha.

Mas, enquanto eu estava caminhando pelo pátio, com o capuz na cabeça, uma voz muito familiar cruza o ar.

–KEVIN! Espere!

Era ela. E vinha correndo desesperada pelo pátio.

–Giovanna? Mas o que você...

Antes que eu terminasse a frase, ela veio correndo e me abraçou com tanta força que eu perdi o fôlego.

–Kevin! Por favor, por favor... não vá naquele pátio!

Ela estava com a cabeça enfiada no meu ombro. E juro que podia sentir lágrimas molhando minha blusa.

–Calma... Calma... – eu passava minhas mão direita nos belos cabelos cor de mel dela.

–Kevin...

Foi aí que ela ergueu a cabeça, e eu confirmei minhas suspeitas. Ela estava vermelha, e lágrimas brotavam de seus olhos e se despencavam pela pele macia dela.

–Eu preciso fazer isso, Giovanna.

–Kevin... eu sei que por trás desse capuz... tem um grande homem e com um bom senso! Você não precisa ir!

Do jeito que ela falava... não sei... Se fosse a Heloísa ou até mesmo o Felipe, eu já teria saído na hora. Mas a Giovanna... Parecia que a voz dela penetrava na minha alma gélida como uma bala da sniper da Heloísa...

Pus meus braços nos ombros dela.

–Se você pudesse entender, Gi, me deixaria ir.

–Eu já não entendo muita coisa, Kevin... – ela pareceu pensativa, meio tristonha... – e agora me vem com isso?!

Nem tive muita coragem de olhar pra ela, mas olhei. Sentia que ela perfurava meus olhos encapuzados com os dela.

–Eu vou ficar bem. Gi. Eu sei me cuidar.

Ela queria insistir, eu sabia disso. Seus olhos brilhavam com as lágrimas. E ela me encarava, tentando pensar em algo.

Enfim, suspira, ainda em lágrimas.

–Não quero que você vá, Kevin. A violência não resolve tudo.

–Mas isso sim, Giovanna. Infelizmente sim...

–Então vá... Eu... Eu vou estar assistindo de longe... Prometa que vai... ficar bem?

–Prometo – disse eu, enfim – e obrigado.

–Tá bem...

Giovanna, depois de um pouco de esforço, saiu dali andando rapidamente. E com uma das mãos no belo rosto, tentando conter as lágrimas.

Ah... hoje ia ser tudo... ou nada.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


O pátio estava bem cheio naquele dia.

Conforme Kevin se aproximava, conseguia distinguir um grande amoltoado de gente no pátio da escola. Essa multidão, de uma diversidade de gente, se espremia no pouco espaço do pátio, cercado por quatro prédios da escola. E, no meio disso, a multidão abria espaço para um amplo pedaço vazio do pátio. Todos eles estavam conversando, gritando, discutindo.

Mas, quando avistaram Kevin, o clima mudou

Ele não sabia quem o vaiava, ou quem o aplaudia. Só sabia que tudo isso estava misturado em um alvoroço enorme. Gritos, aplausos, batidas de pé, frases... devia ter de tudo ali.

Enquanto Kevin seguia em direção ao centro do circulo, a multidão ia abrindo espaço para ele passar, como se ele fosse um Imperador. Mas Kevin, diferentes de todos ali, estava em uma calma surreal, anormal. Mas para que precisaria de nervosismo ou alvoroço? Já sabia exatamente como aquilo ia terminar

Assim que chegou no centro da área vazia, parou. O pátio estava limpo. Nada de barras, nada de brinquedos, monumentos, objetos, nada. Naquilo as únicas coisas eram Kevin...

E ele, claro.

Esse não podia faltar, a atração da manhã. Um ser encarava Kevin com um sorriso maligno, do outro lado do pátio. Mas Kevin se perguntou por um minuto se Jimmy estava ali para acertar contas, ou para jogar Futebol Americano. Vestia um uniforme tamanho gigante azul, com um 10 bordado na frente e atrás. Usava shorts e caneleiras também. Só faltava um capacete para completar o conjunto, mas deixara o rosto de fora. E isso nem chegava perto de agradar Kevin

–Olha só quem resolveu aparecer! – Kevin não conseguia deduzir de a presença dele ali dava a Jimmy um sorriso de alegria ou de desprezo.

“Desprezo era a única coisa que eu sinto por esse... impuro”

–O que você quer hoje, Jimmy? Quer que eu troque suas fraldas denovo, ou que eu te dê uma surra?

A plateia, é claro, veio ao delire com isso.

–É você quem vai levar uma surra, manezão. Vou mostrar pra você e pra todos quem é que manda aqui!

–Jimmy... pode ficar com esse título estúpido, mesmo com a certeza de que eu vou ganhar essa droga. Só quero que me deixe em paz.

–Ah... Você quer?! – debocha ele – vem buscar então!

Kevin suspira. Isso ia demorar para axcabar...

Kevin rapidamente se prepara. Estala os dedos e um pouco o pescoço. Puxa o capuz da blusa para a cabeça.

–Só isso que tem para dar, fracote? – dizia o Jimmy, apertando as cotoveleiras.

–Não preciso de mais nada pra chutar sua bunda pra longe daqui... Seu Boiola.

Kevin hesitou um pouco depois da última frase. Será que ele pegou pesado demais?

Não só Jimmy, como a plateia toda explodiram em delírios. Mas, diferente da plateia, Jimmy pareceu não ter gostado nadinha do meu comentário.

–VOCÊ TÁ MORTO!!!

E veio.

Ele pegou velocidade como um trem bala. Apontava o pesado e grosso ombro para Kevin, e planejava dar a carga toda.

Jimmy acelerou rápido. Kevin, porém, fez um leve movimento para o lado, desviando-se de Jimmy.

Mas, assim que Jimmy erra seu alvo, dobra o corpo para a direita, usando o punho direito como guia para o resto do braço. Era um soco bem energético.

O soco foi feio? Tanto que jogou Kevin direto para o chão. Capotou e finalmente pousou, um pouco distante de Jimmy.

“Calma... Calma... Foi só uma vez... não perca seu jeito...”

–HAHÁ! Cadê o Frangote Corajoso de antes?!

Kevin se levantou devagar, limpando um fio de sangue que escorria do meu nariz com as costas da mão.

“Eu sinto nojo de saber que eu e ele temos, no final das contas, o mesmo líquido correndo em nossas veias. Mas a próxima gota que vai cair não vai ser minha, e vai ser muito mais que apenas uma gota...”

Uma energia dominava o interior de Kevin, e ia crescendo mais e mais. Mas não era uma sensação desconhecida. Toda a vez que sentia desprezo, raiva e ódio de um certo alguém, isso lhe subia a mente. E tudo pode3ria ser expresso em um único olhar.

Um Olhar Assassino.

–Que foi, Frangote? Ficou nervosinho?? – debochava Jimmy.

Um erro grave. Muito grave.

Se você achou Jimmy rápido, Kevin agiu na velocidade do som. Correu e pegou ainda mais velocidade com uma rapidez tão feroz, que o povo só notou-o quando Kevin dá um soco na barriga de Jimmy, aproveitando o embalo. Jimmy urra de dor imediatamente. Kevin aproveita a oportunidade, agacha-se e dá uma rasteira nas pernas de Jimmy, que desaba como um prédio de 20 andares.

Os que estavam prestando atenção da plateia poderiam ter notado, talvez, metade do que rolou nesses 3 segundos. Mas os que estavam boiando na hora só notaram que aconteceu algo quando viram Jimmy no chão, e Kevin agachado no peito dele, pressionando o braço contra o pescoço de Jimmy.

–Mas o que... – Jimmy não sabia se o que sentia era surpresa, desespero ou medo. Talvez sejam os três juntos.

–Nem mais uma palavra, senão vai ser sua última.

Se todo mundo ficou assustado, Jimmy quase borrou as calças. Tudo bem que ele tinha sido derrotado pelo magricela em Educação Física... mas não fazia ideia de que ele era tão... violento assim. Não... nem era essa a palavra certa.

–Seu... covarde! Lute como um... homem!

–O que foi? Não ouvi direito... – Kevin forçava ainda mais o antebraço no pescoço de Jimmy.

–Lute... como... um... homem...

Kevin, enfim, solta a pressão do braço no pescoço de Jimmy, e se levanta lentamente. Fez isso por vontade própria? Claro que não. Se fosse por Kevin, ele já estaria com o coração parado no primeiro dia de aula.

Mas as vezes ouvir o cérebro servia pro gasto.

Assim que Kevin se afasta uma distancia “legal”, Jimmy se levanta, com a mão no pescoço.

–Seu... covarde! Nem sabe lutar direito!

–Olha só quem fala. É tão difícil assim de acertar um alvo fácil como eu?

A resposta veio em forma de soco. Direita... esquerda... por cima... por baixo... Jimmy estava usando tudo o que aprendera em suas aulas extras e em filmes de Hollywood. Mas seus socos sempre encontravam o ar no final. Kevin se desviava de cada um deles de maneira tão veloz que nem mesmo as artes marciais chegavam aos pés do que ele estava vendo. Para todos ali, isso era impossível. Nunca haviam visto antes! Porque não existe nada disso!

Pelo menos, eles ACHAM isso...

–Você só sabe esquivar! – gritava Jimmy, com suor escorrendo pela face – parece até uma minhoca se...

Jimmy nem pôde terminar a frase.

Um soco certeiro na cara. Na verdade, nem fora com muita força. Kevin não queria força, só pura precisão. E funcionou. Jimmy cambaleou um pouco, com o nariz sangrando.

–Seu... Filho da...

Outro, dessa vez no estômago. Mas a esse nem as pernas de Jimmy puderam resistir. Logo ele se ajoelha no chão.

Jimmy olha para cima, em direção a Kevin. A cada soco que ele dava, ele parecia estar limpando algo na blusa.

–Não sou eu que não mereço bater em você até tu chorar. É você que não merece receber um soco meu, maldito...

Kevin dá uma joelhada na cara de Jimmy, que dessa vez aterrissou no chão com força. Jimmy já estava sangrando aos montes pela cabeça, e provavelmente ia sair mais.

Jimmy até fez um pequeno esforço pra se levantar, mas o pé pesado de Kevin o apertava no chão.

Parou.

Kevin ficou lá, naquela posição. Apenas apreciando cada gota de sangue que escorria do rosto daquela... criatura. Se alguém prestasse bastante atenção, os olhos de Kevin estariam quase brilhando por ver aquilo. Ele estava hipnotizado, quase dando um pequeno sorriso ao ver a cena. Mesmo que Jimmy já estivesse daquele jeito...

Kevin queria mais.

O braço esquerdo dele tremia de leve. Ele se amaldiçoava por não ter pego aquela adaga. Queria terminar com aquilo. Queria arrancar a vida daquela coisa com suas próprias mãos. E tudo isso sem, em nenhum momento, tirar os olhos brilhantes de Jimmy.

Foi aí que uma voz conseguiu gritar em sua mente.

“Onde está sua boa conduta, Kevin?” a voz de Heloísa gritava em sua mente.

E, enfim, parece que uma consciência retoma o controle de Kevin.

Logo ele tira o pé de cima de Jimmy. Sem hesitar, começa a se afastar do garoto no chão lentamente, olhando apenas para baixo. Quando chegou perto dos que haviam assistido a luta, nem parecia que eles estavam lá. As pessoas abriam um espaço ainda maior do que antes para a passagem de Kevin. Não queriam nem ficar perto dele, como se ele fosse saltar e fazer o que fez com Jimmy neles.

Tanto quem havia presenciado aquilo quanto Jimmy, que se levantara com dificuldades, encaravam com perplexidade o elemento solitário, que ia desaparecendo e se fundindo na paisagem.

Notas finais
Reviews?