Notas iniciais

Aqui começamos essa Grande História, que tanto me custou, e tanto me custará. Mas apenas faço isso para ter a alegria de ve-los contentes!

Aproveitem... e até a próxima.

Eu odeio minha vida...

Nesse mundo, há pessoas que passam por momentos difíceis da vida. Perdem parentes, amigos, colegas. Algumas situações são realmente ruins, como estas. Enquanto outras nem se justificam.

Há pessoas que querem se matar por causa de algo tão simples como notas baixas, não ser convidado para a festa de um amigo e coisa e tal. Se lamentam e até choram por dias, apenas por situações como esta.

Essas pessoas não fazem a mínima ideia do que é odiar o que faz. Deveriam se perguntar: “Por acaso notas baixas são irreversíveis?” Ou “Uma festa? Estou emburrado por isso?!”.

O que eu faço não tem reversão. Não é como recuperar em matemática. O que eu faço está feito e sempre estará, não importa como seja ou o que seja.

Também não é como não gostar de um esporte e simplesmente parar de pratica-lo. O que eu faço é para sempre. Nasci para fazer isso, e só vou parar quando morrer. Está no meu sangue, no sangue dos que me rodeiam, no sangue de toda uma organização mundial.

Os relacionamentos externos são arriscados. Podem te pegar, te interrogar, te prender. Mas o mais difícil é cuidar de quem sabe demais, de quem nos descobriu. E não são poucos...

O trabalho em equipe é essencial. Ás vezes estamos sozinhos, e ás vezes com um bando inteiro atrás da gente. É preciso saber tomar decisões certas na hora certa. Uma decisão errada pode prejudicar e até matar todos os integrantes de seu time.

Seguir as regras também é essencial. Alguns dizem que regras foram feitas para ser quebradas. Discordo? Não, regras foram feitas para manter a ordem, mas as vezes é preciso causar a desordem pelo bem dos demais. Mas se uma regra é quebrada aqui, isso pode ocasionar na sua morte. O risco pode ser alto demais.

O mais difícil realmente é fazer o trabalho. Se o líder te diz para fazer algo, o mínimo que ele espera é que a ordem seja feita. Não se tolera mais perguntas do que o necessário.

A ordem pode demorar de alguns minutos a meses para ser cumprida. Mas quanto mais rápido e mais silencioso, melhor as probabilidades de sucesso e de não ser descoberto. Mas como a pressa é inimiga da perfeição, temos de equilibrar as coisas. Descobrir o alvo e o que ele faz é o fácil da coisa. Depois é que vem o complicado. Armar um plano estratégico para que a ordem se cumpra é o que difere o sucesso do fracasso.

Se esconder talvez seja o que mais sabemos fazer. Tem que saber como ficar de “parado por duas horas” à “correr mais rápido do que suas pernas aguentam e pular obstáculos” em apenas alguns segundos. E ainda por cima executar a ordem e voltar a se esconder.

Não sou o único que pensa assim. No planeta inteiro existem pessoas que agem como eu, pensam parecido. Mas o mais curioso é que quase todas elas tem uma ligação sanguínea.

Vocês devem estar pensando: “O que ele é?” Ou “Será que isso é verdade?”. Muitas perguntas, e talvez uma resposta.

O que eu sou?

Sou um Assassino.

Notas finais
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