Marcada

20 Capítulo 19


Notas iniciais
Obrigada a todos os comentários!

Isabella

Eu acordei com uma sensação de alívio ao me dar conta de que a dor no abdômen havia desaparecido completamente. Respirei fundo e minha mão automaticamente passou pelo lençol da cama, procurando pelo vampiro que havia dormido comigo horas atrás. O colchão estava vazio, e eu não fiquei surpresa com isso. Jasper não iria ficar comigo até o dia seguinte, como o outro vampiro fazia. Para quem não dormia, ficar deitado horas em uma cama devia ser irritante.

Eu me espreguicei lentamente, sentindo todos os meus músculos agradecerem pelo alongamento e fechei os olhos com força, relaxando novamente na cama e fitando o teto. Depois de alguns minutos com absolutamente nada em mente, eu me lembrei que teria que avisar a Sra. Bertha que eu não iria trabalhar o resto da semana. Levantei-me da cama a fim de comer o café da manhã e ir ao hospital para pegar um atestado médico. Com a dor nula, eu teria que inventar uma desculpa patética para conseguir o que eu queria... uma gripe forte?

Eu andei até o banheiro e encostei a porta. Fitei-me no espelho e me surpreendi. As olheiras não estavam tão fundas como de costume. O cabelo estava sem nós também. Minha última lembrança era de Jasper desembaraçando os fios com os dedos gelados. Eu peguei uma mecha do meu cabelo, levando-a ao nariz e constatando que não havia sonhado quando senti o leve aroma de hortelã impregnado no meu cabelo.

Abaixei até a pia e joguei uma quantidade significativa de água gelada no rosto, acordando imediatamente. Escovei os dentes e enxuguei o rosto com uma toalha macia, enquanto caminhava para o quarto. Não troquei de roupa, saí diretamente e ao abrir a porta, me surpreendi com o cheiro ótimo de torradas que saía da cozinha. Eu estiquei meu pescoço para olhar até o balcão da cozinha. Jasper estava de costas para mim. Os braços — completamente nus devido à camisa sem mangas — trabalhavam com velocidade com o que parecia uma espátula que estava guardada há muito tempo dentro do meu armário.

Eu comecei a andar silenciosamente em direção ao vampiro, mas ele continuava o trabalho que estava fazendo. Eu parei perto do balcão, ficando em uma distância de aproximadamente quatro metros e continuei a olhá-lo sem dizer nenhuma palavra.

- Bom dia, Isabella.

Ele me desejou sem se virar, apenas continuando a mexer na espátula rapidamente. Eu consegui entender pela primeira vez o que ele estava fazendo quando vi a panela cheia de torradas, mas observar seus movimentos rápidos já estava me deixando um pouco tonta.

- Bom dia, Jasper.

Respondi um pouco emburrada. Eu havia me esquecido de que Jasper não era como Michael ou qualquer homem que eu tinha passado a noite. Ele deveria ter me ouvido a partir do momento em que eu acordei e minha respiração ficou mais forte. Merda, ficar no mesmo ambiente que um vampiro poderia ser irritante, olhando por esse ponto.

Ele se virou para mim com um prato amarelo cheio de torradas e meu estômago roncou, lembrando-me de que eu não havia o alimentado depois da saída desastrosa com Laila. Ele sorriu ao ouvir o barulho que meu corpo havia feito e colocou o prato na minha frente ao mesmo tempo em que colocava um pote com uma pasta dourada transparente. Eu olhei questionadoramente para ele.

- É mel, Isabella.

Eu assenti e peguei a faquinha que ele havia colocado ao lado do pote, passando o suposto mel na torrada. Dei uma mordida e fechei os olhos quando senti o sabor delicioso. Jasper riu e eu abri os olhos, lembrando-me de que ele ainda estava me observando. Engoli o pedaço do pão torrado e olhei para ele, levantando uma sobrancelha.

- Isso não é só mel, você colocou algo aí dentro.

Ele não respondeu, apenas piscou para mim e sentou-se na bancada da cozinha. Os olhos vermelhos cravaram-se nos meus e eu estremeci levemente. A cor vermelha fazia um contraste perfeito com o tom branco da sua pele, o rosto sem defeitos emoldurado pelos cabelos dourados. As cicatrizes de meia lua preenchiam seus braços brancos, mas nem por isso Jasper ficava mais feio. Pelo contrário, ele era único. Meu estômago roncou levemente.

- Coma, você está com fome.

Tranquei meu maxilar e desviei os olhos dele, sabendo que precisaria fazer isso para conseguir dedicar minha atenção total ao meu café da manhã. Eu comi as torradas, devorando uma por uma enquanto enchia minha boca de mel. Era uma cena ridícula de se ver, mas era quase impossível não ter gula quando se estava com um banquete à frente.

- Você está irritada, o que aconteceu?

Eu engoli o último pedaço da quinta torrada e abri a boca de indignação. Jasper além de ter um maldito ouvido sobrenatural, ainda tinha seu dom. Era praticamente impossível tentar esconder algo dele.

- É um pouco irritante você estar ao lado de um ser que sabe de tudo.

Eu disse e ele sorriu, mostrando os dentes branquíssimos e fazendo as covinhas aparecerem momentaneamente. Mas na mesma velocidade que seu sorriso nasceu, ele morreu. Jasper olhou para um ponto fixo da janela e eu pude ver seus olhos escurecerem levemente, como se a mente dele fosse preenchida com pensamentos ruins de repente e ele estivesse com raiva.

- Eu sei como é isso.

Eu tinha um cérebro humano, um cérebro que estava mais lento do que o normal por causa do sono. Demorei alguns segundos para entender a afirmação de Jasper. Eu pisquei algumas vezes e engoli o resto da torrada, terminando o café da manhã. Ele se levantou em um pulo, assustando-me. Colocou um copo de suco na minha frente e eu agradeci com um gesto.

O silêncio na cozinha começou a ficar desconfortável e eu limpei a garganta, levantando-me e caminhando para o sofá. Jasper deixou a cozinha e foi em direção a janela, parando em frente a ela e olhando pensativo para o lado de fora. A claridade fazia com que os olhos de dele ficassem mais vermelhos. Mas ele não brilhava, o Alasca era desprovido demais de raios solares para que isso acontecesse.

- Jasper?

Eu o chamei sabendo que ele poderia sentir minha curiosidade cada vez mais crescente. Ele olhou para mim esperando a pergunta. Algo me dizia que ele já sabia o que eu ia perguntar, mas ele não fez nenhum gesto para me impedir.

- O que houve entre você e Alice?

Sua fisionomia não mudou, mas eu pude perceber os olhos vermelhos escurecerem novamente. Eu continuei a fitá-lo, decidida a arrancar a verdadeira resposta dele, a história completa. Ele podia sentir a determinação saindo do meu corpo. Ele passou as mãos pelos cabelos dourados e respirou fundo, mesmo que não precisasse do oxigênio para se acalmar. Andou em minha direção e sentou-se ao meu lado, mas afastado.

- É uma longa história, Isabella.

Eu continuei o olhando, esperando pela resposta. Mesmo que fosse uma história gigantesca, eu queria saber de tudo, sem cortes. Ele fez uma careta quando percebeu que eu não ia desistir.

- Alice me deixou no dia do seu aniversário... no dia que eu te ataquei...

Meu coração começou a acelerar quando Jasper falou, dando-me uma versão da história que eu nunca havia escutado. Ele podia ouvir os batimentos cardíacos mais rápidos e me olhou, levantando uma sobrancelha. Eu continuava de boca fechada, ávida por mais e determinada a não interrompê-lo.

- Não foi só Alice que me deixou. Todos os Cullen foram embora de Forks no dia seguinte. O único que ficou foi Edward... para...

Ele me olhou novamente para ter a certeza de que eu não teria um ataque cardíaco ao escutar o nome de Edward pela primeira vez em uma conversa assim. Eu acenei levemente com a cabeça para ele.

- Você sabe. Não foi uma decisão unânime, e sim de Edward e Alice. Ninguém queria deixar Forks, muito menos deixar você. Eu não tive escolha, eu andei por uns dois dias sem rumo até decidir ir para a casa de Peter e Charlotte. Estava mais do que claro que ninguém dos Cullen me queria por perto. Apenas Carlisle e Esme tiveram compaixão...

As palavras de Jasper saíam de sua boca carnuda como uma enxurrada. Eu tentava ligar um fato ao outro e montar uma história, mas havia apenas uma pergunta que eu queria fazer no momento.

- Por que você diz que não teve escolha?

Ele me olhou surpreso, como se ele nunca estivesse esperando pela pergunta. Pensando um pouco no assunto, até eu estava surpresa com o que eu estava curiosa. Eu não queria saber de Edward, eu não queria saber de Alice, minha curiosidade estava inteiramente voltada para o que Jasper havia passado depois do dia do meu desastroso aniversário.

- Alice não me quis mais, Isabella. Ela me chamou de nomes horríveis. Eu fiquei até feliz quando ela me chamou de monstro, mas falar que eu era uma vergonha para a nossa espécie me deixou um pouco alterado. Eu sei que não sou um vampiro igual Carlisle, e nunca vou ser. Mas naquele dia, eu ouvi tudo o que eu tinha que ouvir. Eu simplesmente não respondi, eu apenas peguei o que era mais importante para mim naquela casa e saí, tendo absoluta certeza de que os Cullen não eram o que eu mais queria.

Antes que eu pudesse me refrear, eu havia me aproximado dele. Minha mão pousou em seu braço automaticamente, sentindo o gelo de sua pele. Ele estremeceu levemente e eu apertei seu braço, incitando-o a continuar a história. Ele não me olhava, seus olhos vermelhos estavam fixos no chão. Já eu não conseguia desviar os meus olhos dele.

- Como disse, fiquei na casa de Peter por alguns anos, até que eu decidi te procurar... o resto você já sabe...

Um sorriso mínimo surgiu nos seus lábios. Eu não sabia que ele havia passado por tudo aquilo. Eu sempre achei que os Cullen ainda estariam juntos, e mesmo quando vi Jasper pela primeira vez no Alasca, eu concluí que ele havia se afastado da família por livre e espontânea vontade. Mas o que tinha acontecido com ele, não era muito diferente com o que aconteceu comigo. Ele foi rejeitado. A cada segundo que passava, mais perguntas surgiam, e eu sabia que se não as fizesse no momento, eu não teria outra oportunidade.

- Você tem notícias dos Cullen?

Ele continuou a olhar o chão, mas balançou milimetricamente a cabeça em afirmação. Eu procurei me acalmar, perguntando-me mentalmente se estava disposta a ouvir o que ele ia me dizer.

- Eles ainda estão juntos. Moram em Ohio. Emmett me ligou alguns meses atrás para me dizer que meus pertences ainda estavam na casa de Forks. Eu conversei com Carlisle ontem para saber o que eu poderia fazer para a sua dor passar. Ele não fez muitas perguntas, mas ficou contente em saber que eu estava com você, o motivo disso eu ainda não sei. Alice achou um vampiro melhor para ela... e Edward...

Eu engoli em seco esperando a informação que eu mais queria. Jasper me olhou brevemente antes de voltar a atenção para o chão. Eu apertei seu braço, tentando fazer com que ele me dissesse o restante da história.

- Edward também achou alguém.

As palavras de Jasper me surpreenderam. Eu realmente não esperava por essa informação. Eu esperei a dor no peito voltar, o buraco tornar a arder, mas alguns segundos se passaram, e eu estava completamente sã. Nenhuma dor, nenhuma tristeza.

Uma sensação de alívio tomou meu corpo e eu tive que me segurar para não gritar. Eu estava livre. Eu não amava mais o vampiro que havia me abandonado em Forks anos atrás. Jasper vincou a testa e eu sabia que ele estava confuso com as minhas emoções. Mas algumas perguntas ainda deveriam ser feitas, afinal.

- Você mantém contato com os Cullen?

- Não... eles não querem conversar comigo, Isabella. Para eles é perda de tempo manter laços com um vampiro como eu.

Ele me olhou com os olhos vermelhos e eu imaginei perfeitamente Alice e o restante dos Cullen de olhos dourados, repreendendo Jasper por ser fraco para aguentar a dieta vegetariana. Ele podia drenar humanos, mas isso não fazia o vampiro ser pior. Nem melhor.

- E por que ligou para Carlisle? Se alguém não quisesse falar comigo, eu não o procuraria.

Ele sorriu de lado, fazendo suas covinhas aparecem. Os olhos vermelhos ainda me fitavam com intensidade. Eu estava começando a me acostumar com a cor escarlate.

- Eu precisava saber o que eu poderia fazer para que você melhorasse, Isabella. E você precisa ser mais insistente. Se eu me preocupasse com quem não quer falar comigo, eu não estaria aqui.

A resposta dele me deixou sem palavras. Apenas um sentimento de agradecimento saiu do meu corpo. Seu sorriso se alargou e eu tive a certeza de que ele havia sentido. Nenhum Cullen queria conversar com Jasper e mesmo assim ele procurou Carlisle. Se eu realmente conhecesse o vampiro, isso não seria algo que ele faria com facilidade.

E eu realmente estava agradecida.

Agradecida pelo fato de Jasper ter me contado tudo, sem me poupar dos detalhes igual qualquer outro Cullen faria. Agradecida de Jasper ter ligado para o patriarca apenas por preocupação com a minha saúde. E agradecida por Jasper ter me procurado, mesmo que eu não quisesse ver o vampiro de jeito nenhum. Isso mudara.

Eu o queria ao meu lado. Eu já havia apagado o sentimento de repulsa que eu tinha por ele, afirmando para mim mesma que ele não era inteiramente o culpado por tudo. Eu também tinha sido fraca no maldito dia em que ele tirou minha virgindade. Mas eu estava sendo covarde jogando a responsabilidade para ele.

De repente eu senti uma necessidade de ficar mais perto dele. Minha mão ainda estava em seu braço, ele ainda me olhava esperando uma reação minha. Eu queria consolá-lo de alguma forma. Eu queria pedir desculpas por tudo. Eu queria dizer a ele que mesmo que ele tivesse sido rejeitado pela família, eu estava por perto e não o rotularia por ter olhos carmins. E eu não sabia por onde começar. A única coisa que me veio à mente foi o que eu fiz.

Aproximei-me dele, colocando minhas mãos em seus cabelos e puxando levemente como um carinho. Ele fechou os olhos ao contato e eu ouvi um som sair de seu peito, parecido com um ronronar. Fiquei de joelhos no sofá e antes que ele abrisse os olhos novamente, meus lábios tocaram os seus em um beijo calmo e gentil. Não foi exatamente o que eu planejava, mas era muito mais fácil beijá-lo do que lhe dizer tudo o que estava em minha mente no momento.

Ele ficou imóvel, um pouco surpreso pelo gesto súbito. Mas depois de alguns segundos um rosnado leve saiu do seu peito e ele me puxou pela cintura, fazendo-me sentar em seu colo. Meus dedos afundaram em seus cabelos macios e eu abri a boca para recebê-lo. A língua fria encontrou a minha e uma sensação familiar percorreu todo o meu corpo. Cada poro estava arrepiado, o batimento cardíaco estava acelerado e eu havia me esquecido de que precisava de oxigênio. Não era minha intenção ficar desnorteada com o beijo. Eu queria que esse fosse gentil e carinhoso. Mas se tratando de Jasper, era praticamente impossível conter o gemido que saiu da minha boca quando suas mãos frias passaram pelas minhas costas e puxaram meu cabelo. Eu precisava de ar, me separei dele e o olhei nos olhos, agora escuros.

- Jasper... me descu...

Antes que eu pudesse terminar minha frase, ele colocou o dedo frio nos meus lábios, me impedindo. Ele deu seu sorriso torto, os olhos um pouco mais negros agora. Ele deixou escapar um pouco de malícia, projetando o sentimento por todo o cômodo que estávamos. Isso me afetou um pouco.

- Não me peça desculpas, Isabella. Eu preciso consertar o que eu fiz. Você precisa tirar essa imagem que tem de mim.

Com isso, ele me pegou pela cintura, abraçando-me fortemente e se levantando. Suas mãos fortes pegaram minhas pernas e as conduziram para sua cintura. Eu me enlacei nele e seus lábios tomaram os meus, iniciando um beijo dessa vez mais ávido... mais...

Eu fiquei um pouco desnorteada quando ele caminhou em direção ao meu quarto em passos vagarosos. Ele abriu a porta que já estava entreaberta e me soltou, sabendo perfeitamente onde já ficava a cama no cômodo. Meu coração estava acelerado, eu podia senti-lo batendo forte no meu peito enquanto ele corria suas mãos geladas pelas minhas coxas, fazendo uma sensação quente percorrer todo o meu corpo.

Ele traçou o caminho das minhas pernas até chegar ao meu quadril, levantando levemente a camisola de tecido fino e encontrando o tecido da minha calcinha. Jasper retirou-a vagarosamente, fazendo-me gemer em expectativa com o movimento lento. O tecido deslizou pelas minhas pernas e ele o jogou para trás, fechando os olhos e respirando fundo.

Ele me olhou e eu pude ver que ele estava fazendo um esforço enorme para se controlar. Parecia faminto em todos os sentidos. Faminto por sexo, faminto pelo meu corpo, faminto pelo meu sangue. Meu corpo tremeu ligeiramente quando percebi o quão excitante era Jasper daquela forma, mesmo que eu estivesse correndo um grande perigo com ele assim. Ele poderia me atacar de todas as formas, como ele já havia atacado, obtendo sucesso apenas no sentido sexual. Eu temia que ele fizesse isso no momento.

Eu fechei as pernas automaticamente quando o pensamento percorreu minha mente, deixando um pouco de sanidade entrar por ela. Ele percebeu o gesto, mas ele não fez nada, apenas subiu na cama, ficando de frente para mim, de joelhos.

Eu o fitava com receio, sabendo que ele poderia sentir o que eu estava sentindo. O que eu havia feito poderia incitá-lo a querer o que queria à força, e isso me machucaria novamente. De repente eu estava com medo do vampiro.

Mas ele apenas espalmou suas mãos geladas em cada joelho meu e abriu levemente minhas pernas.

- Isabella, deixe-me provar que eu não sou esse monstro que você acha que sou.

Uma onda de calma percorreu meu corpo e eu não precisava pensar muito para saber o responsável por isso. Eu relaxei os músculos e ele fez uma pequena força para abrir inteiramente minhas pernas. Os olhos negros dele não deixavam os meus quando ele se deitou diante de mim, sorrindo maliciosamente.

Eu já podia sentir o hálito gelado batendo no meu sexo. Meu corpo se arrepiou de expectativa quando ele depositou um beijo molhado na minha virilha, e eu fechei os olhos quando senti sua língua passar levemente pela minha abertura, fazendo-me arquear automaticamente em direção onde seu rosto estava.

A língua dele rodava em volta do meu clitóris e eu gemia quando o vampiro intercalava a carícia com leves chupões no local, fazendo o prazer aumentar gradativamente. Mordi o lábio ao sentir o dedo frio dele entrar completamente em mim, fazendo os movimentos. Ele saiu de onde estava e seu corpo prensou o meu momentaneamente, enquanto ele tomava meus lábios, iniciando um beijo apaixonado.

Cada toque frio era uma sensação quente que percorria meu corpo. O contraste era perfeito. Senti outro dedo entrar em mim e arqueei, gemendo um pouco mais alto. O vampiro rosnou.

- Gosta?

Eu apenas sorri fechando os olhos e mordendo os lábios logo em seguida quando o corpo dele deixou o meu novamente e ele voltou à sua posição anterior. Sua língua voltou a encontrar meu sexo no mesmo momento que os dedos iniciaram um movimento mais rápido. O cheiro de hortelã estava por todo o quarto, inebriando meus sentidos e gritando para mim que era Jasper Whitlock que estava fazendo o serviço divino.

Eu travei minhas pernas quando senti a sensação perfeita do orgasmo atingir cada poro do meu corpo, e o senti sugar tudo o que eu estava proporcionando a ele, como se o que ele estivesse provando, fosse meu sangue em vez da minha essência. Eu podia escutar seu rosnado. Ele arfava como se precisasse de oxigênio para voltar à sanidade.

Ele voltou a se ajoelhar na minha frente, me olhando com os olhos mais negros do que eu já havia visto. A boca carnuda estava molhada e ele passou a língua rosada pelos lábios, pegando o último vislumbre do meu gosto. Mas eu queria mais.

E esse era o momento que Jasper tirava sua roupa e me possuía completamente. Eu querendo... ou não. Ele se levantou da cama, mas ele não começou a tirar suas peças de roupa, apenas piscou para mim e eu franzi o cenho, esperando pela explicação.

- Espero ter me redimido.

Minha boca se abriu em estado de choque e meu corpo foi preenchido com sensações diversas. Êxtase, incredulidade, prazer... raiva...

Por que ele não terminava o serviço? O que eu mais queria era o vampiro dentro de mim, mas realmente ele queria que apenas eu sentisse prazer. Eu engoli a enxurrada de palavrões que queria sair da minha boca e ele caminhou para a poltrona, retirando de dentro da sua sacola um papel.

- Seu atestado médico. Vou entregar na faculdade. Fique aqui e descanse, tudo bem?

Eu apenas assenti, perguntando-me mentalmente como ele havia conseguido um atestado médico. Eu tinha me esquecido completamente da tarefa que eu teria que fazer. Ele colocou sua calça jeans, – agora seca – calçando as botas e jogando uma jaqueta de couro por cima da blusa sem manga. Ele olhou para mim e um sorriso torto nasceu no seu rosto, no mesmo momento que ele sumia em uma velocidade de vampiro.

Eu deitei meu corpo no colchão, aproveitando-me da sensação de êxtase que ainda restava e fechei os olhos ao ouvir o barulho da porta. Ele não demoraria. Eu precisava de um banho, e eu precisava agradecer o que ele havia me proporcionado.

E se eu conhecia Jasper o suficiente, eu sabia perfeitamente o que fazer.