Marcada

17 Capítulo 16


Notas iniciais
Esse capítulo contém cenas de sexo não-consensual, se você não gosta, espere pelo próximo.

Isabella

Jasper apertava meu braço e eu começava a sentir dor. Ele respirou fundo quando sentiu meu coração se acelerar. Eu sabia que meu corpo bombeava meu sangue rapidamente, o convidando a provar o que ele mais queria.

Ele me soltou vagarosamente e eu me surpreendi quando Jasper se afastou de mim, indo em direção a janela da sala. Ele passou a mão nos cabelos ondulados e respirou fundo, fechando os olhos e vincando a testa. Eu não entendi de imediato.

Virou-se para mim rapidamente e eu olhei para a porta do meu quarto. Ele deu dois passos em minha direção e eu recuei dois passos. Jasper retirou a jaqueta e a jogou no sofá. Eu fiquei estática quando ele voltou a andar na minha direção.

Eu só queria dormir. Minha cabeça estava doendo e eu ainda estava zonza devido à bebida.

Ele pegou minha mão cautelosamente e me olhou nos olhos. Os olhos carmins estavam ligeiramente escuros. Meus olhos percorreram seu rosto, estacionando na sua boca rosada. Assustei-me quando ela se abriu.

- Por que foge de mim?

Ele apertou minha mão e eu senti o hálito gelado. Sua boca carnuda me chamava e eu gemi, fechando os olhos. A bebida já estava consumindo o resto de dignidade que ainda me restava.

- Eu tenho medo de você.

Eu sabia que estava bêbada no momento em que falei isso. No meu estado são, eu nunca faria tal confissão a Jasper. Ele sorriu para mim e passou as mãos pelos meus cabelos longos, colocando-os atrás da minha orelha, expondo o decote da minha blusa. Cravou seus olhos ali.

- Medo de que?

Engoli em seco quando seu dedo passou pelo meu colo, sentindo o volume que o bojo do sutiã fazia. Eu pisquei algumas vezes para me dar conta da situação e me afastei dele.

- Você sabe do que tenho medo, Jasper.

Ele voltou a se aproximar de mim e sorriu. Eu olhava para o chão e Jasper pousou seu dedo no meu queixo, levantando meu rosto para me fitar diretamente nos olhos.

- Tem medo de querer repetir o seu passado?

Tranquei meu maxilar e mexi bruscamente o rosto, saindo do toque de Jasper no mesmo momento. Virei-me de costas para ele. Eu tinha medo do vampiro, e no fundo sabia que ele estava certo. Era exatamente disso que eu tinha medo em relação a ele. Eu não poderia ser fraca novamente.

- Isso seria algo fácil para você, não?

Perguntei para ele, me virando rapidamente e fazendo a sala girar ligeiramente. Jasper não havia entendido a pergunta, ele continuava a me fitar sério. Eu fechei as mãos em punhos, sentindo minhas unhas fincarem as palmas com força.

- Fácil?

Ele perguntou. Isso apenas fez minha raiva transparecer ainda mais. Meu corpo inteiro estava quente quando respondi.

- Para um vampiro como você, seduzir uma humana comum como eu, é algo extremamente fácil. Não é, Jasper?

Jasper

Revirei os olhos quando Isabella disse o que estava em sua mente. Eu podia sentir a fúria exalando do seu corpo. Ela estava com raiva, mas parecia ao mesmo tempo desnorteada com algo. Eu concluí que era o álcool que ela havia ingerido naquele lugar.

Era injusto, ela me acusar do que estava acusando. Ela se colocava como a vítima eterna, e sinceramente, isso já estava tirando toda paciência do meu corpo. Eu dei dois passos para frente, pegando seu braço antes que ela pudesse se afastar.

- Não fale como se você também não fosse responsável pelo o que aconteceu.

Eu senti a fúria de Isabella triplicar, isso já estava me afetando negativamente. Se eu não tomasse cuidado, poderia machucá-la a qualquer momento.

- Eu não sou responsável por merda nenhuma, Jasper!

Ela tentou se desvencilhar do meu toque, mas eu apertei seu braço com mais força, lembrando-me de não quebrar seus ossos.

- Eu não te obriguei a nada, Isabella.

- Você me seduziu!

- Mas não te obriguei a nada!

- Seu filho da puta!

Ela começou a me bater com toda a sua força no peito. Mas, sinceramente eu não sentia nada. Eu quase ri com a cena. Mas os cabelos de Isabella estavam bagunçados em torno do seu rosto, a maquiagem pesada ainda estava intacta e a única coisa que estava me incomodando na menina era seu corpo longe do meu.

Eu puxei seu braço e seus seios bateram no meu peito pela segunda vez na noite, fazendo um rosnado sair da minha garganta. Ela parou de me bater quando escutou o som e me olhou com fúria. Eu peguei seu rosto quente e a fiz olhar para mim. Isabella arfava.

- Eu não te obriguei a nada.

Com isso, a puxei para mim, tocando seus lábios novamente pela primeira vez depois de anos. Tocando realmente seus lábios. Sentir os lábios de Isabella enquanto ela estava inconsciente era totalmente diferente de sentir seus lábios enquanto sua respiração estava descompassada por minha causa.

Ela tentou se desvencilhar do meu toque, mas eu a apertei ainda mais no meu peito.

Isabella

Eu fiquei estática, apenas sentindo seus lábios frios e carnudos esmagando os meus. Minha cabeça girava e meu corpo inteiro reagiu ao beijo de Jasper. Meu medo se concretizou quando eu me dei conta de que não iria conseguir resistir ao vampiro.

Sua língua aveludada percorreu meus lábios, pedindo passagem. Eu cedi e deixei a língua dele penetrar minha boca lentamente, encontrando a minha novamente, depois de anos.

Deus, como eu sentia falta de um beijo como aquele.

Ele me apertou ainda mais no seu corpo duro e eu tombei minha cabeça, gemendo dentro de sua boca quando Jasper percorreu minhas costas com suas mãos frias. Eu o abracei automaticamente, afundando meus dedos em seu cabelo sedoso. Puxei os fios e ele rosnou, fazendo seu peito tremer.

Era sensual beijar um vampiro. Era sobrenatural a temperatura gelada dele brigando com a sua temperatura quente. Era anormal um homem em vez de gemer, rosnar entre seus lábios. Era excitante.

E se eu não tomasse cuidado, isso poderia terminar em algo que eu me arrependeria. Eu sabia que o álcool era o responsável pela falta de boa parte da minha consciência. Jasper terminou o beijo, sugando meu lábio inferior. Eu gemi quando ele beijou sensualmente minha clavícula.

- Viu? Não doeu nada...

Meu coração palpitava enquanto ele trilhava beijos gelados por toda minha pele. Eu me arrepiava por inteiro com cada toque de Jasper. Mas eu não podia continuar com isso. No dia seguinte, quando estivesse sã, eu sabia que iria me arrepender disso tudo.

Espalmei minha mão no seu peito duro e ele se afastou ligeiramente.

- Jasper... não posso...

Eu me afastei do vampiro e caminhei em direção ao quarto, fechando a porta. Eu sabia que Jasper não iria embora. Tive o cuidado de trancar a porta do quarto enquanto caminhava em direção ao banheiro, mesmo sabendo que isso seria inútil se ele quisesse entrar.

Retirei toda a maquiagem pesada do rosto e joguei água gelada, deixando o álcool sair do meu corpo aos poucos com esse gesto. Olhei meu reflexo, eu estava vermelha e arfava. Eu cheirava a hortelã.

Você é mais forte que isso, Bella.

A voz interior me disse. Eu assenti e saí do banheiro. Tirando a roupa, enquanto colocava a camisola. Escutei um barulho de alguém batendo na porta.

- Pare com isso, precisamos conversar, Isabella.

Eu não iria abrir a porta para ele de maneira nenhuma. Sentei-me na cama e cruzei os braços, respirando fundo.

- Vá embora, Jasper. Eu não vou abrir a porta.

O vampiro rosnou do outro lado da porta. Um rosnado diferente do que eu estava acostumada a escutar. Um rosnado gutural.

- Se você não abrir eu vou pular sua janela! Ou você prefere a porta quebrada? Pode escolher.

Passei a mão pelo rosto, chegando ao cabelo. Levantei-me descalça da cama. Eu sabia que Jasper não ia desistir. Andei algumas vezes em círculo e respirei fundo para tomar coragem de fazer o que eu ia fazer no momento.

Abri a porta e ele estava do outro lado. Passei pelo vampiro e fiquei perto do balcão da cozinha. A sala estava escura e eu fitava as chamas da lareira. Ele caminhou em direção a janela e virou-se de costas.

- Você tem que parar com isso.

Eu vinquei a testa e me sentei no balcão.

- Parar com o que?

Jasper espalmou suas mãos na parede e parecia estar sentindo dor. Eu não me mexi. A atmosfera do ambiente estava tensa demais para eu tentar algum diálogo. Eu deixei que o vampiro conduzisse a conversa.

- Você exala desejo quando eu te toco. Mas exala fúria e raiva quando se lembra do que houve entre a gente. Você se arrepia quando olha para mim, mas não quer que eu lhe toque. Você deixa eu te beijar, depois bate a porta na minha cara. Você é a humana mais irritante que eu já conheci, Isabella.

Travei meu maxilar e engoli a vontade de mandá-lo se foder no mesmo momento. Ele ainda permanecia de costas, com as mãos nas paredes. Sua voz não estava alterada, mas eu sabia que o vampiro não estava calmo.

- É claro que sinto isso tudo, Jasper. Você é um maldito vampiro, é normal uma humana ficar assim em sua presença.

Ele se virou para mim e eu desviei meus olhos do seu corpo, fitando a lareira novamente. Ele andava em pequenos círculos.

- Não é normal isso. Até mesmo nós vampiros, ainda temos que trabalhar um pouco para seduzir vocês, mortais.

O que Jasper estava me dizendo poderia ser um blefe, mas eu não pagaria para ver. Eu sabia que em parte ele tinha razão. Edward nunca havia me atraído dessa forma. Com Jasper era diferente. Na presença dele, tudo sumia e a única coisa que eu pensava era em meu desejo pelo seu corpo.

- Você é confusa, indecisa e como eu disse; irritante. Eu já disse que você tem que parar com isso.

Eu não deixaria Jasper falar assim de mim. Eu poderia ser isso tudo, mas pelo menos eu não era um vampiro insensível.

- Então por que não vai seduzir outra humana e me deixa em paz?

Ele se aproximou de mim em dois segundos, ficando a poucos passos à minha frente. Eu me assustei. Odiava a velocidade dos vampiros.

- Porque eu quero apenas você.

Jasper

O coração de Isabella se acelerou com minhas palavras e seu rosto enrubesceu. Ela espalmou as mãos no balcão da cozinha, levantando-se.

- Mas eu não quero você, Jasper.

Era um paradoxo. Isabella exalava desejo e luxúria. Eu já estava ficando com falta de paciência. Ela parecia uma virgem guardando seu tesouro mais precioso. Eu sabia que o que ela tinha a me dar era um tesouro, mas ela já havia me dado sua virgindade, era tão difícil admitir para si mesma que estava querendo tanto quanto eu?

- Não é o que seu corpo está me dizendo.

Ela passou por mim e foi para o meio da sala. O tecido fino da camisola comprimia os seios dela. Os mamilos endurecidos denunciavam seu frio. Olhar para seu corpo em apenas uma camisola fina depois de anos, fez com minha calça se apertasse, denunciando o quão excitado eu estava.

- Você não sabe o que eu sinto, Jasper. Você me manipula.

- Eu nunca manipulei o seu desejo.

- Com certeza já.

- Pare com isso, Isabella!

Meu tom de voz se alterou e ela se assustou. Era isso, minha paciência havia se esgotado pela humana que insistia em se fazer de vítima e não admitia seus próprios erros. Se ela achava que eu havia a forçado a fazer algo, ela veria a diferença nesse exato momento. Eu disse que não a machucaria se ela não me impedisse de fazer o que eu queria. Mas pelo visto a garota estava determinada a isso.

Isabella

Jasper gritou e eu me assustei. Olhei para o vampiro pela primeira vez. As chamas da lareira iluminavam seu corpo parcialmente e eu tive medo do que vi. Ele parecia um felino prestes a atacar sua presa depois de dias sem comer. Os olhos estavam negros e ele tremia.

Dei dois passos para trás e ele deu dois passos à frente.

- Eu cansei.

Foi a única coisa que ele me disse antes de caminhar na minha direção. Eu me assustei e tentei correr, mas obviamente ele era mais rápido. Tropecei no tapete da sala e caí. Ele foi em minha direção, e se agachou, ficando no mesmo nível que eu.

Meu coração batia freneticamente quando percebi o que Jasper tinha em mente. Ele realmente parecia um predador. Eu engatinhei para a porta do meu quarto. Senti um aperto firme nos meus tornozelos e fui puxada em direção ao seu corpo duro.

Eu gritei quando senti as mãos dele rasgarem minha camisola com um só movimento, machucando minha pele, me deixando apenas com a roupa íntima. Ele me abraçou por trás, o corpo frio ainda com roupa de encontro ao meu, que tremia.

Escutei-o abrir sua calça e retirá-la com facilidade, enquanto me pressionava com seu corpo forte.

- Jasper... por favor...

Eu tentei me desvencilhar, mas ele apenas passou o braço forte pela minha cintura, me puxando de encontro ao seu corpo. Eu me mexia freneticamente e chutava com força. Mas ele era mais forte. Era como chutar uma pedra. Jasper rasgou minha calcinha e o tecido caiu no chão. Eu me alertei quando ele retirou seu braço do meu corpo para tirar sua própria roupa. Aproveitei o momento e corri agachada em direção a porta do quarto. Mas ele me pegou novamente.

- Não me machuque...

Ele riu e me puxou em direção ao seu corpo frio. O membro de Jasper me penetrou de uma vez e eu gritei de dor. Ele era grande e eu não estava lubrificada para recebê-lo. O rosnado que ele deu ao me penetrar retumbou pelo quarto e eu me arrepiei, o medo se intensificando. Ardia. Eu estava sendo violada.

Não conseguia ver seu rosto. Mas Jasper afastou seu quadril do meu e me penetrou com mais força. Eu senti uma dor excruciante muito parecida com cólica e gritei novamente. Ele puxou meu cabelo, me fazendo levantar a cabeça. Seus lábios frios começaram a beijar minhas costas enquanto ele mexia novamente o quadril, estocando agora mais fundo.

- Jasper... por favor... você está me machucando...

O vampiro parecia não escutar. As estocadas estavam ficando cada vez mais rápidas, mas ele parecia estar longe de terminar. Ele pegou minha perna e me virou para ele. Pela primeira vez eu fitei seu rosto. Os olhos eram negros e ele sorria maliciosamente. Não o sorriso sacana que ele sempre me dava, mas o sorriso de alguém que estava tomando o que queria à força.

Jasper era um monstro.

Ele me deitou no chão gelado e deitou-se por cima de mim, passando o braço entre os dois corpos e me tocando, no mesmo momento que me penetrava mais violentamente. Eu fechei os olhos e tentei ignorar a sensação quando senti os dedos de Jasper tocarem a parte mais sensível do meu corpo.

- Pare, Jasper! Você está me machucando!

Mas minhas palavras apenas pareciam combustíveis para o vampiro. Seus dedos me abandonaram e seu quadril gelado encontrou o meu novamente e eu não consegui reprimir um gemido que saiu da minha boca quando seu membro esbarrou na parte sensível do meu sexo. Ele estava começando a se lubrificar e Jasper conseguia deslizar para dentro e para fora com facilidade e sem me causar dor.

Não. O que eu estava sentindo agora não era nada parecido com dor. O peso dele em cima de mim me excitava e eu o olhei nos olhos. Jasper sorriu para mim e eu sabia que meu desejo e prazer já tinham escapado do meu corpo, fazendo o vampiro sentir e ter certeza que eu estava gostando do trabalho que ele estava fazendo.

Maldito dom.

Ele se abaixou e começou a sugar um seio com força, enquanto sua outra mão tomava o outro livre e apertava-o. Eu gemi mais. Não era possível que eu estava fazendo isso novamente, e estava gostando.

Jasper continuava a estocar e eu senti lágrimas embaçando minha visão, enquanto corriam pela minha face. Ele olhou para mim e se abaixou até meu rosto, lambendo as pequenas gotas do líquido que escorriam enquanto aumentava a velocidade e a força do seu quadril.

Eu enlacei sua cintura e puxei seu rosto em direção ao meu, afundando meus dedos no seu cabelo. O vampiro rosnou quando eu gemi perto do seu ouvido, meu hálito esquentando levemente sua pele de gelo.

Eu estava enganada. Eu poderia fazer sexo com todos os homens do mundo e eu nunca chegaria perto disso que eu estava sentindo no momento.

Fazer sexo com um vampiro era sobrenatural. Fazer sexo com Jasper era divino.

Eu cheguei à minha conclusão no mesmo momento que meu orgasmo chegou ao meu corpo, fazendo-o tremer por inteiro. Minhas pernas travaram em sua cintura gelada e eu gritei, não de dor como das últimas vezes, mas de prazer.

Um prazer que eu sabia que só iria sentir com ele.

Jasper riu e seu hálito bateu no meu pescoço, no mesmo momento que ele travava seu corpo duro no meu e se despejava dentro de mim. Eu deixei o vampiro ter seu ápice. Eu olhava para o teto, as lágrimas ainda caindo pelo meu rosto. Mas ele não as lambeu. Seus dedos longos passaram pelo meu rosto, limpando-o.

Ele saiu de dentro de mim e deitou-se ao meu lado, apoiando-se no cotovelo. Eu virei meu rosto em sua direção. Os malditos olhos vermelhos vivos me encaravam com intensidade, como se jogassem na minha cara minha fraqueza. Desviei os olhos do seu olhar e tentei levantar, mas uma dor aguda no útero fez com que meu corpo tombasse e eu caísse novamente no chão.

Jasper sentiu isso.

- Onde dói?

Eu estava chorando de dor agora. O vampiro se levantou e colocou sua boxer. Pegou-me em seu colo e caminhou em direção ao meu quarto, me colocando com cuidado na cama. Ele se sentou ao meu lado e eu me enrolei em uma bola, pegando os cobertores e jogando-os em cima do meu corpo nu.

- Você me machucou, Jasper... de novo.

O vampiro se enrijeceu por um segundo. Seus dedos passearam pelo meu rosto molhado. Eu virei meu rosto.

- Saia daqui. Já conseguiu o que queria. Me deixe em paz agora.

Ele se levantou da cama, o cheiro de hortelã pairando pelo quarto devido ao movimento. Eu fechei os olhos quando ele caminhou em direção à porta. Mas ele parou de repente.

- Isabella?

Eu olhei para ele com olhos lacrimosos. O vampiro tinha a testa vincada.

- Pode me dizer o que está sentindo no momento?

Eu me virei de lado, ficando de costas para a porta.

- Sabe muito bem o que estou sentindo.

Ele não respondeu. Escutei a porta se fechando. Mas não escutei os passos do vampiro no cômodo ao lado. Eu sabia que estava sozinha no momento que o barulho da porta da frente chegou aos meus ouvidos.

As lágrimas agora corriam livremente pelo meu rosto, e eu sabia que elas ficariam ali por um bom tempo. Depois de longas horas, com muito esforço, eu dormi.