Notas iniciais
Demorou, mas saiu. eu ia terminar a história aqui, mas enfim... Vou fazer mais um capítulo pra vocês.

Sebastian embainhou a espada e eu só tive tempo de rolar com Santana para o outro lado da cabine. Por milésimos, Mordecostas não acertou meu corpo.

Defendi um golpe de Sam com contracorrente. Não era exatamente difícil lutar com ele, já que conhecia praticamente todos os seus movimentos. Mas ele havia ficado ainda mais forte do que ano passado, então decidi não subestimá-lo muito.

Sebastian investiu contra mim com mais força dessa vez, golpeando minhas costas com a espada. Tentei me defender, mas ele era mais rápido. Logo, vi-me no chão encolhida, tentando não deixar o medo transparecer em meus olhos. O sangue escorria por meu corpo e eu me sentia dolorida. Não havia outra saída.

Arrastei-me para a pequena fonte onde eu atirara um dracma e deixei meu corpo cair sobre ela. A água percorreu todos os meus órgãos, arrancando toda a minha dor e meus ferimentos. Sebastian fez uma careta e investiu novamente contra mim, mas dessa vez o golpeei com força. O rapaz tropeçou nos próprios pés e caiu no chão. Sam tentou me segurar, mas Santana socou seu nariz com força.

Decidi não esperar para vê-los levantar. Saímos correndo o mais rápido que podíamos e mais uma vez estávamos dentro de um bote salva-vidas, nos afastando velozmente do Princesa Andrômeda.

Suspirei aliviada e repousei as costas contra o corpo de Santana.

- Vocês estão bem? – perguntei.

Todos assentiram silenciosamente, voltando a atenção para o mar em que navegávamos. Comecei a controlar a água, mandando correntes marítimas ao nosso favor. O navio ficava mais para trás a cada instante.

Demoramos algumas horas para nos afastarmos completamente de Miami e avistarmos uma cidadezinha um pouco menor. Santana ficou a viagem inteira abraçada em minha cintura e com o rosto enterrado no meu pescoço, volta e meia murmurando coisas sem muito sentido para mim.

- Daqui a algumas semanas será o seu aniversário, Britt-Britt. – ela sussurrou no meu ouvido.

San já havia completado catorze anos ha algum tempo. Ela era dois meses mais velha que eu, mas a nossa diferença de altura às vezes fazia com que as pessoas achassem que eu fosse sempre mais velha.

- Eu sei Sanny. – respondi virando-me rapidamente para beijar seus lábios em um selinho rápido.

- E o que vai querer de presente? – ela perguntou.

- Eu já tenho tudo o que eu preciso. – respondi – Uma namorada linda e carinhosa, um melhor amigo felpudo e o melhor irmão do mundo.

Ela sorriu e voltou a deitar a cabeça no meu ombro. Poucos minutos depois, chegamos à cidade. Desabei no primeiro banco que vi, sentindo todos os músculos do meu corpo ainda tensos. Joe me pegou em seus braços e me ergueu, voltando a caminhar. Tentei protestar, mas estava cansada demais para discutir com meu irmão, e de qualquer jeito eu faria do jeito dele. Era quase impossível dizer não para Joe. Senti minhas pálpebras fecharem e adormeci em um sono, pela primeira vez em dias, sem nenhum sonho maluco.

Quando acordei, já estava anoitecendo. Estávamos no que parecia ser um depósito, pois estava cheio de caixas vazias alguns móveis espalhados pelo local. Senti uma mão passeando por meus cabelos e abri um sorriso. Devagar, comecei a abrir meus olhos e me deparei com Santana acariciando minhas mechas entre seus dedos. Ela tinha um olhar vago, parecia cansada.

Ergui os braços e abracei seu pescoço, puxando seu corpo de encontro ao meu. Santana deu uma risadinha adorável e se abraçou no meu corpo, deitando por cima de mim.

- Descansou dorminhoca? – ela perguntou com um sorriso doce nos lábios.

- Não o suficiente... Fiquei com frio, quem sabe com alguém pra me esquentar... – respondi abraçando-a com mais força.

Ela sorriu e virou-se para mim, abraçando minha cintura e enterrando o rosto na curva do meu pescoço.

- Ei Sabidinha, me diga uma coisa – falei – Como é que vamos voltar para o acampamento?

Realmente, por essa eu não esperava. Se alguém tivesse me dito antes que existiam cavalos voadores, a minha vida seria mil vezes mais fácil. Imagine só: eu, voando em um cavalinho com asas (que insistia que era um pegago ou pelaco, enfim, algo do gênero) ao invés passar por tantos problemas que nem na minha última missão. Primeiro, eu não seria atacada por fúrias em um ônibus. Segundo, eu não perderia tanto tempo caminhando no meio do nada, tentando encontrar carona.

O meu penaco, cujo nome era Blackjack, era extremamente divertido. Os meus amigos não estavam se divertindo tanto quanto eu, fora Joe. De fato, Finn até estava um pouco verde.

- Ei Blackjack, mais alto! – pedi.

- Estou indo o mais alto que consigo, Senhorita. – ele respondeu na minha mente. Conseguia facilmente me comunicar com cavalos, já que meu pai os criara.

- Nós temos muitos pelacos no acampamento? Eu posso vê-los?

- Pegasus! Somos Pegasus, senhorita! E sim, você pode nos ver a hora que quiser. Tenho certeza de que todos vão adorar a sua companhia. – Ele respondeu.

Não sei ao certo quanto tempo voamos, mas logo pude reconhecer o acampamento. Senti-me em casa assim que o vi. Os... Enfim, os cavalinhos voadores começaram a aterrissar na colina, nos fazendo desmontar de suas costas. Desci de Blackjack contente e abracei o animal, que soltou um grunhido alegre e voou para os estábulos. Joe ainda estava um pouco choroso pela ida do seu novo amigo, mas logo se animou por voltar para casa.

Começamos a subir em direção à entrada do acampamento. Entrelacei minha mão na de Santana e vi a latina abrir um sorriso calmo e logo depois arregalar os olhos castanhos. Desviei o olhar e parei na colina, onde havia uma pessoa caída no chão.

Soltei-me da mão de Santana e corri colina acima, pegando a pessoa no meu colo. A menina tinha os cabelos louros e a pele branca, com algumas poucas sardas no nariz. Ela começou a abrir os olhos enquanto eu corria com ela em direção à enfermaria e vi que eles eram extremamente verdes. Assim como... A menina dos meus sonhos. A menina da canção das sereias.

Deitei-a em uma maca e parei ao seu lado. Ela precisava de néctar e ambrosia.

- Quem...

- Sou Brittany, Brittany Pierce. Você está no acampamento meio-sangue. Eu vou cuidar de você.

- Sonho mais estranho... Eu estava morrendo. E a pequena, e Seb? – ela perguntou.

- Você está bem. Está tudo bem – disse pousando a mão em seu ombro. – Qual é o seu nome?

Observei os olhos verdes brilharem por um momento, um brilho... Diferente. Algo sobrenatural, elétrico.

- Eu sou Quinn. Quinn Fabray, filha de Zeus. E... Sanny?

Senti meu corpo estremecer e fiquei tonta. Olhei para porta e vi Santana parada, me fitando sem saber o que dizer.

- Britt... – ela chamou baixinho.

Não pude mais aguentar aquilo. Passei reto por ela, correndo o mais rápido que pude em direção ao meu chalé.

Notas finais
Aprovado?