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29 Orbis Party Quest


A Quest de Grupo de Orbis era diferente de tudo o que já tinham visto. Apesar de ser no andar mais alto de uma torre, como a de Ludibrium, a de Orbis era um chão muito aberto de onde se podia ver as nuvens e o céu azul logo acima.

Como geralmente acontecia com mapas de jogos, o primeiro estágio da Quest não fazia sentido com o mapa. O topo da Torre de Orbis era um círculo com três portais: o primeiro levava para Orbis, o segundo para a entrada da Quest onde estavam e o terceiro, no centro, descia para os andares inferiores. Na entrada da Quest havia apenas uma plataforma flutuante de nuvens compactas onde a fada Wonky ficava.

Quando Thugles falou com ela, eles apareceram numa outra parte da torre, que simplesmente não poderia fazer parte da torre original. Um chão plano feito de pedras cinzas, nuvens flutuantes e uma estrutura que parecia uma minúscula praça pra uma pessoa só no centro. Ao lado dele, estava a fada Wonky, do mesmo jeito que na entrada da Quest.

Alguns metros mais à frente, estava uma enorme torre parecida com a de Orbis, cilíndrica e feita dos mesmos blocos cinza. Não era possível ver o topo, oculto acima das nuvens que se condensavam dezenas de metros acima deles. Na base, uma porta dupla de madeira encontrava-se firmemente fechada, lacrando a torre.

-Aqui deve ser a entrada — Thugles adivinhou — O que a gente tem que fazer aqui?

-Deve ser pra isso que a fada Wonky veio junto- Vampiritico aproximou-se dela — O que a gente faz agora?

-Lamento, apenas o líder do grupo deve falar comigo.

-Ah, maravilha! E se eu estiver morrendo, ou tiver alguém invadindo, ou o líder morrer, sei lá?

-Lamento, apenas o líder do grupo deve falar comigo.

Ele praguejou e se afastou. Nick riu do amigo, e Thugles falou com ela. Dessa vez, ela mirou os olhinhos negros para o rapaz e começou a falar, com voz monótona.

-Nesta torre, a deusa Minerva vive aprisionada e selada, persa por um feitiço do perverso Papa Pixie. Vocês, heróis, devem resgatá-la, mas vão precisar de um guia, o camareiro da Deusa.

-E onde está ele? — Vampiritico quis saber, curioso.

-Lamento, apenas o líder do grupo deve...

-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!!!!!!!!!!!! — furioso, ele a atacou repetidas vezes, fazendo Nick e Thugles suspirarem preocupados. No entanto, nada aconteceu ao amigo — e nem à fada Wonky, que permanecia impassível enquano a lâmina a atravessava.

-Onde está o camareiro? — Thugles perguntou, sério.

-Quando o Papa Pixie chegou, ele expulsou todos os moradores, servos e ajudantes da deusa que viviam aqui. Mas Eak, cuja lealdade para com a deus era maior que o valor que dava à própria vida, se recusou a deixá-la, e o Papa Pixie o amaldiçoou. Seu corpo foi transformado em vinte pequenas nuvens, que ele espalhou pela entrada da torre.

-Puxa, onde será que ele deve estar, né? — South olhou para cima, sarcástico. Havia nuvens por toda parte, grandes e pequenas, todas brancas e tão fofas que pareciam realmente feitas de algodão.

Thugles ainda perguntou mais à fada, mas a explicação sobre o Papa Pixie foi a última coisa concreta que eles ouviriam dela. A Fada Wonky só falava de comida, às vezes se queixando de que o grupo não a tinha alimentado quando chegaram.

Eles passaram alguns minutos procurando. Vampiritico tentou arrombar a porta, mas não havia trinco nem nada que pudesse ser aberto à força. Por fim, concluíram que a única saída deveria ser procurar nas nuvens.

Descobriram que as nuvens eram mais compactas do que pareciam, quando Vampiritico tentou subir em uma delas. A sensação era a mesma de andar sobre um colchão macio. Era possível andar sobre elas, saltar e passar pelas plataformas.

Zeru sugeriu que continuassem subindo — talvez fosse possível chegar até o topo usando as nuvens como escada — mas logo ficou claro que era impossível. As nuvens flutuavam até certa altura, depois não havia mais nada que os levasse até as nuvens mais altas. Depois de alguns minutos eles se largaram no chão branco e macio, resignados.

-Ela disse que precisamos de vinte nuvens. Será que... Não, não dá — Nick comentou frustrado, tentando sem sucesso arrancar um pedaço das nuvens.

-Enigmas são legais, mas tem vez que são um saco — South bufou.

-Eu gosto deles, alguns são bons — Thugles respondeu.

-Não, tipo, eu também gosto, tem uns que são bem bolados e tal mas... — ele fez um gesto vago com as mãos — Porra, esse aqui é muito vago. Nos deixam numa sala cheia de nuvens e querem que a gente procure nuvens? Seria como "ache as Dez Gotas Mágicas no meio do Oceano Sem Fim e poderão prosseguir".

-Não é uma comparação justa — Thugles sacudiu a cabeça — Sua idéia é achar água no meio de um lugar onde só tem água, e nós precisamos achar nuvens, mas aqui não tem nuvens, tem "nada" também, quer dizer, espaços onde não temos nuvens. Se fosse pra achar nuvens no meio de uma nuven gigante...

-Quem liga? QUEM LIGA? — South berrou, levantando — Tenho uma idéia, acabar com todas essas malditas nuvens!

Ele puxou a espada e golpeou a nuvem mais próxima, que reagiu exatamente como a fada Wonky. Ainda irritado, ele correu pela plataforma cortando e golpeando a esmo. O exercício ajudava a descarregar a raiva, afinal.

-Ei, olhem só isso! — ele gritou de repente. Os outros se levantaram para olhar e viram algo surpreendente: uma das nuvens que ele atacara, uma pequena, havia adquirido uma cor cinza-pálido, quase inalterada — Será que...

Ele atingiu a nuvem com a espada mais algumas vezes e ela foi escurecendo até ficar cinza como uma nuvem de tempestade. South notou que, a cada golpe que dava, a nuvem parecia ficar mais densa sob sua lâmina. Por fim, um último e derradeiro corte desintegru a nuvem, derrubando uma versão miniatura da nuvem branca que estava lá antes.

-FUNCIONOU! — ele gitou sem acreditar no que via — Meu rage deu certo! HÁ! Podem falar, sou o mestre dos enigmas, não? Hein? Queriam fazer fila pra beijar meu saco.

Em vez de fazer fila, eles se espalharam para lugares diferentes das plataformas de nuvens. Agora que sabiam o que procurar, perceberam que havia várias delas que eram pequenas, quase como que feitas por uma criança. Quando atacadas, escureciam até derrubar uma pequena nuvem branca. Depois de juntarem as vinte, entregaram-as a Thugles, que as levou para a fada Wonky.

-Comida! — ela engrolou ao vê-los — Você tem comida? Hum... Argh, nuvens! Não seja idiota, se eu comesse nuvens, já teria devorado as que estavam aqui! Me traga comida, daquelas de mastigar, engolir, sentir o gosto!

-Tente colocá-las ali — Nick sugeriu, apontando para o pequeno monumento ao lado da fada. Era uma estrutura circular branca com colunas finas ligando um círculo de pedra no chão e outro um pouco acima. No centro havia um tablado de pedra que parecia alguma espécie de altar. O líder do grupo se adiantou e colocou as vinte nuvens, compactadas em uma só, no tablado. Depois se afastou.

Quase no mesmo instante, uma luz forte se fez brilhar sobre o altar, como que saindo das próprias nuvens. A luz foi ficando cada vez mais forte, mas por algum motivo não machucava os olhos. Quando ela desapareceu, as nuvens haviam sumido.

No lugar delas, estava uma outra nuvem do mesmo tamanho das que tinham destruído — alguns centímetros menor que a Anna. Esta, porém, tinha um par de olhinhos escuros e um chapéu coco preto com uma listra vermelha, firmado por um par de orelhas enevoadas que pareciam asas de mariposa.

-Muito obrigado... Muito obrigado! — disse a figura — Meu nome é Eak, o camareiro oficial e conselheiro vitalício da deusa Minerva! Ah... É tão bom poder esticar o corpo novamente!

Thugles, Nick e Vampiritco deram uma risadinha divertida. De repente, os olhos de Eak brilharam.

-A deusa está em perigo! — ele lembrou de repente — Ah, aquele monstro! Vocês precisam me ajudar a salvá-la!

-Calma, nuvenzinha — South riu para ele — A gente te resgatou, não foi? Estamos aqui pra isso. Conte-nos onde o Papa Pixie está e vamos derrotá-lo.

Eak girou e se contorceu nervosamente.

-O quê? Claro que não, de jeito nenhum! — engrolou como se South tivesse anunciado que ia pular do topo da torre — O Papa Pixie...Oh, meu Deus! Vocês não podem lutar com ele agora! Antes, as peças precisam ser restauradas, os lacaios, dominados, e as páginas...

-Palma palma palma não criemos cânico — Thugles agitou os braços interrompendo a torrente de palavras da nuvenzinha — Vamos ajudar, Eak, eu prometo. Comece pelo começo... O que aconteceu com a deusa e o que precisamos fazer para resgatá-la?

Eak parou de se mexer e olhou para o rapaz com atenção. Thugles estava tranquilo, assim como os cinco ao redor dele. Como que lembrando que deveria mostrar algum protocolo como camareiro da deusa, ele pigarreou.

-É uma história longa, que devo contar dentro da torre — ele disse com dignidade — Vou abrir as portas, assim vocês poderão entrar. Acompanhem-me.

Sem dizer mais nada, ele se virou e foi até as portas duplas da torre, que se abriram quando ele se aproximou. Zeru franziu a testa, sério. Atrás das portas, uma escada de pedra subia em caracol para os andares da torre.

A busca para salvar a deusa de Orbis havia, de fato, começado.

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A falação na casa na árvore cessou assim que a porta se abriu, como sempre acontecia. Mais ainda, os ocupantes sacaram as armas e se enrijeceram, prontos para atacar.

-Quem é você? — perguntou uma voz cortante, mais tranquila que as demais. O rapaz, alto de cabelos brancos e com um curativo na ponta do nariz, não tinha nenhuma arma nas mãos, mas seu tom era frio e inflexível.

-Eu sou a Leslie — disse a menina. Os olhos de Dark Corpse se estreitaram.

-Yo — disse uma outra voz ainda nas escadas da árvore. No mesmo instante o rapaz relaxou e a tensão no ambiente se desfez.

-Italo! — cumprimentou Dark Corpse ao ver o líder subir os últimos degraus, fechando a porta ao entrar — Quanto tempo! Desculpa isso aí, a última vez que entrou um cara desconhecido aqui...

-Não sou um cara! — Leslie protestou indignada — Quer ganhar outro curativo na cara, cara? Olha que eu te sento a mão!

-Claro, claro — riu Dark Corpse. Leslie não tinha falado em tom de ameaça, apenas como uma garota ofendida. Ele decidiu que gostaria dela.

-Como ela disse, ela é a Leslie — Italo continuou sentando-se numa cadeira — É o mais novo membro da Sunrise of Astoria. Praise the sun.

-Praise the sun! — disseram os outros, em coro. Alguns fizeram menção de se aproximar, mas o líder os interrompeu com um gesto.

-Vamos deixar a festa de boas-vindas pra depois. Quero saber o que vocês andam fazendo de bom por aí.

O rosto de Dark Corpse abriu-se num largo sorriso.

-Consegui mais dois milhões só semana passada — ele disse com orgulho — E também algumas poções bem legais.

-Ouvi dizer que a guerra de clã está pra começar — disse Vile Slayer, agitando a cabeça de cavalo — E pelo que sei, a luta vai ser por bases, mas não sei...

-Sim, também ouvi isso, Pagani — Italo assentiu — Passei na seção de criação de clãs e eles disseram que a guerra estava por vir. Cada clã terá uma cidade — acrescentou.

Os outros presentes na sala, seis membros de menor importância do clã, curvaram-se para frente interessados. Italo juntou as mãos sobre a mesa e continuou.

-Nossa cidade, é claro, vai ser Edelstein. Precisamos discutir algumas estratégias, porque quando a guerra começar, vai vir um monte de clã se juntando e tentando dominar a área. Vocês podem ir juntando o pesssoal — ele disse para os seis membros, que assentiram, apressando-se para sair.

-Bom, eu posso pensar em alguma coisa — Dark Corpse assentiu, interessado — Posso reunir o pessoal em alguns lugares e designar umas posições.

-Ah cara, deixa disso, pra quê ficar quebrando a cabeça com bobeira? — interpelou Vile Slayer — A gente junta os arqueiros, Pistoleiros e Assassinos, esconde na floresta e fica de camper esperando eles aparecerem! Camper é a estratégia mais eficaz, né Italo?

-Camper é coisa de puto, viado, gay e arrombado — tornou Italo — Você vai ficar atrás de nós atirando enquanto lutamos com as armas. Mas eu diria que é bobeira nos preocuparmos com isso agora. Ainda nem começou a guerra de clãs, acho que devíamos upar todos primeiro.

-Era o que eu estava vendo com o pessoal — tornou Dark Corpse — Muitos aqui estão abaixo do nível 70. Alguns podem até fazer a Quest de Ludibrium ainda.

-Hm — fez Italo — Bom, nesse caso, você fica encarregado de reunir nossos membros. Quero uma lista de todos os membros e níveis, depois, o nível mais alto vai ajudar o mais baixo, o segundo mais alto ajuda o segundo mais baixo e assim por diante. Pelo menos até chegar ao 3º job.

-Certo — o pistoleiro assentiu várias vezes — Julian, você pode começar a ir por Mu Lung. Escolha mais alguém pra ir pegar o pessoal dos outros lugares, sinceramente, eu...

-Eu mandei você fazer isso, não mandei? — Italo ergueu as sobrancelhas. Dark Corpse lhe dirigiu um olhar sofrido.

-É que é chato pra caralho, e eu não quero ter que ficar rodando por aí procurando gente...!

-Você tem um cavalo — lembrou Vile Slayer, dando-lhe um tapinha nas costas — Além disso você é o que mais corre. Se você ver o Hector por aí, fala que eu mandei um abraço! Ele tava em Ariant a última vez que vi... Ou seria Vila das Ervas? Não, talvez fosse em Kerning...

Dark Corpse soltou um palavrão e o grupo escarneceu dele. Aquela, decididamente, não seria sua tarefa preferida. Ele ia dizer mais alguma coisa, mas resmungou e deixou a casa, fechando a porta com força atrás de si.

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Quaando a escada terminou, o grupo pôde ver como a Torre de Orbis não era apenas alta, mas também larga. O interior era tão grande que caberia um avião perfeitamente — não tinha um lá, mas havia algo cujo tamanho compensava a presença de um.

A escada da entrada da torre terminava no hall de entrada onde não haviam móveis ou mesmo algum outro tipo de estrutura utilizável. No centro, porém, encontrava-se a enorme e imponente estátua de uma mulher de cabelos longos, asas e cajado numa mão. Era uma construção magnífica, mesmo que fosse num jogo e estivesse quase inteiramente rachada e faltando alguns pedaços.

-Esta é a deusa de Orbis — Eak explicou sem necessidade — Foi erguida pelo povo como homenagem à nossa querida deusa. Era o orgulho da torre, a peça mais bonita de toda a cidade, que humanos, fadas e até mesmo monstros vinham de todos os lugares para venerá-la. A própria deusa gostou tanto que olhava para ela todos os dias. Numa manhã, a estátua apareceu rachada e descuidada, e no meio ao pânico que se seguiu, um dos servos se ofereceu para consertá-la.

-O Papa Pixie — Zeru sussurrou. Eak assentiu, sacudindo o corpo feito de nuvens.

-Ele alegou ser um exímio praticante de magia, e que saberia exatamente como restaurar a tão preciosa estátua. A deusa Minerva, é claro, concordou de imediato. Mas...

Ele olhou para baixo. Se aquela nuvem tivesse lábios, estaria mordendo-os agora.

-Eu não confiava nele, é claro. Avisei a deusa que não era uma boa idéia, mas estavam todos tão alarmados com a quebra da estátua que não havia nada a ser ouvido. Então mesmo com minhas desconfianças, assisti o Papa Pixie aparecer todas as manhãs para aplicar alguma coisa na pedra.

Ele olhou para o rosto entalhado de Minerva, ainda visível em meio aos pedaços que faltavam.

-A estátua estava sendo restaurada, como ele tinha prometido. Falta só um pequeno pedaço, mas estava quebrado de tal forma que ele não conseguiria consertar. Então pediu à deusa que posasse em frente ao pedestal, para que ele pudesse esculpir aquele pedaço mínimo. Ela... A deusa, fez o que ele pediu e...

Soluços sacudiram o corpo de algodão, que escureceu à medida que ele se esforçava para não chorar. Como não tinha mãos, era difícil enxugar os olhos.

-Ela desapareceu! — ele se lamentou — Foi presa na estátua pela magia doentia do Papa Pixie, que chamou os seus filhos para ocupar a torre. Sem a magia protetora da deusa, a torre estava vulnerável. Depois ele quebrou a estátua em pedaços, espalhando-as por toda a torre. Eu protestei, e ele fez o mesmo comigo, me escondeu naquelas nuvens que vocês viram! Ah, minha deusa, eu falhei, me perdoe...

Thugles se ajoelhou e o abraçou, tentando consolá-lo. Vampiritico se virou para os demais, pensativo.

-O que acham? Esses pedaços estão escondidos e precisamos encontrá-los?

-Acho que estão espalhados em câmaras da torre — Zeru sugeriu — "Pixie" significa "duende". Ele deve ser o pai daqueles duendes que tem nos mapas perto de Orbis. São bem fraquinhos — acrescentou, mas nem Vampiritico, nem Anna e nem Nick pareceram mais esperançosos.

-Os monstros das Quests de Grupo sempre são mais fortes — disse o Gatuno — Não importa se são fracos lá fora, aqui eles vão ter mais defesa, mais HP e menos EXP.

-Não são os duendes que me preocupam — Nick comentou sério — Esse Papa Pixie, se ele foi capaz de selar uma deusa...

-Ah, isso é que nem todo jogo, o chefão sempre sela o fodão poderoso e morre pro jogador level 10 no final — South disse com displicência — Ele deve ser um duende gordão de chapéu e com varinha mágica que solta buffs por aí. Não tô dizendo que vai ser fácil, mas também, não deve ser assim tão grande coisa.

-Não deve ser grande coisa? Pensei que ele seria gordão — Vampiritico riu. Anna, como sempre, se manteve séria.

-Pessoal — Thugles chamou, alegre — O Eak disse que são seis peças que precisamos achar. Estão cada uma em um lugar da torre, acho que ele sabe quais salas são.

-Eu...Devo me lembrar de onde ele as escondeu — Eak balbuciou, usando a própria cauda como lenço. Vampiritico ergueu as sobrancelhas para ele.

-É fácil, é só ver as que tem aurinha azul de portal pra entrar...

-Não corte o ânimo do Eak, Vampy! — Thugles o censurou com uma careta. O amigo deu de ombros sem se importar.

-Vocês vão ficar aí choramingando ou vão me ajudar na Quest? — South chamou, já subindo um dos degraus da torre. Um fato interessante era que a escada era feita de prateleiras presas na parede, que subiam formando uma espiral até os andares superiores.

-Vamos lá. Ei Vampy, o último que chegar é a mulher do Eak!