Notas iniciais
Olá, sejam bem vindos à minha primeira fic GSR! Antes de tudo, quero que saibam que esse é um capítulo piloto. Estou escrevendo outras duas fics de categorias diferentes e talvez a postagem do capítulo possa atrasar. Tenho alguns caps prontos então postarei num intervalo de alguns dias pra ficar tudo legal. Outro ponto. Não sou especialista no tema policial, então peço perdão caso erre em certos assuntos. Fiz uns cursinhos de série pra ter uma ideia (CSI é claro e Law & Order kkkkk) Qualquer sugestão coloque nos comentários ou me mande uma mensagem. Ficarei super agradecida! No decorrer dos capítulos é possível que eu coloque algumas músicas aqui, então fica a sua escolha ouvi-las ou não, só pra criar um clima mesmo Muito obrigada! Beijos! *Música tema do capítulo: Death, do Demon Hunter*

A vista do lago no parque era de tirar o fôlego. Fim de tarde, o pôr do sol tomava conta da cena atraindo todos os olhares de curiosos e apaixonados. Porém, no meio de tanta gente, havia alguém destacada dos demais. Solitária, a mulher visava o lago com olhos vazios, tristes, como se esperasse por algo que nunca chegaria. A brisa do vento batia em seus cabelos castanhos ondulados e os fazia voar. Ela fechou os olhos e deixou que a mãe natureza soprasse os ventos sobre ela.

Então abriu os olhos. E tudo mudou.

Se antes o clima trazia uma brisa fresca e atenuante, agora um vento frio percorria o lugar, batendo nas árvores e fazendo-as dançar uma valsa macabra. Tudo se calou. O sol escondeu seu brilho e a magia desapareceu. Todos já tinham ido embora, e a mulher solitária estava sozinha.

— Triste fim, não acha?

A mulher, assustada, olhou para trás, de onde saiu a voz. Masculina e meio aguda, passou pelos seus ouvidos como lâmina na carne. Hesitante, ela soltou as únicas três palavras que vieram à mente:

— Quem é você?

A mulher nunca iria imaginar que aquelas seriam suas últimas palavras.

— Eu sou a morte.

A imagem borrada daquele homem, irradiante, foi a última coisa que a mulher viu.

Tudo escureceu.

20 de outubro de 2XXX

— AH! DROGA!

O sonhador levantou bruscamente. Levou as mãos ao rosto e deu um longo suspiro, enquanto se recuperava, sentado, de mais um pesadelo. O mesmo de sempre.

O despertador tocou. Eram seis da manhã, hora de levantar.

Gilbert Grissom o nome do sonhador. 43 anos, policial há 16, responsável por atuar na área de homicídios. Tinha uma grande capacidade de raciocínio, que combinado com sua frieza ajudou-o a ser um dos melhores no que fazia. Um gênio.

— De novo não...

Só que o sargento estava cansado. Há quase um ano trilhava o caminho de um serial killer que escolhia suas vítimas de acordo com a hora; Já se passaram dez horas o que resultou em dez vítimas. Outro detalhe é que o assassino as matava num período de um mês. A primeira morte foi no dia primeiro de janeiro, na primeira hora do dia. No mês seguinte, a vítima foi morta na segunda hora, do segundo dia, do segundo mês... e assim por diante. A polícia só percebeu que se tratava de uma matança em série quando percebeu as mensagens deixadas em seus corpos feitas com sangue, todas marcando a hora do assassinato. A partir da terceira vítima, a polícia de Las Vegas pôs o seu melhor homem a cargo de resolver esses crimes, o sargento Grissom.

O cachorro, que dormira no chão, subiu rapidamente na cama ao perceber os movimentos do homem. Logo partiu para lambê-lo, como se fosse um bom dia bem caloroso.

— Ei, garotão... como vai? — o cachorro arrancou-lhe um sorriso, e o sargento retribuiu o carinho, acariciando sua cabeça. Chegou a se esquecer brevemente do pesadelo que teve.

O homem forte, de barba um pouco crescida e cabelos marrons grisalhos levou as mãos ao rosto e deu um longo suspiro. Encarou o nada por alguns segundos e levantou da cama. O sonhador arrastou-se entre o cômodo e chegou ao banheiro. Olhou-se no espelho, sua cara abatida era evidente. Era possível, ainda, enxergar olheiras em sua face. Ele esfregou a mão entre as bochechas e sentiu a barba um pouco crescida. Estava prestes a pegar a espuma de barbear, mas se olhou no espelho novamente.

— Não, — disse para si mesmo — está bom assim.

Ele preparou seu café da manhã e depois se arrumou para o passeio matinal com o cachorro. Vestiu uma regata, tênis esportivo e calças pretas.

— Vamos, Hank, hora de passear. — disse ele, pegando a coleira e estendendo para o amigo. O animal veio correndo, abanando a cauda já que sabia que hora era aquela. Grissom prendeu a coleira em Hank, e logo os dois saíram de casa.

Sair com o cachorro era uma das melhores coisas que o sargento podia fazer em seu dia. Mesmo que por pouco tempo, podia esfriar a cabeça e se preparar para o longo dia de trabalho. Era uma válvula de escape antes mesmo do dia começar.

Os dois andaram por algumas quadras, não muito longe para Grissom não se atrasar no trabalho. Quando retornaram, o sargento retirou a coleira de passeio do cachorro e foi para o banheiro, vindo a tomar uma ducha rápida. Vestiu uma camisa social azul, uma gravata branca e por fim, o paletó. Estava preparado para sair de casa e trabalhar na cidade que nunca dormia: Las Vegas. Ele fechou a porta do apartamento e trancou-a. Logo, assim que pisou os pés para fora de casa, aquela perturbadora sensação voltou-lhe à mente.

O tempo está acabando, Grissom.

Zodíaco — o serial killer a quem ganhou este apelido — não saía da mente do caçador. Há sete meses desde quando assumiu o caso, não havia uma hora sequer em que não pensasse no assassino, o modo como liquidava com suas vítimas e o rosto a qual nunca viu. Nenhuma pista sequer. Sem fios de cabelo, sem tecido epitelial, sem sangue, nada. Zodíaco era um homem incrivelmente detalhista, parecia escolher suas vítimas com meses de antecedência e matá-las na maldita hora exata. Sempre em ponto. A lógica provável seria que mais 14 pessoas morreriam para completar o relógio macabro de Zodíaco. Ao todo, 24 horas. Mas nada concreto podia confirmar essa teoria, já que o assassino poderia concluir o relógio a qualquer momento. Além disso, o pior de tudo era que as vítimas escolhidas não tinham um padrão em comum. Tanto um milionário famoso quanto um mendigo poderiam morrer nas mãos do assassino. Zodíaco não se comunicava com ninguém e nem dava pistas de quem seria a próxima vítima. Até mesmo o caçador poderia virar a caça.

— Me pergunto se você está me vigiando agora, seu desgraçado filho da mãe. — disse o sargento enquanto dirigia seu carro.

Grissom ligou o rádio já esperando más notícias. Acidente de carro na rodovia tal; Roubo de um cassino resultou em dois assaltantes mortos e um preso; Outro acidente de carro, dessa vez o motorista morreu. Alguns assuntos eram para a perícia, os CSI. Havia outros em que não adiantava ficar sentado olhando para a tela de um computador ou mexendo em tubos de ensaio. Esses aí eram para o sargento, casos em que se tinha de gastar a sola do sapato e quebrar a cabeça.

O sargento deu um bom dia automático para o segurança da cabine e deixou o carro no estacionamento. Pegou o elevador e entrou no prédio. Rezou para que ninguém fosse perturbá-lo novamente, como tem acontecido há semanas.

— Fala, meu caçador! — O detetive Ronald White o abordou antes que chegasse à porta de sua sala.

Grissom odiava aquele apelido. “O caçador”, responsável por finalizar casos difíceis de assassinos num tempo consideravelmente bom. O apelido era um mérito, e ao mesmo tempo, maldição, já que carregava um fardo e suas forças estavam se esgotando.

— O que você quer? — Grissom quase resmungou. Ele sabia que White estava fazendo aquilo de propósito. A reputação de Gilbert foi posta à prova e era dúvida para alguns. Uma oportunidade perfeita para o sargento White provocar a paciência de Grissom.

— Nada, ué. Só quero perguntar como está indo seu caso.

— Está ótimo. Mais alguma coisa ou vai ficar aí parado?

— Ei, que humor é esse? Tá precisando de uma mulher. —Ronald abriu um sorriso malicioso dando dois tapinhas nas costas de Grissom.

— O que eu preciso é que você faça o seu trabalho e deixe-me fazer o meu. —Completou com um sorriso sarcástico, caminhando três passos e abrindo a porta de sua sala.

Graças aos céus, também, que os dois não trabalhavam no mesmo caso.

A pequena e modesta sala tinha uma pesa com gavetas, uma pequena estante, um painel e outros detalhes não muito importantes. Ao lado da porta, painéis de vidro permitiam a vista de fora e vice versa; para momentos particulares, as janelas contavam com persianas verticais. O sargento ligou o ar condicionado ao perceber o quão abafado aquele cubículo estava. Hoje seria mais um dia infernal de quente na cidade do deserto. Ele sentou em sua cadeira, respirou fundo e pegou em sua gaveta as diversas pastas do caso Zodíaco. Esfregou seus olhos e abriu o que correspondia à hora dez.

— Céus... — Lamentou, ao pensar no tempo que lhe restava até o assassino atacar novamente.

Alguém bateu à porta.

— Mas que droga... — falou em voz baixa — Pode entrar! —Deu um grito claramente irritado.

— Ei, Gil, estava esperando por você. — Era o xerife Conrad Ecklie. Um homem branco, estatura média e calvo. Era um homem centrado e odiava quando era contrariado. Às vezes agia como melhor amigo, e às vezes o pior pesadelo de alguém.

— Vai me dar uma bronca sobre a demora em resolver o caso? — Perguntou Gil ironicamente enquanto olhava os arquivos.

— Vim aqui para falar do caso, mas não para lhe dar uma bronca. Eu estou sem tempo para discutir, então vou falar logo.

O xerife se esgueirou para fora e fez um gesto com a mão para que alguém entrasse.

Grissom finalmente olhou para frente, e franziu a testa, confuso. Deixou sua pasta na mesa e observou uma mulher desconhecida entrar em sua sala.

— Sargento Gilbert Grissom... —disse a voz feminina assentindo a ele. Morena, tinha os cabelos presos num rabo de cavalo. Usava um terninho e uma calça social de cor preta com sapatos com um saltinho.

— É... O que está acontecendo aqui? Quem é você? — Perguntou de cara o sargento.

Antes que a mulher pudesse falar, Ecklie se antecipou:

— Conheça a detetive Sara Sidle, da Delegacia de Homicídios de São Francisco. A partir de agora vocês dois irão trabalhar no caso Zodíaco.

Notas finais
Muito obrigada a você, leitor(a) que leu o capítulo. Aceito comentários com críticas, dúvidas, etc, tudo do amor. Até a próxima, beijos!