Manhunters

16 O Penúltimo Guarda ou De volta ao Lehman - Parte 2


Notas iniciais
Olá, meus amores! Hoje é dia de capítulo novo? De novo, não! kkkkk Mas, desde o começo da semana eu estava pensando em postar dois capítulos ao menos, já que achei o anterior meio curto. Só para explicar, os dias em que geralmente posto os capítulos são: Segunda e/ou quarta e/ou sexta. Outros dias (como hoje, sábado) são atípicos e eu só posto neles por certas ocasiões. Como sempre quero agradecer a todos que estão lendo e por todo carinho que tenho recebido não só aqui no site, como nos grupos de CSI. Eu já estava animada em postar essa fanfic, e o apoio de vocês está me impulsionando ainda mais. Aproveitem!

A detetive e o sargento entraram na cabana. Não encontraram ninguém na área principal como antes, por isso, Grissom foi até a porta do supervisor e bateu algumas vezes.

— Entre! — ouviu-se de dentro da sala.

Sem reservas Grissom abriu a porta e entrou com Sara. Ambos foram recebidos por um homem de meia idade, fortinho, branco e cabeça calva, o supervisor Andrew Jallen. O sargento explicou o motivo de estarem ali e sobre Davis. Jallen fora avisado antes da chegada dos policiais e logo os liberou para entrar em contato com o guarda. Mesmo que seu turno não havia começado, Davis já estava presente, como Jallen os informara. Ele tentou chamá-lo pelo rádio algumas vezes, porém não obteve resposta. Então lhes mostrou o ponto de localização de onde o guarda informara pela última vez para ver se conseguiam falar com o guarda.

A detetive e o sargento saíram da cabana e entraram no Lehman Creek. O céu estava estrelado, sem nuvens, e era possível enxergar a lua com clareza. A luz que era refletiva tocava alguns pontos do chão, possibilitando uma ajuda auxiliar no meio daquele parque. Grissom pegou a mini lanterna do bolso do sobretudo e iluminou o pequeno mapa que lhes foi entregue pelo supervisor.

— A gente segue em frente e depois viramos pra lá. — disse ele, apontando a noroeste.

— Ok. — Assentiu.

Mesmo com a presença de postes de luz era difícil enxergar o caminho direito, ainda mais quando se começava a afastar para o meio do parque, nas áreas intensamente cobertas por árvores. Sara não deixou sua lanterna para trás e logo acendeu-a. O trajeto durou três minutos, sem muitas dificuldades.

— Ei. — Sara tocou no ombro esquerdo dele, que parou de andar — Tá sentindo esse cheiro?

O sargento virou o pescoço para os lados, tentando sentir qualquer cheiro que fosse incomum ao lugar. Ele franziu a sobrancelha e se concentrou mais; não demorou muito para que ele pudesse senti-lo e identificá-lo. O sargento assentiu:

— Maconha.

— Será que temos uma reunião juvenil por aqui? — perguntou maliciosamente.

— Não sei. Ao menos será uma oportunidade de arrancar uma informação por meio da boa e velha "pressão policial". — Ele balançou o distintivo pendurado no pescoço.

— Vá em frente. — Sara apontou o caminho.

Não foi difícil continuar, apenas o cheiro da erva sendo queimada apontava o local para onde deveriam ir. Logo mais à frente, a uns 20 metros, os dois puderam encontrar a tão aguardada "fonte".

Ele estava de costas, apoiando seu braço esquerdo numa árvore. Sozinho e escondido no meio da mata, passava imperceptível por outros que estivessem presentes. O sargento e a detetive apontaram suas lanternas para ele, iluminando o local pouco visível.

— Com licença? — A detetive disse em voz alta, assustando o usuário, que se virou no mesmo instante, retirando o cigarro da boca.

Os dois se aproximaram do homem. Grissom, intrigado, levantou a lanterna e jogou a luz no rosto da pessoa, que se escondeu da claridade com o braço direito. Assim que ele ficou de frente para os dois, as suspeitas do sargento foram confirmadas.

— Samuel Davis? — questionou.

— Quem diabos são vocês? — perguntou meio atônito.

— Polícia de Las Vegas. — Ele mostrou seu distintivo.

— O que vocês vão fazer? Me prender por estar fumando uma merda de um baseado? — Ele estendeu o cigarro para os dois, estava visivelmente alterado.

— Se você cooperar, não. — Grissom deu de ombros, sorrindo.

— Viemos aqui para conversar sobre o assassinato de Vanessa Temple, há oito meses. Não se lembra? Avisamos ao seu supervisor. — comentou a detetive.

— Chegamos agora pouco, cedo, bem antes do seu turno começar. Mas o supervisor Jallen avisou que você já estava aqui. Pelo visto aproveita bastante o tempo antes do trabalho. — Grissom falou sarcasticamente, apontando para o homem.

Samuel era branco, estatura média e físico um pouco magro. De rosto quadrado, cabelos escuros, barba e bigode e olhos também escuros, aparentava ter mais ou menos trinta e cinco anos. Ele roupas casuais: calça jeans, tênis preto e um casaco grosso de cor preta. Dificilmente seria reconhecido caso alguém o visse de longe.

— Tá bom! — Com raiva, Davis apagou o cigarro num tronco de uma árvore — Mas antes vou querer um café.

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— Tem certeza que esse Samuel e o que cara que nos falaram são a mesma pessoa? — A morena indagou.

Davis e os policiais retornaram à entrada do Lehman. O guarda seguiu diretamente para um alojamento recentemente anexado à cabana, onde os guardas podiam tomar banho e trocar de roupa. Grissom e Sara ficaram na cabana esperando pelo café, que estava sendo preparado na copinha. O cheiro enchia as narinas dos policiais e os injetava ânimo. O sargento foi quem mais se animou, sendo o primeiro a se servir. O supervisor Jallen, que estava preparando a bebida, serviu-se também. Ele se retirou da copinha, despedindo-se dos policiais.

— Ah... bem melhor. — O sargento disse para si mesmo, após adicionar uma colher de açúcar e tomar um gole.

— Que bom. — A detetive assentiu, enchendo uma xícara com a bebida.

— Não vai querer? — Ele estendeu sua xícara a ela.

— Não, eu estou bem. Vamos logo, temos que conversar com o nosso amigo chapado.

Os policiais seguiram para os fundos da cabana e entraram no alojamento. Lá, encontraram armários dispostos paralelamente e bancos de madeira simples, tipo vestiário da polícia. Eles deram de cara com o guarda, sentado, apoiando os braços nas pernas e de cabeça meio baixa. Assim que entraram, Samuel os notou e virou o pescoço para enxergá-los. Sua expressão ainda era um pouco distante.

— Chegamos! — disse a detetive, fingindo entusiasmo — Tome aqui. — concluiu entregando a xícara de café a ele.

O guarda bebeu um gole e respirou fundo.

— Faltou um pouco mais de açúcar. — Ele apontou para o objeto.

— De nada. — Sara retrucou enfatizando suas palavras e cruzando seus braços.

— Bem, senhor Davis. — Grissom comentou — Agora que o senhor já trocou de roupa, lavou seu rosto e já está a tomar o seu café... — O sargento aproveitou e sentou ao seu lado direito — Pode conversar um pouquinho com a gente.

— Tá, o que quiser. — Ele fez um gesto com a mão.

— Ok. — Sara se manifestou — Vamos voltar no tempo. Oito meses atrás, basicamente no dia em que Vanessa Temple foi assassinada.

O guarda olhou diretamente à detetive. Sabia que havia certo tom profundo em sua fala. Percebeu logo que não deveria tentar alguma gracinha com a mulher.

— Ah... — O homem soltou uma voz de lamento — Achávamos que essa página seria esquecida ou guardada, mas pelo visto isso nunca vai ser esquecido não é mesmo? — Ele ergueu uma sobrancelha — Bem, o que querem que eu diga? O que vi naqueles momentos?

— Prossiga. — falou Grissom.

— Então... Era madrugada, passado de uma da manhã, quase duas... — O guarda desviou o olhar dos policiais, tentando se concentrar — Eu estava caminhando pelo trecho do parque, uma área na qual era encarregado de... patrulhar. — Terminou a frase com ênfase — De repente ouvi alguém gritar por ajuda... Um homem trazendo o cachorro preso à coleira...

— Charles Hill. — comentou Sara, caminhando para perto de Davis e encostando-se em um dos armários — O que ele falou?

— Ele estava desesperado... disso eu consigo me lembrar bem... Parecia que tinha acabado de correr, ele... — Samuel fez um gesto com a mão, balançando-a frente ao corpo e fingindo falta de ar.

— Certo. — Grissom assentiu — E o que mais?

— Então, ele ofegava bastante. Gritava por ajuda, dizendo que o cachorro achou uma mulher que foi atacada. Não lembro... mas acho que não sabia se estava viva ou morta quando a viu. — Davis tomou outro gole do café.

— E o que você fez em seguida? — perguntou Sara.

— Fui com ele e encontrei a mulher já morta... chamei Hernández e o Philip... Hum... Depois contatei o Lewis. — Ele ergueu uma mão — Pedi antes para George acompanhar o homem de volta ao seu acampamento. Depois chamei a polícia.

— Entendo. Parece bem calmo, senhor Davis. Os outros guardas "rasgaram elogios" ao senhor, dizendo que se apresentava manso numa situação como aquela. — O sargento fez um gesto com a mão em direção a ele.

— Ah... — Samuel balançou a cabeça — Já vi muita coisa na minha vida... mas aquela foi nova. Eu tentei me manter calmo e... passar isso para os que estavam ao meu redor. — Ele fez uma pausa — Hernández estava ansioso e com medo. Ficou falando algumas palavras em espanhol, parecia estar rezando... não sei. Philip reclamou bastante, pra não começar uma briga entre ele e Pedro, pedi que fosse com Charles ao seu acampamento... Chamei Lewis e foi outro que ficou sob estresse.

— Quando tudo isso explodiu, nos contaram que ofereceram a vocês uma troca de turno, por que não aceitou, senhor Davis? — Grissom cruzou os braços.

— Não quis... porque não ia adiantar muita coisa.

— Como assim? — Indagou o sargento.

— A morte pode acontecer em qualquer hora, qualquer lugar... Ofereceram a mudança de horário para abafar o caso e para melhorar o nosso psicológico, algo do tipo. Eu recusei porque me senti melhor assim... Ainda mais, melhoraram a segurança e há mais homens no turno da noite e da madrugada. Tem uns sete homens por aí se não me engano.

— Ok. Lembra-se de como os guardas estavam antes ou depois do assassinato de Vanessa?

— N-não... Ah... — O guarda levou a mão à cabeça — Não me lembro direito, eles sempre agiam como os mesmos de sempre... — Aproveitou e tomou mais um gole do café — Por que, vocês desconfiam que eles tenham algo a ver com isso? — Ele encarou os dois policiais.

— O senhor quem está dizendo. — Sara respondeu, dando de ombros.

— Não... não acho que eles possam ter se envolvido nisto. Conheço eles, não sei se poderiam fazer isso. — Samuel concluiu, repetindo o mesmo gesto da detetive.

— Lembra-se de quaisquer atitudes incomuns vindas de pessoas naquele dia? Dos guardas, ou dos visitantes? — perguntou Grissom.

— Não... não... — O guarda respondeu, como se não estivesse dando muita atenção.

— Senhor Davis, — Sara ergueu uma sobrancelha — por acaso o senhor fumou maconha naquele dia? — Ela questionou desconfiada.

— Não, claro que não! — Ele respondeu tentando se defender, mas não pareceu muito convincente.

— Certo. — A morena assentiu, respondendo quase sarcasticamente.

— Muito bem, obrigado por falar conosco, senhor Davis. — Grissom deu dois tapinhas nas costas do guarda e depois se levantou — Por enquanto é só.

— Por enquanto? — O guarda soltou uma risada, era perceptível que o efeito da erva se fazia presente.

— É. — Sara assentiu — E fique contente por não termos detido o senhor. — Terminou caminhando em direção à porta.

— Entramos em contato caso seja necessário. — O sargento sorriu e também se dirigiu à porta.

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— Então é isso... — comentou Sara, ao retornarem ao estacionamento — O que você acha? — A detetive perguntou se virando a ele, quando pararam próximo ao carro.

— Os depoimentos praticamente batem. — Grissom guardou as mãos nos bolsos do sobretudo.

— Não me contento com a fala de Samuel Davis. — Ela apontou para trás de si — Viu só? Não é à toa que os outros dois disseram que ele era o mais "calmo" do grupo. Com certeza deve ter usado a droga naquela noite. Aquela resposta não me convenceu nenhum pouco.

O sargento olhou para o lado esquerdo meio pensativo.

— É uma possibilidade. Talvez os outros guardas perceberam e quiseram aliviar para ele omitindo essa informação. — Ele se voltou à mulher. — Talvez apenas um seja culpado, ou dois... todos, ou... ninguém.

— Ah! — lamentou Sara — Eu não sei, talvez seja coisa minha, mas... — Balançou a cabeça — Algo não está certo.

— Tenho minhas dúvidas, também. — Ele disse, depois retirou do bolso a chave do carro, jogando para Sara, que pegou no ar. Assim que o fez lançou um sorriso confiante a ele.

Sem demora os policiais entraram no carro e colocaram o cinto de segurança.

— O importante agora é falar com Franklin Lewis e depois intimar todos os guardas formalmente a comparecem à delegacia. Eu não duvido nada que o juiz vá ao nosso favor. Podemos não conseguir quebrar o sigilo bancário ou telefônico deles, mas ao menos teremos algo.

— Ótimo. — Disse animada, ligando o carro em seguida.

Nem eles mesmos perceberam, mas foi o momento mais pacífico e carismático, até, entre os dois. Mesmo com dificuldades, no fundo, ambos pareciam estar dispostos a tentarem concordar entre si, até porque o objetivo era o mesmo: encontrar o culpado de todos aqueles crimes e seus supostos cúmplices. Com a possibilidade quase 100% certa de Zodíaco ter sido ajudado por alguém, as chances de isso ter acontecido nos outros casos eram grandes e o caminho se expandiria ainda mais. Adiante, Grissom e Sara teriam bastante trabalho, mas um trabalho concreto.

— Não querendo me meter na sua vida... — De repente, a detetive se manifestou, fazendo com que o sargento se virasse para ela — Mas acho que devia parar de fumar.

O homem soltou uma risada breve. Achou engraçado que ela, logo ela, fosse dizer aquilo.

— Falar é fácil. — respondeu sem ser num tom rígido.

— Escute o que eu digo. — Virou seu olhar rapidamente para ele — Já vi muita gente partir por causa disso.

Grissom retirou seu olhar ficando a observar a estrada à sua direita.

— Obrigado pelo aviso.

— Ah... — disse após um curto período, balançando a cabeça — Quem sou eu pra falar o que alguém deve fazer. — falou meio desconcertada, pressionando suas mãos ao volante. Seus olhos se arregalaram e sua voz apresentava certo nervosismo.

O sargento, percebendo a reação dela, ergueu as sobrancelhas. Ele apoiou o cotovelo no espaço entre o vidro da janela e a porta.

— Não se preocupe com isso. — disse em voz baixa.

— O quê? — A mulher perguntou, já que não estava prestando atenção.

— Estou cansado.

Sara olhou para o relógio em seu pulso: 22h16min.

— Vai ter um tempo para descansar. Amanhã teremos um dia cheio.

— Pois é.

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Calmaria e quietude se faziam presentes na Pousada Chapman. Quem se hospedava ali não tinha pelo que reclamar. A brisa noturna, o cheiro ambiente e o espaço físico poderiam ser descritos como sossegados e, ao mesmo tempo, excitantes. Era um mini-paraíso para quem gostava do simples e confortável ao invés do luxo e sofisticado.

Estava frio para ficar na área de encontro, do lado de fora do edifício. Passado das dez, muitos já se retiravam dos locais abertos aos seus respectivos quartos para descansar. O sargento e a detetive retornaram à pousada e se dirigiram para os seus quartos. Precisariam descansar bastante, pois o dia de amanhã poderia ser o começo de um novo passo na busca da verdade.

— Não se esqueça de ligar para o Brass. Ele precisa estar atento para intimar os nossos amigos. — disse a morena, caminhando até a porta de seu quarto. Grissom vinha logo atrás.

— Eu não vou. — respondeu convicto.

— Certo. — Ela assentiu, virando o rosto para ele — Bem... boa noite, então.

— Boa noite. — O homem ficou frente a frente com ela.

Apresentando um meio sorriso (forçado), Sara deu meia-volta e pegou as chaves no bolso da calça; ela destrancou a porta e a abriu. Estava prestes a entrar no quarto quando parou de repente.

— Ah, já ia me esquecendo. — disse meio envergonhada, retirando o cachecol do pescoço — Tome. Falei que não precisava, mas... — Ela olhou para o lado por breves segundos — obrigada. — Terminou estendendo o acessório para ele.

— Hum. — Grissom pegou o cachecol e depois dirigiu seu olhar à detetive — Vê se não esquece de se proteger da próxima vez. — Ele balançou o tecido na frente dela. Mas ao contrário do que se esperava, sua intenção não foi provocá-la. Foi mais como uma brincadeira, meio ríspida.

— Obrigada, senhor certinho. Vou me lembrar disso. — rebateu no mesmo tom, sorrindo sarcasticamente e entrando em seu quarto logo mais.

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A morena trancou a porta, respirou fundo e fechou seus olhos. O dia foi cheio, meio tenso e meio... estranho. Num dia só ela e Grissom discutiram, se reconciliaram, discutiram novamente e... o de sempre. Mais um ciclo do qual ambos criaram.

Hora de descansar. Hora de tirar sua máscara, aquela que Sara vestia para si mesma e para o mundo lá fora. Ela era boa em fazer isso, uma detetive como Sidle sabia atuar como atriz em muitos dos casos. Mas por pouco não deixou escapar algo pessoal e justamente na frente daquele homem, duas vezes. Precisou de um tempo para se recompor e arrumar aquela máscara; o caso era muito mais importante que qualquer sentimento.

Sara precisava se focar o máximo possível, já que a resolução do caso traria um grande reconhecimento pessoal: estar à frente (junto de Grissom) num caso para prender um assassino que vem fazendo vítimas há um bom tempo. Seu trabalho duro seria claramente reconhecido após muito tempo. Era a chance, e talvez a única chance de Sara mostrar a todo mundo e a si mesma que podia, realmente. A detetive agarraria com todas as suas forças a oportunidade, seu maior objetivo na vida. O que era passado tinha de ficar lá, precisava. Não tinha como carregar mais um peso que trazia consigo há anos.

A mulher tirou todas as suas vestimentas, prendeu os cabelos e se dirigiu ao banheiro. Ligou o chuveiro e deixou a água quente aliviar o seu corpo. Ela esticou o braço direito e encostou a mão na parede. Fechou seus olhos e permitiu que a água tocasse o pescoço e suas costas. Sara tentava se esquecer daquelas imagens em sua mente.

Grissom não era o único atormentado por fantasmas do passado.

Notas finais
E aí, gostaram? A Sara também tem um passado obscuro e assim como o de Grissom, será revelado em momentos específicos. O que eu posso dizer, aguardem, pessoal. Vem coisa por aí hein! Até o próximo capítulo, beijos!