Mana No Monogatari
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Notas iniciais
— Onde...estou? –Disse abrindo os olhos.
O menino de touca e blusa vermelha não fazia ideia de onde estava. Havia uma névoa densa no local e o pouco que se podia ver era o céu, que estava num tom esverdeado.
Foi quando uma grande árvore de uma cor verde um tanto desbotada, grande quantidade de raízes e uma aparência bem velha apareceu, e uma voz ecoou no ouvido dele.
- Nove séculos atrás, a Árvore de Mana foi reduzida a cinzas. O poder de Mana viveu dentro de Pedras de Mana, instrumentos encantados, e artefatos. Sábios lutaram uns com os outros pelo controle desses últimos remanescentes de Mana.
— Então, depois de centenas de anos de guerra, como o poder de Mana começou a diminuir, aqueles que procuravam ela ficaram escassos, e o mundo retornou a ter paz.
— Depois disso, a humanidade cresceu com medo de desejar. Os corações eram preenchidos com emoções vazias, e eles cresceram distante de minhas mãos. Eles viraram os olhos para meu infinito poder, e estavam perturbados com suas disputas insignificantes.
— Lembre-me!
— Necessite-me!
— Eu posso te fornecer tudo!
— Eu sou o amor.
— Encontre-me, e caminhe ao meu lado.
E tudo subitamente escureceu.
— Onde estou? –Disse abrindo os olhos mais uma vez.
Ele se levantou e olhou ao redor, apenas podendo ver um terreno imenso, porém vazio, e alguns trechos com água.
— Então aquilo foi um sonho? Pareceu tão real...mas continuo sem saber onde estou. –Disse olhando para os lados.
Um barulho pode ser ouvido e quando ele olhou para o céu, uma caixa de correio com duas asas na parte de cima e uma espécie de sino amarrada em baixo caiu em sua cabeça.
— Ow, isso doeu! E o que diabos foi isso? –Perguntou tocando o lugar onde havia sido atingido.
Ele olhou para o lado e viu a caixa de correio ali, foi até lá e a ficou observando por um tempo. Ele então a segurou, e começou a chacoalhar sem parar esperando que algo acontecesse, mas nada ocorreu.
Então ele a jogou no chão e se surpreendeu quando viu a caixa de correio entrar em um pedaço do terreno.
— Ei, eu ainda não descobri o que isso faz! Pode ter algo valioso dentro! Quem sabe até mesmo valha uma boa quantia pra algum colecionador, devolva! –Disse esmurrando o solo.
Por mais que gritasse e esmurrasse o chão, nada acontecia. Até que o chão começou a brilhar num tom de dourado e alguns feixes de luz e bolhas de mesma cor começaram a emergir.
— Eu sabia que isso iria fazer algo! Deve estar descobrindo ouro, ou quem sabe ouro vai brotar da terra, mas parece apenas uma ilusão...de qualquer modo eu vou estar rico. –Disse com os olhos brilhando.
Foi quando um tremor pode ser sentido e tudo que estava acontecendo sumiu.
— Um terremoto? Talvez eu deva me afastar um pouco, apenas por precaução... –Disse dando alguns passos para trás.
E de repente o tremor parou e uma árvore com o que parecia ser uma casa afixada nela surgiu do chão.
— Mas o que...uma casa? Acho melhor eu dar uma olhada. –Disse avançando em direção a tal casa.
Ele foi andando até que estava na porta da casa. Havia algumas raízes de árvore no chão, e um caminho indo para a direita e outro para esquerda, mas decidiu apenas ir em frente.
— Espero que ninguém more ai, assim ela pode ser toda minha! –Disse abrindo a porta da casa.
Assim que entrou notou que a casa tinha dois andares. Ela era grande de certo modo, e no primeiro andar uma mesa para jantar e o que provavelmente seria a cozinha, e também uma biblioteca cheia dos mais variados livros. Ele então subiu para o segundo andar e notou uma pequena folha na parede que parecia estar ligada a escada.
Deu uma olhada maior e não pode deixar de notar o cacto que estava no canto direito do quarto. Ele tinha “braços” e estavam levantados, e uma flor no topo de sua cabeça, e um rosto que parecia bem alegre.
— Que decoração estranha...parece até real. –Disse coçando a cabeça.
Virou-se então e viu uma cama que parecia ser extremamente confortável, e nem pensou duas vezes, foi tirando o sapato e preparou-se para deitar.
— Mestre! –Uma voz foi ouvida.
Ele tomou um susto e acabou tropeçando e caindo no chão.
— Quem...quem está ai? Mostre-se logo! –Disse levantando e olhando em volta.
— Mas eu estou bem aqui! –A voz disse novamente.
Ele ouvindo a voz de novo se virou e olhou fixamente para o cacto.
— Não pode ser...você não pode falar...ou pode? –Disse analisando o cacto.
— Sim, eu posso! –O cacto disse com um sorriso no rosto.
Ele com o susto pulou para trás e bateu a cabeça na cama.
— Mas como isso é possível? Você é um cacto não é? Você não deveria falar...ou será que você é um demônio ou coisa do tipo? –Disse se aproximando novamente.
— Eu não sou um demônio, não seja rude...sou o Lil’Cactus, prazem em te conhecer mestre! –Disse com o mesmo sorriso.
— Hein? Mestre? Eu? –Ele se perguntou.
— Foi você que usou o Mailbox, não foi? –Ele perguntou.
— Mailbox? Aquela caixa de correio? Só me lembro de tê-la jogado no chão, mas porque a pergunta? –Olhou fixamente para o Lil.
— Aquilo era um Artefato, AF para simplificar. Esses Artefatos são usados para criar todo tipo de lugar em terrenos vazios. Logo a caixa de correio se transformou na sua casa mestre. –Disse o Lil.
— Nossa... –Ele coçou a cabeça.
— O que foi? –O Lil perguntou.
— Nada. Eu apenas achei que essa explicação seria difícil de entender, e fazer meu cérebro dar um pequeno curto e me fazer ficar tonto e não entender nada do que você disse. –Ele respondeu.
— Eu acho que não entendi mestre. –Disse Lil.
— Esqueça...mas é meio constrangedor ser chamado de mestre...pode apenas me chamar pelo meu nome, que é Toto! –Ele disse olhando para Lil.
— Tudo bem! Então a partir de agora, você sempre me contará sobre suas aventuras, certo Toto? –Ele perguntou apontando para Toto.
— Aventuras? Mas eu não... –Toto foi interrompido.
— Você foi o escolhido pela Árvore de Mana certo? Então você irá embarcar em várias aventuras, e quero que você me conte sobre todas elas! –Lil disse.
— Árvore de Mana? Aquela grande árvore velha? Escolhido? Eu? Deve ser um engano. –Toto disse negando.
— Não há engano nenhum, tenho certeza que é você! –Lil afirmou.
— Mas você é um cacto falante...logo o certo a se fazer seria...obviamente, seria acreditar em você, afinal você é um cacto e ainda por cima fala! Você não pode estar errado! –Toto disse apontando para Lil
— Err...não é como se eu fosse a única coisa que fala nesse mundo, mas apenas acredite! –Lil disse concentrado em suas palavras, enquanto olhava para o chão.
— Você disse algo? Essa cama é tão fofinha que eu poderia... –Toto disse antes de pegar no sono.
— Que rápido! Mas acho que ele será um bom mestre...boa noite, Toto! –Lil disse levantado do seu pote e usando as pequenas garrinhas em sua mão para cobrir Toto.
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