Notas iniciais
Demorei mas tá aqui, espero que gostem!

Assim que levantei, fui até a sala. A casa em si não era tão grande. Na sala havia uma mesa com alguns talheres, um baú vazio e uma lareira, além claro, das coisas que qualquer sala tem como janelas e cômodas. A cozinha era bem pequena, mal havia muita coisa nela. A livraria era lotada de livros e de tranqueiras. E finalmente o andar de cima, que de interessante só tinha a cama, o Li’l e uma folha pregada na parede.

Sentei em uma das cadeiras da mesa, parecia ser de manhã. Fiquei esperando, e esperando. Acho que fiquei ali por umas 2 horas esperando.

— EI LI’L, onde diabos está a comida? Eu estou morrendo de fome! –Gritou Toto.

— Hein? Se está com fome vá comer oras...não entendo por que está me chamando. –Gritou Li’l.

— Mas...você não vai fazer comida pra mim? –Perguntou Toto.

— Huh? E por que eu faria comida para você? Além do mais eu tenho garras, não da pra se fazer comida tendo garras. –Disse Li’l.

— Ah é? Então como você se alimenta espertinho? Aposto que você só não quer me fazer algo pra comer... –Disse Toto.

— Fotossíntese meu caro Toto. –Respondeu Li’l.

— Isso é trapaça! Eu não posso fazer isso... –Afirmou Toto.

— Então faça você mesmo sua comida...ou vá em algum lugar que tenha. –Disse Li’l.

— Mas onde eu vou achar isso por aqui? –Perguntou Toto.

— Você já explorou esse lugar todo? Dê uma explorada e você deve achar algo. –Disse Li’l.

Seguindo o conselho do Li’l sai de casa, mas logo me deparei com algo estranho. Era um...bicho, e ele era feito apenas de folhas. Será que...eu posso comer ele?

Aproximei-me devagar, mas ele logo se virou e olhou em minha direção.

— Eu sou um Sproutling. –Disse o Sproutling.

— AH! Você fala também... –Disse Toto.

— O mundo pode ser moldado por sua imaginação! Você sabia disso? –Perguntou o Sproutling.

— (Mas do que diabos ele está falando?) Ah, claro que sabia, hehehe....hehe...he... –Disse Toto.

— Pegue isso! –Disse o Sproutling.

Ele me deu uma espécie de emaranhado de blocos que pareciam ser cristais e que pareciam estar no formato de uma casa

— Isso é o AF Colorblocks. Essa é a cidade de Domina! –Afirmou o Sproutling.

— Obrigado...eu acho... –Disse Toto.

Decidi sair de minha casa e ir aquele grande terreno de onde ela tinha brotado do chão.

— Acho que eu só preciso jogar isso no chão né? –Disse Toto para si mesmo.

Assim que o AF tocou no chão, ele se quebrou e nada aconteceu.

— Err....acho que fiz merda...será que eu só deveria ter posto no chão? Tarde demais...o que eu faço agora? –Toto perguntou a si mesmo.

Enquanto estava ali sem saber o que fazer uma luz começou a emanar dos pedaços e eles se ergueram no ar. Flutuaram por um tempo até começarem a girar cada vez mais e mais rápido, fazendo a luz ficar cada vez mais e mais forte até que eles desapareceram. E do chão mais uma cidade se ergueu.

— É...pelo jeito eu deveria me acostumar com isso. –Disse Toto.

Assim que entrei, percebi que essa parecia ser uma cidade agitada.

— Parece que aqui é uma bela de uma cidadezinha...vamos ver o que eu consigo encontrar nela. –Disse se preparando para entrar na cidade.

Assim que saí da entrada e fui para a área principal da cidade, duas pessoas podiam ser vistas.

— Estão discutindo...? E aquilo é uma cebola, não pode ser uma pessoa... –Afirmou Toto.

— Ei! Pelo menos me dê seu nome. –A cebola disse.

— .....Elazul. –Ela disse.

A menina de longos cabelos verdes, roupas azuis e uma espécie de amuleto preso no cabelo entrou no bar assim que terminou de falar.

— Credo...ele me deixa mal... –Disse a cebola.

— (Ele? Espera..aquilo é um...homem!?)

A cebola que segurava uma espada foi em direção a uma casa que ficava logo a direita de onde ele estava discutindo momentos atrás.

— E para onde eu vou agora...? Acho que vou seguir aquele menino.

Fui em direção ao bar, mas assim que fui entrando, algo me empurrou para fora me fazendo cair no chão.

— Saia do caminho, por favor. É importante dividir.

Eu apenas levantei e vi um coelho marrom e gordo carregando uma mochila, seguindo para a direita.

— (Tch, se ele deixasse de comer cenoura, não era preciso tanto esforço para passar de uma porta...mas acho que vou segui-lo, ele parece interessante).

Ele seguiu para o norte em direção do que seria o centro comercial da cidade.

— Ah, olá... –Se aproximou Toto.

— Meu nome é Niccolo. Sou um comerciante andarilho. –Disse o coelho.

— Ah, interessante mas... –Toto foi cortado por Niccolo.

— Mas a estrada está cheia de bandidos... –Niccolo afirmou.

— Certo, só que... –Toto foi novamente cortado por Niccolo.

— É muito perigoso sair da cidade. Você não acha? –Niccolo perguntou.

— Eu...não, aposto que devem ser só fracotes. –Afirmou Toto.

— Como você é valente. Eu não posso fazer negócios com aqueles bandidinhos por ali. Vamos lá ensinar uma lição a eles. –Disse Niccolo.

— O que mas... –Toto foi cortado mais uma vez.

— Assim que terminarmos te farei rico! –Afirmou Niccolo.

— Quando partimos? –Afirmou Toto.

— Você é realmente um mercenário! Eu gosto de gente que sabe o valor do dinheiro. –Disse Niccolo.

— Tá...menos papo mais ação, afinal, tempo é dinheiro. –Disse Toto.

— Eu ainda preciso ir ver o Teapo. Venha comigo. –Disse Niccolo.

— Ah, tudo bem então. –Toto concordou.

Então fomos até onde aquela cebola tinha entrado mais cedo. Ali havia um homem sentado na cadeira e um bicho que não parava de pular de um lado para o outro, ele deve ser o tal Teapo.

— Um aventureiro hein...Você deveria pelo menos comprar algo na loja. –Disse a cebola.

— Não obrigado, vim aqui para outra coisa. –Disse Toto.

— Olha se não é o Niccolo! E aí, tudo bem? Tem algo bom para mim hoje? –Teapo disse.

— Na verdade...eu tenho um item esplêndido, mas eu não posso vende-lo... –Disse Niccolo.

— Niccolo...você só está querendo me provocar. –Afirmou Teapo.

— É só lixo de qualquer jeito. –Disse a cebola.

— Calada cebola. –Gritou Niccolo.

— É isso. É uma roda que eu peguei na estrada. –Disse Niccolo.

— Hum...parece com uma roda normal pra mim... –Disse Teapo.

— Certo. Estou indo. Você tem razão. Isso não passa de uma roda velha. Nada de especial. –Niccolo disse se virando em direção a saída.

— Espere ai! Até mesmo eu posso dizer que não é uma roda normal...Eu irei comprá-la. Quanto você quer por ela? –Perguntou Teapo

— 50,000 Lucre. –Respondeu Niccolo.

— Niccolo, você é muito orgulhoso pro seu próprio bem. Nada custa tanto assim... –Disse Teapo.

— Me dê 50,000 Lucre. Até lá... Eu deixarei Toto ficar com ela. –Niccolo respondeu.

— O que?Eu? –Toto perguntou.

Niccolo então arremessou a roda, e eu simplismente a peguei e fiquei com ela.

— Niccolo, você é o pior. Eu vou arranjar o dinheiro então deixe-me ficar com ela. –Implorou Teapo.

— Eu voltarei. –Afirmou Niccolo.

— Seu sem coração... –Disse Teapo.

Então saímos da casa e fomos em direção a entrada da cidade.

— Tudo bem deixar isso comigo? –Perguntou Toto.

— Claro! Esse AF será necessário para irmos até onde os bandidos estão...então, vamos dar uma lição neles? –Perguntou Niccolo.

— Só se for agora! –Respondeu Toto.

Notas finais
Próximo cap começa a ação de verdade 'u'