Maldito vampiro.

11 Um lorde em todos os sentidos.


Notas iniciais
Boa leitura.

Capítulo 10

”Os humanos representam à parte de mim que jamais foi esquecida, embora ela nunca mais faça parte de mim.”


— Realmente, Milorde, não compreendo o porquê de ter me chamado aqui. Ela não está beira da morte absolutamente. — Doutor York lhe disse após ter me examinado.


— Estava mal há pouco. Sangrava por toda a parte. — ele estava consternado, era o comum que os humanos ficassem tão confusos, com o quão rápido nós, os vampiros, nos curávamos.

Olhei para o outro lado do quarto onde vi Eric encostado no batente da porta encarando todos dentro do quarto. Sua expressão estava tão polida como horas atrás, mas pude ver um pequeno brilho de divertimento em seu olhar. Pelo menos essa parte do vampirismo era muito boa.

— Não acho que esteja mentindo, Milorde, mas que talvez tenha exagerado devido a sua preocupação com sua "prima".

— Sim, talvez esteja certo. — ele aceitou.

— Prima? — eu o olhei interrogativamente.

— Sim, prima. — ele afirmou e me olhou implorando que eu concordasse.

— Sinto muito doutor, que tenha se deslocado de tão longe para nada, mas receio que a culpa tenha sido minha. Bem sabe como nós as mulheres somos frágeis, para quem sabe não dizer: frescas. Eu não estava agüentando-me em pé. Mas depois que descansei, já estava sentindo-me bem melhor. Meu primo... ficou preocupado com meus chiliques.

— Não é nenhum incômodo, Milady. Sei que as jovens de hoje são muito frágeis e espero sinceramente que esteja melhor. Ainda mais depois de ter sofrido assalto por mal feitores. Juro que não sei como o Rei permite que Londres esteja nas mãos dessa gente. — ele balançou a cabeça, contrariado. — Está sentindo dor em algum lugar?

— Não, senhor. — olhei para Eric que balançou a cabeça negativamente. — Quero dizer... sinto um pouco de náuseas meu nariz ainda dói.

— Entendo. — ele mexeu em sua maleta e entregou uma bolsinha com algo dentro. Farejei o ar e senti um cheiro que era muito familiar em minha vida como humana. Era gengibre, tília e camomila. — Prepare um chá bem forte, acho que uma colher de sopa seja o suficiente para diluir em uma xícara de água; dê a ela toda noite, durante uma semana. Isso é gengibre misturado com tília e camomila, juntas fazem maravilhas contra a dor. — eu sabia, sorri internamente.

— Obrigada, doutor.

— Não por isso. Espero vê-la em breve, Milady. — Dr. York curvou-se galantemente diante de mim.

— Desculpe doutor, mas não desejo vê-lo de novo. Pelo menos não como uma paciente. Não pretendo ficar doente tão cedo.

— É claro. — ele sorriu e concordou, logo virou-se para Edward. — Adeus jovem príncipe. Espero continuar servindo a sua família.

— É óbvio, estamos satisfeitos com seu trabalho.

— Até logo, Milady. Alteza. — ele se despediu.

— Eric, leve o doutor até a carruagem dele e pague por seus honorários. Depois pode se retirar para seus aposentos.

— Sim, Edward. — Eric saiu deixando-nos a sós.

Edward começou a tirar suas roupas, enquanto eu o olhava com uma cara de pasma. Ele estava indo tirar as roupas na minha frente? Claro, eu já havia feito amor com ele, mas mesmo assim eu não o tinha visto nu realmente. Eu só havia visto Dimitri.

— O que você está fazendo? — perguntei alarmada.

— Irei dormir, é obvio. — ele me olhou com a sobrancelha arqueada em divertimento. — Tem certeza de que está se sentido melhor?

— Sim. Estou bem. — suspirei. — Isso foi à coisa mais idiota que uma pessoa poderia fazer.

— Talvez esteja certa, mas não quero pensar nisso agora. — ele ficou nu na minha frente.

— Você vai dormir aqui? — eu engoli em seco.

— Sim, esta é minha cama.

— Aonde vou dormir?

Ele sorriu, vindo em minha direção. Eu tentei me afastar,mas bati com as costas na cabeceira da cama. Edward levantou o cobertor que me cobria e deitou-se ao meu lado.

— Você dormirá comigo. Você é minha agora, Isabella. — ele agarrou minha cintura mantendo-me presa ao seu corpo.

— Eu...

— Não se preocupe, embora esteja melhor, não acho que seja bom, que tenha algum tipo de relação sexual agora.

— Mas estou fedendo, preciso de um banho descente. — ele gargalhou e beijou minha testa.

— Você está fedendo? Fui eu que mergulhei em um barril de vinho. Estou fedendo como um morador de rua que não vê um banho desde que nasceu. — ele brincou.

Sorri com ternura, ele era tão meigo e doce, aconcheguei-me em seu peito largo e quente; e sorri contra a pele de seu pescoço nu. Seu membro estava encostado em minha perna, muito duro na verdade. Eu o olhei corada.

— Você parece um pouco animado. — sussurrei.

Ele bufou,mas logo sorriu.

— Eu disse que não achava certo você ter algum tipo de relação comigo, assim machucada. Não falei em nenhum momento que não desejava você. — ele passou a mão em meu seio nu e meu mamilo rapidamente ficou duro; eu estava despida e nem havia reparado; ainda bem que eu estava com o cobertor, durante a visita do médico. — Eu vou mandar prepararem um banho para você logo que amanheça, mas não ouse levantar dessa cama antes que o mesmo não chegue. — ele acariciou meus cabelos aproximou meus lábios dos seus. Beijou-me carinhosamente, sem pressa alguma, logo após se afastou e sorriu para mim.

— Se escaparmos com vida desta loucura, lembre-me de agradecê-lo. — sussurrei próximo de seu rosto.

— Já disse que não há motivo para ter medo, não vou deixar que ele faça algo contra você. — ele apertou minha cintura novamente.

— Você não o conhece. — disse sentindo um aperto no coração. — Você não me conhece. Não sou uma pessoa boa.

— Para mim você é a melhor pessoa do mundo. Agora durma. Você ainda não está forte o suficiente. — ele apoiou a cabeça no travesseiro e logo sua respiração estava ressonando na escuridão da cabine.

Eu passei toda a noite acordada sentindo o cheiro dele. Embora ele tenha dito que estava fedendo, seu cheiro para mim era maravilhoso. Eu fiquei tentada em morder seu pescoço, mas me segurei. Jurei para mim mesma que nunca mais o morderia, ele já havia se arriscado de mais em me trazer com ele para Rússia. Eu perder o controle e mordê-lo novamente estava a fora de questão.


***



Senti sua respiração mudar quando ele acordou, eu por outro lado já estava quase dormindo, pois com a chegada do amanhecer eu era compelida a dormir, pois meu corpo ficava tão fraco que até uma criança poderia me matar.


— Bom dia, doçura. — Ele escovou seus lábios nos meus e levantou-se da cama pondo um roupão que estava pendurado em um cabideiro. — Quer seu banho agora?

— Não, eu quero dormir. — gemi e ele sorriu. Ele saiu da cabine e foi para o convés, eu ainda podia o ouvir dando ordens aos tripulantes. Com a chegada da noite eu acordei e ele estava ao meu lado novamente, abraçado a mim.

— Boa noite. — eu disse.

— Boa noite, Isabella. — ele beijou minha testa. — Você estava dormindo, preferi não te acordar. Sente-se melhor?

— Sim. Como está a partida do navio?

— Já estamos zarpando. Meus homens nos levarão a Rússia o mais rápido que esse navio conseguir. E então nos livraremos de seu marido de uma vez por todas.

— Você acredita mesmo que ele não vai nos seguir? Você não tem noção do que ele é capaz. — suspirei amargamente.

— Oh, mas eu quero que ele nos siga, meu amor. Então quando ele vier eu estarei esperando, para livrá-lo do mapa de uma vez por todas, para tão logo podermos casar, eu e você.

— Definitivamente, eu tenho dedo podre para homens. Um é um vam... Psicopata capaz de tudo e o outro um desvairado pelo amor. — ele pareceu não perceber minha interrupção abrupta.

— Não sou louco pelo amor e sim por você. — ele abriu a porta da cabine e o cheiro do mar entrou invadindo meus sentidos. — Eu fui comandante do Exército Real da Rússia. Lutei contra o exercito de Napoleão Bonaparte. Sei me cuidar muito bem. E serei capaz de cuidar de você. Não há homem nesse mundo capaz de me separar de você. — meu coração se apertou nesse momento, pois esse era justamente o problema; Dimitri não era um homem, ele era um monstro. — Espere-me aqui, sim? Vou chamar uma criada para preparar-lhe o banho e logo à noite lhe trarei o chá e comida.

— Trouxe criadas nesse navio? — perguntei surpreendida, geralmente os homens não gostavam de levar mulheres nos navios, pois acreditavam que nós atraiamos má sorte; o que era uma idiotice sem tamanho, afinal não era nossa culpa que muitos dos homens das tripulações ficassem bêbados e causassem vários acidentes, nem era culpa das mulheres os desastres da natureza.

— É obvio, trouxe duas para cuidarem de você.

— Você está planejando isso há quanto tempo? Quero dizer: seqüestrar-me.

— Bem... Muito recentemente na realidade. — ele pareceu envergonhado e por incrível que pareça ele corou; ao invés de ele parece menos másculo, ele ficou ainda mais bonito.

— Ora e se por acaso não tivesse aceitado vir com você? Ou melhor, caso eu tivesse lutado contra a sua tentativa de me raptar. Já que eu não decidi vir na realidade. — homens eram tão machistas; como podem querer decidir por mim o tempo todo? Mas nele todo esse machismo parecia doce.

Ele deu de ombros.

— Eu teria te trazido de qualquer maneira. Não estava brincando quando disse que não queria apenas uma noite com você.

Ele saiu para o convés e eu encostei minha cabeça no travesseiro. Edward era o tipo de homem que eu havia sonhado toda minha vida. Antes mesmo de Dimitri acabar com meus sonhos e com minha esperança de viver.

Edward voltou com duas criadas que para minha surpresa estavam sendo ajudadas por ele. Os três carregavam baldes de água quente para meu banho, algo que me surpreendeu muito, afinal nobres não ajudavam a criadagem em nada; principalmente na Rússia, onde os camponeses eram tratados quase como escravos.

— Obrigado. Podem por aqui no chão mesmo que eu a ajudarei no banho.

— Sim, alteza. — elas disseram e uníssono e saíram da cabine.

— Você foi tão educado com elas. — eu disse sem pensar o que fez com que ele erguesse uma sobrancelha.

— Queria que eu fosse rude com elas? Por que eu posso voltar lá e espancá-las. — ele disse brincando.

— Não, obvio que não. Eu só achei interessante, afinal nenhum nobre é educado com a criadagem, enquanto você sendo um príncipe, é muito educado. Eu gosto disso em você.

Ele sorriu torto para mim. E meu coração palpitou.

— Gostaria de ajuda no banho, bella signora? — ele estendeu a mão sorrindo para mim e me puxou da cama quando eu a aceitei, colando-me a seu corpo.

— Sempre cosi galante, signore. — sussurrei também em italiano. — Acho que embora seja minha perdição, você é a melhor coisa da minha vida. Eu não sei o que você realmente vê em mim. Eu sou sem graça, magra de mais, meus seios nem são bonitos.

— Você também é a coisa mais preciosa da minha vida. E eu posso pensar em muitas coisas que me fazem gostar de você.

— Como o que? — falei sarcástica. — Meu belo corpo.

— Oh, ele ajuda bastante devo confessar, mas também gosto de sua companhia, você me faz sentir... Não consigo achar nenhuma palavra melhor do que feliz.

— E você me faz sentir especial. Não como se fosse um objeto. — eu engoli em seco ao olhar em seus olhos. Ele sorriu. E segurou minha cintura com uma mão e com a outra segurou minha mão, logo estávamos rodopiando pelo pequeno espaço da cabine.

— O que você está fazendo? — perguntei gargalhando.

— Estou dançando com você.

— Sem musica?

— Quem precisa de musica? Reparou que não dançamos em nenhuma das vezes que nos encontramos. — ele sorriu. — Você fica ainda mais linda em meus braços.

— Você é tão bobo. — ele parou de me rodopiar e olhou-me intensamente.

— Gostaria de tomar um banho agora?

— Com certeza. Mas gostaria muito mais se você estivesse nele comigo. — eu disse dando uma leve mordidinha em seu peito. Sem usar minhas presas, é claro.

Ele gemeu e pegou-me no colo.

— Achei que nunca iria pedir. — a tina era grande o suficiente para nós dois, mesmo ele sendo um homem grande, coube muito bem ali comigo. Ele olhou para meu corpo nu e eu pude ver suas pupilas se dilatarem pelo desejo. Edward ajudou-me a entrar e relaxei contra o peito dele, enquanto ele me abraçava; a água quente suavizou meus músculos tensos. — Nosso primeiro banho juntos. — ele disse enquanto acariciava meu seio direito.

— O primeiro de muitos, eu espero. — disse enquanto me virava para ele e afundava meus lábios nos dele.

— Com certeza. — ele passou a mão em meu traseiro e rimos.

Ele arrastou as mãos e prendeu minha cintura me posicionado contra seu membro que já estava ereto. Estávamos ávidos por nos tocar. Fazia dias que não tínhamos nenhum contato mais intimo. A única vez foi aquela na biblioteca. Eu o abracei pelo pescoço e aprofundei nosso beijo.

— Senti saudades suas. — ele disse enquanto penetrava-me com os dedos em minha região intima. Molhei-me com seu contato; minha pele virou fogo ao seu toque em mim.

— Eu também. — subi em cima de seu quadril e deixei que ele acomodasse seu membro dentro de mim.

Gememos com a força da fricção que causou ao entrar em mim.

— Machuquei você? — ele parecia tão preocupado. Era muito bom ter um homem que realmente estivesse preocupado com o que eu estava sentindo.

— Não, eu só... — gemi mais uma vez quando ele se movimentou dentro de mim. — Vá com força. Isso... mais forte.

Ele prendeu meus cabelos com força, inclinando minha cabeça para trás e pressionou meus lábios nos seus, enquanto sua outra mão ajudava-me a levantar e descer sobre seu membro. Foi tão maravilhoso, quanto da primeira vez, mas também foi mais lento. Não precisávamos nos preocupar com meu marido ou com qualquer outra pessoa; só existíamos nós dois em nosso mundinho perfeito. Chegamos ao ápice juntos; foi como ver estrelas em um céu nublado, algo tão raro e doce, feito especialmente para a noite de amantes que se encontram as escondidas. Amantes esses, que esperam poder se encontrar mais uma vez em seu romance proibido na calada da noite, para trocar juras de um amor eterno.

Nosso amor proibido estava com os dias contados, mas eu não tinha coragem desistir dele agora. Não agora. Queria poder viver nesse faz de conta para sempre. Eu e Edward, unidos como estávamos agora, ele dentro de mim. Se Dimitri viesse atrás de nós, eu o protegeria com minha vida. Eu estava completamente apaixonada por ele, desde que nossos olhos se encontraram pela primeira vez naquele salão de festas.


Notas finais
Gente tem que dar uma força né? Eu preciso de incentivo, afinal não ganhamos nada para escrever essas histórias e comentários e recomendações são noso incentivo. O próximo capítulo será um POV meu, contando os momento em que Dimitri descubriu a fuga de Bella, mas será bem pequenino. Posto o próximo capítulo quando tivermos 100 reviwes wntão por favor me ajudem.
xoxo, violet pattinson.