Capítulo 11

Dimitri

“Odiar é tão fácil, que para alguns é como respirar, torna-se algo que não se pode viver sem.”


— Onde ela está? — o vampiro dos frios olhos azuis, vociferou ao entrar no quarto vazio.

— Não a vimos, Milorde. Ouvimos alguns barulhos, mas acreditávamos que ela estivesse batendo na porta para sair. — a criada explicou temerosa.

— Você acha que eu me importo com o que vocês pensaram? Eu quero saber onde está minha mulher. — Dimitri estava transtornado ao pensar que a vagabunda da sua esposa havia fugido. Não, isso era impossível de ter ocorrido, ela era medrosa de mais para ter tido essa coragem, pelo menos não sozinha. A não ser...

— Milorde...

— O que você quer? — ele berrou e a criada se encolheu.

— O jardineiro disse que havia uma carruagem parada em frente à mansão.

— E o que você está esperando para trazê-lo aqui? Um convite impresso?

— Em um segundo, Milorde. — ela apressada saiu deixando-o ainda mais irritado do que já estava. Aquela puta a qual ele ofereceu a imortalidade havia fugido com a ajuda de alguém.

— Milorde? — o homem mal vestido e com um chapéu sujo, estava parado atrás dele. Ben trabalhava como jardineiro para Dimitri há cinco anos. Era um dos poucos humanos que trabalhavam ali e por não ter um contato direto com o patrão nunca o havia visto, mesmo assim temia ao homem como ao próprio diabo. Ele tinha a fama de tirano.

— O que você viu exatamente? — ele perguntou com a voz ameaçadora.

— Uma carruagem, Milorde.

— Isso eu já sei, imbecil. Eu quero saber quem era o dono da carruagem. — Dimitri pegou o homem pelo colarinho. — Fale logo sua escória.

— Eu já havia visto ela aqui na rua antes, mas pensei que fosse algum vizinho novo. A carruagem tinha um brasão que não me pareceu Inglês.

— Desgraçada. — Dimitri jogou o homem longe chutou a mesinha contra a parede sem fazer o menor esforço; o jardineiro cujo nome ele não sabia, tremia de medo de seu patrão extremamente violento.

— O brasão era de onde? Você tem que ter visto.

— Não tenho certeza, Milorde, mas acredito que seja Russo; minha irmã fugiu uma vez com um criado russo...

Os olhos Dimitri brilharam vermelhos. O homem caiu para trás pelo susto, e sussurrou uma oração a Deus. Pedindo proteção contra o demônio.

— Maldição! Saia da minha frente! Saia! — ele vociferou, logo após o jardineiro saiu do quarto tão assustado como se houvesse visto o próprio demônio. Dimitri ficou encarando a parede a qual ele havia a possuído, fazia pouco tempo e com ódio no olhar ele fez uma promeça que ele jurou por seu sangue que se cumpriria — Você pagará caro por isso, sua puta ingrata. Você e seu amante.

Ele abriu a janela que estava com os trincos forçados e cheirou a madeira. Estava com o cheiro dela de do homem que a levou. Ele pulou a janela até cair perfeitamente em pé no gramado do jardim. Ajeitou suas roupas escuras e andou para a escuridão da rua. Sendo acompanhado por seus escravos; todos escondidos na escuridão, para não atrapalhar seu mestre e para não correrem o risco de ser o alvo de sua ira. Ele estava com ódio. Só havia uma forma de ele aplacar toda a fúria dentro si. Ele iria matar alguém. Mas antes ele iria ter um acerto de contas com seu servo. Se ele achara que poderia esconder de Dimitri, a noite que ele havia passado com Isabella; Alistair estava muito enganado. Dimitri possuía poderes que nenhum deles poderia imaginar.

— Alistair. — ele vociferou, quando estavam finalmente no meio de uma ruela de Londres.

O lugar não estava de todo vazio, mas as prostitutas e os mendigos, não estavam preocupados com o que aconteceria ali; eram habituais, homens ligados ao crime, irem ao local resolver suas pendências e principalmente darem cabo da vida de seus inimigos. E era por isso que ali era um dos maiores pontos de prostituição da Inglaterra, após praticarem seus crimes hediondos, uma estranha compulsão sexual atingia aos homens. Homens, muitas vezes sujos de sangue, procuravam as prostituas para satisfazerem seus desejos carnais e imundos.

— Sim, mestre? — Alistair saiu da escuridão e parou em frente de Dimitri, seus olhos frios sem expressar o verdadeiro ódio que ele sentia por aquele que o transformou, aquele que obtinha a coleira eterna de Isabella. Ele não sabia o que Dimitri queria com ele.

Ele estava feliz por Dimitri perder Isabella e ao mesmo tempo raivoso, por ela ter preferido a um humano ao invés dele, poderiam ter tido um caso sem que Dimitri descobrisse, mas ela preferiu a outro. E ainda por cima um maldito humano.

— Acreditou mesmo que eu não descobriria o que você e a minha prostituta fizeram? — Dimitri disse calmamente, mas Alistair congelou no lugar. A calma na voz de Dimitri era muito mais aterrorizante que seus gritos. — Pobrezinho, sempre vivendo dos meus restos.

— Sinto muito, mestre. Peço seu perdão. — ele não sentia de verdade, mas não poderia negar que temia Dimitri, tanto quanto ao diabo. Talvez até mais. Ele caiu de joelhos implorando o perdão de Dimitri.

— Qual castigo, acredita-se merecedor?

— Não me mate, por favor.

— Matá-lo? — ele inclinou a cabeça, com os ricos cabelos escuros, para trás e gargalhou. — Matá-lo seria a ultima coisa que eu faria na vida. Não, a morte seria doce demais. — Dimitri estava em um segundo parado sozinho em frente Alistair e no outro, havia um homem, humano e preso pelo pescoço a sua frente. Ele havia se movido a uma velocidade incrível até mesmo para os vampiros.

— O quer que eu faça com esse homem? — Alistair perguntou a confusão brilhando em seus olhos.

— Você não irá fazer nada, além de tirar suas roupas e ficar de quatro no meio desta rua, igual a um cachorro sarnento. — Alistair arregalou os olhos ao entender o que estava preste a acontecer. Algo que ele não poderia impedir. — Ele irá copular com você por trás, assim como você fez com minha mulher.

O homem bêbado estava agora caído no meio do chão, suas roupas imundas indicavam claramente qual era sua situação na sociedade. Sua barba suja escondendo os dentes podres.

— Por favor, mestre... — ele implorou.

— De quatro, agora. — Alistair caiu de joelhos, sem forças para contradizer seu dono, no final das contas ele também usava uma coleira. Ele seria humilhado na frente de Paul e Jack, e dos outros servos de Dimitri.

O homem bêbado estava realmente feliz, pois havia gastado todo o dinheiro que havia roubado, com bebidas. E não sobrara nada para as prostitutas. Embora não fosse adepto a se deitar com homens, havia uma dureza em seu membro que o estava incomodando, pois havia visto uma prostituta ser imprensada contra a parede de um beco por outro homem e aquilo o havia excitado. O homem embora o inspirasse medo, tinha feições bonitas e se fechasse os olhos poderia imaginar que era uma mulher.

Ele se arrastou contra o corpo de Alistair e o acariciou no traseiro. E algumas risadas soaram da escuridão. Paul e Jack apreciavam a cena, pois o companheiro os humilhava e ameaçava constantemente por ser o preferido de Dimitri. Não mais.

Ele sentiu como o mortal lhe penetrava com força e gemia deliciado com isso.

— Que putinha deliciosa é você. — o velho grunhiu de prazer e ronronou. Paul e Jack riram mais ainda.

— Sempre soube que você olhava de mais para meu pau, Alistair. Você era uma putinha não assumida. — Paul gritou enquanto colocava a mão sobre sua calça e esfregava seu pênis para ele olhar.

Dimitri só olhou a cena. Há muito não sentia diversão, na verdade ele não sentia nenhum tipo de sentimento além da raiva. A única pessoa que lhe inspirava algum tipo de sentimento havia fugido, mas ele pretendia recuperá-la.

Após a humilhação, Alistair matou o mendigo com a permissão de Dimitri. Logo depois, Dimitri matou cada prostituta que havia no local. A rua nunca mais foi à mesma, pois chamara muita atenção, os quase quinze corpos de prostitutas mortas e sem o sangue, caídas no chão virou um marco da época. Tal ato só voltou a se repetir, anos mais tarde quando seu servo Jack, que contaminado com sua loucura, começou atacar prostitutas no distrito de Whitechapel. Ele matava as prostitutas e as estripava. Ele ficou mundialmente famoso e foi conhecido como: Jack, o Estripador.


Notas finais
Resolvi ser boazinha e postar... Mentira, eu não aguento fiar sem postar. Deixem Reviwes e parem de ser ponduros e deixem recomendações também.