Maldito vampiro.
26 Sofrer nunca é o bastante.
Capítulo 25
Londres
— Lar doce lar. — Dimitri disse ao entrarmos na mansão Devonshire.
— Deixe de cinismo, esse lugar está mais para uma tumba do que um lar. — resmunguei.
— Até os mortos precisam de um lar, não é mesmo? — ele sorriu como se a vida fosse um mar de rosas e eu nunca tivesse saído de seu lado. — Não sentiu saudades, querida? Olhe bem para o lado de fora da mansão, pois você não verá outra coisa além do nosso quarto, durante muito, muito tempo.
— Não me importo com o que faça comigo, não mais... — sussurrei.
— Oh, que triste, está infeliz por que seu amante tem nojo de você. É o que acontece na maioria dos casos, quando o humano descobre a verdade sobre seu companheiro sugador de sangue. — ele gargalhou estrondosamente, os olhos arregalados e com um brilho doentio. — Mas aposto que você se importa com a porca russa que eu trouxe. Ela te faz lembrar você, não é?
— Somente quando olho para sua face macabra e tenho o desprazer de ouvir sua voz. Lembro-me de todas as sujeiras que você já fez comigo e tenho certeza que o homem que criava essa criança é tão imundo e doentio quanto você.
O sorriso de seu rosto sumiu e foi substituído pela cólera. Ele me olhou o que me pareceu tristemente, mas logo a frieza estava de volta em seu lugar. Ele agarrou meu pulso com força e começou a arrastar-me porta adentro.
— Venha querida, vamos para nosso ninho de amor! — ele continuou me arrastando enquanto seus outros servos carregavam a bagagem para cima assim como a uma menina russa muito assustada. — Estou com saudades de seu corpo.
— O que faço com a garota? — Alistair perguntou enquanto segurava Lissa pelos ombros, descendo suas mãos por todo o comprimento do braço como se estivesse acariciando uma amante, a garota estava assustada demais para sequer argumentar.
— Leve-a para o quarto de cima. Depois eu irei brincar com ela. — ele gargalhou novamente, estava claramente feliz por estar no controle das coisas novamente, o brilho da lua refletia o olhar descontrolado e doentio dele. — Enquanto isso, eu irei brincar com meu brinquedo antigo. É claro que você pode se divertir com ela enquanto isso.
Ele puxou-me para o quarto em que passei boa parte de minha imortalidade. Jogou-me na cama e todo o resquício de humor desapareceu de seus olhos frios e incessíveis. O quarto estava escuro, o que não era problema para meus olhos vampirescos, mas mesmo assim a sensação de estar em um local escuro, onde todos consideram ser onde se escondem as ameaças e onde aprendemos a temer desde pequenos me deixou mais nervosa.
— Bata-me de uma vez. Estupre-me. — abaixei minha cabeça para que ele não visse as lagrimas em meus olhos. — Eu não vou tentar qualquer tipo de resistência.
— Por que não? — ele arrastou-se para cima de meu corpo na cama, mas segurou seu peso no colchão com uma mão, enquanto a outra apertava meu queixo obrigando-me a olhá-lo.
Dei de ombros e desviei meus olhos para nenhum ponto especifico.
— Não há razão para eu lutar.
— Incrível! — ele disse com a voz rouca. — Há séculos venho testando em você diversos tipos de castigos e humilhações para conseguir lhe subjugar, quando o único que precisava fazer era partir seu doce coração. — disse com zombaria, estava se divertindo o maldito.
— Não é uma coisa que você seria capaz de fazer. Pois nunca eu teria lhe dado meu coração.
Ele sorriu e se levantou.
— Oh, mas não é seu coração que eu almejo. Você já deveria saber disso. — ele começou a tirar suas roupas, sentou na cama e arrancou suas botas negras. — É o poder. E você é a chave para tudo isso. De você eu quero apenas uma única coisa.
— O que é? Eu lhe darei qualquer coisa se prometer me matar e me livrar de sua companhia.
— Quero seu útero. Quero que você me dê um filho. — ele disse como se isso fosse à coisa mais normal do mundo.
Eu olhei para ele atônita. Sua doença havia piorado de tal modo? Do que ele estava falando dessa vez? Meu útero estava morto desde que ele me transformara. Durante anos ele possuiu meu corpo, eu nunca tive um filho e minhas regras não desciam desde que fui transformada.
— O que você está delirando dessa vez? Não basta destruir minha vida, agora você quer me enlouquecer também? — perguntei furiosa.
— Há coisas que eu não contei a você, querida. Não contei que há concessões para os de nossa espécie, uma maldição sempre pode ser contornada.
— Como? — sussurrei, minha voz fraca pela a idéia de ter um filho, era o meu desejo mais secreto, mas não com ele. — Como pode ser possível que alguém como eu possa ter um filho? Nasceria um monstro como eu?
Ele deu de ombros.
— Sim, nasceria como nós dois. — ele continuou a tirar a roupa. — Nosso filho.
— Não quero ter um filho com você. Nunca vou por uma criança nesse mundo, para que você a perverta com sua loucura.
— Você o terá, querida, seja por bem ou por mau. Agora que você tem quinhentos anos, nada me impede, nem mesmo você. Você não achou mesmo que você valesse todo o sacrifício que fiz por você, não é? Eu não encontraria nenhuma vampira com quinhentos anos ou mais por aí, a não ser que eu fizesse uma para mim. Nosso bebê será metade vampiro e humano. — ele subiu sobre mim, arrebentou os botões de perolas que ficavam na parte dianteira do vestido, expondo meus seios. — Infelizmente eu não posso mais te dar um filho já que eu já tenho um, mas eu vou arranjar um humano para copular com você. Isso é claro se o principezinho já não o fez por mim.
Eu mal podia processar suas palavras, enquanto ele estava tentando me estuprar violentamente. Ele tinha um filho... e eu poderia estar grávida de Edward.
— Pare! — eu o empurrei com todas as minhas forças, ele voou longe me arrastando junto de seu corpo; caímos sobre o armário que se espatifou em milhões de pedacinhos de madeira que foram lançados por todo o quarto. Mesmo assim ele não me soltou, continuou puxando meu vestido enquanto eu me sacudia.
— Ora, você é minha. Eu a criei para mim. — ele ergueu o braço e lançou seu punho em direção a meu rosto me atingindo em cheio. Furioso ao ver que eu estava mais forte.
Tudo a minha volta rodou e eu não pude mais lutar contra seus avanços. Um enjôo súbito me atingiu, fazendo com que a ânsia de vômito me consumisse até que não pude evitar, virei à cabeça para o lado e vomitei no chão ao lado de minha cabeça.
— Por favor... pare... — disse enquanto lançava mais secreções para fora, mas diferente de todos que vi, esse era vermelho... eu estava cuspindo sangue.
— O que está acontecendo? — ele parou imediatamente, embora seus olhos estivessem vermelhos pelo cheiro de sangue. — Eu não bati tão forte.
— Eu me sinto estranha... — mais uma vez eu cuspi sangue ao mesmo tempo em que gemia de dor, não só meu rosto estava machucado, como minha barriga doía. Ele me ergueu em seus braços e com sua força e velocidade me pôs na cama. — O que está acontecendo?
— Você está grávida.
— Não, não pode ser eu não tenho relações com você há muito tempo.
— E quem disse que fui eu quem plantou essa criança em seu ventre? Foi aquele seu humano. — fechei meus olhos, aturdida, eu não agüentaria mais isso, não tinha mais forças. — Aquele bastardo emprenhou você, depois de todos esses anos, que eu esperei para poder arranjar um humano para fazer isso. Ao menos o imbecil me serviu para alguma coisa.
— Como pode ser possível? Ele é humano, isso não é justo. O que eu fiz para merecer tudo isso? — comecei a chorar copiosamente como uma criança, pois era assim que eu me sentia, como uma criança perdida e indefesa.
— Anime-se querida, quando esse beber nascer, você não precisará cuidar dele.
— O que você vai fazer com meu bebê? — levantei meu rosto ao ouvir sua afirmação. O que ele estava planejando?
— Vou pegá-lo para mim, é obvio. — ele levantou da cama e foi até a porta, gritou para que todos viessem ao quarto.
— O que houve, senhor? — Alistair apareceu na porta do quarto, ele estava concertando sua calça que estava aberta; ele estava trancado com a menina russa em um dos quartos do andar superior, mas agora eu não poderia pensar nela. Não quando havia um pedacinho de Edward dentro de mim.
— Vou ser papai. — ele disse o que deixou Alistair e os outros que apareceram logo atrás dele, com os olhos arregalados. — Vamos, dêem parabéns para o novo papai e para a nova mamãe.
Ele viu o olhar raivoso de Dimitri para ele e se apressou a responder:
— Parabéns, senhor. — ele franziu o cenho. — Desculpe-me, mas como isso é possível?
— Isso é uma longa, longa história. Um dia eu conto... ou não. — ele gargalhou, enquanto eu ainda o olhava com meus olhos assustados. — Traga um banho para, Isabella. E alguém para ela morder. Quero que meu filho esteja forte quando nascer.
— Sim, senhor. — Alistair saiu porta a fora; Dimitri lançou um olhar aos outros para que desejassem seus parabéns e depois partissem.
Eles saíram apressados e Dimitri olhou para mim, sem nenhum pingo de humor nos olhos.
— Não tente entrar em contato com seu amante, pois você será vigiada todo o tempo. Alistair já pagou pelo o que fez pelas minhas costas. — eu arregalei meus olhos e o olhei assustada. — Oh sim, querida, nada passa por mim sem que eu o faça pagar. — ele voltou a se vestir e andou até a porta, mas parou repentinamente. — E mais um aviso... não tente nenhuma gracinha, pois eu posso afastá-la de seu filho quando bem entender. Ele é minha propriedade, assim como você.
Então saiu pela porta, deixando-me mais assustada do que nunca me deixara em toda minha existência. Eu poderia sofrer em suas mãos, mas meu bebê era precioso de mais para mim.
Notas finais
Eu posso não ser a melhor escritora do nyah, e eu tenho plena conciencia disso, mas como leitora, eu sei apreciar uma boa história. e enquanto tem fics com muitos errod de português e com coisas sem nexo algum, que estão recebendo recomendações de um monte de gente, a minha fic que eu considero particularmente boa, está quase sem nada. Me ajudem, pois quem de vocês não gostam de fics com erros de português, sebem que quanto mais recomendações e reviews mais as pessoas lêem, logo mostrem para o pessoal do nyah que minha fic é boa. Enão custa nada deixar um review em todos os capitulos que vocês já leram, mesmo que seja só um "continua"...
Pois as pessoas só lêem aquelas fics tem muito reviews e recomendações. Conto com vocês...
Obrigada a uma de minhas mais novas favoritas leitoras e "escritoras" do nyah.
LilyX - escritora de Doce inferno.(fic muito foda)
E as outras que deixaram recomensações que também ótimas:
July Carter
Fernanda
even
Sophieblacke
isabelamarchett
Nathallya Hillebrand
anzampoli
Rayana Oliveira
Gente é sério essas meninas são fodas, elas me acompanham em um monte de fic. Mas mesmo assim amo todas vocês igualmente.
xoxo, Violet Pattinson
Dica para quem tem erro de português...
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