Maldito vampiro.
27 Quando o amor se transforma em outra coisa
Capítulo 26
— Isabella! Isabella! — Dimitri entrou apressado em casa e bateu as portas procurando-me em cada canto da casa.
Todo o estardalhaço era apenas um modo de provocar minha ânsia. Eu o conhecia tão bem que, poderia afirmar que alguma noticia ruim estava por vir; sempre que ele chegava com um sorriso no rosto significava que alguém estava sofrendo em algum lugar do mundo. Constantemente essa pessoa era eu. Ele sabia exatamente onde eu estava, pois ele poderia me sentir e ouvir qualquer som que eu provocasse. Ele estava encenando para provocar-me.
— Oh, finalmente eu a encontrei. Sabe qual é o assunto da temporada em todo continente europeu?
— Prefiro não saber. — disse enquanto continuava a costurar um casaquinho de lã para meu bebê, pensar nele era a única coisa que me dava forças nesse momento.
O casaquinho era de cor amarela, pois eu não sabia o sexo do bebê. Dimitri afirmava que seria um menino. Pois assim poderia lutar com ele em seu exercito. Fazia um mês que eu o ouvira tendo uma conversa com Alistair sobre esse tal exercito de vampiros, um no qual os vampiros poderiam andar no sol, mas que poderiam ser facilmente controlados por ele. Meu bebê era o inicio de tudo. Era a chave para a dominação do mundo e eu não poderia fazer nada para protegê-lo. Ao que parece o filho dele estava morto antes mesmo dele me transformar, mais o meu filho poderia transformar os humanos em vampiros iguais a ele. Vampiros que poderiam ser facilmente controlados por Dimitri, mas que poderiam andar no sol. Eles escravizariam os humanos.
— Escute a nova noticia que saiu no jornal. — ele ergueu o jornal e leu com um sorriso estampado no rosto. — “Faz uma semana que o Czar Alexandre Romanov foi assassinado brutamente em seu leito. A esposa, a Czarina Esme de Baden, estava ao lado do marido quando ocorreu o assassinato, ela estava em sono profundo e só despertou ao sentir a cama empapada de sangue. Alguns suspeitam que, foi à própria que o assassinara, mas seus conhecidos mais íntimos afirmam que não houve e nunca haverá um amor maior que o de Alexandre e Esme; disseram também que a Czarina nunca seria capaz de matar o Czar. Como se não bastasse o assassinato do herdeiro ao trono há alguns meses atrás, agora mais uma desgraça assola a realeza russa.” — ele abaixou o jornal e olhou-me. — E então o que achou?
— Pobre coitado, ele não merecia isso. — disse pesarosa, lembrei do que Adrian falou sobre seus pais e de como eles se amavam, não era justo que amores verdadeiros acabassem assim. — Ele amava sua esposa e seus filhos... Por que sorri assim?
Ele estava com um sorriso tão aberto, que parecia um gato com seus brancos e pontudos dentes arreganhados.
— Oh querida, ainda tem mais. Eu guardei o melhor para o final. — ele estendeu o jornal novamente e sorriu malignamente então voltou a ler. — “Edward Romanov o novo Czar da Rússia, foi coroado ontem no Palácio de Catarina em São Petersburgo, pelo Papa Pio VII, em uma cerimônia de coroação, na qual tomou como esposa Lady Rosalie Cecília Essex Rutherford, prima da Rainha da Inglaterra, a qual era sua noiva fazia dois anos.”.
Zumbidos...
Foi tudo o que escutei depois daquelas palavras. Um calor estranho assolou meu peito, algo tão quente que não pude definir o que era. Lembranças de noites frias e ainda sim maravilhosas invadiram meus pensamentos; juras de amor, perdidas ao vento e guardadas no coração de Diana, a Deusa, a mesma que sempre olhou por mim, desde que minha mãe, uma grega, batizou-me com seu nome. Foi em noites banhadas pela lua, o elemento controlado pela Deusa, que Edward dissera tantas vezes me amar.
Tudo não passou de um sonho tosco e sem um pingo de veracidade. Não havia amor, pelo menos não da parte dele. Ele brincou com meus sentimentos, como uma criança birrenta brincava com seus brinquedos, um dia eles perdiam a graça, ficavam velhos e eram abandonados por outro melhor.
— Seu amante não se importava muito com você, não é mesmo? — ele disse com uma falsa piedade no olhar. — Eu falei a verdade quando disse que nenhum homem a amaria como eu. — ele largou o jornal em cima da mesa e circulou o sofá escuro da sala de descanso e parou atrás de mim; suas mãos asquerosas deslizando por meus ombros.
— Deixe-me sozinha! — pedi mais ferida do que nunca estive. — Por favor!
— Não fique assim por causa dele, você tem a mim. — ele inclinou seu corpo contra o meu e deslizou a língua em meu lóbulo. — Eu posso satisfazer seu fogo interior. Aposto que sua doce fenda molhada está precisando de um atrito e de uma movimentação, para ser exato, um movimento de entra e sai.
— Deixe-me em paz. — eu levantei rapidamente, o que arrancou uma forte dor de meu ventre, eu me inclinei segurando minha barriga como se assim eu pudesse evitar que meu bebê sofresse alguma coisa. — Eu odeio você e odeio aquele homem, no fundo são todos iguais, só muda o endereço. Nunca mais me deitarei com homem nenhum por vontade própria e mesmo assim lutarei até o fim.
— Não precisa se deitar comigo, desde que deixe seu filho comigo.
— Nunca! — vociferei. — Eu prefiro viver ao seu lado, ao deixar meu bebê desamparado em suas mãos. Ele é meu! Meu!
— Nada aqui é seu, Isabella, nem mesmo você pertence a si mesma. Não quero que se esqueça disso. Quando eu quiser dormir com você, eu irei; se eu disser que você não pode ver seu filho, você não poderá.
— Isso não muda o fato de que essa criança é minha e você não vai poluir a mente dele com sua doença. — disse friamente. — Ele é meu filho, não é seu e não é de Edward, é apenas meu. Eu posso morrer lutando, mas enquanto eu puder proteger meu bebê, você não fará nada de mal a ele.
— Veremos. Agora se arrume, pois iremos aos jardins de Vauxhall, espalhar a boa nova.
— Qual boa nova?
— De que você está esperando um filho meu, é obvio.
— Eu não irei.
Ele suspirou.
— Você está ficando enfadonha, sabia querida? Pense bem, espalhando-se a noticia de que você está grávida, você terá uma vingança digna da qual seu amante lhe impôs. Olho por olho e dente por dente. Logo ele saberá que você está grávida e perceberá que o filho dele será criado por outro homem. Um homem a qual odeia incondicionalmente.
Ele me convenceu, no momento em que disse a palavra “vingança”. Nunca estive tão inclinada a vingança como hoje. Edward destruiu tudo de bom em mim. Pois ele destruiu o único que restara de humano dentro de mim. Meu coração. E o amor que alguma vez senti por ele. Eu poderia aceitar que ele não me amasse, mas nunca aceitaria que ele ficasse com outra mulher.
Notas finais
Ele teve que casar com a rosalie, pois era a obrigação dele. A população estava temerosa, e ele precisava mostrar uma estabilidade antes que acontecesse uma revolta que nem aconteceu com os Nicolau Romanov( pai de Anastacia).
Vocês ficaram sabendo? Whitney Houston Morreu. O.o eu fiquei muito triste, ela era incrivel. Mas aosto que morreu de overdose. que pena, perdemos mais uma pessoa incrivel para as drogas.
bjs, vamos ficar de luto por ela.
Fale com o autor