Capítulo 30


— Maldição! Que barulho é esse? — gritei ao ouvir novamente o som de vidro sendo quebrado no salão de visitas.

— O que será que está acontecendo? — Lissa perguntou-me também nervosa assim como eu. Nem ela e nem eu estávamos com vontade de sofrer nas mãos de Dimitri novamente. A pobre coitada havia sido estuprada por Alistair e de quebra Dimitri aproveitou-se dela também e quase a deixou sem sangue. — É ele?

Eu a trouxe para meu quarto quando Dimitri e Alistair saíram há dois dias atrás e cuidei do corpo machucado dela. Dei um pouco de sangue para que ela se curasse e tive que ir a cozinha e pedir a uma das criadas por comida, pois os servos de Dimitri que estavam vigiando-me, não quiseram arredar seus malditos pés da porta.

— Não sei. — fechei meus olhos com força. — Provavelmente é alguém tentando fugir da tortura. Alguém que deva dinheiro, ou que esteja no caminho dele. — olhei para ela, que estava assustada no canto do quarto. — O melhor a se fazer é tampar os ouvidos. E fingir que não há nada acontecendo.

— Não sei se consigo. — ela disse tremendo.

— É só questão de distração, diga-me: Como aprendeu a falar inglês? — perguntei para distraí-la.

Ela olhou para mim, não tendo certeza de que essa tática daria certo.

— Alguns dos hospedes que iam à pensão eram ingleses. Os que passavam bastantes dias nos quartos, meu pai mandava-me visitá-los e aos poucos fui aprendendo uma coisa ou outra em inglês. Mas meu sotaque ainda é muito forte, sempre preferi falar em russo, assim poderia xingá-los sem que entendesse. — uma sombra de sorriso apareceu em seu rosto, o primeiro que eu via da parte dela, geralmente ela sempre estava com a expressão assustada, não que eu pudesse culpá-la.

O barulho soou novamente, mas dessa vez foi em um corredor próximo à nossa porta. Dessa vez eu me alarmei, o que fosse o problema causador desse estardalhaço estava vindo direto para nós e de problemas eu já tinha tido o suficiente. Eu poderia me defender facilmente de um humano, mas se o barulhento ali fora fosse um vampiro, ou um caçador... não sei se conseguiria me defender no estado em que eu estava. Um cheiro familiar inundou minhas narinas, mas não soube dizer de onde ou de quem pertencia esse cheiro, mas sem duvida era o cheiro de um vampiro. Um não. Dois vampiros.

— Esconda-se no armário! — eu disse para Lissa, que tremia mais que um pau de vara verde, parecendo um ratinho assustado. — Quem está aí?

O tal vampiro parou atrás da porta e eu pude ouvi-lo inspirar o ar com força como se tivesse procurando alguém pelo cheiro. A maçaneta da porta começou a rodar lentamente e a cada segundo eu me desesperei mais. Quem diabos poderia ser agora?

— Isabella? — o vampiro me chamou e eu senti como se meu coração parasse de bater. — Você está aí?

Eu abafei uma exclamação ao reconhecer aquela maldita voz.

— O que está fazendo aqui? — sussurrei, o ódio brilhou em meus olhos e eu quase poderia queimar a porta só com o meu olhar.

Não poderia ser ele. O ser atrás daquela porta era um vampiro, disso eu tinha certeza, mas mesmo assim sua voz era inconfundível. Agachei-me no chão, desolada e extremamente perturbada. Eu estaria tendo alucinações? Vampiros podiam ter isso?

Afundei minha cabeça entre meus joelhos para não olhá-lo, quando ele pôs seus braços em volta dos meus ombros e beijou meus cabelos.

— Acalme-se, amor. Eu vim levá-la deste inferno. — ele sussurrou em meu ouvido. — Eric está lá embaixo. Ele matou todos os vampiros da casa, exceto seu mestre que não estava. Temos que correr antes que ele volte. — ele me ergueu, quando eu fiquei parada no lugar.

Eu não disse nada. Enquanto ele me carregava escada a baixo. Lissa veio correndo atrás de nós e trombou com Edward quando ele parou ao perceber sua presença. Ela bateu em suas costas para que ele me soltasse, mas eu bem sabia que era como cócegas em um vampiro.

— Quem é você? — ele perguntou a olhando com o cenho franzido e ameaçadoramente.

— O senhor...Você é... — ela se ajoelhou diante de Edward. — Alteza. Sinto muito, não havia o reconhecido. Perdoe-me!

Saí de meu torpor nesse instante. Eu me afastei dele, pulando de seu colo e segurei Lissa pelo braço, levantando-a do chão.

— Temos que partir, Lissa. — disse para ela. — Ele nos tirará daqui.

— Mas se aquele demônio nos encontrar...

— Não nos encontrará. — Edward disse impaciente. — Se quer que a leve embora daqui, trate de se mexer para fora daqui.

— Não fale assim com ela. — eu o olhei com ódio. — Venha, Lissa. — peguei na mão dela e andamos para fora do quarto, ignorando o imbecil ao meu lado. Ela ainda olhou para trás como se não soubesse se era certo agir dessa forma frente a seu príncipe.

Eric estava na sala empilhando cinco corpos no centro; todos eles de vampiros escravos de Dimitri. Eu o abracei apertado, tomando cuidado é claro com a minha barriga para não machucar meu bebê.

— A ele você abraça não é? — Edward disse o ciúme corroendo seus nervos.

Ambos, Isabella e Eric, o ignoraram.

— É bom lhe ver também, garota. — ele deu uns tapinhas fracos em minhas costas e sorriu abertamente. — Está bem grande sua barriga. — notei que ele não parecia estar surpreso.

— Eu deveria estar furiosa com você, seu patife. Sabia o tempo todo que eu poderia ficar grávida, não é? — ele assentiu e eu o reprovei com o olhar. — Quais os problemas com vocês, Russos? Será que nenhum é confiável? Ou esse é o defeito em todos os homens.

— Bobagem, eu nunca fui russo realmente, meu coração ainda está em minha amada Suécia.

— Suécia? — perguntei confusa.

Edward grunhiu e pegou-me pelo braço.

— Essa parte de sua historia você ainda não contou a ela, mas eu agradeceria se não o fizesse nesse momento, pois a qualquer momento pode entrar por aquela maldita porta um psicopata miserável com a força equivalente a marinha Inglesa; muito disposto a nos matar. — ele começou a arrastar-me como se eu não pesasse nada. — Tenho que tirar minha mulher e meu filho daqui.

— A menos que Rosalie a mais nova e bela Czarina da Rússia esteja presa em um desses quartos da casa, carregando uma criança sua, não vejo como sua mulher pode estar aqui dentro.

— Não se faça de engraçada, doçura. Não temos muito tempo para uma discussão boba como essa. — ele acariciou minha bochecha eu estapeei sua mão.

— Você é muito néscio ou o que? — bati com meu pé no chão, já muito impaciente com sua prepotência.

Ele achava o que? Que ia me arrastando a seus pés tão logo voltasse para ver-me? Olhei furiosa para seu rosto e senti-me enjoada com o que via. O maldito imbecil estava mais bonito do que eu me lembrava.

— Você é minha mulher querendo ou não, Isabella. Não a deixarei tampouco a meu filho ou filha.

— Mantenha suas mãos reais para longe de mim, Czar Edward Romanov. Não sou sua amante, muito menos sua esposa. — liberei meu braço de seu aperto com facilidade. — E se acaso você venha repetir essa frase de novo, lembre-se de por o “deixar de novo” nela. — sua expressão mudou para dolorosa e o ignorei. — Eric, para onde iremos?

— Para um lugar, onde nem mesmo seu senhor poderá encontrá-los, pelo menos não sem um exercito.

— Aonde? — perguntei curiosa.

— É melhor não falarmos aqui. — ele respondeu cauteloso.

— Não creio que tenha sobrado muitos que poderiam ouvir. — voltei a olhar a pilha no centro da sala e sorri. — Fez um trabalho impressionante. Uma pena que Alistair não esteja no meio desses corpos.

— Não fui eu quem fez isso, pelo menos não sozinho.

— Quem lhe ajudou? Trouxe outro vampiro com você?

— Sim, ele está logo atrás de você. — voltei-me para trás e tão único que vi foi Edward encarando-me com os olhos vermelhos.

Meu coração perdeu alguns compassos. Por um instante eu havia esquecido que Eric o transformara.

— Por que o fez? — perguntei a Eric com a voz rouca e embargada de amargura.

— Por que ele me pediu. Oras! Queria salvá-la, não negaria a ele o que me foi negado.

— E transformá-lo em um demônio, foi à forma que arranjou de lhe ajudar? — falei alto o suficiente para que me ouvissem os vizinhos.

— Eu pedi. — foi tão único o que Edward disse, antes de agachar-se em minha frente e agarrar minhas pernas trazendo-me para os seus braços, como um marido leva sua esposa ao seu leito de núpcias. — E não me arrependo. Faria qualquer coisa por você.

E com isso pôs um ponto final à discussão; tanto Eric quanto Lissa seguiram atrás de nós sem comentarem nada. Ele com um olhar perdido e ela com um olhar medroso. Tão único fiz foi descansar minha cabeça no peito dele; enquanto ele carregava-me para uma carruagem do outro lado da rua; e tentei esquecer por enquanto a traição que ele havia me feito. Mas apenas por enquanto...


grupo que eu fiz no msn para minhas leitoras:



http://www.facebook.com/groups/193570857429963/

O grupo do msn que eu tinha feito, deu problema então agora tem pelo facebook

Notas finais
Oi amores, ta pequeno eu sei, mas ta difícil, estamos ensaiando duas peças no meu teatro eu tenho dois papéis em cada um; minha faculdade entrou em greve, mas eu to devendo um monte de trabalhos a muitos professores. Estou morta de cansaço, me perdoem vou tentar não demorar mais. Pare quem ler minhas outras fic, eu queria dizer que primeiro vou terminar essa fic antes de voltar a postar nas outras. Eu vou dormir pois to quase caindo em pé. XOXO, Tia Violet!!