Maldito vampiro.
32 Possessividade
Capítulo 31
Logo a carruagem estava em movimento, eu estava sentada ao lado de Lissa, enquanto Edward e Eric estavam sentados a nossa frente. Eu não ousei olhar nos olhos de Edward novamente; não poderia suportar olhá-lo sabendo que ele esteve na cama de outra mulher, muito menos pensar no quanto ele me ferira naquele dia fatídico. Eu suportaria seu ódio, mas não sua traição.
— Para onde estamos indo afinal de contas? — perguntei impaciente a Eric, estava farta de ter minha vida definidas por terceiros. — Acredito que estamos suficientemente sozinhos.
A carruagem escura não era problema para nenhum de nós exceto, é claro, Lissa, que não fazia um roído sequer. Graças aos Deuses éramos criaturas da noite, a rua em que ficava a mansão de Dimitri estava escura o suficiente para que os vizinhos não vissem nada, embora escutar sim, lhes era permitido.
— Estamos a caminho de uma floresta. — ele disse seu olhar caminhou por cada um de nós, observando nossas expressões atônitas.
— Está brincando, não é? — perguntei. — Não irei com meu filho para uma floresta. Olha para mim, estou com uma barriga enorme.
— Não se preocupe, iremos para uma aldeia de renegados, fica em um canto obscuro da floresta. O caminho é fácil para quem o conhece. Tudo é muito seguro. — ele deu de ombros. — Além disso, é chegado o momento de alguns favores serem cobrados. — disse Eric escondendo segredos que jamais revelaria.
— Favores de quem? — Edward perguntou. — Não havia dito nada a respeito de alguém mais saber onde estaríamos. De fato tão pouco disse que nos esconderíamos em uma floresta. Por Deus, estás louco? Não vou levar minha mulher grávida a uma floresta.
— Não sou sua mulher. — disse em alto e bom som. — E essa criança é minha, você não é o pai.
— Não seja absurda, Isabella. Você me pertence, mesmo que negue, não vou deixá-la sozinha, nunca mais. E nem irei discutir com você a paternidade dessa criança, sei que é minha.
— Você já me deixou sozinha. — sussurrei.
O silêncio instalou-se dentro da carruagem. A carruagem continuou seu caminho. Dimitri já deveria ter chegado a casa e eu não tinha duvida nenhuma e que nesse exato momento o inferno estava subindo a terra.
— Ele nos matará lenta e dolorosamente. — disse gemendo, enquanto uma contração me atingia.
— Ele não fará nada a você, ou a qualquer um de nós. — Eric sorriu para mim e logo depois seu olhar mudou-se para Lissa encolhida no canto, com o sono dos bebês a dominando. — Quem é a criança?
— Uma pobre menina Russa. Era prostituída pelo pai, em uma pensãozinha suja e bolorenta, em Murmansk. Dimitri a comprou do pai pelo preço de um vaso, por um motivo que não quis me explicar.
— Quanta asquerosidade no mundo. — Eric olhou com raiva para a menina, não com raiva dela, mas sim do pai asqueroso dela.
— Eu a adotarei como minha filha.
— Nossa então. — Edward disse. — Se a considera sua então será minha também.
— Não desejo compartilhar nada com o senhor, nem mesmo o ar.
Edward ia retrucar quando Eric o interrompeu:
— Comportem-se crianças. — ele se inclinou para perto de Lissa e chacoalhou levemente seu braço. Ela deu um pulo assustada, para logo respirar aliviada a me ver ainda ao seu lado. — Tem fome?
Ela assentiu freneticamente com a cabeça e todos podemos ouvir seu estomago roncando, o que me fez lembrar que eu mesma ainda não havia me alimentado.
Eric bateu no teto de madeira da carruagem e o cocheiro a parou. Ele estava hipnotizado provavelmente, por isso não correu ao ouvir os gritos de dentro da mansão. Eric soltou da carruagem e foi falar com o cocheiro, para pedir um pouco de sua refeição que estava ao seu lado em uma bolsa, para dar de comer a Lissa.
Estávamos em uma das ruas mais movimentadas de Londres agora, havia algumas pessoas andando pelas ruas, embora não fossem pessoas de reputações confiáveis. Alguns bêbados cambaleando de um lado para o outro e prostitutas agarrando-se com homens em becos. Dava para escutar de longe os gemidos das mulheres da vida e som de seus corpos batendo entre o corpo de seu parceiro e a parede na qual estavam encostadas.
— Eric trará comida para você, Lissa. — disse para ela, para cortar o clima constrangedor que estava dentro da carruagem, eu podia perceber os olhos de Edward sobre mim; tão obscuros e quentes eram como fogo sobre minha pele.
— Isabella... preciso ir me aliviar. — disse ela sem conseguir esconder o sotaque russo e ficou ruborizada ao falar disso na frente de Edward.
— Eu irei com você...
— Não, você não sai dessa carruagem. — Edward interrompeu-me e eu fiquei furiosa; como se não bastasse partir meu coração se casando com outra ele ainda queria ter poder sobre mim, controlar minha vida como se eu pertencesse a ele. Ele aproximou-se de mim e acariciou meu rosto com sua mão. — Não me olhe assim, amor. Eu só não quero que se arrisque lá fora. Eric ficará feliz em levar a sua amiga para aliviar suas necessidades.
Bati em sua mão afastando-a de mim.
— Eu não me importo se você quiser visitar seu filho uma vez ou outra, mas entenda Czar Edward Romanov, que entre minhas pernas você não estará nunca mais. Quando eu digo que eu mesma irei acompanhar a minha amiga, não estava em momento algum lhe pedindo sua opinião. Não tem direito de mandar em mim e tão logo eu tenha meu bebê, ficarei feliz em ter um novo homem dentro de mim, um homem saiba agradar realmente uma mulher na cama. Meu corpo será de qualquer um menos seu.
Ele rosnou ameaçadoramente e abriu a porta da carruagem. Sem afastar o olhar de mim em nenhum instante ele gritou:
— Fora! — em um segundo a espectadora Lissa pulou para fora da carruagem, direto nos braços de Eric.
— Venha pequena, deixe esse dois resolverem suas pendências. — ele disse em Russo, colocou-a no chão e a levou para um pequeno beco. — É o máximo de privacidade que posso lhe arranjar em tão curto espaço de tempo. E logo lhe darei a comida enquanto aquelas duas velhas discutem na carruagem.
Eu tentei prestar atenção em Eric e Lissa, para que assim ficasse mais fácil de ignorar ao vampiro ao meu lado.
— Não mencione isso novamente, nem ao menos pense nisso. Nenhum outro homem irá tocar em seu corpo, Isabella. Você é minha! — vociferou. — E se um dia eu a pegasse na cama com outro homem, juro-o como não sobrariam pedaços dele o suficiente para provar que ele realmente existiu. Esse seus suculentos seios só podem ser sugados por mim; esses botõezinhos rosados só podem ficar duros e empinados apenas para mim; e essa sua deliciosa parte... — ele pôs a mão entre minhas pernas e acariciou levemente. — Pode ser lambida e penetrada apenas por minha língua, assim como por meus dedos e meu membro. E não diga que eu não lhe dei prazer, por que sei que é uma mentira deslavada. Ninguém nunca te amou como eu.
Eu gemi enquanto ele deslizava seus dedos para baixo de minha anágua. Sua outra mão enfiou-se em meu vestido e puxou meu seio para fora, para ser mamado por sua boca quente. Os caninos rasparam em meu mamilo o provocando.
Eu estava descontrolada, sem um pingo de amor próprio. Sim, por que deixar um homem que casou com outra mulher amar meu corpo assim era ridículo e humilhante para meu coração e orgulho.
Agradeci aos céus quando Eric entrou novamente na carruagem com Lissa e uma garrafa em sua mão. Meus olhos brilharam vermelhos no instante que o cheiro da garrafa me atingiu assim como os de Edward.
— Trouxe uma garrafa de sangue para você. — ele a jogou para mim, eu afastei Edward não me importando com meu seio ainda para fora. Peguei a bebida e a entornei em minha garganta deixando que o sangue me aquecesse. — Tem mais na mala amarrada em cima da carruagem se quiser mais é só pedir.
— Obrigada. — sorri para ele.
Ouvi mais um rosnado de Edward, ele pôs suas mãos em meu vestido tampando meus seios.
— Esconda seus atributos, ou serei capaz de arrancar os olhos de quem a vista lhe tocar.
— Falta muito, Eric? — ignorei Edward mais uma vez. Ele que decidiu tentar uma aproximação, não eu, mas eu estava muito consciente de sua presença ao meu lado e de seus olhar quente sobre mim.
— Dois dias de viagem logo o sol aparecerá escolhi essa carruagem por que ela é bastante escura. Aconselho então que durmam, mas que pelo amor de deus não perturbem mais minha paciência. — dito isso virou seu rosto para o lado e fechou os olhos.
Fale com o autor