Maldito vampiro.
23 Quem disse que o amor é algo Inacabável?
Notas iniciais
Capítulo 22
“É preferível perder ao amado, a assistir como ele libera o ultimo sopro de vida.”
— Você o conhece? — Adrian ficou apreensivo.
— Sim. — sussurrei cansada de correr, de viver; era como se todo o peso do mundo estivesse sobre as minhas costas. — Ele é meu mestre.
— Ele quer...
— A mim. — dei um passo em direção ao canto em que Dimitri estava, mas Adrian segurou-me.
— Onde você está indo? — ele me perguntou preocupado.
— Eu irei com ele. — disse soltando meu braço de seu aperto, que comparado a minha força não era nada.
— Você não pode ir, Edward...
— Ele não sabe a verdade. E não a diga para ele. É muito melhor ele acreditar que eu o abandonei do que saber a verdade; prefiro que ele pense que voltei de bom grado para a mão de um monstro que apenas quer vingar-se de mim, pois o amo, do que ser rejeitada por ele, por eu ser um monstro.
— Mas ele irá atrás de você. Eu vi como ele olha para você. Eu nunca pensei que um homem pudesse amar tanto uma mulher como ele ama você. Por favor, não vá, vamos resolver isso.
— Ele não virá se pensar que foi traído. Por favor, mantenha-o longe de problemas. Não posso ficar. Dimitri mataria a todos aqui dentro. E Eric nem está aqui para protegê-los. — eu deixei uma lágrima escapar de meus olhos e com a cabeça baixa corri para onde meu inferno se encontrava.
Tolos são aqueles que acreditam que todo homem se comove com o choro de uma mulher, pois ainda não conhecia esse demônio de olhos claros. Ele me fuzilou com os olhos e agarrou meu braço com violência. Minha primeira ação foi tentar me soltar, pois era como se estivessem queimando meu braço, a sensação de tê-lo encostando-se a mim era horripilante. Mas ele sacudiu-me para lembrar quem estava no comando.
— Não faça escândalos, ou matarei a todos que estão neste salão. Inclusive seu maldito amante. Está entendido?
— Sim. — sussurrei.
Ele arrastou-me para fora do palácio, por uma sacada na qual era grande o suficiente para que nós dois passássemos. Enquanto me carregava para fora seu aperto foi ficando mais forte e mais raivoso.
— Achou mesmo que poderia esconder-se de mim? Quando lhe disse varias vezes que, lhe caçaria no inferno se preciso fosse.
— Você não pode me caçar quando eu já estou vivendo nele, pois o inferno é ficar ao seu lado, meu marido. — sussurrei de volta.
— Está muito confiante, não é mesmo? — ele me sacudiu. — Esse seu amante disse a você, que você era mais que um par de pernas bonitas onde se esquentar. E você tão ingênua acreditou. Achando que era realmente importante. E não um simples objeto que eu uso.
— Ele me ama. — eu gritei.
— E por acaso eu não te amei? — ele dessa vez pegou meus cabelos e parou no meio do jardim olhando para meu rosto, mantendo minha cabeça bem presa, próxima a sua. — Eu não transformei e cuidei de você todos esses anos?
— Você me manteve presa. Você não me deu o direito de escolha. Por que sabe muito bem que eu nunca escolheria ficar perto de um monstro como você. E você diz que não sou importante, mas veio atrás de mim. O que isso faz de você?
— Um mestre vampiro. Você não é nada, a não ser uma coisa a qual me deve obediência. Mas eu não poderia deixar que você me desobedecesse na frente de meus servos. Você será o exemplo. E eu vou ensiná-la a me obedecer, custe o que custar. — ele sorriu friamente. — Acaso contou a seu amante sobre sua realidade? Sobre o que você é?
— Não. — sussurrei.
— Ora, que hora melhor do que a de agora? — ele agarrou minha cintura e me girou para frente das escadas do palácio de onde Adrian vinha furioso atrás de mim. — Diga a seu amante o que você é!
— Ele não é meu amante. É o irmão dele.
— Isabella. — ele tentou se aproximar, mas dois vampiros surgiram de dentro dos arbustos do grande jardim e um deles o agarrou. — Solte-me!
— Você não deveria estar aqui. Eu disse que eu resolveria as coisas.
— Edward está procurando você, eu vi quando ele terminou de falar com nossos pais. — seus olhos focaram-se em Dimitri. — Por que não a deixa em paz? Ela já não sofreu o bastante em suas mãos?
— Por que eu deixaria meu brinquedinho, para outro homem? Ou ela é minha, ou ela não é de ninguém.
— Que pensamento mais doentio. Ela não é uma coisa, para você usá-la e se divertir a suas custas. — ele gritou. — É uma mulher que merece ser amada e cuidada. Não importa se ela é uma vampira ou não.
Dimitri pôs sua cabeça para trás e gargalhou estrondosamente. A visão hedonista[1] do homem era muito divertida. Acreditar nisso era para os imbecis, que acreditavam que poderia existir um mundo melhor.
— Você acha mesmo que suas palavras comovedoras vão me fazer mudar de idéia? Ela é minha e ninguém toca no que é meu. — ele virou-me novamente para ele com a expressão divertida e prendeu minha boca na sua, beijando-me violentamente.
— Solte-a! — Adrian gritou.
Dimitri soltou-me e tão logo eu estava longe de seu aperto, outro vampiro já havia me segurado, com apenas um gesto dele. Toda a expressão de divertimento em seu rosto já havia sumido e agora só sobrara à sombra fria da morte.
— Eu não gosto que me dêem ordens. — ele andou a passos lentos na direção de Adrian, ele estava querendo dar uma dramatização ao momento.
“Deus, ele vai matá-lo”.
— Por favor! Por favor, não o mate. Eu lhe imploro! Prometo que vou embora com você. — eu estava tentando me soltar a qualquer custo, mas dois vampiros agora me seguravam.
— Você irá comigo de qualquer maneira. — ele parou em frente de Adrian. — Realmente eu não tenho nada contra você, mas... eu preciso que seu irmão saiba que eu estou aqui. Ele tem que saber que foi longe demais. Então você será meu aviso de “fique longe”. — um segundo depois suas presas estavam afundadas na garganta de Adrian.
Eu gritei. E gritei. Talvez se fizesse um escândalo todos viessem ver o que estava acontecendo e alguém conseguisse fazer algo contra esse demônio. Ele estava matando uma das poucas pessoas boas que conheci na vida.
— O que está havendo? — Edward surgiu da escada e olhou petrificado para o corpo de seu irmão desfalecido nos braços de Dimitri. — Adrian.
Tentei me soltar, mas não consegui. O vampiro que me segurava era o braço direito de Edward, criado um século antes de mim e por isso era mais forte que eu. Ele sorria ao ver as maldades que seu amo fazia e aposto como gostaria, ele próprio de estar no lugar dele. Esse vampiro era uma dor no traseiro de qualquer um. Alistair era um demônio igual ao mestre. Em pensar que eu tive que dormir com ele, foi tão nojento quanto Dimitri.
— Solte-o, por favor. — eu pedi novamente e o olhar de Edward mudou para mim. — Você o está matando. — chorei, mas já era tarde de mais.
Adrian não mais estava nesse mundo, e sua família; seus pobres filhos, sua mulher grávida e toda a nação da Rússia perderam seu amado filho, irmão, pai, marido e futuro Czar. Sonhos que nunca irão se realizar.
— Adrian. — Edward correu ao alcance de seu irmão, ainda sem entender o que havia acontecido, apenas sabia que aquele homem havia matado seu irmão querido. — O que você fez a ele?
Ele olhou com ódio para Dimitri que apenas sorria vitorioso. Ele limpou uma pequena gota de sangue que escorria de seus lábios e depois lambeu o dedo que usou.
— Apenas uma demonstração, do que farei com você.
— Você o matou. — Edward o acusou. — Seu problema era comigo.
— Jura que pensou que seus atos não teriam uma conseqüência? Roubar a mulher de outro é um grave erro camarada.
— Ela não é sua propriedade. — ele vociferou.
— Eu discordo. Ela é minha desde o momento em que eu a criei.
— A criou? Você é louco? O que você é? Que tipo de demônio é você? — ele perguntou aturdido.
— Um vampiro, é obvio. Oh, você não sabe de nossa existência, não é mesmo?
— Essas coisas não existem. — Edward disse.
— Não? Que pena. Você não passa de um pobre iludido se pensa que sua raça inferior é a única no mundo. — ele rolou os olhos, ele estava fazendo o que sabia de melhor, ele estava jogando. — Olhe para o pescoço de seu irmão. Não tem nada de estranho ai, como uma marca de mordida, que jorra sangue, como um chafariz?
Ele puxou a gola da blusa de seu irmão e encontrou as malditas marcas. Seus olhos incrédulos vagaram para mim e depois para Dimitri.
— Acredita agora? — ele afastou-se e veio em minha direção, tomando-me nos braços novamente e levando-me em direção a Edward. — Vamos direto aos nossos assuntos. Eu lhe deixarei vivo e prometo que poderá ficar com Isabella.
Eu o olhei. Estava tão assustada que comecei a ouvir coisas? O que ele estava armando?
— E o que eu deveria dar em troca? — ele olhou para Dimitri com mais ódio ainda.
— Uma única e simples resposta.
— O que quer saber? — ele apertava suas mãos em punho.
Dimitri sorriu sadicamente e segurou meus cabelos com violência apontando meu rosto para que Edward visse. Edward tentou impedir quando gemi de dor, mas Dimitri passou sua mão por meu pescoço e o segurou com força. Edward estancou no exato momento com medo de Dimitri quebrar meu pescoço.
— Aceitaria esta mulher, mesmo sabendo que ela é o mesmo tipo demônio que matou seu irmão?
— Não. — sussurrei; isto era muito pior do que ele achar que eu o abandonei.
— Você é um deles? — ele olhou para mim com um olhar implorador, para que lhe dissesse que tudo era uma mentira.
Eu não pude negar apenas baixei meus olhos. Sem nenhuma coragem de encará-lo. Eu o ouvi rosnar irritado e então vir em minha direção, segurando- me pelos meus braços com violência e me forçando a encará-lo.
— Você é um deles? — ele vociferou sacudindo-me com força.
— Sim. — sussurrei e ele me soltou como se eu estivesse suja.
— Eu a repudio. — ele disse de costas para mim e voltou a seu irmão, abraçando seu corpo morto.
— Ótimo. — Dimitri disse. — Veja querida, eu dei a ele o beneficio da duvida, mas ele escolheu não ficar com você. Então podemos seguir cada um o nosso caminho. Você pode ver como você não é importante para ele. Ele nem teve que pensar muito sobre você.
— Você ainda não pagou pela morte de meu irmão. — Edward disse com raiva.
— Ora, é claro que paguei. Eu poderia matar você e todos desse baile facilmente, mas estou dando a oportunidade de que todos vivam. — Dimitri sorriu sadicamente. — Sua vida pela a dele. E agradeça que estou de bom humor, afinal não é todo dia que eu sou tão benevolente com vocês, humanos. Mas recuperar meu bichinho e pensar em tudo que farei com o corpo dela, deixa-me de muito bom humor.
— Desejo que queimem no inferno. Você vai pagar por isso. — Edward disse. — Algum dia eu o farei pagar.
— É claro que fará. — Dimitri disse sarcasticamente. — Enquanto isso, eu farei com que Isabella pague todos os seus erros e os dela. Tem certeza de que não se importa com que ela vai sofrer em minhas mãos.
Ele me olhou por alguns segundos e eu realmente pensei que ele fosse voltar atrás e me perdoar, mas ele apenas virou o rosto e não mais me encarou. Isso foi pior do que qualquer castigo que Dimitri fosse me dar. Ele apenas feriria meu corpo, mas Edward feriu meu coração.
— Eu te amo. — disse desesperada, mas ele não se importou apenas me jogou mais um olhar frio.
— E eu a amei uma vez, mas tudo não passou de uma mentira. Eu amei uma mentira. Eu amei um maldito vampiro.
Dimitri gargalhou e eu o odiei ainda mais. Com todas as minhas forças, como eu o odiava. Um por um os vampiros desapareceram do jardim e logo Dimitri me puxou para fora também, deixando meu único e verdadeiro amor chorando pelo seu irmão e me odiando com todas as suas forças. Eu estava morta por dentro. Eu abrigava a esperança de que ele aceitaria o que sou. Mas o fato de um de nós ter matado seu querido irmão anulou todas as possíveis chances de perdão. Eu apenas queria poder morrer, mas a eternidade ocupar-se-ia de fazer com que minha vontade nunca fosse cumprida.
[1] Visão que acredita na felicidade para todos.
Notas finais
sniff,eu sei que não é justo, mas o Edward tomou a decisão dele e terá que aguentar as consequências. A bella sofrerá muito então estejam prontas para encarar algo muito pesado. Quem quiser tirar alguma duvida comigo vá em meu chat no msn, que eucriei especialmente para vocês o pessoal maravilhoso que ler minhas fics e comentam.
group1194838@groupsim.com
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Deixem reviews e recomendações, afinal não vai cair a mão de vocês.
Alguem vai fazer a prova da UERJ amanhã? eu vou então boa sorte para quem for.
Gente, uma das minha laitoras favoritas pediu para mim divulgar a história dela:
https://www.fanfiction.com.br/historia/181442/Eternel
estou lendo e adorando, garanto que vale a pena.
xoxo, Violet Pattinson
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