Notas iniciais
boa leitura.

Capítulo 33


Edward


— Por que me segurou? — Edward deixou que seus joelhos batessem contra o chão duro, embora esse não lhe fizesse nenhum dano. — Estávamos juntos novamente. Estávamos tão perto de ficamos seguros e você nos trouxe para esse maldito lugar.

— Sinto muito Edward, mas não há nada que possa se fazer. Ele é muito poderoso para você, eu poderia contra ele, mas havia outros com ele... não havia modo de vencermos. — Eric olhou para Edward com raiva de si mesmo, fora ele que os levara para esse beco sem fundo.

Em um segundo Edward havia avançado em Eric, pulou em seu pescoço tentando destroçar-lhe a clavícula. Deu-lhe um soco no queixo que fez com que a mandíbula de Eric se soltasse do lugar. Eric o empurrou para longe com facilidade, pois era muito mais forte, esperou o que foram apenas alguns segundos que sua mandíbula voltasse para o lugar de origem, graças a sua habilidade de cura.

— Isso é tudo culpa sua. Isabella está em perigo, nas mãos de um maldito lobo e você não me deixou impedir. É sua culpa por nos ter trazido a um lugar perigoso, com seres traiçoeiros. Sabe-se lá o que aquele homem fará com ela, apesar de ser mais velha que eu, ela é frágil e está grávida.

— Ela não sofrerá nada nas mãos de Damon, não menti quando disse que a aldeia em que eles vivem é o local mais seguro para que ela se esconda. — ele viu quando Edward lhe olhou com ódio, enquanto bufava de raiva contida. — Ele não a obrigará a deitar-se com ele, mas não posso garantir que ela não o queira. Já o conheço a mais de duzentos anos e nunca vi uma mulher resistir a ele. E não penso que ele desistirá dela.

— Por que aquele infeliz a levou para começo de conversa?

— Ele farejou o ar, é assim que eles encontram a mulher ideal para eles. E dificilmente é a mulher errada.

— Quer dizer que esse Damon sentiu que ela lhe pertencia? — Edward rangeu os dentes, furioso. — Porque cheirou o vento?

— Sim. Pode ser que dessa vez seja uma dessas exceções... mas eu não seria tão confiante a esse ponto. Não há como a tirarmos da aldeia, os homens que estavam aqui não eram nem a metade dos que ainda estão na aldeia. E uma vez que ele consiga levá-la para a cama...

— Isso não ocorrerá. — Edward vociferou.

— Sim, mas se ocorrer... ele a unirá a ele para sempre.

— Como?

— Ele realizará um ritual. Tão logo ele despeje sua semente no ventre de Isabella, ela estará ligada a ele pela eternidade; se tentar escapar, os dois morrerão enfraquecidos, entende? Um tem que estar perto do outro para que não enfraqueçam. Eles são perfeitos um para o outro. — Eric não pôde olhar para Edward, pois via seus olhos que ameaçavam sair lagrimas.

— Mas é a mim que ela ama. Não será por uma simples atração olfativa que ela se apaixonará por ele.

— Talvez. Mas talvez tenha chegado o momento de deixá-la partir. Deixe que ela viva uma vida segura, sem a preocupação de viver em uma sociedade com humanos; sem ter que se esconder de um vampiro sanguinário.

— Não pode estar falando sério. Ela é minha. A salvamos para que ela ficasse ao meu lado.

— Sinto em lhe informar Edward, mas ela nunca foi um objeto. Talvez nenhum de vocês realmente a mereça, pois ela só pertence a ela mesma. Já pensou que você apenas sentiu desejo por ela? — Eric tentou fazer com que ele desistisse dela.

Novamente Edward estava a poucos centímetros de Eric. Segurou a gola de seu colete negro em punho e o puxou para mais perto até que seus rostos estivessem próximos um do outro. Agora as lagrimas vertiam de seus olhos sem nenhuma intenção de parar.

— Então me explique, Eric. Explique-me como posso estar sentindo uma dor tão imensa em meu coração, como se tivessem arrancado às cores das flores de meu jardim; como se agora sim eu estivesse sem o sol para iluminar e esquentar meus dias; é como se eu estivesse morto. Pois sem ela, a única coisa que sobrou para mim é o inferno de uma vida vazia. E se é uma vida vazia a que terei, prefiro estar morto.

— Eu...

— Mate-me! — Edward pegou as mãos de Eric e as colocou em volta de seu pescoço.

— Não. De nenhuma forma farei isso. — Eric deu um passo para longe.

— Pois então farei eu mesmo. — Edward disse enfiando o punhal, que estava na bainha em seu cinto, em seu peito.


Notas finais
não deixem de comentar e de mandarem recomendações. bjs