Capítulo 34

Eric


— Mas que... — Eric arrancou rapidamente a faca que Edward afundou em seu próprio corpo. — Deixe de estupidez!


Eric deu dois tapas no rosto de Edward que o fez acordar. Edward olhou para ele assustado pelas sensações que passaram por seu corpo. Era como se ele estivesse lá, mas seu corpo não respondesse a suas vontades.

— O que foi isso?

— Sua estupidez reinando ao invés de sua inteligência. Você não morre por enterrar uma porcaria de faca em seu coração. Só madeira de carvalho mata a nossa espécie. Essa faca só faz com que seu coração pare de pulsar o sangue morto por seu corpo, logo você não pode se mexer, mas isso não vai matar você.

— Por que só madeira de carvalho?

— Como vou saber? Acho que tudo começou com o sangue amaldiçoado de Judas. Dizem que foi a árvore na qual ele se enforcou. Isso não vem ao caso. Por que infernos você enfiou essa faca em seu coração? Quer morrer por um motivo tão idiota. — Eric estava furioso.

Edward olhou para Eric com ira.

— Idiota? Minha mulher está nas mãos de outro homem e você chama isso de um motivo idiota. — Edward o segurou pela gola da blusa de algodão.

— O que você quer que eu faça, Edward. Não podemos entrar na aldeia eles terão nossos ossos empilhados no momento em que pormos nossos pés lá. — Eric se afastou.

— Ajude-me a trazê-la de volta, por favor. — Edward o agarrou pela gola da blusa e olhou com os olhos imploradores.

— Eu vou ajudá-lo, mas terá que ter paciência. Entrar lá é quase impossível, mas... Talvez se pedirmos ajuda as bruxas...

— Elas existem mesmo? — Edward gemeu. — Quais outras criaturas existem nesse mundo?

— Muitas. Algumas que nem mesmo eu sei a existência. — ele suspirou e olhou para seu filho de consideração. — Edward, quero que escute com atenção, o que vou falar e entenda o perigo que corremos.

Edward assentiu e os olhos expressavam a curiosidade de um discípulo para seu mestre e apreensão.

— Mexer com as bruxas é perigoso. Não tenho duvida que elas possam fazer com que entremos lá, mas... elas sempre cobram um preço.

Ele franziu a testa.

— Que tipo de preço?

— O que elas quiserem te pedir. E você terá que dar, pois elas nunca mudam de idéia. Elas podem pedir até mesmo sua vida para trazer Isabella de volta.

— Maldição! — Edward fechou os olhos com força, absorvendo a informação. — Mas talvez elas não peçam, certo?

— Talvez. Mas será algo doloroso. Elas podem pedir a vida de seu primeiro filho, ou pedir que você busque algo para elas. — ele encarou Edward. — Essas mulheres são piores que o demônio.

— Leve-me até uma e então veremos qual o preço a ser pedido.

— Edward...

— Leve-me, por favor. Isabella e meu filho precisam de mim. Se a mulher pedir minha vida eu a darei de bom grado, mas se pedir a vida de meu filho... terei que viver com a idéia de não tê-la mais, mas não deixarei meu filho morrer.

Eric assentiu, então se levantou. Olhou para trás onde Edward estava e acenou com a cabeça para que ele o seguisse. Andou até a carruagem onde a menina estava e a balançou até que despertasse.

— Lissa. — ele a chamou.

— Eric? Onde está Isabella? — ela perguntou ao notar os dois homens parados na porta de entrada da carruagem.

— Ela foi levada. — Eric disse impassível.

— Levada? — ela pulou do assento. — Aquele demônio a pegou?

— Não foi o mestre dela. Foi um lobisomem. — ela arregalou os olhos, ao ver a expressão de fúria de Edward.

— Lo-lobizomem?

— Sim, é uma longa historia. Estamos indo embora daqui para tentar encontrar ajuda.

— Posso ir com vocês? — ela o segurou pela blusa, o olhando com os olhos implorativos, não queria ficar sozinha, ainda mais em um país estranho.

— Não, é muito perigoso para a levarmos conosco. O cocheiro irá levá-la para um lugar seguro, onde poderá viver segura e feliz durante um tempo, quando conseguirmos salvar Isabella, traremos você de volta.

Ela assentiu ainda temerosa, mas não queria atrapalhá-los pela busca de sua amiga muito cara, que a ajudou tanto.

— Ela ficará bem? — ela perguntou.

— Sim, o homem que a levou... — ele olhou para os olhos raivosos de Edward então continuou. — A quer como esposa.

— Sinto muito, Czar. — ela olhou com piedade para Edward.

— Está tudo bem, a traremos de volta para o lugar dela ao meu lado. — ele disse firmemente, ele a traria de volta. — E você viverá conosco como nossa filha. Isabella tem muito apresso por você. Eu sei o que você passou e merece ser feliz.

Ela deu um sorriso fraco e assentiu, então abraçou Eric. Por um momento ele não soube o que fazer, ela era apenas uma menina, não deveria ter pensamentos tão sórdidos, ou gostar da sensação de seu corpo colado ao seu. Ele a abraçou de volta sem o menor jeito. Olhou para Edward que assentiu para ele com entendimento.

— Volte para me buscar. — ela sussurrou. Ela havia se apegado a ele nesses dias de contato. Ele arranjava comida para ela e a tratou como um ser humano; como algo precioso que poderia ser quebrada a qualquer momento. Foi o homem mais gentil que conheceu em sua vida. Com quinze anos nunca havia sentido nada por uma pessoa como sentiu assim que pôs os olhos nele, mesmo que aparentasse ser bem mais velho. Ainda era muito bonito e tinha um corpo forte.

Para a surpresa dele, ela pegou uma pequena faca que levava escondida no vestido sujo e cortou uma mecha de seu cabelo. Ela tremeu de vergonha e medo de ser rejeitada, mas ao menos seu cabelo estava limpo, ela havia lavado ele e seu corpo na tina que Isabella tinha em seu quarto. Dois dias não sujara seu cabelo, graças ao frio. Sua face avermelhada o encantou, mas ainda não entendia seu gesto.

— O que está fazendo? — ele perguntou preocupado.

— Isabella me disse uma vez que vocês... quero dizer... os de sua espécie conseguem cheirar até o mais fraco dos cheiros então... — ela entregou a mecha de cabelo para ele que a cheirou com os olhos fechados. — É para que possa sentir meu cheiro e se lembrar de mim.

Ele a olhou por um segundo, então fechou os olhos com força. Não poderia viver isso de novo. Não poderia deixar que outra mulher entrasse em seu coração. Mas mesmo assim sussurrou:

— Não conseguiria esquecê-la nem que quisesse.

Ela encostou novamente no banco da carruagem e lhe sorriu; um sorriso encantador e ao mesmo tempo tão sensual que o pôs duro em certas partes de seu corpo há muito tempo esquecidas. Ele fechou a porta da carruagem rapidamente. Então deu as ordens e dinheiro ao cocheiro para que a protegesse e a criasse longe de Londres em uma cidade que ele conhecia, onde a acharia com facilidade. E ele pretendia achá-la, não estava mentindo ao dizer que não se esqueceria dela.

— Quero que a proteja com sua vida. Esse dinheiro será o suficiente para que vivam bem durante algum tempo. E não a toque ou deixe que a toquem, pois se será um homem morto. Você entendeu? — ele usou sua compulsão.

— Sim, meu senhor. — o cocheiro concordou.

A palavra “MINHA” gritou em sua cabeça. Ele sabia que estava para sofrer tudo de novo, não agora, nem amanhã, mas um dia ela seria sua. Já estava com saudades dela. Ela lembrava tanto a sua esposa, na aparência, embora sua esposa fosse mais madura, e no jeito de olhá-lo.

— Venha Edward. — Edward se aproximou de Eric e pôs uma mão em seu ombro, enquanto olhava a carruagem partir.

— Vi como a olhou. — Edward disse suavemente.

— Não quero falar sobre isso. — Eric o cortou. — Agora venha, temos uma vampira para salvar. E eu sei que você não vai gostar nada disso, mas precisamos esperar durante um tempo.

— Por quê? — a expressão relaxada de Edward desapareceu, para se tornar amarga e furiosa novamente.

— Temos que esperar o Samhain[1], é o único dia em que poderemos entre em contato com uma bruxa.

— O que é isso? — Edward o olhou confuso.

— É uma celebração celta. Você sabe que as bruxas surgiram dos celtas, não é? — Edward assentiu. — Elas começaram praticando magia branca, pedindo aos elementos e aos deuses o poder da cura e o contato com a natureza, para que assim pudessem ajudar os doentes e aumentar as colheitas para alimentar o povo; mas houve aquelas bruxas que foram muito gananciosas e só praticavam como um bem próprio; que usaram a magia para ferir os outros, essa bruxas foram consideradas usuárias de magia negra. Elas foram banidas do povo celta e circularam pelo mundo. Algumas foram para Rússia, para a Inglaterra e para outros milhares de lugares e se tornaram lendas desses territórios; misturaram-se as crenças desses povos, antes mesmo de formarem países. A maior parte das bruxas foi banida para outro mundo, para o mundo dos mortos. Bruxas vivas são impossíveis de encontrar, será mais fácil que esperemos o Samhain.

— Mas elas continuam sendo de origem celta. — Edward afirmou.

— Sim, por isso precisamos esperar até esse dia. É o dia em que as bruxas mortas podem entrar em contato com o mundo dos vivos. É quando elas podem pedir os favores que as alimentarão pela a necessidade da maldade até o próximo ano.

— E quando ocorrerá esse Samhain? — Edward o interrompeu.

— Trinta e um de outubro.

— Daqui a três meses? Você ficou louco? Não posso deixá-la lá durante tanto tempo. — Edward vociferou.

— É o único jeito. Enquanto isso reunirá os objetos que preciso para o ritual, encontraremos alguns amigos meus também. Outros vampiros que criei e que nos ajudarão contra a guerra que está por vir.

— Guerra? — Edward o olhou sério.

— Sim. No momento que Isabella nos disse o que seu mestre planejava, eu entendi. Ele está juntando crianças meio-vampiras, para criar um exercito que lute de dia contras os humanos. Esperar que vampiros se tornassem velhos os suficiente demoraria muito. Ele já espera que eles tenham quinhentos anos para que possa pegar seus filhos. Ele deve ter muitos meio-vampiros escondidos em algum lugar do mundo, a julgar pelo quanto ele é velho. Deve estar esperando a oportunidade perfeita para subjugar os humanos.

— Maldito bastardo! Ele queria usar meu filho como uma arma contra os humanos?

— Sim. — Eric assentiu.

— Eu vou matá-lo. Tão logo recuperemos Isabella, eu irei matá-lo com minhas próprias mãos.

— Para isso terá que se tornar forte. Treinar muito suas habilidades.

— Eu o farei por Isabella, por meu filho e por todas as crianças que esse bastardo deve ter escravizado ao longo dos milênios.

— Sim, o faremos pagar. Eu juro pela memória de meu filho. — Eric afirmou seus olhos também brilharam de raiva. Só de imaginar o que esse monstro poderia ter feito ao seu filho se tivesse o descoberto o enfurecia.

Mataria ao bastardo pela memória de seu filho.



[1] Celebração celta que marca o início do inverno e o dia de todos os mortos. Mas conhecida como Halloween.

Notas finais
Gente hoje é o aniversário da fic, então caprichem no comentario e façam uma escritora feliz ajude a chegarmos as 1000 reviwes temos 905 por enquanto, comentem os capítulos que ainda não comentaram e vamos bombar nas recomendações. e não esqueçam de indicar as amigas a fic.
*Sobre a fic
Não me matem. Não pensem que o Edward se manteve casto e puro, pois ele pegou a Rosalie após o casamento, mesmo que tenha sido para concretizar o casamento. e cai entre nós o damon é um cara muito quente. Apesar de aqui na história ele é um pouco moreno. A bella não é de ferro.
Falta pouco para o bebê nascer hein e proximo capítulo vou postar ou o que está acontencendo com Dimitri, ou o que está acontecendo com Edward. Mas só quando chegarmos aos 1000 coments. Eu sei que sou uma chantagista e mereço ir ao inferno, mas não posso evitar.
Assuntos paralelos.
Gennnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnte mas que livro é aquele de 50 tons de cinza... Cara eu já gostava de BDSM mas agora eu to é louca de tesão. Christian gray éum tesãoooooooooo de vaca. kkkkkkkk
xoxo, Violet Pattinson