Maldito vampiro.
36 Quente como o inferno
Capítulo 35
Um mês nessa aldeia e eu já estava enlouquecendo. Havia lobos em todos os lados, vampiros também; não tinha para onde eu fugir; eu pensei que eles fossem inimigos eternos e todas essas bobagens que Dimitri me falava. Isso não era verdade, eles vivem nesse lugar escondido do mundo em completa paz, alguns até eram companheiros.
— Damon vous a demandé de dîner avec lui[1]. — Elena entrou na cabana com uma expressão mal humorada, ela definitivamente não gostava de mim. Será que ela era amante de Damon? Talvez ela ainda seja.
— Non, mais merci de me le demander[2]. — respondi, ela me fulminou com o olhar, bufou e partiu sem dizer mais nenhuma palavra.
Contei mentalmente até dez, quando ouvi o barulho de passos apressados vindo em direção à cabana. Não duvidava que ele viesse; isso aconteceu todos os dias em que eu estava aqui.
— Eu lhe fiz um convite. — Damon entrou furioso na cabana. Olhou para mim exasperado, com seus olhos brilhando amarelos, observando minha expressão indiferente para ele. — Estou falando com você.
Eu o ignorei. Ele grunhiu.
— Não estou com vontade. — disse simplesmente.
— Não perguntei se você estava com vontade. Você irá jantar comigo e com meu povo. Chega dessa atitude infantil...
— Obrigada, mas caso você não tenha percebido... os vampiros não comem. — disse secamente.
— Eu percebi, inclusive tenho muitos vampiros aqui na aldeia. Mas quero sua companhia, quero que todos vejam que você é minha.
Eu bufei.
— Para que enganar seu povo com uma mentira tão deslavada.
— Por que não é uma mentira. — ele sentou ao meu lado na cama. — Eu a quero tanto. — ele acariciou a pele de meu braço e um arrepio correu por meu corpo. Ele sorriu conhecedor, ele havia percebido meu tremor.
— Eu não amo você. — sussurrei.
— Você irá com o tempo. — ele disse firmemente.
— Não, não irei. — eu sentei na cama e aproximei meu rosto do seu até que nossos olhos estavam conectados. — Eu posso ver em seus olhos que você é um homem bom, eu convivi com vampiros ruins o suficiente para saber quando há bondade no coração de uma pessoa ou não, mas eu não posso amá-lo. Meu coração é do pai de meu filho.
— Com o tempo você irá esquecê-lo, eu irei criar essa criança como minha. Você me amará. — ele colou seus lábios em minha bochecha, então os levou até meus lábios.
Em um segundo ele estava me imprensando na cama, seu rosto estava em meu pescoço sugando, lambendo, mordendo minha pele quente. Suas mãos passavam por todo o meu corpo descobrindo cada pedaço de pele que ele podia. Ele tinha o corpo muito quente e apesar de todo seu tamanho e peso, ele estava sendo atencioso, estava tomando cuidado para não pôr seu peso em minha barriga. Sua perna direita estava entre minhas pernas, convidando-me a abri-las. Ele mordeu o lóbulo de minha orelha, então puxou minhas mãos para cima de minha cabeça. Eu não pude evitar o gemido que me escapou. Fazia meses que ninguém me tocava assim e eu tenho minhas malditas necessidades de mulher, necessidade que só foram saciadas por Edward e também aparentemente por este homem que eu mal conhecia.
“Edward”! Como pude esquecer-me dele, nem que fosse por alguns segundos?
— Não faça isso. — eu sussurrei; suas mãos pararam sobre meus seios desnudos, ele acariciou um mamilo e então o outro. — Por favor, pare!
— Por quê? — ele suspirou e enterrou seu rosto em meu pescoço. — Você estava gostando. Seu corpo respondeu ao meu.
— Por que você é quente... mas não seria amor no entanto.
— Mas poderia ser um bom começo para nós. Eu poderia atraí-la para a minha cama. — senti seu sorriso na pele de meu pescoço e não pude evitar sorrir também. — Ao menos você me acha quente.
— Você é um lobo mal, não é? — eu acariciei seus cabelos negros e macios, então parei abruptamente; o que diabos eu estava fazendo? — Pode sair de cima de mim, senhor?
— Não sem receber algo em troca...
— Como o que? — mal perguntei isso e senti seus lábios sobre meu mamilo esquerdo. — Oh...
Ele sugou e sugou; seus dentes arrastando sobre meu botão sensível. Sua língua deixando-me úmida. “Maldição, eu estava gemendo. Vil conquistador.” Minha intimidade estava úmida. Ele levantou o rosto de meu seio e lambeu os lábios, seus olhos agora estavam escurecidos de desejo.
— Delicioso... — bastardo, ele estava falando de meu mamilo como se fosse morango com nata. — Seu doce mamilo está estirado para minha boca, Isabella. Esperando minha total atenção. Como pode dizer que não me quer?
— Solte-me demônio infernal. — eu sussurrei.
Ele me deu um sorriso brilhante, todos os brancos dentes contrastando com sua pele morena. Então partiu para o outro mamilo. Se eu estivesse em pé eu poderia ter caído do jeito que eu me sentia fraca e rendida sob esse homem. Ele continuou nessa deliciosa tortura, aproveitando-se de meus seios a seu bel-prazer.
Então ele se levantou... Custaram alguns segundos para eu perceber isso, mas que inferno, ele é tão excitante.
— Bastardo. — eu gemi, pus meu braço sobre meus olhos escondendo meu rubor dele.
Ele soltou uma sonora gargalhada, muito feliz para meu gosto.
— Venha logo, mulher. Temos uma deliciosa jarra de sangue lhe esperando lá fora e um grande grupo de seres místicos que desejam lhe conhecer. — ele estendeu sua mão para mim e eu a peguei.
— Sua amante não gosta muito de mim. — sussurrei.
Ele arqueou sua sobrancelha escura com uma expressão divertida, os lábios repuxados em um sorriso.
— Amante? Não me lembro de ter alguma, até agora é claro. — ele me olhou sugestivamente.
Não pude evitar o rubor que manchou minhas bochechas de rosa. Nem o ciúme, ela é muito mais bonita que eu e até mesmo Edward ficou encantado por sua beleza.
— A bonita mulher de cabelos escuros, com o vestido de prostituta e que costuma falar francês, como se ninguém mais soubesse falar a maldita língua. — eu fiz uma careta, mulherzinha insuportável.
— Você está falando de Elena? — ele olhou furioso para mim.
Dei de ombros. Bem, parece que alguém não gosta que falem mal de sua concubina. Ele me fulminou com seus olhos amarelos, sempre que ele estava com raiva, seus olhos brilhavam dessa cor. Gostaria de saber como eram seus olhos antes de ele ser transformado em lobisomem. Na maior parte do tempo eles ficavam negros, até a parte branca que todo humano e vampiro têm eram negras.
— Talvez, você conheça mais alguém com essas características nessa aldeia? Talvez todos vocês sejam franceses embora eu supusesse que você fosse latino.
— Primeiramente minha querida, eu não sou latino, minha mãe o era e meu pai era um Lorde francês, tive a sorte de parecer com minha mãe; em segundo lugar, não aprecio que você diga que minha irmã mais nova pareça, ou que se vista como uma prostituta.
Meus olhos arregalaram-se.
— Oh... desculpe-me... — agora eu atingi o mais alto nível de vermelho. Poxa, como eu saberia que ela era sua irmã?
— Contudo... — ele sorriu descaradamente, um sorriso cheio de dentes e muito satisfeito. — Eu lhe perdoarei, pois isso prova que está começando a gostar de mim...
Ele se moveu para a entrada da cabana e eu o segui rapidamente parando em sua frente e bloqueando sua passagem. Ele cruzou os braços e me olhou interrogativamente.
— Não entendi o que exatamente, você quer dizer com isso. Eu não estou começando a gostar de você.
— Bem, não é exatamente o que você demonstra com seu ciúme.
— Ciúme? — eu ofeguei e o olhei ofendida. — Não estou com ciúmes, nem conheço você. Pouco me importa se você dorme com todas as mulheres da aldeia.
— Só com as que não têm um companheiro, talvez umas quinze ou mais... mas quem é que esta contando, não é?
— Ninfomaníaco do inferno, espero que fique impotente.
Ele arregalou os olhos e engoliu em seco.
— Não rogue malditas pragas para meu membro, sua vampirinha enfezada. Ou irei mostrar para você o quão potente eu posso ser na cama.
— Ora, o duvido muito. Aposto que nem transar com uma mulher você consegue.
Ele estreitou os olhos e suas pupilas ficaram realmente escuras e oscilaram para o amarelo. Ele estava excitado. “Oh, inferno.”
— Não me olhe assim. — eu dei um passo instintivamente para trás.
— Como eu estou lhe olhando? — ele deu um passo para frente me seguindo.
— Como se eu fosse algo de comer. — dou mais um passo para trás.
— Você é de comer, e eu estou doido para provar-lhe o gosto. — ele lambeu os lábios; ele realmente os lambeu. Ele abriu a porta da cabana e gritou em alto e bom som: — Não iremos jantar esta noite. Tenho que ensinar a minha mulher o quanto eu posso satisfazê-la na cama.
“Inferno, eu consigo ouvir o riso de todos os membros da aldeia.”
— Bastardo, não toque em mim. — eu corri para o outro lado da cama.
— Deite na cama! — ele comandou.
— Não. — sussurrei.
— Você prefere que eu a deite? — ele cruzou os braços e me olhou impassível.
— O que você vai fazer?
— Exatamente o que eu disse ao meu povo. Agora deite na cama.
— E se eu não quiser? — desafiei, agora meu corpo estava tremendo em uma mistura de excitação e raiva.
Em um segundo eu estava deitada na ponta da cama; ele me jogara lá tão rápido que eu não esperava; ele não deitou em cima de mim dessa vez. Ficou em pé em minha frente me olhando com um sorriso malicioso enquanto ele abria minhas pernas e subia meu vestido.
— Uma linda visão, devo dizer. E você está tão molhada que posso sentir seu cheiro daqui. — ele lambeu os lábios mais uma vez.
Eu estava arquejando agora, morrendo de vergonha e excitada como o inferno. Ele sorriu então se agachou na minha frente, o vestido estava tampando minha visão, então é com surpresa e um tremendo susto que senti algo molhado fazer um caminho fervente de minhas coxas até minha intimidade. Ele estava me lambendo.
— Oh meu Deus! — eu gritei.
— Shiss, amor, estamos só começando. E lhe garanto que Deus não tem nada a ver com isso. — ele continuou a lamber-me, a provar minha essência. — Está tão pronta para mim, meu amor. E que gosto maravilhoso.
Não deixei de gemer em nenhum segundo. Ele introduziu um de seus dedos em mim acariciando meu ponto de prazer. Então logo os outros estão fazendo seu caminho para dentro de meu corpo. Até que eu explodi em um mundo de sensações, fui levada a outro mundo, um mundo de cores, onde o sol brilha esquentando meu corpo. Contorci-me e novamente senti sua língua recolhendo todo meu liquido de prazer. Ele arrastou seu nariz em minha intimidade e cheirou meu aroma.
— Você cheira tão bem. — ele gemeu. — Deliciosa, querida. Mal vejo à hora de estar enterrado dentro de você.
— Não iremos fazer amor? — eu sussurrei.
— Não hoje. Quando acriança nascer, faremos. Então você não poderá andar por um dia inteiro... — ele sussurrou em meu ouvido e se foi.
Eu fiquei jogada na cama olhando para o teto da cabana. “Em que diabos eu estava me metendo? Mais um homem em minha vida. Por que eu tinha que estar cercada deles? Eu ainda amo Edward, sei que sim, mas... esse Damon, ele é... quente como inferno. Só esperava não me queimar. E muito menos sentir algo mais profundo por ele.”
[1] Damon pediu-lhe para jantar com ele.
[2] Não, mas obrigado por perguntar.
Notas finais
Eu sei que o capítulo é pequeno, mas eu reservo os maiores capítulos somentepara nossa bella né.
bjsssssss
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