Maldito vampiro.
37 Nunca estive tão perto da loucura...
Notas iniciais
"Why does it rain, rain, rain down on utopia? Why does it have to kill the ideal of who we are? Why does it rain, rain, rain down on utopia? How will the lights die down telling us who we are?"
Capítulo 36
— Faça mais força! — a velha mulher alojada no vão entre minhas pernas gritava, eu tinha certeza, mas era impossível prestar atenção. As dores do parto me atingiram totalmente de surpresa, havia pensado que uma vampira como eu não sentiria uma simples dor humana, mas parecia que estava arrancando meus ossos do corpo.
Tudo doía. Estrelas rodavam por cima de minha cabeça, como um furacão. As imagens do quarto desfocadas; tinha certeza que Damon estava ali, mas não conseguia mais vê-lo. Minha consciência estava se perdendo.
— AH! — a contração que me assolou balançou meu mundo. Foi uma dor tão forte que parecia que meu corpo todo havia ficado dormente.
— Segure a mão dela. — a velha gritou novamente para alguém no quarto e logo mãos masculinas seguraram a minha mão firmemente. Minha mente confusa me fez ver coisas que não estavam ali.
— Edward. — sussurrei. Era como se eu estivesse vendo ele ali. Lindo, com toda a sua beleza esplendorosa e ao mesmo tempo tão masculina. Ele não podia estar realmente ali podia? Com os cabelos escuros contra sua pele pálida e com os braços musculosos prontos para me tomar em seus braços.
A dor era terrível demais, mas com Edward ao meu lado eu sabia que poderia continuar em frente. Por ele e por meu bebê. A mão tentou largar a minha, mas eu a segurei mais forte. Não queria ficar sem ele de novo. Não queria que ele me abandonasse e eu tivesse que sofrer tudo sozinha sem sua ajuda.
— Não vá, Edward. Por favor, não me deixe. Eu te amo tanto. — sussurrei.
Ao longe eu consegui ouvir vozes discutindo, mas nenhuma pertencia a Edward. Um grunhido. A mão apertou a minha de uma forma dura, não para me confortar, mas sim para me fazer sofrer.
— Ela está me chamando pelo nome de outro. — Damon disse furioso.
— Ela está tendo alucinações por causa da dor. Deixe a pobre moça em paz e continue segurando a mão dela. Sua mãe, que Deus a tenha, teria vergonha de como se comporta moço. A pobre mulher está sofrendo.
Então uma dor muito mais excruciante tomou conta de meu corpo. Era como se estivesse sendo partida ao meio, então... Foi à coisa mais linda que já ouvi em minha vida; mais bonito que as mais doces das sinfonias; mais bonito que o som das gaitas de fole, tão famosas em minha época de humana. Era o som do meu bebê. Chorando para vida depois de lutar para sair de dentro de mim. Um som que nunca iria esquecer; era fruto do meu amor com Edward.
— É um menino. — a velha mulher disse alegremente.
Eu sorri em meio às lágrimas. Então eu fui engolfada pela escuridão. Eu não vi meu bebê. Eu queria tanto tê-lo visto.
***
Eu acordei não sei depois de quanto tempo, mas sabia que estava sol lá fora. Alguns raios de sol passavam pelas frestas da janela, mas nenhum tocava minha pele. Olhei para o canto mais afastado da cabana e me assustei ao perceber que Damon estava sentado lá, em uma cadeira de madeira velha, olhando-me estranhamente.
— Damon? Está tudo bem? Onde está meu bebê?
— Está sendo amamentado. — ele disse resoluto e pude ver que estava furioso.
— Ele está bem? Pode trazê-lo para que eu possa vê-lo. Quero amamentá-lo eu mesma. — tirei os lençóis que estavam sobre mim, ainda sujos de sangue. E coloquei minhas pernas para fora. Eu havia perdido muito sangue, tentei me levantar, mas fiquei tonta pela perda.
— Não. — ele disse friamente.
— Por que não? — um frio tomou meu corpo e eu fiquei furiosa; eu o olhei com tanta raiva que poderia perfurá-lo com meus olhos. Eu sou a mãe, tenho todo o direito de ver meu filho.
— Por que você não vai vê-lo até que pare de pensar no outro homem.
— Edward?
— Não diga nunca mais esse nome. — ele levantou irado e veio em minha direção.
Por um momento achei que ele iria me bater. Mas ele apenas pegou meu rosto com força e me fez encará-lo. Sua expressão era de puro ódio e magoa. Ele nunca me olhara assim, desde que ele me trouxe para a aldeia eu o havia visto irritado, mas não a esse ponto.
— Não quero que repita o nome daquele infeliz; não quero que pense nele; nem que fale para a criança que, ele é o pai dele. — ele segurou minha cabeça quase encostada na sua, nossos narizes quase se tocavam.
— Não pode me forçar a...
Ele me interrompeu com um beijo furioso e cruel. Ele estava tentando com esse beijo estabelecer sua posse sobre mim. Marcar-me. Eu o empurrei para longe com todas as minhas forças.
— Não me toque. — eu limpei minha boca com raiva e nojo. — Você não pode separar meu filho de mim.
— Posso e vou. Não verá seu filho até que tenha se conformado a me aceitar como seu macho Alfa e você como minha fêmea Alfa.
As lagrimas começaram a jorrar por meu rosto mesmo que eu quisesse impedi-las.
— Por favor, Damon, me deixe ver meu filho.
— Não! — ele gritou. — Não vai vê-lo e ponto final. Você será minha. Ou não será de ninguém, não deixarei que tenha nenhum tipo de amor.
Ele andou para a porta e eu saltei da cama atrás dele. Quando ele abriu a porta para sair eu avancei, mas ele me jogou no chão sem o menor esforço.
Olhei para ele com o rosto molhado pelas lagrimas e com os cabelos descabelados, minha camisola ainda suja de sangue do parto. Eu estava uma figura deplorável.
— Por favor... — eu me arrastei até seus pés, agarrei suas pernas, me humilhando para ele. — Eu aceito ficar com você. Mas por favor, não me peça para mentir para meu filho.
— Não, Isabella. Eu quero tudo de você. Seu amor, sua lealdade, seu corpo e seu filho. Não quero que aquele homem faça parte de sua vida e de seus pensamentos. — ele me segurou pelos ombros e me afastou. — Você está fingindo e eu quero algo de verdade. Enquanto você não me amar, você não verá seu filho. E não se dê o trabalho de tentar fugir, pois tenho soldados rodeando cada canto dessa cabana. Você não sairá daqui a até que aceite sua condição de minha esposa. Mas esposa de verdade, de corpo e alma. E ninguém trará seu filho aqui. — ele andou para longe se afastando de mim.
Eu o olhei com um ódio maior do que eu já olhei para Dimitri alguma vez. Ele estava com a expressão torturada. Damon não era mal, mas seu ciúme o cegava. Eu poderia ter um pouco de carinho e pena dele, mas não quando ele estava tirando meu filho de mim.
— Tirar meu filho de mim não me fará amá-lo. Não me fará esquecer Edward. Apenas fará com que eu tenha nojo de você. Você me entende? — eu berrei a plenos pulmões. — Nojo!
Ele me deu um tapa em meu rosto. Pude ver que ele se arrependeu logo em seguida, mas não tirou a expressão de fúria de seu rosto.
— Então espero que se conforme a nunca ver seu filho. O menino terá uma mãe e algum pai aqui na aldeia. Talvez eu até o dê para a mulher que o está amamentando com seu leite e sangue, para que ela o crie.
— Você não pode fazer isso. — sussurrei.
— Não? Então fique só olhando.
— Eu odeio você. — eu gritei.
Ele saiu da cabana batendo a porta. Eu embolei meu corpo no chão chorando, sentindo o cheiro de meu bebê ainda em meu corpo... Eu nunca estive tão perto da loucura, como estava agora.
— Meu bebezinho. Meu lindo menininho. — eu choraminguei. Como ele deviria ser? Era parecido com Edward? Ou comigo? Quem iria protegê-lo do mundo? Ninguém nunca iria amá-lo como eu.
ESSA MUSICA ME FAZ LEMBRAR DOS SOFRIMENTO QUE A BELLA SOFRE NESSE MUNDO LOUCO.
https://www.youtube.com/watch?v=pgqDURxuZo0
Gente me add no Facebook:
https://www.facebook.com/lariissiinha94
Não se esqueçam de curtir e acompanhar a pagina e o grupo da fic:
https://www.facebook.com/groups/193570857429963/?ref=ts&fref=ts
https://www.facebook.com/MalditoVampiro
Notas finais
XOXO, VIOLET PATTINSON
Fale com o autor