Maldito vampiro.

10 Novo amigo, ou problemas a bordo?


Capítulo 9

“Encontramos amigos onde menos esperamos, mas juro que em séculos, jamais esperei que fosse acontecer em uma situação tão inusitada.”

Porto de Londres, 1821

— Ela está muito pálida, Alteza. Não seria melhor chamarmos um médico. — alguém estava falando, mas eu não reconheci a voz.

— Mas se descobrirem que ela está aqui... — Edward não terminou de falar, ele estava preocupado com o fato de terem me trazido à força de dentro de casa, sem contar o meu estado, muitos pensariam que ele havia me violentado. — Está bem, mas não demore. Procure doutor York, ele é o medico que eu e minha família consultamos quando viemos à Inglaterra.

— E quanto aos machucados dela? Como irei explicá-los? — o homem perguntou.

— Diga que é minha prima e que foi assaltada por malfeitores, caso ele não acredite... Subornos são sempre aceitos. Não me importo, eu só quero vê-la bem. Chame Eric, quando sair, por favor.

— Sim, Milorde.

Alguns minutos depois o tal Eric entrou no cômodo em que estávamos. Embora eu estivesse muito ferida eu ainda podia reconhecer seu cheiro. Era ele sem sombras de duvidas, o mesmo homem que me olhara de um jeito estranho.

— Pois não, Edward? — ele tinha uma voz grossa que me deu um calafrio.

— Vigie ela para mim, eu tenho que dar as instruções ao resto da tripulação. Não deixe que ninguém entre aqui, sem minha permissão. Entendido?

— Sim, Edward.

Edward saiu do quarto e eu fiquei deitada na cama. Eu sentia que ele estava olhando para mim, aquele homem estranho estava andando até mim e eu continuei de olhos fechados. Ele estava muito próximo de mim, pude sentir seu hálito quente em meu rosto.

— Abra os olhos. — ele disse, sua voz soou baixa, mas bem próxima de mim. — Eu mandei abrir os olhos.

Eu não podia, ele veria como meus olhos estavam vermelhos pela fome que eu estava sentindo. Suas mãos prenderam meu rosto com força e ele abriu meus olhos com o dedo.

— Eu sabia. Quanto tempo você achou que poderia esconder o que você é? — eu abri meus olhos subitamente e o olhei assustada. — Você perdeu a língua?

— Co-como você sabe sobre mim? — eu o olhei assustada.

— Como você acha que eu sei? Eu sou um vampiro também. Não percebeu? — ele perguntou exasperado e eu balancei minha cabeça negativamente. — Você realmente não sabe o que é ser uma vampira, não é? Como você não sentiu o que eu sou?

— Sentir? Do que você está falando? — eu tentei me levantar, mas tudo ainda estava rodopiando a minha volta.

— Nós sentimos outros iguais a nós. Seu mestre não lhe ensinou isso?

— Não, ele me deixava presa quase o tempo todo, não me ensinou muita coisa além de me alimentar. Ou controlar mentes de humanos.

— Ótimo, um vampiro bebê. — ele sentou ao meu lado na cama. — Você está precisando de sangue. Está péssima, não vai aguentar por muito mais tempo do que já agüentou. Quanto tempo tem que você não se alimenta?

— Não sei, acho que desde ontem de manhã.

Ele me olhou com raiva.

— Seu mestre não alimenta você?

— Ele está com raiva de mim. Quando ele fica com raiva ele não deixa eu me alimentar.

— Que desgraçado. Fique quieta, eu vou arranjar sangue para você, mas não ouse tentar fugir. Quebrar uma perna sua e dizer que você já estava com ela quebrada, não fará nenhuma diferença para mim.

Ele saiu pela porta de madeira que ficava do outro lado da cabine. Era um cômodo masculino e rústico, embora fosse visível que pertencesse a alguém acostumado com os luxos. Edward provavelmente. Estávamos definitivamente em um navio e como havia dito Edward, zarparíamos para a Rússia.

Eric voltou com um rapaz mal vestido que estava um pouco sujo também, provavelmente ele era o encarregado de limpar o convés. O menino, com não mais que dezessete anos, estava com uma cara de abobalhado. Estava sobre o efeito da compulsão.

— Foi o melhor que eu consegui achar, então não faça essa cara de nojo, por que você não está muito melhor que ele. — ele falou mordazmente.

— Não é isso, mas ele é só uma criança...

— Oh, uma vampira com escrúpulos que perfeito. Não me interessa. Poderia ser um bebê, você vai beber dele, ou vai definhar até a morte.

— Mas... Tudo bem. — suspirei derrotada. — Mas só vou tomar um pouquinho. — ele jogou o menino em cima de mim e eu o segurei em meus braços.

Virei à cabeça dele expondo o pescoço sujo, com uma careta deslizei meus dentes por seu pescoço até achar a veia da qual me alimentaria sem matá-lo. Perfurei a pele fina e deixei que o sangue escorresse por minha boca. Era tão bom. Parecia que eu não me alimentava há muitos dias, pois eu estava sugando com força e dava grandes goladas.

— Você vai matá-lo assim. — Eric disse do batente da porta. Ele estava de braços cruzados, olhando para mim curiosamente.

Desviei meus olhos para o rosto do menino que expressava um misto de dor e de prazer, pois nossas mordidas liberavam uma sensação de prazer que eu não sabia explicar de onde vinha. Eu larguei o menino, quando vi o quão pálido estava.

— Eu ainda não estou bem. — disse limpando minha boca com as costas da minha mão; furei com minha presa meu polegar e passei sobre as duas feridas do pescoço dele para curá-lo.

— Mas é o suficiente para você não morrer. — eu assenti; realmente eu me sentia mais forte.

— Você trabalha para Edward?

— Isso é meio obvio, não é? — ele era muito rude, sempre respondendo secamente.

— Ele sabe o que você é?

— Não, ele não sabe. E não ouse contar, pois antes disso eu te estripo.

— Eu não pensei em contar, eu apenas perguntei. Além do mais eu não posso contar para ele, pois também sou igual a você. Ele... me odiaria se soubesse o que sou.

— De fato. — ele virou-se para sair. — Volte a deitar, Edward mandou chamar um médico. Ele chegará a qualquer instante. Estranhará por suas feridas estarem praticamente curadas, mesmo havendo tanto sangue em suas roupas.

— Espere! Porque você me ajudou? Você não me conhece. — eu o olhei interrogativamente. Ele era bonito apesar de ser muito estranho, meio obscuro talvez.

— Eu não estou te ajudando. Estou me ajudando, se descobrirem sobre nossa existência estaremos com os dias contados. Os caçadores humanos nos perseguiriam até os fins dos tempos.

— Por quê? Somos mais fortes que eles, o que há de tão perigoso nos humanos?

— Eles são espertos. E embora muitos de nós acreditemos que somos invencíveis, nós não somos. Ninguém é imortal, entenda isso e preste atenção no que você faz perto dos humanos.

Revirei meus olhos, ele não tinha a aparência de um velho, mas falava como um. Claro que ele deveria ser muito velho.

— E como vou fazer para ficar nesse navio sem poder sair na luz do sol? Vão desconfiar.

— Quantos anos você tem?

— Quatrocentos e noventa e nove anos como vampira.

— Você realmente ainda é um bebê. Você não vai poder andar na luz do sol pelos próximos quinhentos anos. Vamos dar um jeito.

— Por que você está trabalhando para Edward? — ou minha curiosidade me vencera mais uma vez, ou eu apenas estava preocupada com o que poderia acontecer a Edward, pois não consegui refrear a pergunta a qual eu sabia que não teria resposta.

— Não é de sua conta, apenas pode ter a certeza de que não vou machucá-lo. Nunca. — eu quase poderia jurar que havia certa ternura da parte dele ao falar de Edward.

Eu sorri para ele, em agradecimento.

— Obrigada, Eric.

Ele assentiu e agarrou o moleque pelo colarinho arrastando-o para fora da cabine e me deixando sozinha com meus pensamentos.

Notas finais
Gente, vcs não estão cooperando eeu sei que pode encher o saco, mas não custa nada deixar um review em cada capítulo para ajudar o escritor. infelizmente as pessoas só leem aquelas histórias que tem muitos reviews e recomendações, pois acham que são as melhores, mas eu estou cansada de ver um monte de histórias que parece que tem um analfabeta as escrevendo. Então por favos me ajudem a deixar minha história famosa por favor.
xoxo.